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Sexta, 10 Julho 2020
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No Acre, enfermeira estampa foto em máscaras para ser reconhecida por pacientes

A vida em tempos de pandemia do novo coronavírus também revela muitas histórias de generosidade que podem ganhar várias formas. A técnica de enfermagem Ídala Tessania, de 41 anos, por exemplo, resolveu confeccionar máscaras personalizadas com a foto dela para que os pacientes possam reconhecê-la durante o atendimento.

Ídala trabalha na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, que não atende pacientes com Covid-19, mas, contou que as medidas de proteção neste período foram intensificadas.

Por isso, os pacientes não tinham mais como identificar quem estava fazendo o atendimento e foi a partir daí que teve a ideia de revelar sua identidade por meio do EPI personalizado.

"Depois de toda essa obrigatoriedade de óculos, viseira, máscara, via que passava por muitos deles, dava bom dia e ficava naquela dúvida: 'o senhor está me reconhecendo?' Acreditava que, no momento, só por educação eles diziam que sim. Então, fiquei pensando no que poderia ser feito e veio a ideia da máscara", conta.

Foto: Arquivo Pessoal

Então, ela que já tinha mandando fazer máscaras personalizadas para uma criança, com super heróis, perguntou para a amiga de uma malharia, se seria possível confeccionar o material com a foto dela.

Com a resposta positiva, ela não pensou duas vezes, buscou aprovação do hospital e, após a aprovação, ela mandou confeccionar uma dúzia de máscaras para poder ficar mais próxima dos pacientes, só que de um jeito diferente. E há uma semana está usando o material.

"A intenção é que eles saibam quem está cuidando deles porque não tem como se desparamentar e veio a ideia. E foi muito bem aceita pela equipe do hospital e foi assim que surgiu a ideia. E o objetivo é que eles soubessem. Não é um crachá de colega para colega, mas o foco é o paciente", ressalta.

Reação


Ídala pensou que se ela fosse paciente ia gostar de saber que está cuidando dela. E acrescenta que sempre mantém uma boa relação com os pacientes e acaba criando laços, por isso, pensa na reação deles.

"Foi tudo bem aceito, tanto pelos pacientes, os que estão conscientes, quanto pelos colegas que já querem aderir a ideia também. Foi bem bacana. É impossível não ter um laço de amor, de cuidado, de proximidade e a torcida por cada uma para que saia logo e fica a amizade até depois daqui. Então, o objetivo é aproximar", acrescenta.

As máscaras tiveram um custo de R$ 8. Ela usa duas por plantão para seguir as recomendações de saúde. E comemora que a ideia deu certo.

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