Foto: Anselmo Wanzeller/Arquivo Agência Amapá
O carnaval está chegando e com ele, as tradicionais bandas do Carnaval de Rua. Em Macapá, capital do Amapá, as bandas reúnem todos os anos moradores e visitantes em diferentes pontos da cidade, levando alegria para a população da cidade.
Em Macapá, quatro ligas organizam as bandas de carnaval de rua: o Clube dos Blocos Carnavalesco do Amapá (Abocla), o Circuito Centro Folia, o Carnaval Beira Rio e a Liga Independente dos Blocos Carnavalescos do Amapá (Liba).
O historiador e professor em Macapá, Celio Alício, que dedica seu trabalho aos estudos do carnaval na capital amapaense, conta que as principais bandas se apresentam de desde a década de 1940.
“O Carnaval no Amapá começa ainda na época que o Amapá era um estado federal. Ainda na época do governador Janary Nunes, que durou de 1944 até 1955, surgiram os primeiros blocos. Consta nas pesquisas que o bloco mais antigo se chamava “Bandoleiros da Orgia”, que era composto por trabalhadores da Construção Civil no estado do Pará e que vieram para Macapá. E daí surgiram agremiações e bandas”, explicou.
📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Dentre as principais bandas de rua de Macapá e que se mantém em apresentações há muitos anos está “A Banda” que, segundo Célio Alício, é realizada pela Associação de Brincantes e Simpatizantes do Bloco de Sujos e já acontece a mais de 60 anos.
“Esses blocos de rua em Macapá são conhecido mais como blocos de sujos e entre esses blocos está a ‘A Banda’, que se apresenta todos os anos desde 1965 na tarde da terça-feira gorda de carnaval, percorrendo diversas ruas, saindo de sua sede ali no bairro do Laguinho, próximo ao Centro, passando pela Rua Cândido Mendes, Avenida Henrique Galúcio, por um pequeno trecho da Rua Tiradentes, logo depois pela Avenida Feliciano Coelho, então pela Rua Leopoldo Machado e finalizando na Avenida Ernestino Borges”, detalha.
Blocos animam as ruas e orlas
Além de ‘A Banda’, o Carnaval de Rua em Macapá conta com circuitos organizados de blocos que se apresentam em diferentes pontos da cidade, principalmente pelas ligas. Esses eventos reúnem uma diversidade de blocos carnavalescos que desfilam em sequências programadas, proporcionando programação contínua ao longo dos dias de festa.
Entre os blocos que participam dessas programações destacam-se nomes como Bloco Ponto G, que se posiciona como uma expressão de diversidade e inclusão, e outros com tradição cultural ou de bairros, como Bloco Mangueirinha e Bloco Afoxé Tucujus, que reúnem elementos da cultura afro-brasileira e tradições locais.
No Circuito Beira-Rio, geralmente desfilam blocos como Tô na Luta, Pororoca, Urubuzada, Charangas, Tia Fé, Aué, Unidos da Paunela, Tonga da Milonga e Rosa Açucena, entre outros.
“As principais festas de carnaval de Macapá são os desfiles das escolas de samba, do primeiro grupo e do segundo grupo, compostas por dez agremiações, e os blocos que animam multidões como o caso da ‘A Banda'”, finaliza o professor e historiador.
Segundo o presidente da Abocla, Claudio Vaz, nos últimos anos as ligas tem se unido para apresentações na orla do Rio Amazonas, o que tem funcionado, reunindo foliões macapaenses e turistas. “Todos os blocos na Praça Beira Rio, em frente a cidade de Macapá, juntam multidões. Tem também a apresentações de artistas nacionais consagrados, o que tem atraído a população e turistas também”, afirmou.
Leia também: Seis dicas para aproveitar o Carnaval de rua em Macapá com segurança
Macapá para o mundo ver
O projeto Macapá para o mundo ver é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) que propõe ações
integradas de comunicação, educação e valorização cultural durante o aniversário da cidade e o carnaval de
rua. Conta com o apoio da Tratalyx e da Prefeitura de Macapá.
