Glocal Experience aborda possibilidades para Amazônia com o mercado de carbono

Durante programação do evento diversos painéis foram oferecidos gratuitamente para a população amazonense sobre sustentabilidade e novas economias.

Durante os dias 26 a 28 de agosto o Centro Histórico de Manaus foi palco de uma extensa e intensa programação, a Glocal Experience Amazônia levou para a capital amazonense uma série de painéis, oficinas, atividades culturais e educativas de cunho socioambiental. Foram dias focados em observar as questões da Amazônia de maneira local porém numa perspectiva de impacto global, já que a região guarda a maior biodiversidade do mundo.

Francisco Higuchi é CEO da Tero Carbon, esteve presente no Painel ‘Missão Carbono Zero: O Custo de Não Agir é Maior que o Preço de Mudar’, o diálogo aconteceu no Palco Glocal, localizado no Hotel Juma Ópera, ao lado do Teatro Amazonas, um dos principais cartões portais da Amazônia Urbana.

Junto com ele estiveram no debate figuras de importância política como Vanda Witoto e Marcelo Ramos, ambos envolvidos de maneira sistêmica no debate envolvendo a troca econômica do Brasil para economia verde. Carina Vitral, integra a assessoria do Ministério da Fazenda também esteve presente, assim como a diretora executiva do Instituto Oyá, Kamila Camilo e a co-fundadora da Aya Earth Partner, Patrícia Ellen.

Mercado de carbono 

Em entrevista, Francisco enumera três exemplos para situar quem busca entender este modelo de negócio e o quanto ele pode influenciar no futuro do bioma. Ele expõe que as emissões que representam perigo para o aquecimento reside principalmente nos setores da tecnologia. Os setores relacionados à agricultura, florestas e usos da terra contribuem com aproximadamente 15% das emissões globais.

“Num geral, o modelo tradicional de uso da terra na Amazônia não é sustentável, resultando numa dinâmica de desmatamento elevada sem nenhum impacto positivo significativo no desenvolvimento da região ou incremento nos indicadores socioeconômicos”, expõe Francisco que também acredita que preservar as florestas amazônicas é uma questão de estratégia nacional, que vai além das questões relacionadas à mudança climática global.

“Consolidar um mercado justo de comercialização do ativo ambiental ‘Carbono’ nas florestas amazônicas, seja por meio de projetos de REDD+ ou de Manutenção de estoques, pode incentivar um novo modelo de uso da terra na Amazônia, centrado na preservação, conservação e manejo sustentável da floresta”, destacou o Ceo da Tero Carbon.

Conheça Tero Carbon

“A empresa Tero Carbon surge com uma demanda crescente por transparência e inclusão no mercado de carbono em projetos florestais na Amazônia. Grande parte dos projetos dessa natureza que são adotados na região, não contemplam as realidades locais”, para Francisco esses projetos se mostram complexos, subjetivos e demandam volumes de investimentos vultuosos.

“O que faz com que apenas grandes propriedades rurais apresentem um mínimo de viabilidade econômica. Além disso, alguns métodos adotados por estes projetos não são 100% aplicáveis na Amazônia, gerando inseguranças em todos os sentidos”, revelou.

O especialista também expôs os esforços movimentos pela Federação que representa as Indústria diante deste cenário. “A FIEAM criou um fundo de investimentos para soluções inovadoras para a região focado em quatro grandes temas, entre eles o da Bioeconomia, como foco principal em ativos ambientais. Assim, a missão da Tero é popularizar o mercado de ativos ambientais, simplificar e agilizar a inserção de todos, sem restrições de origem ou tamanho”, explica Francisco.

A Tero busca ser o fio condutor, o ‘elo’ entre o mercado consumidor de ativos e os geradores. Criando segurança acerca da existência e lastro do ativo, resguardando as salvaguardas e respeitando as leis nacionais e regionais.

Para o palestrante, participar da Glocal Experience todas as participações da mesa foram de grande impacto para refletir o futuro do mercado de carbono na Amazônia. “Todas as falas trouxeram algum tipo de impacto. Foi uma experiência interessante. O formato é ótimo para interação e um espaço livre para expor ideias e conceitos. Espero que mais eventos dessa natureza, com esta temática sejam realizados aqui no Amazonas e na Amazônia”, finaliza.

Sobre a Glocal Experience Amazônia

A Glocal Experience nasceu em maio de 2022 com sua primeira edição no Rio de Janeiro. O evento retornará à capital carioca no período de 5 a 8 de outubro. Este encontro deverá ser anual e tem a intenção de ser realizado em cada Estado da Amazônia, a exemplo de Boa Vista (RR), que já recebeu uma mini edição do encontro. Em Manaus, terá 70 horas de conteúdo gratuito e sua programação completa está disponível no site do evento.

A Glocal Experience Amazônia tem o apoio do Governo do Amazonas, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Secretaria do Meio Ambiente e Navegam; idealização e operação Dream Factory; e realização da Fundação Rede Amazônica. 

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