Echos da Amazônia: Meliponicultura com abelhas nativas, fortalece a renda familiar em Itapiranga

A meliponicultura vem se destacando não apenas como uma prática de conservação ambiental, mas também como uma fonte promissora de renda para as famílias em Itapiranga (AM), cidade distante há 339 km da capital Manaus. A criação de abelhas nativas sem ferrão por meio do projeto “Mel da Amazônia” tem se mostrado uma atividade econômica sustentável e culturalmente rica, oferecendo benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a economia local.

“O projeto tem contribuído muito para a geração de renda e empregos aqui no município de Itapiranga e também na conservação do meio ambiente. Isso porque, a produção é feita por meio de técnicas sustentáveis, o que é uma alternativa econômica sustentável, pois o agricultor não precisa derrubar árvores para obtenção do produto, mas até plantar mais para oferecer áreas nativas como pasto (local de alimentação) para as abelhas. Dessa forma, a prática se torna uma reação em cadeia para a conservação do ambiente.”, destacou Antonilson Rodrigues, coordenador da associação.

O potencial econômico da meliponicultura em Itapiranga é amplificado pelo apoio de iniciativas governamentais, organizações não governamentais e empresas privadas que capacitam os moradores locais com conhecimentos técnicos e práticas de manejo sustentável.

“Hoje um dos nossos objetivos é potencializar as cadeias produtivas aqui na região com os agricultores locais do município. O projeto recebe capacitação, formação e apoio com logística e insumos para potencializar a população para trazer mais conhecimento a respeito da produção e comércio da meliponicultura.”, destacou William Borges, assistente social da Eneva.

Para muitas famílias em Itapiranga, a meliponicultura representa uma oportunidade de diversificar suas fontes de renda, aproveitando os recursos naturais abundantes da região. Ao todo, 40 famílias são beneficiadas pelo projeto, que abrange as comunidades ribeirinhas São José da Enseada, Terra Nova, Santa Maria do Madrubá, Paraguai, Ilha Grande e Novo Horizonte, localizadas no entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã.

“Além do aspecto econômico, a meliponicultura fortalece a identidade cultural e o conhecimento tradicional das comunidades locais aqui na cidade. O manejo das abelhas sem ferrão será transmitido de geração em geração, preservando práticas ancestrais que são fundamentais para a sustentabilidade ambiental e o bem-estar das famílias envolvidas.”, destacou Antonilson Rodrigues, coordenador da associação.

A meliponicultura em Itapiranga não é apenas uma atividade de subsistência, mas uma estratégia eficaz para melhorar a qualidade de vida das comunidades locais, preservando ao mesmo tempo a biodiversidade única da Amazônia. A continuidade e o crescimento desse setor são essenciais não apenas para a economia regional, mas também para o futuro sustentável da região amazônica como um todo.

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