Fotos: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
O Carnaboi 2026 promete agitar Manaus (AM) com duas noites de muito boi-bumbá no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo. Nesta sexta-feira (20) e no sábado (21), a festa que une a energia do carnaval com a magia do “dois pra lá, dois pra cá” terá 40 apresentações de artistas amazônidas e dos bois Caprichoso e Garantido.
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Mas além das agremiações que protagonizam o Festival Folclórico de Parintins, outros quatro bois-bumbás também estarão presentes no evento: Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante.
Tradicionais no folclore manauara, os bois irão abrir as noites do Carnaboi 2026, que terá entrada gratuita para o público.
Conheça os quatro bumbás que fazem parte da memória e preservação da manifestação folclórica de Manaus:
Boi Tira Prosa
Uma das agremiações mais antigas de Manaus, a Associação Folclórica Cultural Manauara Boi Bumbá Tira Prosa foi criada em 13 de maio de 1944 e é o segundo boi mais velho ainda em atividade da capital amazonense.
Nascido na época que era comum a disputa dos bois na cidade, o Tira Prosa foi idealizado por Francisco Santiago (carinhosamente apelidado de ‘Tutu’), José Ribamar, Zeca Pepira, Raimundo de Oliveira e Alberto Ferreira (o mestre Orelhinha), na então comunidade da Boca do Emboca, o atual bairro de Santa Luzia, na zona sul de Manaus.
Inicialmente, o Curral do Boi foi armado na Avenida Leopoldo Péres, em frente à Delegacia de Polícia. Em seguida, foi transferido para o campo da Igreja de Santa Luzia. O atual presidente do Tira Prosa é Ronaldo Matos, que desde criança é apaixonado pelo boi, desde quando morava na comunidade da Boca do Emboca. Em atividade até hoje, o bumbá é tido como símbolo de resistência da cultura popular.
Em 2025, o Tira Prosa foi vice-campeão do Festival Folclórico do Amazonas, com a apresentação do tema ‘Amazônia Livre’, onde fez uma celebração à mãe de todas as águas, às riquezas da biodiversidade, da cultura e das tradições que integram a identidade do povo amazônida.
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Boi Corre Campo
Conhecido também como ‘Boi do Mapa’, o Corre Campo é o grupo folclórico mais antigo em atividade em Manaus e o terceiro no Amazonas. Ele foi criado em 1942, no bairro Cachoeirinha, zona sul da capital, pelos jovens Astrogildo Santos, Wandi Santos, Dionísio Gomes, Mauro Santos e Antônio da Silva.
A decisão foi motivada após o ‘Garrote Tira Teima’, localizado na rua Urucará, encerrar as atividades. Com isso, criou-se um novo boi e uma nova referência folclórica para os moradores do bairro.
O nome do bumbá foi escolhido pelo fundador Wandi Santos, durante uma reunião. E as cores ficaram definidas em vermelho, branco e marrom, assim como o mapa da Brasil, desenhado no meio da testa do boi.
Com o passar das décadas, começou a se tornar parte da história de Manaus, com apresentações marcantes e históricas. É o atual heptacampeão do Festival dos Bois de Manaus.

Boi Brilhante
Criado em 1982 no bairro Praça 14 de Janeiro, o Boi Bumbá Brilhante teve o nome escolhido por sorteio feito pela comunidade. Fundado por Vilson Santos, o Coca, ficou famoso por revelar talentos e levá-los ao Festival de Parintins.
Brilhante nasceu de uma brincadeira entre amigos na década de 1960, assim como os diversos bois que acirravam disputas entre ruas, bairros e comunidades.
Por influência do pai Edmilson Alves da Costa, que havia fundado a então ‘tribo Manaús’, Coca foi para o Boi Caprichoso e posteriormente para o extinto ‘Garrote Malhado’. Passou pelo Boi Bumbá Corre Campo, até que, em 1982, ele decidiu fundar o próprio Bumbá.
O Boi Bumbá Brilhante conquistou o título do 67º Festival Folclórico do Amazonas, somando 339,3 pontos. O espetáculo vencedor apresentou o tema “Terra-Folclore”, em uma narrativa que celebrou a identidade cultural nordestina e sua fusão com as raízes amazônicas.

Boi Garanhão
Criado em 1991, o boi Garanhão, também conhecido como o ‘Boi da Cidade Alta’, no reduto do bairro Educandos, zona sul de Manaus, surgiu a partir de um sonho dos moradores da região, de criar um grupo folclórico capaz de fortalecer a tradição cultural dos bois-bumbás.
O nome Garanhão foi proposto por Ivo Morais, em homenagem ao boi-bumbá Garantido, e a cor preta do boi em homenagem ao boi-bumbá Caprichoso.
Ao todo, o Boi Garanhão acumula 14 títulos de campeão do Festival Folclórico do Amazonas. Marcado pelas cores verde e branca, o bumbá surgiu da necessidade de se possuir uma manifestação cultural depois que a competição da dança folclórica ‘Caninha Verde’ deixou de existir.

Carnaboi 2026
O Carnaboi chega à 25ª edição e acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, a partir das 19h. Este ano as noites são temáticas e a entrada é gratuita.
Para quem não puder ir até o evento, o Carnaboi terá transmissão ao vivo pelo Grupo Rede Amazônica, por meio de diversas plataformas, como o Portal Amazônia e o g1 Amazonas, e pela televisão nos canais Amazon Sat e Rede Amazônica. Serão dois horários na televisão aberta:
Sexta-feira (20/02)
Amazon Sat: 19h30 às 21h
Rede Amazônica: 22h20 às 00h15
Sábado (21/02)
Amazon Sat: 21h às 22h30
Rede Amazônica: 23h30 às 00h5
Os canais digitais seguem: Portal Amazônia no horário do Amazon Sat, e g1 Amazonas no horário da Rede Amazônica.
Carnaval Amazônico
O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.
