Açaí, ciência e inovação: especialistas apontam caminhos para o desenvolvimento sustentável do Amapá

Em painel da Glocal Macapá 2026, lideranças do setor produtivo e do ecossistema de inovação discutiram oportunidades da bioeconomia amazônica

Foto: Divulgação

A construção de soluções sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica esteve no centro das discussões da programação da Glocal Macapá 2026, realizada nesta sexta-feira (26), na sede da OAB Amapá, em Macapá. O painel “Inovação Tucuju – Ciência, Tecnologia e o Boom do Açaí” reuniu representantes do setor produtivo e do ecossistema de inovação para debater o potencial da cadeia produtiva do açaí como vetor de desenvolvimento econômico e sustentável para o estado.

O encontro promoveu reflexões sobre as oportunidades e os desafios relacionados à bioeconomia amazônica, destacando o papel da ciência, da tecnologia e do empreendedorismo na agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade regional.

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Participaram do debate o presidente da AmazonBai, Amiraldo Picanço; a CEO do Engenho de Açaí, Valda Gonçalves; o presidente da Amazon BioFert, Wesley Resplande; e o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e do Tucuju Valley, Lindomar Ferreira, que também mediou o painel.

Durante o debate, os convidados discutiram estratégias para ampliar a industrialização do açaí, fortalecer a pesquisa aplicada e estimular o desenvolvimento de novos produtos e negócios sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica.

Leia também: Glocal Macapá 2026: painel “Amapá 2050” reúne lideranças para discutir o futuro sustentável do estado

Para a CEO do Engenho de Açaí, Valda Gonçalves, o açaí representa uma das principais oportunidades para impulsionar o desenvolvimento sustentável do estado.

“O açaí representa uma oportunidade concreta de desenvolvimento sustentável para o Amapá. Ao agregar valor por meio da inovação e da industrialização, ampliamos os benefícios econômicos, fortalecemos comunidades e mantemos a floresta em pé”, destacou.

Em outra fala, Valda ressaltou o potencial de diversificação da cadeia produtiva.

“O futuro do açaí não está apenas na polpa, mas também no desenvolvimento de novos produtos, na economia circular e no aproveitamento integral dos resíduos da cadeia produtiva”, afirmou.

Para Lindomar Ferreira, eventos como a Glocal Macapá desempenham papel estratégico no fortalecimento do ecossistema de inovação da Amazônia.

“A Glocal Macapá fortalece conexões entre empreendedores, pesquisadores e instituições, impulsionando novos negócios e colocando o Amapá no mapa nacional da inovação”, ressaltou.

O presidente da Abstartups também destacou o potencial do estado para se consolidar como referência em inovação amazônica.

“O Amapá possui enorme potencial para se tornar referência nacional em inovação amazônica, unindo biodiversidade, tecnologia e empreendedorismo para gerar desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Lindomar ainda reforçou o avanço do ecossistema de startups na região.

“Hoje, um empreendedor da Amazônia pode criar uma startup global sem sair da região, desde que tenha acesso a conhecimento, conexões e oportunidades”, completou.

Realizada na sede da OAB Amapá, a Glocal Macapá busca consolidar um ambiente de encontro entre inovação, conhecimento, cultura e desenvolvimento sustentável, reforçando o potencial da Amazônia como território de soluções para os desafios do presente e do futuro.

A Glocal Macapá segue até este sábado (27), com uma programação gratuita voltada à inovação, empreendedorismo, sustentabilidade, cultura e desenvolvimento regional. O evento reúne painéis, mentorias, oficinas, experiências tecnológicas, apresentações culturais e atividades comunitárias, promovendo conexões entre diferentes setores e fortalecendo o ecossistema de inovação amazônico.

A programação completa está disponível nas redes sociais da Glocal e da Fundação Rede Amazônica: www.instagram.com/glocalexp e www.instagram.com/fundacaoredeamazonica

Glocal Amazônia – Macapá

A Glocal Macapá é realizada pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com idealização e operação da Dream Factory e apoio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá (Setec/AP), do Governo do Amapá e da Tratalyx.

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