Amazonas tem menos empresas extintas, diz Jucea

O índice de empresas extintas de janeiro a novembro de 2017 (4.260), em comparação ao ano passado, quando foram registradas 5.374 extinções, mostra uma mudança de posicionamento de empreendedor, que busca se adequar às exigências burocráticas.Entre janeiro e novembro de 2017, foram constituídas 4.496 empresas, entre Ltda., Eireli, S.A e cooperativas. Os números também apontam os microempreendedores individuais (MEIs) como uma das formas mais procuradas na hora de empreender, fazendo do segmento uma força de fomento à economia.

Entre os principais fatores para se buscar empreender, a Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) cita o desemprego. Ao mesmo tempo, a burocracia e a alta carga tributária são lembradas como pontos negativos, o que muitas vezes são causas para as extinções.
   

Foto: Divulgação

Mudanças

Para o presidente da Jucea, Antônio Lopes, o país ainda está vivendo uma recessão econômica. “As empresas estão passando por uma dificuldade por conta da alta carga tributária, de baixo faturamento e de aumento das despesas. Em consequência, a receita despenca, formando um delta negativo”, afirma.
Sobre a extinção das empresas, Lopes afirma que o elevado índice de desemprego levou as pessoas a abrirem sua empresa individual pelo sistema MEI oferecido pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). 
“Essa é uma das formas mais baratas para o microempresário realizar prestações de serviços, comercializar e sobreviver mediante a situação econômica em que o país se encontra. Por exemplo, a pessoa que está trabalhando no Distrito Industrial ou no comércio, se de repente A falta de emprego é uma das razões para a  abertura de novas empresas no Estado é demitido e possuir qualquer tipo de aptidão, poderá abrir a sua empresa sem necessidade de vínculo empregatício”, ressalta.
Para o presidente, a busca dos pequenos empresário por outras alternativas de abrir sua empresa é um avanço para a economia do Estado. “Isso representa uma descentralização, como forma de fomentar a economia e de facilitar a relação entre as empresas, onde o microempresário passa a ser, não mais funcionário, mas o patrão, mesmo não tendo documento arquivado na Jucea”, afirma.
Lopes alerta que, se o empresário não tomar providências o mais rápido possível, ele poderá comprometer a saúde financeira de sua empresa. “Haja vista que estamos vendo várias empresas com tradição no Estado que estão fechando as suas portas’’, disse. 
Segundo a Jucea, os setores que mais fecharam suas portas nos últimos anos são dos segmentos de Serviço e Comércio, sendo o último, o que mais sofre com a crise. Mas, segundo o secretário, para 2018, os indicadores macroeconômicos apontam uma recuperação econômica no país. “Os índices apontam que haverá uma queda no desemprego, com mais carteiras assinadas e os juros baixos”, finaliza.  

Exigências burocráticas 

Para o economista Ailson Nogueira, hoje não é tão fácil abrir uma empresa porque a pessoa tem obrigações a partir do momento em que esta é criada. Como exemplo da burocracia que é abrir uma empresa, são solicitados, dentre os muitos documentos, duas declarações de esfera federal como o envio da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP) e Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (SEFIP), mesmo sem movimento de funcionário para a Caixa Econômica.
Para a Receita Federal, Nogueira lembra que é necessário o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED Contribuição) e a Escrituração Fiscal Digital (EFD). “Se esta última for mandada com atraso é pago R$ 1 mil de multa individualmente. Muitas das microempresas não têm como contratar um escritório de contabilidade e acabam se atrapalhando preferindo fechar, ou ficar na informalidade ou tentar pelo sistema mais barato como o MEI”, disse.
Nogueira explica que no ano passado, quem ficou desempregado, buscou o seu próprio negócio. “Mas, muitos deles, não tinham essa informação de que o MEI não passava pela Junta”, finaliza.A Jucea aponta o fechamento de 4.260 empresas de janeiro a novembro de 2017. Sendo 588 Ltda, duas S.A, uma Corporativa e 72 Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli). De janeiro a novembro de 2017, a Junta aponta 4.496 empresas abertas: 1.149 Ltda., 789 Eireli, seis S.A e 17 cooperativas.
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