Foto: Divulgação/OSA
O Teatro Amazonas ficou lotado na segunda-feira (21), em Manaus, para a estreia da Série Amazônia, da Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA). A apresentação marcou a estreia mundial de duas obras inéditas inspiradas em referências culturais e musicais da região.
No palco, a orquestra apresentou Panapaná, de André Mehmari, e Suite Danças Amazônicas, de Lipe Portinho, ambas encomendadas pela OSA. O repertório também contou com Peer Gynt – Suíte nº 1, do compositor norueguês Edvard Grieg.
A movimentação para o concerto começou antes mesmo da abertura das portas. Entre as pessoas que chegaram para acompanhar a apresentação estava o professor mineiro Leandro Giacomini, que conheceu a programação pelas redes sociais da OSA e visitou o Teatro Amazonas pela primeira vez.
“Acabei de entrar e já estou deslumbrado com a arquitetura, com a decoração. Não sei o que esperar, confesso que estou ansioso, pois não conheço muitos compositores brasileiros”, contou.
As duas obras brasileiras apresentadas na noite foram criadas especialmente para a OSA. Suite Danças Amazônicas reúne referências de gêneros e manifestações musicais do Norte do Brasil em uma formação sinfônica. Já Panapaná, poema sinfônico de André Mehmari, utiliza como referência o fenômeno associado à movimentação de grandes grupos de borboletas em áreas da floresta amazônica.

Para o diretor-executivo da OSA, Nikolay Sapoundjiev, a criação de novas obras relacionadas à região ajuda a ampliar a presença da Amazônia no repertório da música de concerto.
“Tradicionalmente, as orquestras sinfônicas costumam bastante tocar música estrangeira. E essa música estrangeira, curiosamente, é baseada em danças folclóricas, só que de outros países”, afirmou.
A Série Amazônia terá quatro concertos, com duas estreias mundiais em cada apresentação. Ao longo da temporada, a proposta é apresentar novas suítes e poemas sinfônicos relacionados à região.
“Temos quatro concertos com duas estreias mundiais em cada concerto. São suítes e poemas sinfônicos dedicados à Amazônia”, explicou Sapoundjiev.
Segundo o diretor, a produção de novas obras também representa uma oportunidade de ampliar a literatura musical ligada à região.
“Eu penso sempre que o desenvolvimento artístico acontece de dentro para fora. E o Amazonas merece muito mais do que já tem. E a Amazônia, como um todo, merece muito mais de literatura musical sinfônica.”
Para o maestro Rubens Cláudio, conduzir duas obras que nunca haviam sido apresentadas diante do público trouxe um desafio diferente para a orquestra.
“É uma grande responsabilidade. A gente está contando a história pela primeira vez. Então, não é fácil, mas é prazeroso”, disse.
A apresentação também foi acompanhada por familiares dos músicos. Francinete Gonçalves esteve no Teatro Amazonas para prestigiar o filho, violinista da OSA.
“Experiência maravilhosa! Eu vim prestigiar o meu filho, que está tocando na orquestra. Está sendo um espetáculo lindo e emocionante prestigiar este momento”, afirmou.
Kleyton Mendes, CEO da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, patrocinadora master da Série Amazônia, também acompanhou o concerto com a família. Para ele, a temporada representa uma oportunidade de valorizar a produção musical ligada à região.
“Espetáculo maravilhoso e emocionante! Muitos funcionários nossos vieram, dada a alegria e orgulho de fazer parte dessa história, de divulgar nossa música para o mundo”, declarou.
Temporada 2026
A temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da Amazônia conta com Patrocínio Amazônia/Master da Manaus Airport, Patrocínio Rio Solimões da Bemol e Patrocínio Rio Negro da Samel. A OSA também tem apoio cultural do Sistema Encontro das Águas, Fundação Rede Amazônica, CAUA, Museu da Amazônia (MUSA) e Hotel dos Frades.
A realização da Série Amazônia é uma ação conjunta da Orquestra Sinfônica da Amazônia com a Associação Amazônia de Produção, Organização e Incentivos Artísticos (Apoiar AM).
