Ofício da quebradeira de babaçu vira Manifestação da Cultura Nacional

O reconhecimento garante políticas públicas para manutenção da preservação dos saberes, das práticas e das formas de organização social das quebradeiras de coco babaçu.

Quebradeiras de babaçu no Tocantins melhoram produção, mas convivem com ameaças. Foto: Ingrid Barros

Uma tradição secular, o ofício das quebradeiras de coco babaçu nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará foi reconhecido como Manifestação da Cultura Nacional.

Esse reconhecimento garante políticas públicas para manutenção da preservação dos saberes, das práticas e das formas de organização social dessas profissionais que, segundo o Movimento Interestadual, passam de 400 mil.

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A titulação também fortalece iniciativas para proteger os babaçuais, principalmente em relação ao manejo sustentável e às comunidades e povos tradicionais, das quais elas fazem parte.

O trabalho envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu. A atividade também inclui o aproveitamento de subprodutos usados na alimentação, no artesanato e na produção de óleo, sabão, carvão, farinha e outros bens de uso cotidiano.

Leia também: Comissão do Senado aprova ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação cultural

Quebradeiras representam cultura tradicional

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, fala do simbolismo do reconhecimento acontecer no mesmo dia do lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Ofício da quebradeira de babaçu vira Manifestação da Cultura Nacional
Foto: Ingrid Barros

“Um dia histórico para povos e comunidades tradicionais. Pelo reconhecimento do dia das Quebradeiras de Coco Babaçu. Mulheres da luta em defesa do território vivo, das palmeiras vivas, dos territórios vivos e a luta que começa, com as quebradeiras de coco, que vai para além das quebradeiras de coco. É a luta pela diversidade dos povos e comunidades tradicionais do Brasil”.

O Plano Nacional também reconhece outras 27 identidades étnicas brasileiras, como quilombolas, pescadores, geraizeiros, extrativistas, caiçaras e pantaneiros.

A nova lei destaca, ainda, a necessária atenção ao bioma onde estão as palmeiras do babaçu e, por consequência, às comunidades das quebradeiras, frente à pressão fundiária e a expansão de usos econômicos que ameaçam a continuidade desse modo de vida.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Rádio Agência Nacional, escrito por Madson Euler

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