Filmes serão exibidos como homenagem à Sérgio Cardoso. Foto: Divulgação/SEC
O Cinema de Arte de Rua, organizado pelo Departamento de Difusão Cultural (DDC) da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC), realiza uma sessão especial nesta terça-feira (6), a partir das 18h30, no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus (AM). A programação terá a exibição dos filmes ‘Memórias de um Lugar’ e ‘Águas Passadas – EP03: Igarapé do Quarenta’, além de uma homenagem ao multiartista Sérgio Vieira Cardoso, que morreu no último sábado (3), aos 72 anos.
Diretor do Departamento de Difusão Cultural, Sérgio Cardoso foi responsável pela criação do Cinema de Arte de Rua, em 2025. A iniciativa surgiu como extensão da programação do Cinema de Arte da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, realizada no Cine Teatro Guarany, com a proposta de aproximar as produções audiovisuais amazonenses do público que frequenta o Largo de São Sebastião.
“O Cinema de Arte de Rua foi criado em 2025 pelo diretor do Departamento de Difusão Cultural, Sergio Vieira Cardoso, como extensão da programação do Cinema de Arte da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, realizada no Cine Teatro Guarany. A iniciativa aproxima a população das obras audiovisuais locais e valoriza os cineastas amazonenses, contribuindo para a formação de plateias com exibições gratuitas e abertas a todos os públicos”, destacaram Márcio Nascimento, gerente de Audiovisual do DDC, e Helen Cristina, do Departamento de Difusão Cultural da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Com mais de 50 anos dedicados à cultura, Sérgio Cardoso atuou como dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, artista plástico e gestor cultural. Nascido em Manaus, também era ocupante da cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras e teve atuação na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, onde comandava o Departamento de Difusão Cultural.
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O artista também foi um dos nomes ligados à promoção do cineclubismo no Amazonas e à valorização da produção audiovisual local. A homenagem durante a sessão dos filmes desta terça-feira reconhece a trajetória e a contribuição de Sérgio para a cultura amazonense.

Filmes da programação
A programação reúne filmes dirigidos pelas realizadoras audiovisuais e produtoras culturais Keylla Gomes e Francy Junior, integrantes da Ykamiabas Produções. As duas desenvolvem trabalhos relacionados à memória, identidade, meio ambiente, inclusão e formação audiovisual na Amazônia.
O primeiro filme da noite será ‘Memórias de um Lugar’, documentário de curta-metragem com 14 minutos e 50 segundos de duração. A produção resgata as memórias das lavadeiras negras do Seringal Mirim e do Terreiro de Santa Bárbara, em Manaus.
Guiado pela busca afetiva da historiadora Francy Junior, o documentário aborda as histórias das mulheres que viveram e trabalharam na região, entre igarapés, girais e cantos de trabalho. O filme também mostra a relação dessas mulheres com a preservação de tradições e com a história do centenário Terreiro de Santa Bárbara. O filme é dirigido por Francy Junior e Keylla Gomes, produzido por Anderson Mendes e tem direção de fotografia de Alexandre Pinheiro.
Na sequência, será exibido o terceiro episódio da série documental ‘Águas Passadas’, intitulado ‘Igarapé do Quarenta’. Dirigida por Keylla Gomes e Francy Junior e produzida por Anderson Mendes, a série percorre os igarapés de Manaus para revelar histórias, memórias e resistências que permanecem às margens das águas da cidade.
A produção aborda a relação entre território, meio ambiente e pertencimento, mostrando como os igarapés também carregam identidade, cultura e memória afetiva das comunidades.
No episódio 3, a série percorre o Igarapé do Quarenta, um dos cursos d’água mais conhecidos de Manaus e profundamente transformado pelo crescimento urbano. A jornada acompanha Moacy Freitas pelas águas da nascente do igarapé e reúne relatos de pessoas que testemunharam as mudanças na região.
As histórias abordam lembranças de infância, trabalho, resistência e pertencimento, além das transformações vividas por quem construiu sua trajetória às margens do Igarapé do Quarenta.
A programação de exibição dos dois filmes do Cinema de Arte de Rua é gratuita e livre para todos os públicos.
