Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP e Divulgação/Graça Andritson
A exposição ‘Olhares que Cuidam’ transforma contemplação em gesto concreto de cuidado. O evento é beneficente e reúne 12 fotógrafos que doaram duas obras autorais cada. Todas as fotografias estão à venda e a arrecadação será destinada ao Santuário Lillou, espaço de acolhimento permanente para animais resgatados.
A mostra acontece na galeria do Espaço Cultural Dr. Phelippe Daou, dentro da Rede Amazônica, em Macapá (AP) desde o dia 10 de março. O espaço fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira, durante horário comercial. Os agendamentos podem ser realizados pelo número (96) 99112-6310.
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As imagens retratam paisagens que revelam tempo, território e silêncio. Ao escolher esse tema, os artistas destacam cuidado além do socorro imediato: é preservar o ambiente e assumir responsabilidade com o futuro. A ação é organizada pela artista plástica Graça Andritson, criadora do santuário.
“Cada fotografia vendida representa alimento, tratamento e dignidade para os animais que vivem conosco. É arte que se transforma em cuidado real”, afirmou Graça.

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As obras na exposição são dos fotógrafos: Evandro Holanda, Fabiano Menezes, Lídia Mota, Aluízio Cardoso, Luzia Mota, Nani Rodrigues, Luísa Mota, Pedro Moutinho, Ronaldo Miranda, Tina Mota, Jeriel Luz e Jonaysa Carvalho.
Exposição beneficia o Santuário Lillou
O Santuário Lillou foi criado em 2025, em homenagem a uma cadelinha chamada Lillou. O espaço funciona como abrigo permanente para cães e gatos resgatados.
Atualmente, o local acolhe cerca de 30 cães e 9 gatos. Os animais recebem alimentação, atendimento veterinário, vermifugação e castração.
“Não conseguimos estar nas ruas todos os dias, porque cuidar dos que já estão aqui demanda tempo e estrutura”, explicou.
De forma eventual, filhotes são disponibilizados para adoção responsável. A prioridade é garantir qualidade de vida aos que já vivem no abrigo.
O santuário não realiza resgates constantes nas ruas. Segundo os responsáveis, a decisão busca manter o atendimento adequado dentro da estrutura disponível.
O trabalho é feito diariamente por cuidadores independentes. O objetivo é ampliar a estrutura e criar um espaço maior, afastado da área urbana, para oferecer mais tranquilidade e contato com a natureza aos animais.
*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP
