Escola Barão do Solimões, patrimônio público e cultural do estado de Rondônia

Eventos marcantes, como a cerimônia de instalação do Território Federal do Guaporé em 1944, o edifício carrega consigo memórias e legados que merecem ser preservados

Com quase um século de história, a edificação da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Barão do Solimões se destaca como a instituição de ensino mais antiga do estado de Rondônia. Criada em 25 de agosto de 1925 pelo então governador do Amazonas, Alfredo Sá, por meio de um decreto histórico, a primeira escola do Estado tem desempenhado um papel fundamental na educação em Rondônia ao longo das décadas. Localizado na Rua José Bonifácio, nº 351, no Bairro Caiari, região Central de Porto Velho, o prédio da escola é um verdadeiro tesouro arquitetônico dos anos 1940.

Com uma história rica em eventos marcantes, como a cerimônia de instalação do Território Federal do Guaporé em 1944, realizada em suas dependências, o edifício carrega consigo memórias e legados que merecem ser preservados. A instituição de ensino já passou por várias reformas e ampliações, mas mantém as características originais, e trâmites nos órgãos competentes, para as medidas cabíveis da regularização do imóvel, conforme a Certidão de Anuência e Autorização de Obras.

Foto: Daiane Mendonça/Reprodução

Segundo o titular da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat), David Inácio, as obras de construção do prédio atual foram concluídas em 1940, após empenho da sociedade para arrecadar fundos. A construção contou ainda, com o apoio dos operários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), que ajudaram na iniciativa. “Com uma arquitetura única e detalhes que remontam às décadas passadas, a Escola Barão do Solimões é um verdadeiro patrimônio público e cultural do estado de Rondônia”, pontuou.

A vice-diretora da instituição de ensino, Simone Piltz de Souza disse que, estudos para o tombamento do prédio já estão em andamento, levando em consideração o valor histórico e arquitetônico do conjunto urbano da Capital. “Com portões internos e grades originais dos anos 1960 conservados, o projeto de preservação tem por objetivo manter a essência e identidade do edifício, garantindo que gerações futuras possam apreciar e aprender com a história que carrega em suas edificações”, salientou.

A educadora também destacou que a Escola é muito mais do que uma instituição de ensino, e como patrimônio público cultural e educacional merece ser protegido e valorizado. “A preservação desse bem público não apenas mantém viva a memória e tradição da região, contribui para a construção de uma sociedade consciente da importância de seu passado e comprometida com o futuro. Que a Escola Estadual Barão do Solimões continue a inspirar e educar por muitos anos, sendo um farol de conhecimento, cultura e patrimônio público para as gerações vindouras”, evidenciou Simone Piltz.

A coordenadora de Patrimônio Imobiliário da Sepat, Laura Betânia dos Santos Cavalcante ressaltou que, a Escola Barão do Solimões foi construída em uma área pertencente ao município de Porto Velho, assim como outras instituições de ensino da Capital, que também estão em processo de regularização junto aos órgãos competentes, conforme Certidão Informativa fornecida pela Prefeitura de Porto Velho. 

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

‘Aurora Luzitana’: livro revela história dos portugueses maçônicos no Amazonas

Em mais de 400 páginas, com um exclusivo acervo de imagens, Abrahim Baze revela grande parte da história dos maçons lusitanos no Amazonas.

Leia também

Publicidade