Entenda como funciona a pesca esportiva e como deixar o peixe menos ‘estressado’ durante a pescaria

Quem pratica a pesca esportiva deve seguir orientações de órgãos ambientais para reduzir o estresse dos animais.

A pesca esportiva é uma das atratividades da região amazônica por sua abundância de rios e, por consequência, de peixes. Tucunaré, pirarucu, tambaqui, são várias as espécies que encantam os pescadores esportivos e os fazem dedicar horas em busca de encontrar os “gigantes” dos rios amazônicos. E a pesca esportiva é praticada com a técnica do “pesque e solte”, na qual os pescadores pesam, medem e fotografam o animal antes de devolvê-lo à água, garantindo a segurança do animal.

Rondônia é um Estados que atraem os esportistas e a fiscalização fica sob responsabilidade da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam/RO). Segundo a pasta, a atividade pode ser considerada uma alternativa sustentável se praticada corretamente.

Para isso, alguns pontos devem ser respeitados, entre eles o período de defeso quando tanto a pesca de caça, a esportiva e a comercial ficam vetadas ou controladas para que os animais se reproduzam na natureza. 

Desenvolvido em 1967 para regularizar a pescaria realizada em terras brasileiras, o defeso acontece durante o período reprodutivo das espécies e ocorre anualmente. Nesse intervalo, a prática de pesca desse grupo é proibida por uma temporada, para manter o equilíbrio ambiental e promover o estoque para os meses seguintes. 

Prática da pesca esportiva em Rondônia – Foto: Ryan Arnst/Unsplash

Os órgãos responsáveis por estabelecer esse intervalo são o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que definem o período em toda Bacia Amazônica. Já no Amazonas, por exemplo, o Instituto de Proteção Ambiental do Estado (Ipaam) trata da fiscalização das normas. 

Dicas para reduzir o estresse do peixe

Segundo a Sedam/RO, quem pratica a pesca esportiva deve seguir as orientações dos órgãos ambientais nacionais e locais para reduzir o estresse dos animais e assim manter sua reprodução.

Entre as principais dicas estão: 

  • Utilizar material de pesca compatível com a espécie e o tamanho de peixe que se pretende capturar;
  • Pescar com anzol sem farpa, para facilitar a soltura do peixe;
  • Retirar o anzol da boca do peixe mantendo-o na água;;
  • Molhar as mãos quando for segurar o peixe, pois mãos secas, panos, toalhas e papel retiram o muco do animal, que é a primeira barreira contra doenças;
  • No caso de retirar o peixe da água, devolva-o o mais rápido possível, não passando de um minuto entre a retirada da água e seu retorno;
  • Não toque nas brânquias dos peixes, pois elas fazem parte do sistema respiratório;
  • Não jogue o peixe bruscamente de volta à água. Segure-o suavemente na posição horizontal pela nadadeira dorsal ou apoiando pelo ventre, sempre no sentido da boca voltada contra a correnteza, até que saia nadando normalmente;
  • Use acessórios de pesca sem o metal. A chumbada, por exemplo, é considerada tóxica e pode causar danos à vida aquática.

Outra dica importante para os iniciantes desse esporte é sempre buscar instrutores experientes para não prejudicar os animais e realizar uma pescaria saudável e satisfatória.

Informação do Portal Amazônia e Ana Kézia Gomes, g1 RO*

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