Patrimônio histórico, Casa da Cultura Madre Leotávia Zoller foi residência oficial para 17 governadores de Roraima

A Casa de Cultura foi sede do Governo do Estado e, ao longo de sua história, serviu como residência oficial para 17 governadores.

Foto: Fotógrafo anônimo/Acervo de Maurício Zouein

A Casa da Cultura Madre Leotávia Zoller foi um dos patrimônios históricos mais importantes de Roraima. Construída em 1940, a edificação foi sede do Governo do Estado e, ao longo de sua história, serviu como residência oficial para 17 governadores. Localizada no centro histórico de Boa Vista, a Casa da Cultura foi tombada como patrimônio cultural pelo Governo do Estado em 1994, através do Decreto n°722/84 e da Lei nº 718 de 6 de julho de 2019.

Inicialmente, a construção foi projetada por Milton Miranda e, posteriormente, adquirida pelo Governo do Território Federal do Rio Branco para abrigar os governadores até a construção do Palácio Senador Hélio Campos. Depois, passou a sediar diversas repartições públicas e, por fim, foi transformada em um espaço cultural.

O prédio que está localizado na Avenida Jaime Brasil, n° 235, no Centro de Boa Vista, abriga um acervo histórico incluindo jornais, livros, fotos, fitas, documentos e quadros artísticos.

Pesquisadores e estudantes sempre frequentavam o local em busca de conhecimento sobre a história de Roraima. No entanto, nos últimos anos, o espaço sofreu com a falta de manutenção e incentivo financeiro, culminando em sua interdição pela Defesa Civil.

Casa da Cultura em 2024 após restauração. Foto: João Gabriel Leitão/Rede Amazônica RR

Reforma

Em 2023, o Governo do Estado lançou um plano para revitalizar e preservar a Casa da Cultura. O espaço foi reinaugurado em julho de 2024, se tornando a nova sede da Academia Roraimense de Letras (ARL).

A restauração priorizou a preservação da estrutura original, incluindo os ladrilhos importados de Portugal no século passado.

Na varanda foram mantidos os tons vermelho e branco, enquanto nas salas predominam as cores azul e cinza. Aqueles que não puderam ser conservados foram substituídos por réplicas.

Itens de escritório do século passado, preservados em memorial da Casa de Cultura. Foto: João Gabriel Leitão/Rede Amazônica RR

Hoje, a imponência do casarão transporta os visitantes a uma viagem ao passado, destacando-se no cenário urbano.

Com uma área superior a 400m², o espaço passa pelos últimos ajustes e já conta com elevador, áreas de exposição, banheiros e vestiários masculinos, femininos e adaptados para Pessoas com Deficiência (PCD).

Além disso, uma cafeteria será instalada ao lado do jardim, ampliando as opções para visitantes e frequentadores.

Foto: João Gabriel Leitão/Rede Amazônica RR

*Com informações da Prefeitura de Boa Vista e Grupo Rede Amazônica Roraima

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