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Domingo, 14 Abril 2024

“Belém do …”: saiba quais são as 'Beléns' do Brasil

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Quando se fala em Belém, das duas uma: ou o nome é associado à cidade na qual, para os cristãos, Jesus nasceu (localizada na Palestina), ou à terra do tacacá e do açaí, no Pará, onde importantes pontos turísticos como o Ver-O-Peso, a Estação das Docas e o Mangal das Garças estão localizados.

Leia também: Curiosidades sobre a fundação e existência de Belém

Contudo, existem outras "Beléns" no Brasil. Para ser mais exato: sete. Confira:  

1. Belém (Pará)

Foto: Reprodução/Azul Revista Digital

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a cidade de Belém, no Pará, surgiu com a ocupação da foz do rio Pará e da construção do Forte do Presépio e da primeira capela, em 1616, por Francisco Caldeira Castelo Branco e seus comandados. 

O objetivo era criar um sistema estratégico de expansão do império ibérico nas Américas. Essa ocupação resultou, sobretudo, da política econômica mercantilista praticada por Portugal e Espanha, desde o século XV. O Forte foi erguido na confluência do rio Guamá com a Baía de Guarajá.

No século XVIII, a Coroa Portuguesa tomou medidas incentivadoras do desenvolvimento econômico, Belém é elevada a sede da capital do Estado do Grão-Pará e Maranhão (até então era São Luís) e surge a Companhia de Comércio do Grão-Pará, dois marcos da política pombalina para a transformação da cidade.

A área urbana se manteria estabilizada até a segunda metade do século XVIII, quando o crescimento da cidade se intensifica com a chegada de engenheiros militares alemães, para desenvolver os primeiros projetos urbanísticos, além do arquiteto italiano Antônio José Landi, a quem é atribuído à introdução do estilo neoclássico, na região. Landi modifica a fisionomia da cidade, ali deixando uma notável obra arquitetônica civil e religiosa. Poucos elementos, entretanto, restaram da arquitetura do século XVIII.

2. Belém (Paraíba)

Foto: Reprodução/Prefeitura de Belém (Paraíba)

A história do município de Belém paraibano pode ser compreendida a partir de três períodos históricos distintos. O primeiro período confunde-se com o início da colonização da Paraíba, entre os anos de 1587 e 1592, quando aconteceram batalhas na região da Serra da Copaoba, na qual está inserida grande parte do município.

O segundo período remonta a segunda metade do século XIX quando, de acordo com uma certidão datada de janeiro de 1935, o padre José Tavares Bezerra doou em 1871 uma parte de terras para a Capela Nossa Senhora da Conceição do povoado de Belém.

O terceiro período histórico se dá com o desenvolvimento econômico e o movimento pró-emancipação política e administrativa do município.

Dentre os pontos turísticos, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

3. Belém (Alagoas) 

Foto: Reprodução/Prefeitura de Belém (Alagoas)

O território hoje ocupado pelo município de Belém em Alagoas, foi em meados do século XVIII um pequeno aldeamento de indígenas remanescentes dos 'Xucurus' e que viviam às margens do Rio Lunga.  

Conta-se que os primeiros desbravadores após os indígenas, foram as famílias Tenório e Barbosa da Paixão, que ali se dirigiram atraídos pela fertilidade das terras. Implantaram grandes lavouras e logo após novos moradores foram se instalando nas redondezas.

Em 1962, a Lei nº 2466, de 24 de agosto, estabeleceu sua autonomia administrativa. A instalação oficial ocorreu a 26 de setembro do mesmo ano, desmembrando de Anadia e formado por apenas um distrito, o da sede, situação que permanece até hoje.

4. Belém do Piauí (Piauí) 

Foto: Divulgação

A pesar de ter sido emancipado apenas de 1996, a história de Belém do Piauí se perde nas brumas do passado. Segundo a tradição, remonta a meados do século XVIII, ou mais precisamente a 1760, quando o português Joaquim Ribeiro Torres, após sair da casa dos pais, mudou-se para as margens do Rio Grande (Curimatá), já que as terras da região eram as melhores que existiam para agricultura de subsistência e especialmente para criação de gado, na época a grande riqueza da Província. 

Esse local se tornou Belém do Piauí, pela lei estadual nº 4810, de 14-12-1995, desmembrado de Padre Marcos.

5. Belém do Brejo do Cruz (Paraíba) 

Foto: Geografia da Paraíba/Reprodução/Facebook

O município surgiu quando uma família (de sobrenome Viana) se mudou do município de Sousa, instalou-se em um sítio denominado Belém e explorou culturas de subsistência.

O então sítio ficava localizado onde hoje é Belém do Brejo do Cruz. O local teve vários nomes: foi Belém, Bom Jesus, Taiassuí e finalmente Belém do Brejo do Cruz, nome que conserva até hoje.

O lugar tornou-se bastante conhecido devido à qualidade da terra, e outros moradores ali se fixaram, explorando a agricultura e organizando fazendas de gado bovino, atividade esta que teve um desenvolvimento muito rápido, constituindo-se numa das principais fontes de renda do município até os dias atuais.

6. Belém de Maria (Pernambuco)

Foto: Belém De Maria/Reprodução/Facebook

De acordo com a prefeitura de Belém de Maria, o território do município inicialmente pertencia à Bonito (Pernambuco). Um aglomerado de habitações foi surgindo às margens do Rio Panelas, conhecido como Capoeira. Este aglomerado foi alvo de uma missão religiosa de Frades Capuchinhos, entre eles o Padre Ibiapina. 

Os frades estimularam a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora das Dores e sugeriram a troca do nome do lugar para Belém de Maria. Acredita-se que esta capela seja a atual Igreja Matriz, cuja fachada estabelece o ano da conclusão em 1873. 

7. Belém do São Francisco (Pernambuco)

Foto: Reprodução/Blog do Finfa

Localizado a 475 quilômetros da capital, Recife, no sertão pernambucano, o município de Belém do São Francisco surgiu a partir de uma fazenda pertencente a Antônio de Sá Araújo que, em 1830 se estabeleceu às margens do Rio São Francisco.

O município é constituído de três distritos: Belém do São Francisco, Ibó e Riacho Pequeno. Tem como principais atrativos os passeios de barco e catamarã, que têm como fim do percurso a ilha fluvial de Caxaiú, recomendável para banho e lazer.

Possui um conjunto arquitetônico de igrejas do final do século XIX e a Festa de Santa Cruz é a principal tradição na cidade desde o século XX durante a quaresma, onde centenas de penitentes vestem-se de preto e capuz, fazendo um ritual secular de reza e cantorias nas cruzes das estradas, nos cemitérios e nas capelas do campo. 



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