Árvores amazônicas que já inspiraram canções são citadas em livro

Dedicado à restauração florestal, o engenheiro-agrônomo Ricardo Viani reuniu plantas e artistas no livro 'As árvores e a música brasileira'.

Bananeiras, buritis, ipês, quaresmeiras e tucumãs, em meio a quase 150 espécies de árvores, inspiraram mais de 600 canções, interpretadas, entre outros, por Alceu Valença:

“Da manga-rosa quero gosto e o sumo/ Melão maduro, sapoti, juá…”

Pela banda Pato Fu: “Olha a preta, de caroço branco, que a mão do moleque arranca no toque/ O que bate na boca, que a jaboticaba, faz ploquet pluft nhoque”; por Tom Jobim (1927-1994), Gildo de Freitas (1919-1982) e vários Chicos (Brown, Buarque, César e Conrado).

Dedicado à restauração florestal, o engenheiro-agrônomo Ricardo Viani, do campus de Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), reuniu as plantas e os artistas no livro ‘As árvores e a música brasileira’ (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, Ipef, 2023).

Com 442 páginas, a obra contém muitas fotografias (a maior parte do próprio autor), histórias e informações sobre cada espécie, trechos de canções e QR Codes para ouvir as músicas.

Com acesso livre no site do Ipef, o livro valoriza tanto a arte quanto a preservação da natureza. Autor do prefácio, o compositor e violeiro mineiro Chico Lobo alerta: “E tomba madeira de lei/ Nas entranhas do país […]/ Ipê e jacarandá/ Pau-de-ferro e jequitibá […]/ Cerrado tem sua aflição […]/ Queima o verde das matas/ Aroeira e guatambu […]”.

Viani produziu também um podcast de 21 episódios com música e explicações, veiculado pela rádio UFSCar, com acesso via internet.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp

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