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Pesquisadores iniciam inventário com dados da Floresta Amazônica

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Uma equipe de pesquisadores de diversas universidades brasileiras deu início a um inventário da Floresta Amazônica, com o levantamento de informações que vão desde sequenciamento de DNA, a fotos e sons de espécies vegetais e animais.

A base de dados dará subsídios para a automatização do reconhecimento de espécies por uma inteligência artificial utilizada pela equipe Brazilian Team na competição XPrize Florestas Tropicais.

Formado majoritariamente por brasileiros, o grupo se estruturou em 2019 pela necessidade de reunir diferentes expertises em busca das melhores contribuições para disputar a competição global de mapeamento de florestas tropicais.

“Começamos com um grupo pequeno e aos pouquinhos fomos acrescentando pessoas. Por exemplo, eu como botânico não conhecia ninguém da área de robótica, então fui atrás para achar um dos maiores especialistas de robótica e cheguei ao Marco Terra. Assim foi também para a parte de bioacústica, de DNA e tudo mais”, relembra o coordenador do grupo Vinícius Souza, que é botânico e professor na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Juntos, os integrantes da equipe passaram a se dedicar às soluções tecnológicas que permitiriam avançar na disputa. Chegaram a uma combinação de sensores, podadores e armadilhas adaptados a drones e um robô terrestre, capazes de coletar DNA ambiental e atuar em rede para envio das informações a uma inteligência artificial que identifica as espécies.

A equipe desenvolveu também um protocolo que envolve abordagem modular para identificar sons, além de laboratórios de mochila para análise de DNA ambiental em qualquer local.

Apesar de toda a tecnologia agrupada e adaptada para acessar lugares remotos nas florestas e captar a maior quantidade possível de amostras científicas, o grupo identificou que havia uma lacuna a ser preenchida para identificar e validar as espécies: a base de dados.

Apesar de haver amostras e listas de espécies amazônicas em coleções científicas, o material não era completo o suficiente para ensinar uma inteligência artificial a fazer a identificação instantânea.

Um dos exemplos citados pela equipe são os insetos da Amazônia. Acredita-se que apenas 10% das espécies locais são registradas pela ciência.

“Por volta de 90% das espécies de insetos que existem aqui na Amazônia ainda não foram catalogadas, não foram descritas, não tem um nome científico. A ciência ainda não conhece, mas pode ser que a população local, a comunidade local conheça”, reforça Simone Dena, bióloga especialista em bioacústica e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Inventário

A solução proposta para este problema foi iniciar um inventário de espécies amazônicas e hospedá-lo, inicialmente, em coleções científicas ou em bancos de dados de ciência-cidadã, até o fim da competição. Segundo os pesquisadores, a ideia é que isso venha a ser disponibilizado em uma plataforma pública

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Até as semifinais, o Braziliam Team levantou 50 mil imagens de espécies amazônicas, 16 mil sons e sequenciou o DNA de 624 árvores, 384 insetos e 117 peixes, que foram classificados e inseridos na base de dados que alimenta a inteligência artificial utilizada na última prova aplicada às seis equipes finalistas.

O teste consistia em explorar 100 hectares de Floresta Amazônica, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro (AM), e coletar material por 24 horas, para serem processados em até 48 horas.

Painel

Diferentemente do grupo brasileiro, a também finalista norte-americana Map of Life, formada por representantes de uma iniciativa global, já existia antes da competição. O grupo surgiu em 2012, a partir da união de pesquisadores das universidades de Yale e do Colorado, com o objetivo de criar um painel online para reunir o maior levantamento mundial sobre a distribuição de espécies vivas no planeta e suas mudanças.

Ao longo dos anos, a ferramenta evoluiu para integrar todos os tipos de dados, modelos de detecção remota e Inteligência Artificial. Com o concurso, o grupo de pesquisadores buscou aprimorar a análise rápida dos dados, em outra frente, relacionando de forma refinada as informações disponíveis em escala local, com as previsões projetadas por instituições globais.

Com uma ampla base de dados mundial, que reúne informações de mais de 15 mil espécies no Caribe e América do Sul, 4,5 mil espécies nos Estados Unidos e Canadá e outras mais de 6,1 mil espécies no Sudeste Asiático, o grupo também enfrenta a escassez de informações científicas a respeito da Amazônia brasileira.

Ao longo do concurso, a equipe também precisou pesquisar a biodiversidade da maior floresta tropical do mundo e conseguiu identificar 598 espécies de vertebrados, dos quais 218 foram documentados pela equipe; mais de 500 espécies de aves amazônicas e centenas de espécies de vegetação, das quais mais do 80 são samambaias endêmicas na Amazônia.

Mudanças Climáticas

Em termos tecnológicos, os pesquisadores utilizam drones equipados com captura de imagens de alta resolução e sensores acústicos que transmitem as informações para a base de dados, onde os cientistas refinam e publicam as espécies identificadas no painel online.

Atualmente, o foco principal das pesquisas é nas mudanças ocorridas em espécies de plantas, vertebrados terrestres e em alguns grupos de insetos, motivadas pelo aumento da temperatura global. Segundo o coordenador do grupo e professor na Universidade de Yale, Walter Jetz, o principal objetivo é avaliar o processo de perda da biodiversidade de acordo com os parâmetros da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) estabelecida pela Organização das Nações Unidas desde a Eco 92, ocorrida no Rio de Janeiro.

Jetz conta que o trabalho realizado pela iniciativa foi responsável, inclusive, pelo ajuste nos percentuais de preservação dos biomas terrestres e marítimos para 30% no acordo global, em 2022.

Inovação

Para o concurso, os principais ajustes promovidos pela equipe foram o desenvolvimento de técnicas que possibilitam a análise do e-DNA (amostra ambiental com informações genômicas de diversas espécies) em locais remotos e a ampliação da capacidade de captação de dados em diferentes biomas, para atender especificidades da Floresta Amazônica.

Para os dois grupos de pesquisadores, o prêmio de US$5 milhões (mais de R$25 milhões) para o primeiro colocado poderá viabilizar um aprofundamento das pesquisas e, no caso da equipe brasileira, a construção de uma plataforma nacional para reunir essas informações.

De acordo com os integrantes do Brazilian Team, se vencerem, esses valores serão revertidos em investimentos a favor da ciência.

“Depois que a gente coletar esses dados precisamos armazenar em locais que de fato salvaguardem esses materiais tanto das imagens e informações das espécies, quanto DNA, ou sons. Então, a gente vai precisar de infraestrutura inclusive para manter esses acervos, para comprar, por exemplo, um servidor e fazer a manutenção de uma coleção científica que receberá esse material”, conclui Carla Lopes.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Brasil, por Fabíola Sinimbú e Fábio Pozzebom (em viagem a convite do Instituto Alana)

Outros atrativos turísticos em Ponta de Pedras além das praias paraenses

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Conhecida por suas belas praias, a comunidade de Ponta de Pedras, localizada no meio do caminho entre Santarém e a vila de Alter do Chão, no Pará, pode começar a ofertar diferentes atrativos para os turistas. As falésias, o lago e a ponta do Tapari são locais com acesso fácil pelo rio Tapajós a partir da comunidade.

A proposta de ofertar diferentes opções de lazer além das praias e dos pratos da culinária a base de peixe aos visitantes é do projeto de extensão ‘Geodiversidade Amazônica’, coordenado pela professora Deize Carneiro Adams, do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa): 

Ao longo da excursão, os participantes aproveitaram para fazer fotos e vídeos para o concurso ‘Juntos para Cuidar’. Jovens de Óbidos, Juruti e Santarém e da comunidade de Ponta de Pedras aproveitaram a excursão para produzir material para o concurso, que busca estimular a produção artística entre o público jovem e promover a conservação ambiental por meio da geoconservação.

Foto: Lenne Santos

Recentemente, a equipe do projeto, composta por geógrafos e geólogos, além de alunos de Ciências da Terra, Ciências da Computação e diversos outros cursos de graduação, integraram excursão geológica na qual visitaram as falésias e a ponta e o lago do Tapari, este último localizado na margem direita do rio Tapajós, perto da confluência com o rio Amazonas.

Na excursão, os jovens da comunidade receberam explicações científicas sobre as duas formações geológicas: as falésias e o lago do Tapari.

“Essa excursão fluvial foi a prévia do que poderá ser uma excursão geoturística em alguns pontos turísticos aqui de Ponta de Pedras, como o lago do Tapari, a região das rochas e as falésias ao longo do rio Tapajós. A proposta é trazer para a comunidade conteúdos sobre a Geociência que possam se tornar atrativos geoturísticos e, com isso, gerar renda no futuro”, explicou a coordenadora do projeto, Deize Carneiro Adams.

O geólogo Livaldo de Oliveira Santos detalhou a formação conhecida como Alter do Chão: “Aqui nós temos arenito com intercalações de argilito; esse material pode variar de uma cor amarelada até esbranquiçada. Essa formação possui uma permeabilidade e uma porosidade, e isso significa que através das recargas das chuvas nós vamos ter infiltração dessa água nesse solo, então nós vamos ter a formação do aquífero Alter do Chão”.

O Padre Edson, da paróquia de Óbidos, que integra o ‘Movimento dos Focolares’, um dos parceiros do projeto ‘Juntos Para Cuidar’, também integrou a excursão fluvial: 

A única professora da comunidade de Ponta de Pedras, Cenilda Inez da Silva Mafra, diz que está confiante com o projeto:

Falésias e lago do Tapari podem ser mais dois atrativos turísticos
Foto: Lenne Santos

“Acredito que esse projeto é de suma importância, tanto para nós da comunidade, quanto especificamente para o turismo na comunidade, no nosso município. Tudo aquilo que está ao redor desse projeto, que é cuidar do meio ambiente, vem trazer para nós uma grande experiência que nós vamos levar para outros lugares, para outras comunidades também”.

A excursão fez parte das atividades do concurso de artes ‘Juntos para Cuidar em Ponta de Pedras’, desenvolvido pelo projeto em parceria com Associação Nossa Senhora das Graças de Ponta de Pedras e o Movimento dos Focolares. Durante o trajeto os jovens foram convidados a registrar por meio de fotos e vídeos, utilizando os aparelhos de telefone celular, as paisagens com o objetivo de lançar um novo olhar para o lugar em que vivem, estudam e trabalham.

*Com informações da Universidade Federal do Oeste do Pará

Cartilha educativa aponta importância da preservação das praias no Pará

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O grupo de pesquisa que atua no Laboratório de Insetos Aquáticos do Xingu (LEIA-X) do Campus Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com a Secretaria Municipal da Gestão do Meio Ambiente (SEMMA) de Altamira, produziu a cartilha Nossa Praia Sempre Limpa. O produto tem o objetivo de conscientizar a população para a necessidade de redução da quantidade de resíduos sólidos lançados na água e no solo durante as atividades de lazer nas praias da região.

Para a distribuição dos exemplares da cartilha, a praia Massanori foi a escolhida tendo em vista a movimentação em sua reinauguração, já que a praia é considerada o novo cartão postal do município. O intuito é conscientizar banhistas, comerciantes, atletas e demais usuários das praias do município sobre o descarte de lixo na praia.

Além do material informativo, o grupo também participa de ações de limpeza e instalações de lixeiras na praia, além de conversas com os banhistas, buscando conscientizá-los. 

Como forma de beneficiar o meio ambiente, o projeto busca “evitar que resíduos deixados pela população entrem nos rios e prejudiquem os organismos aquáticos, que as churrasqueiras causem incêndios e que as garrafas de vidro poluam os ecossistemas aquáticos e causem ferimentos tanto na fauna quanto nas pessoas que frequentam as praias”, explica a professora Karina Dias.

Fotografia mostra três pessoas reunidas conversando na areia de uma praia. Duas delas estão sentadas em cadeiras e uma está agachada. Uma das pessoas segura a cartilha e folheia.
Foto: Divulgação/UFPA

Sobre a cartilha

O material expõe a importância de manter o espaço turístico limpo, apresentando informações das Leis Federais n° 9.605/1998 e n° 10.381/2024, que proíbem fogueiras e churrasqueiras nas praias e o consumo de bebidas em garrafas de vidro. A personagem ‘Tina’, criada para chamar a atenção de crianças, traz mais detalhes sobre a Lei Estadual 10.381/2024.

Para Karina, a cartilha é importante “para que as pessoas se atentem da importância de recolher o seu lixo e das leis que estão dispostas, mas, principalmente, para que consigamos tocar o coração das crianças para a importância de se manter uma praia limpa”.

*Com informações da UFPA

Projeto Harpia registra novo filhote de gavião-real em reserva no Amazonas

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Projeto Harpia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) registrou um novo filhote de gavião-real (Harpia harpyja) na Reserva Florestal Adolpho Ducke, localizada no quilômetro 26 da rodovia AM-010, sendo a base de pesquisa mais antiga do Instituto.

A pesquisadora do Inpa e coordenadora do Programa In Situ do Projeto Harpia, Tânia Sanaiotti, ressalta que só tem a celebrar com esse novo registro.

Sanaiotti diz, ainda, que haverá um concurso para escolher o nome do novo filhote.

Oficina do Projeto gavião-real na SNCT 2023. Foto: Valeria Nakashima/Acervo Inpa

O registro do novo filhote foi realizado pelo fotógrafo Carlos Tuyama e a professora Cristina Tuyama, que são membros da equipe do Projeto Harpia em Rondônia e por duas semanas visitaram as áreas em que estão os ninhos de gavião-real. Durante a visita foi instalado um novo sistema para monitoramento por câmeras-trap no dossel da floresta. 

Desde 2010, um dos ninhos de gavião-real, em uma árvore Angelim-pedra, vem sendo acompanhado na Reserva Ducke e em 2012, este ninho foi o primeiro a receber a câmera-trap para monitoramento remoto da reprodução de Harpia no Brasil. A tecnologia que permite o estudo da dieta e do comportamento reprodutivo do casal de forma bastante eficiente foi instalada durante o trabalho de doutorado de Francisca Helena Aguiar da Silva. 

Ao longo dos 14 anos de monitoramento, o casal produziu quatro filhotes com sucesso e dois filhotes foram marcados com equipamento de identificação, anilha do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) e transmissor. O filhote de 2015 se dispersou, já o filhote de 2023 está sendo monitorado por satélite e ainda utiliza o ninho, que já ocupa uma área de quatro quilômetros quadrados (4Km²) da Reserva Ducke. 

Educação Ambiental

Oficina do Projeto Gavião-real nos 70 anos do Inpa. Foto: Mariana Tuesta/PCE/Inpa

O Projeto Harpia além de pesquisa e reabilitação dos animais, também tem atuação em capacitação e educação ambiental, organizando atividades educativas nas comunidades e participando de mostras de ciência e tecnologia. Para manter a tradição, o Projeto Harpia participou da comemoração dos 70 anos de instalação do Inpa. 

Sanaiotti relembra que o projeto sempre colabora com atividades de popularização científica, especificamente, nos eventos que acontecem no Bosque.

Sobre o Projeto Harpia

Carlos Tuyama e Cristina Tuyama em campo. Foto: Francisca Helena Aguiar da Silva//Projeto Harpia

Com o nome de “Programa de Conservação do Gavião-real” (PCGR), o projeto vinculado ao Inpa surgiu em 1997, após a descoberta de um ninho de gavião-real (Harpia harpyja) numa floresta próxima à região de Manaus. No ano de 1999 foram estabelecidas algumas metas para ampliar a identificação, mapeamento e monitoramento de ninhos. O objetivo era estudar a biologia dessa espécie na Amazônia Brasileira com a participação de voluntários dispostos a enfrentar o desafio de conservar esta ave de rapina.

Atualmente, o projeto conta com o apoio de pesquisadores parceiros, voluntários, estudantes e bolsistas para a realização da coleta de dados, projetos de educação ambiental e divulgação de informações no entorno de ninhos. Além disso, diversos ninhos de gavião-real são monitorados na Amazônia e Mata Atlântica. 

*Com informações do Inpa

Atleta amazonense, Pedro Nunes inicia preparação para estreia nas Olimpíadas 2024

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O atleta Pedro Nunes, que disputará o atletismo na prova do lançamento de dardo pelo Amazonas nas Olimpíadas de Paris 2024, passou por um período de adaptação na cidade portuguesa de Rio Maior, seguindo com o treinamento complementar, antes de chegar na Vila Olímpica da capital francesa. Sua chegada a Paris foi no dia 1° de agosto.

“Já havia essa previsão de que determinados atletas iriam para alguns países fazer treinamento e adaptação por conta do fuso horário. A gente sabe que cinco, seis horas é muito. Em Portugal, os treinos continuam basicamente os mesmos que estava realizando em Manaus”, comentou Pedro, que fez parte do Programa Amazonas nas Olimpíadas de Paris 2024.

As classificatórias do atletismo masculino na prova do lançamento de dardo estão previstas para acontecer no dia 6 de agosto, com início marcado para às 4h20 da manhã (horário Manaus), no Stade de France, maior estádio do país, que foi adaptado para receber os jogos olímpicos de 2024. Os classificados neste primeiro dia, disputarão as finais programadas para acontecer no dia 08/08.

Margareth Bahia

Treinadora de atletismo há mais de 30 anos, Margareth Bahia realiza sonho de ter um atleta nas Olimpíada. Ela é uma treinadora manauara que exerce a função de forma profissional desde 1995 e, agora, realiza o sonho de todo treinador. Com passagens para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 proporcionadas pelo Governo do Amazonas, a professora do atleta olímpico Pedro Nunes tem a oportunidade de estar junto ao talento que lapidou por 10 anos.

Margareth acompanha Pedro desde os 14 anos, quando se destacou como revelação nos jogos escolares na prova de lançamento de dardo.

Foto: Julcemar Alves/Sedel AM

“Tudo que um atleta quer, tudo que um treinador deseja, é ser valorizado. Então, eu fico muito feliz pois nós apresentamos o Pedro como um talento para o Governo do Amazonas dizendo ‘temos esse talento aqui, temos certeza que ele vai estar em uma Olimpíada se tiver o apoio necessário’, e esse apoio veio. Então a gente só tem a agradecer ao governo, a todo apoio que foi e está sendo dado”, comentou a Margareth.

A treinadora embarca dia 4 e chega à capital francesa na manhã de do dia 5. Ela acompanhará os últimos ajustes nos treinos de Pedro Nunes para a prova.

*Com informações da Agência Amazonas

Pescador idoso é encontrado após passar 3 dias encalhado em burado de lama no Amazonas

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Um pescador de 85 anos foi resgatado após ficar três dias atolado em um buraco de lama em um trecho do Rio Solimões que está seco, no município de São Paulo de Olivença, no interior do Amazonas. Imagens, feitas pela Defesa Civil, mostra o momento em que Belmiro Tavares foi foi encontrado e resgatado, na última segunda-feira (29).

Morador do distrito de Santa Rita do Well, a cerca de 1.040 km da capital Manaus, o idoso saiu para pescar no dia 23 de julho, mas não retornou como esperado pela família. Preocupados com Belmiro, os parentes então procuraram as autoridades locais para mobilizar buscas pelo pescador.

Após dois dias de procura, na quinta-feira (25), chegaram informações de que ele havia sido visto pela última vez em uma região conhecida como “Barro Preto”, banhada pelo Rio Solimões. A localidade fica a aproximadamente sete quilômetros de distância do distrito em que o pescador mora.

Segundo a Defesa Civil de São Paulo de Olivença, as buscas se intensificaram no domingo (28), e incluíram até uso de drone. O uso da tecnologia acabou dando resultado: na manhã da segunda-feira (29), a equipe de busca localizou a canoa de Belmiro Tavares em uma área de praia onde o rio tinha secado consideravelmente.

Para a surpresa de todos, ao descer o drone, o pescador foi avistado dentro da canoa em um buraco de lama. Nas imagens, é possível ver que o idoso, ao ser resgatado, estava fora da canoa, completamente coberto por barro e com a lama até a altura das axilas.

Foto: Bruce Kevin

O órgão explicou que a rápida descida do Rio Solimões deixou o local seco, impedindo que o pescador usasse a canoa para sair da praia. Pelo segundo ano consecutivo, o Amazonas enfrenta uma estiagem severa. 20 das 62 cidades do estado, incluindo a capital, estão em situação de emergência por conta da estiagem.

O nível do Rio Solimões na região atingiu a marca de 3.05 m nesta quinta-feira (1), segundo a Agência Nacional de Águas, índice bem abaixo da média para o período, que é 6.51m.

A Defesa Civil também relatou que uma das filhas de Belmiro contou, por telefone, que o pai, com sede, teve que beber a água do buraco para sobreviver durante os três dias em que ficou preso.

Ao ser resgatado, Belmiro Tavares foi levado para o Hospital Robert Paul Backsmann, localizado em São Paulo de Olivença. Já na unidade, ele teve que passar por uma lavagem gástrica. Ele continua internado em condição estável.

*Por Rôney Elias e Sabrina Rocha, da Rede Amazônica AM

70 mudas de árvores nativas são plantadas em ação pelo XTERRA Amazônia

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realizou o plantio de 70 mudas de árvores na Comunidade São Francisco do Mainã, localizada no bairro Puraquequera, na zona leste de Manaus (AM), neste dia 2 de agosto. A ação marca o encerramento do XTERRA Amazônia 2024, evento que aconteceu em julho em Novo Airão e reuniu competidores de todo o país.

O plantio faz parte de uma ação socioambiental que visa minimizar os impactos de emissão de carbono resultantes da execução do XTERRA Amazônia 2024.

“As ações socioambientais existentes em todos os projetos realizados pela Fundação Rede Amazônica tem com o objetivo de promover e fomentar iniciativas que proporcionem o bem-estar social e contribuam para a preservação do meio ambiente”, destacou a especialista em Projetos da FRAM, Viviane Tavares.

Todas as 70 mudas plantadas são de árvores nativas da região e possuem registro do plantio com georreferenciamento em tempo real. Além disso, foi emitido um certificado com registro, permitindo que qualquer pessoa possa acessar e saber onde essas mudas estão localizadas.

“Nós estamos entre as linhas do Trópico de Capricórnio. É uma floresta tropical e é o melhor lugar que se tem para plantar. O impacto do plantio é muito mais rápido do que qualquer lugar do mundo. Quando a gente cria uma conexão com uma empresa que quer plantar, que precisam plantar com as comunidades locais que sabem como plantar e tem uma necessidade de recuperação porque vivem disso, a gente fica muito feliz”, afirmou o CEO da Tree Earth, Vicente Tino.

XTERRA Amazônia 2024

O XTERRA Amazônia 2024 é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e tem o apoio da Braga Veículos; Secretaria Municipal de Inovação, Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura de Novo Airão; Secretaria de Estado do Desporto e Lazer, do Governo do Amazonas.

Idesam apresenta inventário de emissões do primeiro item Carbono Neutro do Festival de Parintins

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Conforme anunciado durante o Festival Folclórico de Parintins 2024, Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do boi Caprichoso, em parceria com o Idesam, será o primeiro item Carbono Neutro do Festival. Para isso, a organização realizou o processo de carboneutralização das atividades de cunhã enquanto item oficial, por meio do Projeto Carbono Neutro (PCN). Com essa parceria, o Idesam e Marciele unem esforços como um exemplo a ser seguido em conhecimento técnico de uma organização e a responsabilidade socioambiental de uma cidadã.

O resultado do inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) estimou um total de 4,71 (quatro ponto setenta e um) tCO2eq. (toneladas de carbono equivalente), sendo necessário o plantio de 16 árvores para neutralizar as emissões. Fazem parte do escopo da compensação as emissões referentes ao deslocamento por veículo, consumo de energia elétrica e viagens aéreas. O plantio acontecerá entre janeiro e abril de 2025 na RDS Uatumã que fica no interior do Amazonas.

O diferencial da iniciativa é a técnica de produção utilizada, o Sistema Agroflorestal (SAF). Ele consiste na criação de um espaço produtivo o mais parecido possível com uma floresta original, combinando diferentes espécies agrícolas e florestais. As mudas serão plantadas em áreas de famílias parceiras do Idesam, levando diversidade alimentar e gerando renda. Entre as espécies que serão plantadas estão: cumaru, açaí, andiroba, cupuaçu, breu, copaíba.

Com mais de uma década de atuação na RDS do Uatumã, o Idesam já plantou 50 mil árvores, neutralizando aproximadamente 10 mil toneladas de carbono (tCOe) com a restauração de 65 hectares (ha). O Projeto ainda conta com a parceria de 40 famílias.

*Com informações do Idesam

Pássaros constroem ninhos com lixo marinho no litoral do Amapá e preocupam pesquisadores

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Aves constroem ninhos com lixo marinho e avanço de poluição preocupa cientistas no Amapá. Foto: Alan Furtado da Silva/Olamar

Uma cena chamou a atenção de pesquisadores que estiveram na praia do Goiabal, no município de Calçoene, a 375 quilômetros de Macapá (AP). É que pássaros que habitam essa região no extremo norte do litoral brasileiro estão usando lixo plástico que chega pela Oceano Atlântico para a construção de seus ninhos.

Os pássaros da espécie Japiim se alimentam no próprio litoral e costumavam usar cipós e pequenos galhos para a construção dos ninhos. No entanto, pesquisadores que estudam o impacto da ação humana ao longo do litoral amazônico identificaram recentemente que esses abrigos passaram a conter lixo marinho na composição – incluindo restos de redes de pesca.

Os pesquisadores integram o projeto Observatório do Lixo Antropogênico Marinho (Olamar), que é financiado pelo CNPq e tem parceria com várias instituições: Museu Emílio Goeldi, ICMBio, Instituto de Pesquisa do Amapá (Iepa) e com as universidades federais e estaduais do Amapá (Unifap e Ueap), do Pará (UFPA), Maranhão (UFMA) e a Universidade de São Paulo (USP).

O projeto também busca compreender a dinâmica e os efeitos do lixo marinho, além de caracterizar e avaliar a pesca fantasma — termo que se refere a equipamentos de pesca abandonados, perdidos ou descartado nos oceanos e que continuam a capturar animais. A pesquisa também abrange os litorais do Pará e do Maranhão.

Para o levantamento no Amapá, o projeto selecionou 40 pontos de amostragens ao longo do litoral do estado, entre os municípios de Calçoene e Amapá, entre eles a praia do Goiabal onde foram documentados os “ninhos de plástico”. A região, que tem acúmulo de lixo marinho, é rota marítima e pesqueira.

Foto: Alan Furtado da Silva/Olamar

“São dados que estão sendo gerados com relação ao conhecimento dos níveis de contaminação no nosso litoral, por embalagens de alimento, garrafas pet e itens de pesca, sem excluir a presença e a relação desses materiais com os animais costeiros, como peixes e aves”, descreveu Raqueline Monteiro, cientista do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa).

A pesquisadora Zenaide Miranda também citou preocupação com os altos índices de plásticos encontrados em aves e em peixes. “Existem dados de que quase 90% das aves marinhas já estudadas no mundo foram diagnosticadas com a presença de plástico no sistema digestivo. Além das aves, outros animais de ambiente marinho também são afetados por ficarem presos em plásticos ou até mesmo equipamentos de pesca que são descartados”, disse a pesquisadora.

A cientista disse que a costa amapaense foi escolhida devido aos poucos estudos voltados para a contaminação causada pelo lixo e que ainda existe uma lacuna em termos de subsídio a políticas públicas dos problemas causados pela poluição marinha na região.

Lixo coletado na na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca, no Amapá, durante ação em maio deste ano. Foto: Divulgação/Ueap

Para Zenaide, o acúmulo de lixo marinho pode representar um risco para o ambiente e para a saúde humana também, podendo persistir no ambiente marinho por décadas. “O lixo causa danos diretos à fauna e à flora marinha, podem liberar substâncias tóxicas que afetam a água, o solo, os organismos e toda a cadeia alimentar relacionada a esses recursos naturais que servem muito para nossa alimentação”, informou.

Além desse estudo, a Universidade do Estado do Amapá também realiza um levantamento específico sobre poluição na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca, na chamada “Ilha das Onças” – berçário dos maiores felinos da Amazônia. Em maio deste ano, uma ação da Ueap com o ICMBio retirou 2 mil pedaços de plástico da reserva.

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Seca na Amazônia é monitorada em sala de emergências climáticas criada pelo MS

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O Ministério da Saúde criou a Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde. O mecanismo, inédito na pasta, é uma ferramenta de gestão para planejar respostas às emergências como queimadas, escassez de água, chuvas intensas e outras ocorrências relacionadas ao clima. 

Criada nesta quinta-feira (1º), a sala passa a monitorar duas situações relacionadas ao clima: queimadas intensas no Pantanal e seca prolongada na Região Amazônica. Entre as atribuições da sala de situação, está a elaboração de um plano de adaptação do setor devido às mudanças climáticas. 

A sala de situação será de responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde Ambiente (SVSA) e terá o objetivo de planejar, organizar, coordenar e controlar as medidas a serem empregadas em momentos de urgência. Caberá ao colegiado acionar reforço de equipes de saúde, como da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS)

Entre as atribuições da sala está a elaboração de protocolos de resposta rápida para as emergências climáticas, promover a articulação com gestores estaduais e municipais do SUS e divulgar as informações relativas à situação epidemiológica e assistencial. Além disso, a sala pode propor ações de prevenção e mitigação de riscos sanitários, incluindo eventuais repasses de recursos financeiros aos entes federativos. 

Inicialmente, o grupo se reunirá, em caráter ordinário, semanalmente e, em caráter extraordinário, mediante convocação da coordenação. Todas as secretarias do ministério terão representantes. Poderão participar das reuniões do colegiado, como convidados especiais, representantes de outros órgãos e entidades, públicos ou privados, bem como especialistas em assuntos afetos ao tema em discussão. 

Outras ações 

Além do monitoramento das emergências, a sala vai propor à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente ações educativas e de capacitação para os profissionais de saúde que atuam nas áreas afetadas.  As comunidades mais vulneráveis, especialmente populações de baixa renda e comunidades indígenas, enfrentam riscos maiores devido à falta de acesso a infraestrutura adequada. 

Um dos objetivos do grupo é criar o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima, consultivo e temporário, tem o objetivo de formular estratégias de adaptação para a gestão do SUS, buscando reduzir os impactos das mudanças climáticas na saúde das pessoas e nos serviços de saúde. 

“A sala foi constituída como uma forma de facilitar a gestão Ministério da Saúde e a comunicação com a sociedade. Temos monitorado, por exemplo, as ondas de calor, que estão muito frequentes em algumas regiões do país. Além disso, os contrastes, como chuvas intensas em outras regiões“, frisa Eliane Ignotti. 

Por fim, o colegiado encaminhará à ministra Nísia Trindade relatórios técnicos quinzenais sobre a situação epidemiológica das ações em curso.

*Com informações do Ministério da Saúde