Localizada às margens do Rio Negro, no Amazonas, a cidade de Novo Airão é um dos principais destinos culturais e turísticos do Norte do Brasil. A “cidade dos botos”, como é popularmente conhecida, é até mesmo um verdadeiro paraíso para pesquisadores da fauna e flora amazônicas.
Em 2024, a cidade passa a fazer parte da lista de escolhidas para levar aventura e desafios aos atletas amadores. Ficou curioso? Confira:
XTERRA Amazônia 2024
O XTERRA Amazônia 2024 é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e tem o apoio da Braga Veículos; Secretaria Municipal de Inovação, Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura de Novo Airão; Secretaria de Estado do Desporto e Lazer, do Governo do Amazonas.
O Mirante do Limpão é um dos atrativos turísticos de Palmas que acaba de ser reconhecido como patrimônio histórico, turístico e cultural da capital de Tocantins. O morro é famoso entre os praticantes de esporte por proporcionar uma visão panorâmica da cidade e ser ponto de encontro entre os admiradores do pôr do sol.
São 420 metros de altitude e 170 metros acima do nível da cidade, que também proporcionam uma visão da Serra do Carmo. A subida é relativamente íngreme por uma trilha bem definida e sem muitos obstáculos.
Carros podem subir até o alto do morro por uma estrada de terra batida, mas a indicação para os que desejam contemplar o local é deixar o carro no ponto de apoio e seguir o percurso andando. Também existe uma trilha alternativa por onde passam as bicicletas.
Seguindo pela TO-050, sentido Lajeado, há uma entrada à esquerda e mais 5 km de estrada de chão até chegar à serra. Do centro da cidade ate o ponto de apoio são aproximadamente 10 km.
O projeto para torná-lo patrimônio é do vereador José do Lago Folha Filho (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Palmas, e a lei (Lei nº 3.091, de 1º de julho de 2024) foi sancionada pela prefeita Cinthia Ribeiro.
Com o sabor levemente açucarado e toque simultâneo de notas ácidas, o cupuaçu vem conquistando o paladar de consumidores no mercado nacional e internacional. Sua natureza multifacetada possibilita uma variedade de combinações para o preparo de doces, compotas, bolos, sorvetes, mousses, tortas e muito mais. O fruto originário da Região Amazônica é considerado um dos principais impulsionadores da economia do Norte do país e, recentemente, teve o seu primeiro sequenciamento de genoma publicado no repositório bio.Rxiv.org e aceito no periódico científico GigaScience, da Universidade de Oxford. A pesquisa foi desenvolvida pelos professores Vinicius Abreu (Faculdade de Computação/UFPA) e Alessandro Varani (Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/Unesp), em parceria com pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental e da Universidade de São Paulo.
O estudo foi realizado no âmbito do projeto ‘Genoma e Transcriptoma do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu): uma abordagem comparativa, evolutiva e funcional’, que buscou sequenciar o genoma do fruto amazônico, compreender sua estrutura genômica, suas características evolutivas e as relações filogenéticas entre os grupos de organismos. Além desses objetivos, a pesquisa ainda procurou desvendar a evolução de famílias gênicas, que estão diretamente relacionadas à composição química dos frutos e aos mais variados mecanismos de defesa desenvolvidos pelas plantas.
“A montagem do primeiro genoma de uma planta da Amazônia, o cupuaçu, realizado 100% por pesquisadores brasileiros, apresenta um impacto significativo tanto para a comunidade científica quanto para o cidadão comum da região. Do ponto de vista da pesquisa, isso representa um avanço no entendimento da estrutura genética, das características evolutivas e das relações filogenéticas dentro da família Malvaceae, que inclui o cupuaçu. Para a população, o conhecimento gerado pelo sequenciamento do genoma do cupuaçu pode aumentar a resistência a doenças, melhorar o cultivo e o uso sustentável da planta, contribuindo, assim, para a bioeconomia da Amazônia”, afirma o pesquisador Alessandro Varani, da Unesp.
Pesquisadores utilizam tecnologia de ponta para atingir resultados
Inclinados a realizar a montagem do genoma do cupuaçu, os pesquisadores decidiram empregar ferramentas mais avançadas de sequenciamento genômico, como PacBio HiFi e a análise de interação cromatina-genoma, por meio da técnica Hi-C que, ao longo dos dois anos de pesquisa, possibilitou sequenciar a informação genética de ponta a ponta, formando um genoma completo. Além dessas tecnologias, ainda foi utilizada a técnica Illumina NextSeq, uma ferramenta de sequenciamento de DNA e RNA que aplica tecnologia de próxima geração (NGS) para ler as sequências de nucleotídeos presentes em uma amostra biológica.
Foto: Divulgação/Embrapa
Entre as conclusões alcançadas, está a identificação de 31.381 genes, que revelaram uma alta similaridade do cupuaçu com o cacau, indicando 65% de sintenia gênica de uma história evolutiva conservada com variações genômicas únicas. Também foram detectados genes específicos relacionados às características dos frutos e sementes, e à resistência de doenças voltadas aos cupuaçuzeiros, como a vassoura de bruxa, uma das principais pragas que afetam o crescimento da espécie Theobroma grandiflorum.
Para os resultados, a pesquisa ainda contou com a colaboração do engenheiro agrônomo Rafael Moysés Alves, da Embrapa Amazônia Oriental, e do professor Antônio Figueira, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da Universidade de São Paulo (Cena/USP). “Com o desenvolvimento do genoma do cupuaçuzeiro, o programa de melhoramento ganha uma ferramenta poderosa para a obtenção de cultivares mais produtivas, mais resistentes às pragas e doenças. Some-se a isso a redução de prazo para o desenvolvimento de uma nova variedade por um custo substancialmente menor, se comparado aos processos clássicos ora empregados”, destaca Alves.
Genoma do cupuaçu pode ser usado como referência em novas pesquisas
O impacto dos resultados publicados reflete não somente nas pesquisas na Amazônia, mas também no desenvolvimento científico brasileiro. Ao apresentar um genoma de referência, a pesquisa proporciona uma base para novos estudos e medidas de conservação nessa área, contribuindo com a agenda da bioeconomia, isto é, mantendo a floresta em pé e, ao mesmo tempo, produtiva.
À vista desses efeitos, fica evidente que o primeiro sequenciamento de planta da Amazônia pode levar ao desenvolvimento de novas tecnologias e terapias baseadas no cupuaçu e em outras plantas, gerando um impacto expressivo na saúde e bem-estar de diversas populações. Assim, o estudo auxilia a conservação das espécies de cupuaçuzeiros, promovendo a economia ecológica e a sustentabilidade na agricultura.
“Em suma, o sequenciamento do genoma do cupuaçu representa não apenas um avanço científico, mas também uma oportunidade para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico e sustentável da Amazônia, ao mesmo tempo em que valoriza e preserva sua extraordinária biodiversidade. Este avanço também destaca a capacidade científica e colaborativa do Brasil na liderança de projetos de sequenciamento genômico de plantas. Ao unir esforços de pesquisadores e instituições, podemos ampliar nosso entendimento da biodiversidade e promover a conservação de diversas espécies, como o cupuaçu”, conclui o pesquisador Vinicius Abreu, da Faculdade de Computação (ICEN/UFPA).
Sobre a pesquisa: O projeto de pesquisa ‘Genoma e Transcriptoma do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu): uma abordagem comparativa, evolutiva e funcional‘ foi desenvolvido por Vinicius Abreu, da Faculdade de Computação/UFPA, e Alessandro Varani, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/ Unesp, no período de 2020 a 2023. O estudo contou com o apoio do Centro Paraense de Computação Distribuída de Alto Desempenho (CCAD/UFPA) e com a colaboração do engenheiro agrônomo Rafael Moysés Alves (Embrapa Amazônia Oriental) e do professor Antônio Figueira, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena/USP).
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 171, escrito por Victoria Rodrigues
Nesta época do ano, período de férias escolares e veraneio, o aumento do fluxo de pessoas nas praias do município de Belém (PA) exige mais atenção à qualidade da água nessas localidades. Os testes de balneabilidade realizados por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), em parceria com o Instituto Evandro Chagas, concluíram que a praia de São Franscisco, em Mosqueiro; Praia do Amor e Belo Paraíso, em Outeiro; e praia do Cruzeiro, em Icoaraci, estão impróprias para banho.
Segundo o diretor-geral da Semma, Leonardo Farias, a parceria com o Instituto Evandro Chagas agrega confiabilidade e segurança aos testes de balneabilidade executados pela Secretaria, e ainda permite a possibilidade de fazer análise continuada nas praias para verificar os níveis de poluição existentes ou não nesses locais.
Testes de balneabilidade identificam praias impróprias para banho em Belém. Foto: Ascom Semma
Campanha e alerta nas praias
Além de viabilizar os testes de balneabilidade, durante o mês de julho a Semma vai estar nas praias desenvolvendo campanha de educação ambiental para prevenir os banhistas nos casos de praias impróprias para banho, além de orientar que as pessoas recolham o lixo produzido e contribuam para a limpeza e preservação dos balneários.
“Este ano optamos em potencializar as campanhas de educação ambiental com barraqueiros e banhistas. As placas de alerta de praia imprópria para banho são retiradas por vândalos minutos depois de colocadas, então nossas equipes estarão orientando as pessoas quanto às praias impróprias e a necessidade de manter as praias limpas”, explica Leonardo Farias.
Parceria entre a Prefeitura de Belém e Instituto Evandro Chagas garantem segurança aos resultados dos testes de balneabilidade. Foto: Ascom Semma
Análise e controle de qualidade
Na ilha de Cotijuba os testes de balneabilidade foram aplicados nas praias do Vai Quem Quer, do Amor, Funda, Farol e Praia da Saudade e todas estão aptas para banho. Já em Mosqueiro os testes foram feitos nas praias do Areião, Chapéu Virado, Farol, Murubira, Praia do Marahú e São Francisco. Todas estão aptas, com exceção da praia de São Francisco, que apresentou inconsistência nos testes e por esse motivo não está recomendada para banhos.
Na ilha do Outeiro as praias verificadas foram as da Brasília, Belo Paraíso, Praia do Amor e Praia Grande. Somente as Praias da Brasília e Grande estão aptas para banho. A praia do Cruzeiro em Icoaraci encontra-se imprópria para banho.
Além dos testes habituais para detectar principalmente a presença de coliformes fecais na água, este ano também foi verificado se há poluição causada por metais pesados como microplásticos pesticidas, óleos e combustíveis. Esses poluentes podem causar diversos problemas de saúde, como doenças gastrointestinais, respiratórias e de pele, além de prejudicar a fauna e a flora aquáticas.
A Colômbia gosta de um bom festival e há centenas dessas celebrações realizadas todos os anos, com dança, carros alegóricos, música, rainhas da beleza e atividades culturais homenageando diferentes elementos da cultura local. Mas alguns festivais são mais conhecidos do que outros.
Se você está procurando por algo um pouco diferente, por que não visitar um desses festivais colombianos? Confira:
Festival do Morcego
Os morcegos são populares graças ao Halloween e ao Conde Drácula, o que significa que a maioria das pessoas não tem consciência de seu papel no ecossistema. Eles não só podem comer seu próprio peso corporal em insetos, controlando pragas como mosquitos, como também polinizam plantações, incluindo bananas, abacates e mamões. Tudo isso é celebrado no Festival de Morcegos realizado todo mês de outubro.
Foto: Reprodução/Governo da Colômbia
Festival do Mel
Oiba, em Santander, é o paraíso do mel da Colômbia e sedia o Festival do Mel todo mês de janeiro para celebrar o trabalho extraordinário das abelhas colombianas. Seu destaque é o Honey Pageant, quando os concorrentes vão para as ruas em carros alegóricos coloridos. Os visitantes do desfile também são presenteados com iguarias regionais e, claro, muito mel local, além de, geralmente, participarem de uma viagem para a caverna Cachalú, a cachoeira Chaguatá e o morro San Miguel, nas proximidades.
Foto: Reprodução/Governo de Colômbia
Festival do Burro
O Festival do Burro da Colômbia é irônico, especialmente seu Concurso de Beleza do Burro, que coroa um Rei e uma Rainha entre os burros reunidos, que estão completamente enfeitados para a ocasião em elaboradas fantasias. O festival, realizado toda Páscoa em San Antero, Córdoba, inclui música ao vivo, dança, comida e artesanato. O Rei e a Rainha Burro são batizados com novos nomes assim que são coroados.
Foto: Reprodução/Governo da Colômbia
Festival de Astronomia
Milhares de entusiastas do espaço, amadores e internacionais, reúnem-se todos os anos para o Festival de Astronomia da Colômbia, que acontece em Villa de Leyva, Boyacá, todo mês de fevereiro. O festival é organizado pela Associação de Astronomia da Colômbia (ASASAC), que explora os céus há mais de 50 anos. A associação trabalha com a cidade para garantir que ela apague as luzes e ofereça as melhores condições possíveis para observação de estrelas.
Foto: Reprodução/Governo da Colômbia
Festival de la Subienda
Todo mês de fevereiro, o povo de Honda, Tolima, a “Cidade das Pontes ”, sedia o Festival “Coming Up” (Festival de la Subienda) para marcar a chegada dos peixes em sua seção do Rio Magdalena. A temporada, quando os peixes deixam as áreas mais pantanosas da Colômbia e nadam rio acima, dura cerca de quatro meses. O festival inclui demonstrações culturais e de pesca e celebra o trabalho dos pescadores da cidade, que pescam durante a noite, na subida, para garantir sua captura.
O Programa Interinstitucional de Apoio a Migrantes e Refugiados Surdos (MiSordo), da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), foi um dos cinco finalistas do V Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos. O MiSordo concorreu com outros 141 projetos inscritos. Estar entre os cinco classificados garantiu ao programa o certificado que o reconhece como ‘Educação não Formal para os Direitos Humanos’.
O MiSordo é constituído e articulado de forma interinstitucional entre a Ufopa e a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e tem como público-alvo surdos que chegam ou estão no Brasil com dificuldades de se comunicar nas línguas utilizadas nos órgãos públicos, em especial, no âmbito jurídico, educacional e de saúde.
“Nesse cenário, o programa tem objetivado criar redes de articulações com instituições que discutam, ofertem e promovam assistência para migrantes em relação à comunicação, (in)formação e compreensão das especificidades linguísticas, culturais e identitárias da pessoa surda”, informou uma das coordenadoras do programa, Thaisy Bentes, professora no Instituto de Ciências da Educação (Iced).
A premissa do programa é o acolhimento linguístico na língua de uso das comunidades na perspectiva das teorias da intercompreensão e translinguagem, considerando a gestualidade presente nas línguas de sinais, em três eixos que sustentam a sua implementação: (in)formação de/para o trabalho com minorias surdas; valorização das línguas de sinais; e acesso aos direitos humanos.
Na Ufopa, o MiSordo é direcionado à formação de professores nos aspectos da pluralidade inerente às comunidades surdas e com as questões de acesso aos direitos humanos e de identificação das dinâmicas socioculturais e linguísticas decorrentes da migração de surdos e sua interrelação com as comunidades surdas brasileiras. No público-alvo estão também outras minorias surdas que compartilham das mesmas dificuldades, como os surdos ribeirinhos e os surdos indígenas.
Sobre o prêmio
O V Prêmio Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos visa distinguir o trabalho de organizações da sociedade civil, empresas, órgãos públicos, fundações e instituições educacionais (incluindo universidades) que contribuam para a educação em valores e direitos humanos ao longo do ciclo de vida das pessoas por meio da educação não formal. O prêmio é promovido pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e pelo Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil.
Visa a reconhecer experiências que estejam envolvidos com os seguintes temas: a promoção da convivência democrática, a defesa do pluralismo, da igualdade e da liberdade; a igualdade racial e étnica e os direitos das populações indígenas e afrodescendentes; o empoderamento de mulheres e meninas e igualdade entre homens e mulheres em todas as dimensões; uma gestão segura e responsável das migrações, com respeito aos direitos humanos da população migrante; a defesa e a promoção dos direitos ambientais e os desafios da transformação verde; a defesa e a promoção dos direitos humanos na transformação digital e no uso das redes.
O XTERRA Amazônia 2024 é uma edição que promete aventura em Novo Airão, no Amazonas, para os cerca de 600 atletas inscritos nessa fase da competição nacional. O grupo terá oportunidade de desafiar seus limites em uma das etapas que promete ser uma das mais eletrizantes do circuito.
Isso porque, ao invés de águas calmas e trechos de ciclismo e corrida planas, o XTERRA Amazônia se dá em águas movimentadas, um percurso desafiador de MTB (mountain bike) e corrida em um terreno fora dos asfaltos, ou seja, um evento off-road (termo que designa atividades variadas praticadas em locais desprovidos de estradas pavimentadas) com diversas modalidades.
Em Novo Airão, o percurso conta com trilhas, igarapé, um verdadeiro paraíso amazônico preparado para receber atletas do Brasil e de outros países para disputas nas seguintes modalidades:
TRAIL RUN – Corrida em ambiente natural como, trilhas, montanhas, florestas e praias. No XTERRA terá disputa nas distâncias de 5, 10 e 21 quilômetros.
ENDURANCE – Esportes de longa duração e predominância, de intensidades leves e moderadas feitas de forma contínua. No evento a disputa entre os atletas será de 50 quilômetros.
TRIATHLON– É a junção de três modalidades: natação, ciclismo e corrida.
“As modalidades estão divididas em trail run, triathlon e endurance. Essas modalidades são adaptadas ao ambiente local, potencialmente explorando as trilhas e recursos naturais da região amazônica, como rios, florestas e trilhas desafiadoras”, relata o gerente de Projetos do XTERRA Brasil, André Jubão.
Foto: Antonio Lima/XTERRA
O gerente comenta que “a principal recomendação é aproveitar ao máximo o percurso, que é desafiador, mas acessível para todos os níveis de experiência. Mesmo quem corre ocasionalmente até mesmo em asfalto, pode participar sem problemas. Priorize sempre a segurança, aprecie a paisagem e sinta a energia do ambiente’’.
Na modalidade Endurance, o gerente relata que esta edição contará com muitos participantes amazonenses e que a modalidade requer muita preparação.
“O maior público é de Manaus, mas teremos convidados de fora, participantes do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Acre, Santa Catarina e Paraná. O projeto avançou recentemente e é desafiador obter engajamento nessa modalidade. Os corredores de longa distância se preparam com antecedência. Ninguém decide de repente ‘no próximo mês vou correr 50 km’. Por isso a participação menor é algo esperado”, esclarece.
No triathlon, o desafio será a diversão e a segurança dos atletas, não deixando de lado a competição e alto nível técnico de avaliação.
“No percurso do triathlon priorizamos a segurança mantendo um nível técnico de forma acessível. Não será algo extremamente difícil. A ideia é garantir a segurança dos participantes, incentivar a diversão e proporcionar uma experiência de cross triathlon que promova a conexão com a natureza. É sobre curtir o evento e viver essa aventura ao máximo”, afirma.
Foto: Divulgação/XTERRA
Short Track
O Short Track, também conhecido como corrida de curta distância, é uma modalidade de percurso reduzido, que geralmente envolve voltas em um circuito pequeno. Essa modalidade é caracterizada por ser altamente intensa e técnica, com atletas enfrentando obstáculos e fazendo várias ultrapassagens em um curto espaço de tempo.
Foto: Divulgação/XTERRA
No evento, essa modalidade será disputada por atletas convidados nacionais e internacionais de alto nível técnico.
“Short track será para convidados, um percurso explosivo e técnico, com obstáculos, ideal para imagens dinâmicas e várias ultrapassagens. Serão duas voltas a nado de 200 metros, mais quatro voltas de bike de 2km e mais duas voltas de corrida de 1,5km”, concluiu André Jubão.
XTERRA Amazônia 2024
O XTERRA Amazônia 2024 é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e tem o apoio da Braga Veículos; Secretaria Municipal de Inovação, Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura de Novo Airão; Secretaria de Estado do Desporto e Lazer, do Governo do Amazonas.
A partir desta terça-feira (16), as obras de implantação de rede de esgoto na avenida Constantino Nery entram na reta final. O serviço irá seguir sem interrupções no sentido da rua Epaminondas, no Centro de Manaus. A previsão é que a obra seja finalizada até o fim desta semana.
Hoje, o serviço se concentra no cruzamento das avenidas Constantino Nery com a Leonardo Malcher. A partir desta quarta-feira (17), a obra ocorre na avenida Epaminondas, no trecho entre as avenidas Leonardo Malcher e Ramos Ferreira, sempre na faixa da direita.
O trabalho desta etapa da avenida Constantino Nery – uma das principais vias da cidade – iniciou na primeira semana de junho, com a implantação da linha de recalque, que é a rede especial responsável pelo transporte do efluente. Durante a execução da obra, agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) realizam acompanhamento, com orientações aos motoristas e pedestres que utilizam as vias. A área também recebe sinalização de desvio para os ônibus que passam pelo local.
“Estamos finalizando este trabalho na Constantino Nery e com isso, Manaus ganha em qualidade de vida, saúde e preservação ambiental. A previsão é que a conclusão desta grande obra seja nesta semana, com liberação total da via. Nestes últimos dias intensificamos com uma força-tarefa que envolveu mais de 70 colaboradores, além de agentes do IMMU”, destaca o gerente de Projetos, Jean Damaceno.
Durante todas as etapas, equipes atuaram durante todos os turnos para que a obra fosse entregue no prazo estabelecido pelo cronograma de obras do Trata Bem Manaus. O programa tem como objetivo a universalização do esgotamento sanitário, por meio da expansão do serviço de coleta e tratamento de esgoto.
Para os próximos anos, estão previstas a construção de mais de 2,7 milhões de metros de rede, além da construção de mais de 70 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
Durante o segundo semestre do ano, a região amazônica sinaliza tempos de seca, com baixo volume nos rios, afluentes e muito calor. O fenômeno, conhecido popularmente como ‘verão amazônico’, é marcado por temperaturas altas e chuvas abaixo da média no período de julho até novembro.
Essas temperaturas mais elevadas pedem um cuidado especial para aqueles que não hesitam em aproveitar o período de férias. Sítios, praias, programações em geral durante o dia, precisam de atenção redobrada quando se fala de proteção e hidratação, fatores primordiais para a saúde.
A doutora e especialista em dermatologia Patrícia Bandeira Melo dá recomendações para aproveitar ao máximo o verão amazônico de forma protegida, “de preferência com o uso de barreiras UV, UVA e UVB, sem colocar em risco a saúde”.
Foto: Rebeca Beatriz/Acervo g1 Amazonas
“Nosso verão amazônico é realmente intenso e a pele, como um órgão externo e de barreira, precisa estar corretamente protegida para que se evitem danos, como a queimadura solar em diferentes graus, bem como a desidratação pela transpiração excessiva. Como medidas de cuidados os métodos ditos de barreira são extremamente úteis como: óculos de sol com proteção UV, roupas com proteção também UV na trama do tecido, bonés ou chapéus e, obviamente, o filtro solar com fator de proteção solar de pelo menos 30, com proteção UVB e UVA”, disse a dermatologista.
O que vestir durante os dias mais quentes?
“De preferência roupas mais leves, de cores mais claras e com tecidos que facilitem a transpiração. Tecidos muito sintéticos impedem a transpiração adequada da pele e propiciam o aumento da umidade, facilitando alguns tipos de infecções como as fúngicas, por exemplo, especialmente em áreas mais abafadas como as dobras cutâneas”.
Frutas X Refrigerantes
“Frutas que tem alto teor de água são bem vindas no verão, pois facilitam a hidratação, como exemplo a melancia, abacaxi, dentre outras. Em relação a líquidos, optar pela hidratação reforçada de pelo menos 2 a 2,5 litros por dia. A água é, sem dúvida, o líquido mais indicado para reposição do que se perde no verão e não bebidas com alto teor de açúcar, como refrigerantes”, alerta a especialista.
Patrícia Bandeira diz ainda que o envelhecimento precoce “é um vilão” que acompanha aqueles que ainda insistem em aproveitar esse período sem proteção.
“O verão amazônico é um período que exige cuidados com a pele por ser um órgão realmente muito exposto às radiações ultravioletas, que tem sua importância sem dúvida, mas que em excesso e sem proteção, podem levar a danos como o envelhecimento precoce da pele, o pré-câncer e o câncer cutâneo. Isso ao longo da vida, pois os danos do sol na pele são cumulativos e progressivos. Portanto, sol somente na medida certa e com proteção. Sua pele agradece”, finalizou a dermatologista.
Verão na Rede
O projeto Verão na Rede é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) que visa promover a cultura, a arte, o entretenimento e o turismo em Macapá (AP).
Além de valorizar artistas regionais, também enfatiza a importância da preservação ambiental e da sustentabilidade, promovendo conscientização e educação ambiental entre os participantes e a comunidade local.
O projeto conta com apoio da GEAP Saúde e da Prefeitura de Macapá, que realiza paralelamente o ‘Macapá Verão’, que consiste em uma série de eventos culturais e atividades ao ar livre, proporcionando momentos de lazer e integração comunitária.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) promove nesta quarta-feira (17) na Casa do Artesão do espaço São José Liberto (ESJL), a ‘Feira de Projetos’ da ‘Coleção de Joias do Círio de Nazaré 2024′. Neste ano, a programação traz o tema ‘Trajetos de Fé: Orações a Maria’. A mostra, que ocorre das 14h às 18h, compreende a 2ª etapa do processo de produção das ‘Joias de Nazaré 2024’.
Ao todo, 24 projetos foram criados a partir do Workshop de Geração e Produtos ‘Joias de Nazaré 2024’, realizado no último dia 12 de julho. A oficina foi ministrada pela designer de joias e professora do curso de bacharelado em design da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Dra. Rosângela Gouvêa Pinto, que também é responsável pela análise dos projetos. Durante o evento, os projetos serão comercializados por marcas de joias paraenses, em um processo que culminará com a produção das peças religiosas.
Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará
Conforme Rosangela Gouvêa, na avaliação, foram considerados os lugares de passagem da imagem, as formas de expressão da fé pelos fiéis, objetos que representam a gratidão, religiosidade e respeito à Nossa Senhora de Nazaré, como a Berlinda, o Manto, a Corda e a Basílica Santuário, além de outros ícones do universo mariano. “Portanto, para os projetos, foram levados em consideração elementos representativos do percurso e os pontos de homenagem ao longo da maior procissão paraense, destacando também diferentes estilos de prédios históricos”, enfatizou.
O processo de criação das peças religiosas inicia a partir da oficina para geração de produto, que este ano reuniu cerca de 30 profissionais, entre eles empreendedores do Programa Polo Joalheiro (designers e ourives), e estudantes do curso de Bacharelado em Design de Joias. Durante o workshop, foi realizada uma roda de conversa, destacando a “vivência na arte de criar e confeccionar o Manto Oficial de Nossa Senhora de Nazaré”, com a participação especial dos profissionais responsáveis pela produção do manto oficial da padroeira dos paraenses, usado nas procissões. São eles: a estilista Letícia Nassar (design e confecção); Antônio José de Souza (bordados); e Marcelo Monteiro, da empresa Ourogema, instalada no ESJL (ourivesaria).
Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará
A coordenadora de Projetos Estruturantes da Sedeme, Poliana Gualberto, destacou que o processo criativo da mostra é formado a partir das inspirações trabalhadas nos workshops de joias. “O objetivo é fortalecer a produção de joias religiosas genuinamente paraenses, além de promover a cultura regional através da valorização das características culturais e criativas desenvolvidas pelos profissionais envolvidos em todo o processo, que culmina na produção da coleção de joias de Nazaré”, disse.