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Quarta, 20 Outubro 2021

Você sabia que as plantas que nascem nos quintais das casas podem ser utilizadas para fins medicinais?

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Com certeza quem mora em casas de Manaus que possuem quintais já se depararam com algumas pequenas plantas que nascem no solo de forma esporádica, como por exemplo, a chicória. Entretanto, existem algumas dessas mudas que podem ser utilizadas para fins medicinais através de chás e banhos.

As chamadas plantas medicinais são alternativas para pessoas que procuram tratamentos para doenças através de produtos naturais. Tal prática pode ser chamada de fitoterapia.

A região Norte do Brasil é o local onde mais se realiza essa prática. Por isso, o Portal Amazônia preparou uma lista com 6 plantas que nascem espontaneamente nos quintais das casas. Confira:

Alfavaca de cobra

De acordo com o pesquisador e professor Moacir Biondo, é uma planta fácil de identificação por possuir 3 folhas próximas umas das outras. A Alfavaca de cobra possui nome científico de Monniera Trifolia, com um cheiro particularmente forte. Ela é da família da Rutácea, a mesma de uma outra planta muito popular em banhos, a arruda.

Também conhecido como alecrim-de-cobra, alfavaca brava e pimenta de lagarta e seu chá pode ser utilizado para picadas de cobras e para tratamento de sintomas de gripe como, febre e espirros.

Foto: Reprodução

 Além disso, a planta possui substâncias importantes, como a vitamina K, vitamina C, vitamina B9, ferro, cobre, potássio, cálcio, etc. Também pode extraído óleos essenciais e repleta de polifenóis, como flavonoides e antocianinas.

Dentre outros benefícios, a alfavaca de cobra ajuda a controlar o açúcar no sangue, propriedades antienvelhecimento, redução de inflamações e inchaços, além de reduzir os efeitos do estresse.

Para encontrá-las, elas podem nascer em solos férteis e úmidos, com zonas sombrias e crescem em paredes ou muros pouco cuidados.

Erva-de-jabuti

Também conhecida como pimenta-do-mato, coraçãozinho ou peperônia, a erva-de-jabuti é uma pequena planta em formato de coração é uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional) que pode ser consumida crua ou cozida com sabor levemente picante. Também pode ser utilizada como tempero, chá ou refogada.

Foto: Reprodução

Seu nome científico é Peperomia pellucida e é da família Piperaceae. Seu uso pode ser feito para combater a tosse ou dor de garganta, arritmias cardíacas, além de anti-inflamatórios e controle do colesterol e pressão alta.

Paracari

O Paracari (Marsypianthes chamaedrys) é uma planta bastante comum, que pode ser encontrada em cantos de rua e beiras de quintal. Ele tem estruturas parecidas com pequenas pinhas e flores roxas.

Foto: Divulgação

É considerada aromática, febrífuga, anti-espasmódica e carminativa. Na forma de banhos quentes é empregada contra o reumatismo articular. A infusão das raízes é usada contra anemia e dor de cabeça. O suco da planta é utilizado para picadas de cobras, tanto interna como externamente e esfregado sobre a pele contra picadas de mosquitos e pernilongos. Os indígenas da Amazônia ocidental, usam uma mistura de suas folhas com as de Lippia alba, em decocção, para o tratamento da diarréia. O chá da planta também pode ser usado para cicatrização de ferimentos.

Quebra-pedra 

O Phyllanthus niruri, pertencente à família Phyllanthaceae, conhecido popularmente como quebra-pedra, erva-pombinha, quebra-pedra verdadeiro, quebra-pedra-roxo. Suas folhas são usadas como diuréticas, em afecções do fígado, icterícia, cólicas renais, moléstias da bexiga, retenção urinária e como auxiliar na eliminação de ácido úrico. As raízes são também utilizadas em afecções hepáticas com icterícia e os frutos, as sementes e as folhas em diabetes, para dor nos rins, bexiga, dificuldades em urinar, pedra nos rins e como diurético. Em sua composição há a presença de flavonóides, lignanas, alcalóides, ácido salicílico e compostos fenólicos nas raízes.

Foto: Reprodução/ Loila Matos

Extratos aquosos mostraram efeito hipoglicemiante, ação antibacteriana, antiespasmódica e anticancerígena, além de ação anti-hepatotóxica, hepatoprotetora e antioxidante. Em doses acima do normal pode apresentar ação abortiva e purgativa. Extratos aquosos mostraram efeito hipoglicemiante, ação antibacteriana, antiespasmódica e anticancerígena, além de ação anti-hepatotóxica, hepatoprotetora e antioxidante. Em doses acima do normal pode apresentar ação abortiva e purgativa.

Erva-mijona

Usado para infecção urinária, a erva-mijona (Oxalis pes-caprae ) é pertencente da família Oxalidaceae é facilmente encontrada em terrenos abandonados próximos a entulhos de construção.

Foto: Divulgação

Para saber mais sobre as plantas, o Portal Amazônia te convida a conferir um vídeo feito pelo Amazonsat sobre plantas que nascem esporadicamente nos quintais das casas:

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