Criação de peixes, galinhas e roçado fazem parte de estratégia para fortalecer a TI Yanomami

Projeto envolve vários ministérios e tem sistema de criação de peixes, viveiro de mudas, roça para consumo da comunidade Yanomami, aviário e formação de indígenas para cuidados com a criação de peixes.

Unidade demonstrativa. Foto: Divulgação/MDS

governo federal desenvolveu na Terra Indígena Yanomami um projeto que une criação de peixes, roças com plantio de mandioca, batatas, arroz e criação de galinha. A iniciativa é desenvolvida na comunidade Sikamabiu e foi inaugurada oficialmente no dia 2 de fevereiro de 2026.

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Chamada de unidade demonstrativa, a iniciativa visa fortalecer a segurança alimentar no território, que está há três anos em situação de emergência, e foi desenvolvida como resposta à grave crise humanitária enfrentada pelos povos Yanomami e Ye’kwana, causada pelo garimpo ilegal na região.

Sikamabiu fica na região do Baixo Mucajaí, no Sul de Roraima, dentro do território Yanomami. Na localidade, vivem ao menos 400 indígenas, distribuídos em cerca de 30 famílias. A maioria é do povo Xiriana (ou Xirixana), subgrupo dos Yanomami.

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povo yanomami
Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo

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O polo com sistemas de piscicultura, criação de aves e o plantio de lavouras tradicionais será o primeiro de uma série de oito que devem ser implantados no território ainda neste ano. Estão previstas iniciativas em comunidades das regiões de SurucucuHomoxiXiteiLasasiAjaraniOlomai e Uxiu. O cuidado com as roças, os galinheiros e os tanques de peixes será de responsabilidade dos próprios indígenas.

O investimento para a implementação do projeto é de R$ 1,8 milhão, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A execução é feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com apoio logístico da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR) participa da parceria com aulas e formação em piscicultura. Ao todo, 34 indígenas foram capacitados e ficaram responsáveis pelo cultivo e pela multiplicação do conhecimento na comunidade.

Plantio de subsistência na Terra Indígena Yanomami. Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo

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Além disso, no âmbito da piscicultura, o projeto tem o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que atuou na construção dos açudes de criação dos peixes. Os tanques são feitos de geomembrana – uma espécie de manta sintética impermeável, o que garante maior eficiência e durabilidade na criação de peixes.

Nesta segunda, a cerimônia de inauguração do polo deve ter a presença do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, da presidente da Funai, Joênia Wapichana, aa diretora substituta da Casa de Governo, Cleide de Souza, a secretária nacional de Aquicultura do MPA, Fernanda de Paula, e de outras autoridades do governo federal.

Terra Yanomami

Com quase 10 milhões de hectares, a Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil em extensão territorial. Localizado no Amazonas e em Roraima, o território abriga 31 mil indígenas, que vivem em 370 comunidades.

O povo Yanomami é considerado de recente contato com a população não indígena e se divide em seis subgrupos de línguas da mesma família, designados como: Yanomam, Yanomamɨ, Sanöma, Ninam, Ỹaroamë e Yãnoma.

Terra Yanomami. Foto: Ascom | MPI

O território está em emergência de saúde desde janeiro de 2023, quando o governo federal, a partir da posse de Lula (PT), começou a criar ações para atender os indígenas, como o envio de profissionais de saúde e cestas básicas. Além de enviar forças de segurança a região para frear a atuação de

*Com informações da Rede Amazônica RR

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