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Domingo, 29 Janeiro 2023

Conheça 7 espécies de formigas raras encontradas na Amazônia

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As formigas fazem parte do grupo de insetos mais popular do mundo, pois são muito conhecidas por seu poder de organização social. No mundo existe cerca de 20 mil espécies dividas em 334 gêneros. Dessas, pelo menos 10 mil já foram catalogadas, mas ainda existe muito a se aprender com a pequeninas.

Ou seja, a variedade é enorme e vai desde a formiga comum - essas que sempre estão perto do açúcar na sua cozinha - até as que podem representar perigo para a saúde humana.

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O Portal Amazônia consultou o 'Guia para os gêneros de formigas do Brasil' e traz algumas informações sobre sete espécies de formigas encontradas na Amazônia brasileira. Confira:

Foto: Reprodução/Guia para os gêneros de formigas do Brasil
Martialis

As formigas Martialis (não possui nome popular) estão presentes somente no Amazonas, no território brasileiro. A subfamília Martialinae foi recentemente descrita com base em um único exemplar coletado no solo de uma área de floresta tropical úmida nas proximidades da cidade de Manaus.

A descoberta de Martialis atraiu bastante atenção dos mirmecólogos porque análises genéticas sugerem que esse gênero seja o membro mais basal da família Formicidae. É representado por uma única espécie, M. heureka, e os autores acreditam que esta espécie possua hábitos hipogéicos ou noturnos, dado o tegumento pálido e a ausência de olhos.


  • Presente em: No Brasil, apenas no Amazonas.
Foto: Reprodução/Guia para os gêneros de formigas do Brasil

Adelomyrmex

As formigas deste gênero (não possui nome popular) estão distribuídas na região Neotropical e Australiana. São pequenas e habitantes da serapilheira. Possuem hábitos crípticos (difícil de perceber ou de interpretar) ou seja, conseguem se camuflar facilmente na floresta, sendo uma atividade restrita às camadas mais profundas da serapilheira. Nada se sabe sobre seus hábitos alimentares. No Brasil ocorre apenas uma espécie: A. striatus.


  • Presente em: No Brasil, apenas no Amazonas.
Foto: Reprodução/Guia para os gêneros de formigas do Brasil
Sphinctomyrmex

As Sphinctomyrmex (não possui nome popular) estão distribuídas nos trópicos ao redor do mundo. Pouco é conhecido sobre a história natural das espécies desse gênero. As poucas observações sugerem que estas formigas sejam predadoras nômades e se alimentam de outras formigas.

No Brasil estas formigas são raramente coletadas, podendo ser encontradas com maior frequência em florestas submontanhosas (acima de 600m) do Sul e Sudeste, de onde vem a maior parte dos espécimes coletados e depositados em coleções. 

Há apenas um único registro para a Amazônia. O número de espécies é três na Região Neotropical, todas restritas ao Brasil: 
S. marcoyi, S. stali e S. schoerederi.


  • Presente em: Amazonas e regiões nordeste e sudeste.
Foto: Reprodução/Guia para os gêneros de formigas do Brasil
Cryptomyrmex

Distribuída pela América do Sul, a Cryptomyrmex (não possui nome popular) aparece mais precisamente no Paraguai e no Brasil, onde ocorre apenas em alguns estados. São formigas pequenas, habitantes da serapilheira. Como o nome sugere (crypto = escondido), não são formigas fáceis de encontrar e nada se sabe sobre sua biologia. No Brasil ocorrem as duas espécies: C. boltoni e C. longinodus.


  • Presente: Amazonas e também Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. 
Foto: Reprodução/Guia para os gêneros de formigas do Brasil

Formiga Marabunta (Cheliomyrmex)

Marabunta (Cheliomyrmex andicola) faz parte do gênero Cheliomyrmex e da subfamília Dorylinae. São formigas de correição que vivem principalmente debaixo da terra nas selvas tropicais da América, e são de cor avermelhada. Elas são encontradas em região neotropical, do sul do México à Bolívia, incluindo a Amazônia brasileira. 

São reconhecidas como operárias sem olhos, com mandíbulas dos soldados com dois grandes dentes e cintura com apenas um segmento. Essas formigas são pouco coletadas e, por conta disso, sua biologia continua enigmática. As rainhas são desconhecidas e a espécie é conhecida apenas pelo macho (C. audax). 

As espécies desse gênero possuem hábitos subterrâneos, mas ocasionalmente podem formar grandes colunas em busca de alimento no solo. A Cheliomyrmex andicola alimenta-se de invertebrados de grande porte que vivem no solo. 


  • Presente em: Acre, Amapá, Amazonas e Rondônia.
Foto: Reprodução / Guia para os gêneros de formigas do Brasil

Formiga tatu (Tatuidris)

O gênero Tatuidris (que possui a espécie única Tatuidris tatusiafaz parte da subfamília monotípica Agroecomyrmecinae. O nome Tatuidris significa "formiga tatu", fazendo alusão ao formato compacto e arredondado da formiga assemelhar-se ao de um tatu. Ainda é rapidamente reconhecida pelas mandíbulas massivas em perfil, olhos localizados no topo das suas antenas com sete segmentos.

Os poucos registros desse gênero no Brasil foram feitos em floresta tropical úmida, apenas na região amazônica, exclusivamente em amostras de serapilheira. Sua raridade talvez se explique por apresentar ninhos pequenos, com poucos indivíduos e é considerada uma espécie predadora de topo de cadeia, especializada em predar outras espécies também predadoras.

A única colônia encontrada até hoje possuía três operárias e quatro rainhas . Pelo menos duas operárias foram coletadas em iscas de sardinha, sugerindo certa flexibilidade alimentar. Seus movimentos são lentos e alguns indivíduos apresentam o corpo coberto por terra, indicando capacidade de se camuflar usando elementos do meio. 


  • Presente em: Amazonas, Rondônia, Pará, Maranhão e Tocantins.

  • Provavelmente presente em: Acre, Amapá, Mato Grosso e Roraima.

Foto: Reprodução / Guia para os gêneros de formigas do Brasil

Typhlomyrmex

Typhlomyrmex (não possui nome popular) é o menor gênero da subfamília Ectatomminae em número de espécies. São formigas pouco coletadas e por esse motivo pouco se sabe sobre sua biologia. As espécies desse gênero formam ninhos em troncos em decomposição ou no solo de florestas úmidas. 

A Typhlomyrmex rogenhoferi por exemplo, que é a espécie mais coletada na Bacia Amazônica, forma ninho na madeira em decomposição e forma colônias com centenas de operárias. Já a T. pusillus constrói ninhos no solo e parece ter uma maior tolerância a perturbações, ocorrendo em áreas cultivadas, além de florestas. 

Pouco se sabe sobre o hábito alimentar e reprodutivo das espécies desse gênero. Alguns pesquisadores acreditam que são predadoras crípticas (que habitam em cavernas). 


  • Presente em: Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

  • Provavelmente presente em: Acre, Maranhão e Roraima.

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