Família enviou carta ao Papa em busca de conforto. Foto: Divulgação
Num gesto de conforto e solidariedade, o Papa Leão XIV respondeu uma carta enviada por uma família amazonense ao líder da Igreja Católica. A mensagem foi um resposta à Joyce Xavier, mãe do menino Benício, de apenas 6 anos, que morreu após suposto erro médico durante atendimento numa unidade hospitalar. O caso aconteceu em 23 de novembro (2025) e segue na Justiça.
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Ao Grupo Rede Amazônica, Joyce contou que escreveu a carta após iniciativa de uma amiga. Em meio às lágrimas, a mãe relatou no texto a dor da família pelo falecimento de Benício e pediu uma palavra de conforto ao Papa.
“Nosso filho tinha 6 anos de idade, uma criança pura, amorosa, inteligente e saudável. Nos ensine a lidar com essa dor imensurável. Nos dê alguma palavra de participação, de conseguir seguir”.
Resposta do Papa à carta
Em resposta à carta, o Papa Leão XIV expressou solidariedade e proximidade diante da dor da família:
“Estejam certos de sua proximidade e de sua ternura. Ele não está distante do que vocês estão vivendo, pelo contrário, compartilha e carrega isso com vocês. Com Maria, vocês saberão esperar com paz. Hoje há sofrimento, mas com a certeza da fé, um novo dia surgirá e vocês reencontrarão a alegria”.
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O caso
Benício morreu em 23 de novembro de 2025, após receber adrenalina diretamente na veia durante atendimento hospitalar. Segundo a investigação, tanto a dosagem quanto a forma de aplicação não eram indicadas para o paciente. Após o procedimento, ele sofreu seis paradas cardíacas e não resistiu.

A médica Juliana Brasil Santos, responsável pela prescrição, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes foram indiciadas por homicídio doloso. A Polícia Civil aguarda laudos para concluir o inquérito.
Em depoimento, a médica reconheceu que errou ao prescrever adrenalina por via intravenosa e afirmou que a medicação deveria ter sido administrada por outra via. Ela disse ter se surpreendido por a equipe de enfermagem não questionar a prescrição.
A defesa da médica alega que o erro ocorreu por falha no sistema de prescrição do Hospital Santa Júlia, que teria alterado automaticamente a via do medicamento durante instabilidades no dia do atendimento.
A técnica de enfermagem afirmou que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a adrenalina, sem diluição, e que informou a mãe da criança sobre o procedimento. Segundo ela, após a aplicação, Benício apresentou palidez, dor no peito e dificuldade para respirar.
*Com informações da matéria de Karla Melo, da Rede Amazônica AM
