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Domingo, 21 Abril 2024

Cabanagem no Pará

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Foto: Reprodução/UFPA

A Revolta da Cabanagem aconteceu na província do Grão-Pará, entre os anos de 1835 e 1840, durante o Período Regencial. Após a abdicação de Dom Pedro I e enquanto se aguardava Dom Pedro II chegar a maioridade, o Brasil foi governado por regentes. Nesta época, diversas revoltas foram acontecendo no país. Ao mesmo tempo, a Cabanagem iniciou no Pará se tornando um dos motins mais violentos. As causas da revolta foram a grave situação econômica e social da região e a disputa pelo poder na província. Os principais líderes eram indígenas, negros e pobres, que acabaram sendo mortos pelas tropas regenciais.

A Revolta da Cabanagem recebeu este nome porque a maioria dos rebeldes morava em cabanas às margens dos rios paraenses. Na noite de Reis, de 6 de janeiro de 1835, a sede governamental de Belém do Pará foi tomada pelos cabanos (como eram chamados os participantes), que instituí
ram o novo presidente, o militar Félix Clemente Malcher. Porém, Clemente Malcher, mais identificado com a elite dominante, traiu a revolta, sendo sucedido por outro líder do movimento: Eduardo Angelim.

Mesmo quando o império conseguiu, por meio de muita repressão, retomar o poder na capital, muitos cabanos continuaram a lutar pelo interior do Estado. O império usou novamente o poderio militar para sufocar a revolta e, em 1840, promoveu um extermínio em massa da população paraense. Estima-se que cerca de 30 a 40% da população de cem mil habitantes do Grão-Pará tenham morrido no conflito.

Em homenagem ao movimento Cabano, em 1985 foi erguido um monumento, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, na entrada da cidade de Belém, o Memorial da Cabanagem.

De acordo com o representante do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Miguel Dantas, a Cabanagem no Pará foi silenciada através do tempo. "A história oficial tentou apagar a Cabanagem do mapa. Se você pegar hoje os livros de história, a Cabanagem está em dois parágrafos. E por que isso? Porque faz parte de um projeto não deixar que o povo do Norte, o povo que é explorado ainda hoje, que têm seus direitos retirados, que vê suas reservas naturais sendo enviadas para o exterior, tenham essa memória, a memória desses revolucionários que lutavam por direitos. Querem que não saibamos que somos capazes de vencer a luta contra a exploração", contou.

*Com informações da Agência Pará 

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