ABDI inaugura maior complexo industrial de café da agricultura familiar da Região Norte

O Complexo integra o projeto Café Amazônia Sustentável, que visa implementar um modelo cooperativista socioeconômico sustentável

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Cooperativa de Café do Juruá (Coopercafe), inaugurou no final de junho, em Mâncio Lima (AC), o maior complexo industrial de café da agricultura familiar da Região Norte, com foco no cooperativismo. A cerimônia contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e da diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida.

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ABDI inaugura maior complexo industrial de café da agricultura familiar da Região Norte
Completo industrial. Foto: Divulgação

O Complexo integra o projeto Café Amazônia Sustentável, desenvolvido pela ABDI, que visa implementar um modelo cooperativista socioeconômico sustentável para o beneficiamento e rebeneficiamento do café cultivado pela agricultura familiar. A iniciativa recebeu investimentos de R$ 8 milhões da ABDI e R$ 2 milhões da Coopercafe, cooperativa que hoje reúne mais de 180 produtores na região.

“O projeto está alinhado às missões da Nova Indústria Brasil (NIB) e tem como foco transformar a vida dos produtores ligados às cadeias agroindustriais sustentáveis para a segurança alimentar”, destacou Perpétua Almeida. A iniciativa já beneficia diretamente 2 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva da região do Juruá.

Estrutura moderna e sustentável

Foto: Divulgação

O parque fabril possui uma estrutura física de 1.640 m² e opera com energia elétrica 100% limpa e sustentável, abastecida por 356 painéis solares, que geram 21.500 kWh por mês, além de utilizar práticas como o reuso de água da chuva e o uso de lenha certificada. Toda a produção de café é realizada em áreas degradadas, sem qualquer desmatamento novo, reforçando o compromisso ambiental do projeto.

Capacidade produtiva

O Complexo tem capacidade produtiva de até 20 mil sacas de por safra (considerando o beneficiamento e o rebeneficiamento), o que pode gerar um faturamento em torno de R$ 40 milhões – variando conforme a produtividade local e a cotação diária do café. São dois processos principais:

Foto: Enrique Alves
  • Beneficiamento: envolve secagem, descascamento e classificação, preparando o grão para comercialização, seco e descascado. O maquinário inclui 11 secadores, uma máquina descascadora e uma classificadora in natura com despolpador.
  • Rebeneficiamento: agrega qualidade ao produto, por meio da padronização por tamanho e densidade, utilizando um conjunto de peneiras e mesa densimétrica. Esse processo permite separar os melhores lotes, aumentando o valor de mercado do produto.

O parque produz do café commodity até o especial, o que amplia o leque de possibilidades comerciais para os agricultores associados. Na região, predominam pequenos e médios produtores, responsáveis pelo cultivo de cerca de 1,5 milhão de pés. Considerando todo o Vale do Juruá e parte do Amazonas, esse número ultrapassa 5 milhões.

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