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Meio Ambiente

Nova espécie rara de orquídea nativa é descoberta no Parque do Tumucumaque, no Amapá

A planta foi descoberta durante estudos de preservação ambiental em setembro de 2018 e o reconhecimento aconteceu em março


Uma nova e rara espécie de orquídea encontrada no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, que cobre áreas do Centro e do Oeste do Amapá, foi catalogada na comunidade científica mundial.



Segundo informações do G1 Amapá, a planta foi descoberta durante estudos de preservação ambiental em setembro de 2018 e o reconhecimento aconteceu em março, com uma publicação científica na revista Biota Amazônia, da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

 

No meio do parque, a planta foi vista pelo pesquisador e biólogo Patrick Cantuária, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), especialista nesse tipo de planta.


A identificação da orquídea, batizada de 'Lepanthes Suelipinii', contou com a participação especialistas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio).



 

 

"A espécie é considerada rara pois o gênero 'lephantes' é muito pouco coletado no Brasil, no máximo 22 coletas ocorrem para todo o país. Quando descrevemos novas espécies de plantas, elas só são validadas quando se publica um artigo científico sobre elas", explicou o biólogo.

     
Foto: Divulgação
 
  Segundo Patrick, as orquídeas fazem parte da família das espécies "lephantes", que crescem na parte alta das árvores, chamadas de "epífitas". A planta tem características peculiares, pois forma uma única e pequena flor no centro das folhas, o que atraiu a atenção.

"Já estávamos embarcando para ir embora do parque quando a planta me chamou a atenção. Ela apresentava características que eu nunca havia visto, por isso recolhi um exemplar para estudar em laboratório e assim descobri que era uma espécie nova", detalhou.

 

O pesquisador acrescenta que a planta com cerca de 7 centímetros é nativa e "endêmica", pois só pode ser encontrada na região do Tumucumaque.

 

Planta leva nome de desembargadora

 

O nome da nova orquídea foi em homenagem a única mulher desembargadora do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Sueli Pini, por conta da representatividade da magistrada no estado.



"Foi uma forma de homenagear a desembargadora que é uma grande entusiasta da flora regional e por causa do apoio prestado por ela à pesquisa. A planta é nativa e endêmica da região, que agora conta com 236 espécies, de muitas que ainda não conhecemos", completou o pesquisador.

 

 

     
Foto: Divulgação
 

 


Sueli Pini, primeira mulher a compor a corte máxima da Justiça amapaense e a primeira a presidir o tribunal, expressou a emoção de ser homenageada com a descoberta da orquídea.

 

"Acima de tudo, acho importante registrar o trabalho do biólogo, mostrar que temos pratas da casa que estão quase que invisíveis. O trabalho é extraordinário e com pouquíssimas ferramentas. É uma homenagem não só a mim, mas à Justiça amapaense", expressou.

 

A planta foi catalogada e terá a espécie perpetuada pelo centro de pesquisa. Ela foi armazenada na coleção científica botânica no Orquidário Terezinha Leite Chaves, no Horto Municipal, na Zona Norte de Macapá. O espaço conta com mais de 380 espécies.

 

 

     

Meio Ambiente

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Nova espécie rara de orquídea nativa é descoberta no Parque do Tumucumaque, no Amapá

A planta foi descoberta durante estudos de preservação ambiental em setembro de 2018 e o reconhecimento aconteceu em março

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Uma nova e rara espécie de orquídea encontrada no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, que cobre áreas do Centro e do Oeste do Amapá, foi catalogada na comunidade científica mundial.



Segundo informações do G1 Amapá, a planta foi descoberta durante estudos de preservação ambiental em setembro de 2018 e o reconhecimento aconteceu em março, com uma publicação científica na revista Biota Amazônia, da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

 

No meio do parque, a planta foi vista pelo pesquisador e biólogo Patrick Cantuária, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), especialista nesse tipo de planta.


A identificação da orquídea, batizada de 'Lepanthes Suelipinii', contou com a participação especialistas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio).



 

 

"A espécie é considerada rara pois o gênero 'lephantes' é muito pouco coletado no Brasil, no máximo 22 coletas ocorrem para todo o país. Quando descrevemos novas espécies de plantas, elas só são validadas quando se publica um artigo científico sobre elas", explicou o biólogo.

     
Foto: Divulgação
 
  Segundo Patrick, as orquídeas fazem parte da família das espécies "lephantes", que crescem na parte alta das árvores, chamadas de "epífitas". A planta tem características peculiares, pois forma uma única e pequena flor no centro das folhas, o que atraiu a atenção.

"Já estávamos embarcando para ir embora do parque quando a planta me chamou a atenção. Ela apresentava características que eu nunca havia visto, por isso recolhi um exemplar para estudar em laboratório e assim descobri que era uma espécie nova", detalhou.

 

O pesquisador acrescenta que a planta com cerca de 7 centímetros é nativa e "endêmica", pois só pode ser encontrada na região do Tumucumaque.

 

Planta leva nome de desembargadora

 

O nome da nova orquídea foi em homenagem a única mulher desembargadora do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Sueli Pini, por conta da representatividade da magistrada no estado.



"Foi uma forma de homenagear a desembargadora que é uma grande entusiasta da flora regional e por causa do apoio prestado por ela à pesquisa. A planta é nativa e endêmica da região, que agora conta com 236 espécies, de muitas que ainda não conhecemos", completou o pesquisador.

 

 

     
Foto: Divulgação
 

 


Sueli Pini, primeira mulher a compor a corte máxima da Justiça amapaense e a primeira a presidir o tribunal, expressou a emoção de ser homenageada com a descoberta da orquídea.

 

"Acima de tudo, acho importante registrar o trabalho do biólogo, mostrar que temos pratas da casa que estão quase que invisíveis. O trabalho é extraordinário e com pouquíssimas ferramentas. É uma homenagem não só a mim, mas à Justiça amapaense", expressou.

 

A planta foi catalogada e terá a espécie perpetuada pelo centro de pesquisa. Ela foi armazenada na coleção científica botânica no Orquidário Terezinha Leite Chaves, no Horto Municipal, na Zona Norte de Macapá. O espaço conta com mais de 380 espécies.

 

 

     

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