PL que permite presença de parteiras em maternidade é aprovado na Aleam

A PL trata sobre a presença das parteiras durante o trabalho de parto e pós-parto em maternidades e hospitais da rede pública e privada no Amazonas.

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o Projeto de Lei nº 270/2019, de autoria do deputado Carlinhos Bessa, que trata sobre a presença das parteiras durante o trabalho de parto e pós-parto em maternidades e hospitais da rede pública e privada no Amazonas. Para o parlamentar, o Projeto valoriza práticas populares e promove igualdade entre as parturientes.

“Os serviços prestados pelas parteiras são imprescindíveis quanto a orientação e realização do parto normal e permite maior cuidado às mulheres, juntamente com outros profissionais da área de saúde, nesse momento tão importante e sensível. É uma forma de reconhecer a importante e secular profissão das parteiras e condicionar o seu lugar nas maternidades e unidades de saúde”, disse o parlamentar.

Ao defender o Projeto, Bessa enfatizou que a regulamentação da presença das parteiras não irá interferir na realização do trabalho dos médicos e seguirá todos os protocolos de segurança regulamentados. “As grávidas com mais recursos, que buscam unidades privadas, contratam fotógrafos e são acompanhadas por vários parentes durante o trabalho de parto. Precisamos trazer igualdade para todas as grávidas do nosso Estado. Os procedimentos de segurança serão sempre respeitados e nenhuma autoridade médica terá sua autonomia tolhida. A profissão de parteira é cultural e milenar, serve para acalentar toda dor nesse momento”, enfatizou.

OMS reconhece

A Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde reconhecem a atividade no combate a violência obstétrica. Atualmente, apenas 22% dos países têm parteiras profissionais preparados para atender às necessidades de mulheres e recém-nascidos em número suficiente, o que deixa mais de três quartos (78%) dos países com graves carências em cuidados adequados. À medida que a população cresce, aumenta também a falta de recursos e infraestrutura.

A inclusão de parteiras, enfermeiras obstétricas e obstetrizes é uma importante estratégia para redução da epidemia de cesarianas nos hospitais privados brasileiros. A justificativa é que essas equipes estão comprometidas com as boas práticas obstétricas para o alívio da dor, como o estímulo à movimentação, liberdade para se alimentar e posição vertical na hora de parir, tornando o parto mais confortável, aumentando as chances de partos espontâneos e diminuindo a necessidade de intervenções desnecessárias.


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