Economia

Embalagens mantém demanda produtiva no Amazonas

Setor faturou R$ 1,9 bilhão de janeiro a maio no PIM, com um crescimento de 11,35% sobre o ano anterior

Priscila Caldas

pcaldas@jcam.com.br


 

 

 

 

O subsetor de embalagens, incluso no segmento termoplástico do Polo Industrial de Manaus (PIM), mantém demanda produtiva na contramão da instabilidade econômica nacional e segura os índices positivos do setor. Atualmente, o segmento opera com 90% da capacidade produtiva instalada.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus (Simplast), o crescimento é decorrente da continuidade no consumo, fator que consequentemente tem sido impulsionado pela injeção dos pagamentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Os Indicadores de Desempenho da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), mostram que de janeiro a maio deste ano o setor termoplástico faturou R$ 1,9 bilhão, com um crescimento de 11,35% em relação a igual período do ano anterior. Segundo o presidente do Simplast, Celso Zilves, a atuação e os resultados do subsetor de embalagens contribui significativamente para a manutenção dos faturamentos crescentes.

Ele afirma que em decorrência do aumento na demanda, nos primeiros meses do ano, o subsetor "segurou" setores que não alcançaram o mesmo desempenho. "Sentimos, nos primeiros meses do ano, uma melhora momentânea, o que descarta a possibilidade de reaqueacimento produtivo ou de tendência de crescimento. A ociosidade, no setor plástico, ainda é expressiva, em torno de 40%. Por outro lado, no subsetor de embalagem, a demanda permanece crescente, o que mostra que o setor está em crescimento, ainda que de forma mínima", disse.

Zilves explica que um fator positivo que contribui para o crescimento do subsetor é que as fabricantes de embalagens do PIM não sofrem interferência externa, ou seja, não competem com produtos estrangeiros. Ele explica que o produto tem baixo valor agregado e que o frete elevaria os custos. "O subsetor sofre menos impacto da crise do que os demais subsetores porque além do mercado interno continuar consumindo, ele também não sofre interferência externa. É difícil importar a embalagem por ser um produto com baixo valor agregado e o frete elevaria o custo", afirmou.
 

 

 

Foto: Reprodução/Shutterstock

 

Apesar do crescimento na fabricação de embalagens, subsetores como o de injeção plástica, que produz componentes para os setores eletroeletrônico, duas rodas e de ar-condicionados; e de materiais para a construção civil, como empresas fabricantes de forros de PVC, enfrentam o desaquecimento expressivo gerado pela crise econômica nacional.

No caso das indústrias que fabricam peças para ar-condicionados, há ainda o agravante da sazonalidade do período de menores estoques para o refrigerador, produto que abastece o mercado interno, principalmente na região Sul do País, onde a partir do segundo semestre há predominância de menores temperaturas, período do inverno.

O sindicato espera registrar maiores demandas na produção de itens demandados pelo setor eletroeletrônico, segmento que inicia produção para atender ao período de final de ano. "A sazonalidade induz problemas ao PIM. Agora, teremos produção para o final do ano. Mas não podemos prever os primeiros meses de 2018, que é um período de baixa demanda. Agora, os valores do FGTS inativo estão sendo injetados no consumo. Depois desse período como ficará a situação? Precisamos considerar ainda, que conforme pesquisa recente publicada pelo IBGE, 60% dos consumidores estão em situação de inadimplência, então, será que nos próximos meses as pessoas ainda irão consumir? Os fundamentos macroeconômicos do País não estão consolidados e há incertezas políticas", expressou.

Na avaliação do diretor executivo do Simplast, Paulo Abreu, devido à contribuição da injeção dos valores do FGTS na economia é possível estimar crescimento de até 5% no faturamento do setor termoplástico em 2017, em comparação a 2016.

Abreu também comenta que no caso de recuperação industrial o subsetor de embalagens é o primeiro a sentir os resultados. Isso, devido à demanda. Ele explica que se há aumento no consumo, consequentemente há crescimento na demanda por embalagens para alimentos e demais itens industriais. O setor de embalagens também impulsiona os demais subsetores termoplásticos à produção. “O setor de embalagens sente os primeiros sinais de melhora porque quando há retomada ou impulso na produção é sinal de que toda a cadeia está produzindo”, disse.

O subsetor de embalagens atualmente reúne mais de 20 indústrias no PIM. O setor termoplástico conta com 11 subsetores compostos por 103 empresas (considerando as indústrias que têm produções verticalizadas).


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Embalagens mantém demanda produtiva no Amazonas

Setor faturou R$ 1,9 bilhão de janeiro a maio no PIM, com um crescimento de 11,35% sobre o ano anterior

Priscila Caldas

pcaldas@jcam.com.br


 

 

 

 

O subsetor de embalagens, incluso no segmento termoplástico do Polo Industrial de Manaus (PIM), mantém demanda produtiva na contramão da instabilidade econômica nacional e segura os índices positivos do setor. Atualmente, o segmento opera com 90% da capacidade produtiva instalada.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus (Simplast), o crescimento é decorrente da continuidade no consumo, fator que consequentemente tem sido impulsionado pela injeção dos pagamentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Os Indicadores de Desempenho da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), mostram que de janeiro a maio deste ano o setor termoplástico faturou R$ 1,9 bilhão, com um crescimento de 11,35% em relação a igual período do ano anterior. Segundo o presidente do Simplast, Celso Zilves, a atuação e os resultados do subsetor de embalagens contribui significativamente para a manutenção dos faturamentos crescentes.

Ele afirma que em decorrência do aumento na demanda, nos primeiros meses do ano, o subsetor "segurou" setores que não alcançaram o mesmo desempenho. "Sentimos, nos primeiros meses do ano, uma melhora momentânea, o que descarta a possibilidade de reaqueacimento produtivo ou de tendência de crescimento. A ociosidade, no setor plástico, ainda é expressiva, em torno de 40%. Por outro lado, no subsetor de embalagem, a demanda permanece crescente, o que mostra que o setor está em crescimento, ainda que de forma mínima", disse.

Zilves explica que um fator positivo que contribui para o crescimento do subsetor é que as fabricantes de embalagens do PIM não sofrem interferência externa, ou seja, não competem com produtos estrangeiros. Ele explica que o produto tem baixo valor agregado e que o frete elevaria os custos. "O subsetor sofre menos impacto da crise do que os demais subsetores porque além do mercado interno continuar consumindo, ele também não sofre interferência externa. É difícil importar a embalagem por ser um produto com baixo valor agregado e o frete elevaria o custo", afirmou.
 

 

 

Foto: Reprodução/Shutterstock

 

Apesar do crescimento na fabricação de embalagens, subsetores como o de injeção plástica, que produz componentes para os setores eletroeletrônico, duas rodas e de ar-condicionados; e de materiais para a construção civil, como empresas fabricantes de forros de PVC, enfrentam o desaquecimento expressivo gerado pela crise econômica nacional.

No caso das indústrias que fabricam peças para ar-condicionados, há ainda o agravante da sazonalidade do período de menores estoques para o refrigerador, produto que abastece o mercado interno, principalmente na região Sul do País, onde a partir do segundo semestre há predominância de menores temperaturas, período do inverno.

O sindicato espera registrar maiores demandas na produção de itens demandados pelo setor eletroeletrônico, segmento que inicia produção para atender ao período de final de ano. "A sazonalidade induz problemas ao PIM. Agora, teremos produção para o final do ano. Mas não podemos prever os primeiros meses de 2018, que é um período de baixa demanda. Agora, os valores do FGTS inativo estão sendo injetados no consumo. Depois desse período como ficará a situação? Precisamos considerar ainda, que conforme pesquisa recente publicada pelo IBGE, 60% dos consumidores estão em situação de inadimplência, então, será que nos próximos meses as pessoas ainda irão consumir? Os fundamentos macroeconômicos do País não estão consolidados e há incertezas políticas", expressou.

Na avaliação do diretor executivo do Simplast, Paulo Abreu, devido à contribuição da injeção dos valores do FGTS na economia é possível estimar crescimento de até 5% no faturamento do setor termoplástico em 2017, em comparação a 2016.

Abreu também comenta que no caso de recuperação industrial o subsetor de embalagens é o primeiro a sentir os resultados. Isso, devido à demanda. Ele explica que se há aumento no consumo, consequentemente há crescimento na demanda por embalagens para alimentos e demais itens industriais. O setor de embalagens também impulsiona os demais subsetores termoplásticos à produção. “O setor de embalagens sente os primeiros sinais de melhora porque quando há retomada ou impulso na produção é sinal de que toda a cadeia está produzindo”, disse.

O subsetor de embalagens atualmente reúne mais de 20 indústrias no PIM. O setor termoplástico conta com 11 subsetores compostos por 103 empresas (considerando as indústrias que têm produções verticalizadas).

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