Meio Ambiente

Artistas fazem ato em defesa da Amazônia no Congresso Nacional

Entre as celebridades estavam Suzana Vieira, Alessandra Negrini, Cristiane Torloni, Paula Lavigne, Luiz Fernando Guimarães e Victor Fasano

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


Um grupo de artistas entregou nesta terça-feira (12) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma carta de repúdio aos projetos de caráter ambiental que tramitam no Congresso Nacional e ameaçam, na opinião do grupo, a preservação da Amazônia. No documento, os artistas afirmam que não aceitarão “a destruição da floresta nem ataques aos direitos dos povos indígenas e tradicionais”.

Entre as celebridades estavam Suzana Vieira, Alessandra Negrini, Cristiane Torloni, Paula Lavigne, Luiz Fernando Guimarães, Victor Fasano, Xande Pilares, Maria Gadú, Tico Santa Cruz e Arlete Sales. Eles estavam acompanhados de ativistas de organizações de defesa ambiental, lideranças indígenas e parlamentares que integram a Frente Ambientalista.

 

 

Foto: Reprodução/Agência Brasil

 


O grupo entregou também as petições das organizações ambientalistas Greenpeace, 342 Amazônia e Avaaz, com mais de 1,5 milhão de assinaturas de pessoas contrárias ao conjunto de medidas propostas pelo governo e pelo Congresso Nacional.

Renca

Em 23 de agosto, o presidente Michel Temer extingiu, por meio de decreto, a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). Uma semana depois, a Justiça federal em Brasília determinou a suspensão dos efeitos de “todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca)”.

Na semana passada, uma portaria do Ministério de Minas e Energia suspendeu a análise de processos minerários na região até que seja feita uma ampla discussão com a sociedade. A portaria registra que “a análise dos processos minerários, em áreas passíveis de aproveitamento mineral, deve se dar apenas depois de encerrado o processo de discussão com a sociedade e de esclarecimentos sobre as condições que levaram à decisão de extinção da Renca e de acordo com os resultados desse processo”.

 


O decreto que extinguiu a Renca foi um dos alvos do protesto, além do projeto que pretende flexibilizar as regras de licenciamento ambiental que está em análise na Comissão de Tributos e Finanças da Câmara.

Os artistas querem que o governo revogue, de forma definitiva, o decreto que extingue a Renca e que os deputados barrem a aprovação de projetos que permitam a liberação do uso de agrotóxicos, a grilagem de terras e a redução de áreas protegidas.

“Um milhão e meio de assinaturas é um clamor público. Só o post do Vitor Fasano, no dia que saiu o decreto do presidente Temer, teve 8 milhões de visualizações. O povo Brasileiro acordou para a Amazônia. Somos uma ferramenta. Uma ponta dessas milhões de pessoas. Essa é uma brecha histórica para uma Lava Jato amazônica. A quem interessa a grilagem? A quem interessa a flexibilização do licenciamento ambiental?“ questionou a atriz Cristiane Torloni.

Indígenas barrados

Antes da entrega da carta, houve uma pequena confusão, pois os seguranças barraram a entrada de alguns indígenas e ativistas no gabinete do presidente Rodrigo Maia. As atrizes Paula Lavigne e Suzana Vieira, então, se negaram a entrar também e disseram que não entregariam a carta se todos não pudessem entrar. O conflito foi resolvido e todos entraram no gabinete.

Maia recebeu o grupo e disse que é favorável à revisão do decreto que extingue a Renca a partir de uma discussão com a sociedade. O deputado afirmou ainda que “tem muita informação truncada” e que o Congresso não tem nenhuma agenda que promova o desmatamento da floresta amazônica.

Os artistas também se encontraram com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que se comprometeu a colocar em votação, ainda hoje, um pedido de urgência para aprecisação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 160/2017, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pede a extinção total do decreto sobre a Renca. Caso o pedido de urgência seja aprovado, a expectativa é de que o PDL seja apreciado na semana que vem.


Meio Ambiente

Artistas fazem ato em defesa da Amazônia no Congresso Nacional

Entre as celebridades estavam Suzana Vieira, Alessandra Negrini, Cristiane Torloni, Paula Lavigne, Luiz Fernando Guimarães e Victor Fasano

Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

jornalismo@portalamazonia.com


Um grupo de artistas entregou nesta terça-feira (12) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma carta de repúdio aos projetos de caráter ambiental que tramitam no Congresso Nacional e ameaçam, na opinião do grupo, a preservação da Amazônia. No documento, os artistas afirmam que não aceitarão “a destruição da floresta nem ataques aos direitos dos povos indígenas e tradicionais”.

Entre as celebridades estavam Suzana Vieira, Alessandra Negrini, Cristiane Torloni, Paula Lavigne, Luiz Fernando Guimarães, Victor Fasano, Xande Pilares, Maria Gadú, Tico Santa Cruz e Arlete Sales. Eles estavam acompanhados de ativistas de organizações de defesa ambiental, lideranças indígenas e parlamentares que integram a Frente Ambientalista.

 

 

Foto: Reprodução/Agência Brasil

 


O grupo entregou também as petições das organizações ambientalistas Greenpeace, 342 Amazônia e Avaaz, com mais de 1,5 milhão de assinaturas de pessoas contrárias ao conjunto de medidas propostas pelo governo e pelo Congresso Nacional.

Renca

Em 23 de agosto, o presidente Michel Temer extingiu, por meio de decreto, a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). Uma semana depois, a Justiça federal em Brasília determinou a suspensão dos efeitos de “todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca)”.

Na semana passada, uma portaria do Ministério de Minas e Energia suspendeu a análise de processos minerários na região até que seja feita uma ampla discussão com a sociedade. A portaria registra que “a análise dos processos minerários, em áreas passíveis de aproveitamento mineral, deve se dar apenas depois de encerrado o processo de discussão com a sociedade e de esclarecimentos sobre as condições que levaram à decisão de extinção da Renca e de acordo com os resultados desse processo”.

 


O decreto que extinguiu a Renca foi um dos alvos do protesto, além do projeto que pretende flexibilizar as regras de licenciamento ambiental que está em análise na Comissão de Tributos e Finanças da Câmara.

Os artistas querem que o governo revogue, de forma definitiva, o decreto que extingue a Renca e que os deputados barrem a aprovação de projetos que permitam a liberação do uso de agrotóxicos, a grilagem de terras e a redução de áreas protegidas.

“Um milhão e meio de assinaturas é um clamor público. Só o post do Vitor Fasano, no dia que saiu o decreto do presidente Temer, teve 8 milhões de visualizações. O povo Brasileiro acordou para a Amazônia. Somos uma ferramenta. Uma ponta dessas milhões de pessoas. Essa é uma brecha histórica para uma Lava Jato amazônica. A quem interessa a grilagem? A quem interessa a flexibilização do licenciamento ambiental?“ questionou a atriz Cristiane Torloni.

Indígenas barrados

Antes da entrega da carta, houve uma pequena confusão, pois os seguranças barraram a entrada de alguns indígenas e ativistas no gabinete do presidente Rodrigo Maia. As atrizes Paula Lavigne e Suzana Vieira, então, se negaram a entrar também e disseram que não entregariam a carta se todos não pudessem entrar. O conflito foi resolvido e todos entraram no gabinete.

Maia recebeu o grupo e disse que é favorável à revisão do decreto que extingue a Renca a partir de uma discussão com a sociedade. O deputado afirmou ainda que “tem muita informação truncada” e que o Congresso não tem nenhuma agenda que promova o desmatamento da floresta amazônica.

Os artistas também se encontraram com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que se comprometeu a colocar em votação, ainda hoje, um pedido de urgência para aprecisação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 160/2017, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pede a extinção total do decreto sobre a Renca. Caso o pedido de urgência seja aprovado, a expectativa é de que o PDL seja apreciado na semana que vem.

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