Publicidade

Cidades

Home > Noticias > null

Após 11 dias, incêndio florestal é controlado em Parque Nacional do Jaú, no Amazonas

Defesa Civil investigará as causas do incêndio, mas suspeita-se de que um pescador iniciou o sinistro. Há registros de animais mortos

Portal Amazônia, com informações G1 AM



Foto: Divulgação/Defesa Civil Novo Airão

MANAUS - Um incêndio florestal que consumia o Parque Nacional do Jaú, localizado em Novo Airão (a 115 quilômetros de distância de Manaus), foi controlado da tarde de domingo (17). Os trabalhos eram realizados por equipes da Defesa Civil Municipal e bombeiros civis desde a última quarta-feira (13). Há registros de animais silvestres vitimados pelo sinistro.Ao G1 Amazonas, o coordenador da Defesa Civil de Novo Airão, Márcio Cavalcante, explicou o porquê dos trabalhos de combate ao fogo só terem começado nesta data. "O local da ocorrência fica distante da base, então fomos acionados apenas na terça. Na quarta, encaminhamos dois agentes e mais seis brigadistas dos Bombeiros. É uma área muito extensa, então agora estamos com 18 brigadistas e equipamentos para controle do fogo, enviado na sexta", disse. As causas do incêndio devem ser investigadas, mas suspeita-se de que um pescador tenha iniciado o incêndio após improvisar uma 'churrasqueira' no chão para assar peixes ou quelônios. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, a primeira resposta para este tipo de situação é sempre do município. E que, mesmo o incêndio sendo de grandes proporções, não foi necessário o envio de reforço para ajudar as equipes municipais.
Ainda segundo Cavalcante, as chamas se alastraram nas proximidades da cachoeira Carabinani. Mas que por ter atingido uma área de areia, as chamas não se propagaram. "Fizemos um ‘L’ e conseguimos combater 80% dessa área", disse ao G1 Amazonasl, acrescentando que o restante do incêndio deveria estar controlado até a próxima terça-feira (19).
Cavalcante também relatou que ao averiguar os estragos causados pelo fogo, em um raio de 100 metros, foram retirados dois jacarés, dois quelônios, além de cobras e tamanduás mortos. "[Um cágado cabeçudo] morreu queimado. Achamos um jacaré enterrado em barro", comentou.Parque Nacional do JaúLocalizado entre os municípios de Novo Airão e Barcelos, no Amazonas, o Parque Nacional do Jaú (Parna do Jaú) tem 2.272.000 hectares. É o maior parque nacional brasileiro e a maior área florestal tropical contínua do mundo. Ele se destaca por ser o único parque do País que abrange praticamente a totalidade da bacia hidrográfica de um rio de águas pretas, o rio Jaú.Os seus limites são demarcados pela bacia hidrográfica do rio nomeia o Parna e estendem-se até as águas do rio Carabinani, ao sul, e as dos rios Unini e Paunini, ao norte. O rio Negro forma o limite leste do parque.O parque está assentado sobre formações geológicas que datam de dois a mais de 500 milhões de anos. Além disso, também abriga resquícios da história da ocupação humana na região como sítios arqueológicos e inscrições em pedras. O local é inclusive reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial Natural e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Também faz parte do Corredor Central da Amazônia e é uma das reservas mais representativas da flora e fauna das bacias de águas pretas na Amazônia Central.
Cidades

Após 11 dias, incêndio florestal é controlado em Parque Nacional do Jaú, no Amazonas

Defesa Civil investigará as causas do incêndio, mas suspeita-se de que um pescador iniciou o sinistro. Há registros de animais mortos

Portal Amazônia, com informações G1 AM



Foto: Divulgação/Defesa Civil Novo Airão

MANAUS - Um incêndio florestal que consumia o Parque Nacional do Jaú, localizado em Novo Airão (a 115 quilômetros de distância de Manaus), foi controlado da tarde de domingo (17). Os trabalhos eram realizados por equipes da Defesa Civil Municipal e bombeiros civis desde a última quarta-feira (13). Há registros de animais silvestres vitimados pelo sinistro.Ao G1 Amazonas, o coordenador da Defesa Civil de Novo Airão, Márcio Cavalcante, explicou o porquê dos trabalhos de combate ao fogo só terem começado nesta data. "O local da ocorrência fica distante da base, então fomos acionados apenas na terça. Na quarta, encaminhamos dois agentes e mais seis brigadistas dos Bombeiros. É uma área muito extensa, então agora estamos com 18 brigadistas e equipamentos para controle do fogo, enviado na sexta", disse. As causas do incêndio devem ser investigadas, mas suspeita-se de que um pescador tenha iniciado o incêndio após improvisar uma 'churrasqueira' no chão para assar peixes ou quelônios. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, a primeira resposta para este tipo de situação é sempre do município. E que, mesmo o incêndio sendo de grandes proporções, não foi necessário o envio de reforço para ajudar as equipes municipais.
Ainda segundo Cavalcante, as chamas se alastraram nas proximidades da cachoeira Carabinani. Mas que por ter atingido uma área de areia, as chamas não se propagaram. "Fizemos um ‘L’ e conseguimos combater 80% dessa área", disse ao G1 Amazonasl, acrescentando que o restante do incêndio deveria estar controlado até a próxima terça-feira (19).
Cavalcante também relatou que ao averiguar os estragos causados pelo fogo, em um raio de 100 metros, foram retirados dois jacarés, dois quelônios, além de cobras e tamanduás mortos. "[Um cágado cabeçudo] morreu queimado. Achamos um jacaré enterrado em barro", comentou.Parque Nacional do JaúLocalizado entre os municípios de Novo Airão e Barcelos, no Amazonas, o Parque Nacional do Jaú (Parna do Jaú) tem 2.272.000 hectares. É o maior parque nacional brasileiro e a maior área florestal tropical contínua do mundo. Ele se destaca por ser o único parque do País que abrange praticamente a totalidade da bacia hidrográfica de um rio de águas pretas, o rio Jaú.Os seus limites são demarcados pela bacia hidrográfica do rio nomeia o Parna e estendem-se até as águas do rio Carabinani, ao sul, e as dos rios Unini e Paunini, ao norte. O rio Negro forma o limite leste do parque.O parque está assentado sobre formações geológicas que datam de dois a mais de 500 milhões de anos. Além disso, também abriga resquícios da história da ocupação humana na região como sítios arqueológicos e inscrições em pedras. O local é inclusive reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial Natural e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Também faz parte do Corredor Central da Amazônia e é uma das reservas mais representativas da flora e fauna das bacias de águas pretas na Amazônia Central.

TAG