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Manaus 30º • Nublado
Domingo, 09 Mai 2021

Curta "Grãos" convida população para participar de produção que conta a história da soja em MT

A produção convida moradores de Nova Xavantina e região a se inscreverem, compartilhando suas histórias de vida

Mato Grosso impulsiona recorde agropecuário brasileiro

A soja é o principal produto que compõe o VBP de Mato Grosso, somando R$ 73,5 bilhões - 55% do total, e teve um incremento de 58,6% entre 2019 e 2020

Dia de Campo de Soja é realizado nesta quinta-feira, em Porto Velho

Na ocasião, serão apresentados 18 cultivares de soja, sendo cinco transgênicas e 13 convencionais, desenvolvidos pela Embrapa e por parceiros

"A pior coisa para o futuro de Amazônia é tirar a vegetação para criar gado", diz pesquisador do Inpa

No dia 21 de setembro é comemorado o Dia da Árvore, marcando as proximidades do início da Primavera, a estação do ano que deixa as árvores mais vivas e cheias de folhas. Elas nos ajudam na manutenção da qualidade do ar, diminuindo a poluição, além de nos fornecerem frutos, sombra e a beleza que só elas possuem.


Na Amazônia, temos a maior Floresta Tropical do mundo, cobre cerca de 60% do Brasil, e tem mais de 5 milhões de quilômetros quadrados e, pelo menos, 2.500 espécies de árvores. Há no entanto, um problema recorrente tem deixado árvores ameaçadas de extinção: o desmatamento, seja por derrubada ou queimadas.


Em 2014, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), divulgou a Portaria 443, em que divulgou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção. Sobre o assunto a equipe do Portal Amazônia, conversou com o pesquisador doutor Mike Hopkins, coordenador de pós-graduação em Botânica e curador do herbário, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Foto:Divulgação/CNPq

Segundo Mike, a Amazônia tem uma vasta diversidade de árvores, e há uma enorme dificuldade em catalogá-las e saber quais estão ameaçadas de extinção.
 

"Dada a extensão de Amazônia e a falta de uma boa amostragem de coletas botânicas na região, que existam muitas espécies de árvores que não tem sido coletadas ainda, e com certeza muitas destas desconhecidas são muito raras, talvez ocorrendo somente em áreas geograficamente pequenas. Nós simplesmente não sabemos ainda", ressalta o doutor Mike.  


Ainda segundo o pesquisador, muitas espécies são conhecidas por somente uma ou poucas coletas.


"Estas espécies podem ser ameaçadas a extinção. Sem mais conhecimento delas, não podemos saber.  A concentração de atividades de botânicos perto das grandes cidades, Manaus e Belém principalmente significa que sabemos muito mais das plantas nestas áreas e muito pouco em outros. Neste sentido, temos muito pouco conhecimento das árvores em outros lugares, e vale a pena destacar que o Sul da Amazônia, no arco de desmatamento é bem pouco conhecido, e é bem provável que já perdemos espécies lá, mas não temos a informação sobre elas", disse.


Sobre as listas divulgadas por órgãos oficiais, doutor Mike lembra que, em muitos casos, se restringem à árvores comerciais.


"Nas listas oficiais, geralmente colocam árvores usados comercialmente, e realmente algumas espécies que eram comuns são mais raras por causa de cortes por madeireiras. Mas ameaçadas de extinção... acho que nenhuma espécie comercial chegou neste nível. Mas a fonte mais oficial sobre plantas ameaçadas é o livro vermelho das plantas do Brasil do CNCflora", pontua.


O livro vermelho, para o doutor Mike, tem as informações mais restritas ao Sul do país e segundo ele, isso é um problema.


"Nesta publicação, dá para vermos que a informação disponível adequada para estimar se uma espécie é ameaçada ou não é, está principalmente restrito aos estados do Sul do Brasil. Por exemplo, listam 708 espécies ameaçadas em Minas Gerais e somente 4 para Roraima. Como cientista, digo que nosso maior problema em responder suas perguntas é a falta crônica de investimento em pesquisas básicas na Amazônia, situação que está sendo agravado muito recentemente... Termos deprimentes!", disse.

Foto:Divulgação/Greenpeace

Das árvores ameaçadas de extinção das árvores, o desmatamento segue como a principal causa.


"Não posso falar de causas de extinção exatamente, mas o maior ameaça, por longe, obviamente, é o desmatamento, principalmente para gado. Eu diria que criação de gado é o maior ameaça para Amazônia, em geral. Amazônia é florestada.... gados não vivem em floresta. A pior coisa possível para o futuro de Amazônia é tirar a vegetação para criar gado. É ruim economicamente, ecologicamente e cientificamente. O pior político possível é aquele que estimula a criação de gado, e que resultará em todos os outros problemas desastrosos, como desmatamento e assim incêndios, danos ao solo, erosão, mudanças na clima (em todo Brasil e no Mundo) e possivelmente, desertificação numa escala imensa", ressalta.


Em se tratando de manter a floresta em pé, o pesquisador ressalta que, atitudes como não permitir a criação de gado e a soja, podem evitar a extinção.
 

"Para evitar extinção, principalmente, não permitir criação de gado ou cultivo extenso de monocultura, como a soja. Se não perturbar a floresta, a floresta cuida de se mesmo, preservando uma banda de riquezas imensas que ia beneficiar gerações e gerações que virão, mas que no momento entendemos muito pouco. Derrubar a floresta agora é um caso clássico de 'matar a galinha que produz ovos de ouro'", afirmou o pesquisador.


Foto:Divulgação/Embrapa

Como de importância para o ecossistema amazônico, o doutor Mike lembra de algumas espécies de árvores.


"Temos exemplos de árvores imensamente importantes, como Copaibeira, Castanheira, Andiroba, Açaí, e etc, que são imensamente produtivos e bem manejado em floresta em pé tem um retorno financeiro muito maior que gado, e especialmente um retorno garantido para séculos, bem diferente na terras desmatadas e degradadas por manejo de gado", finaliza o pesquisador.


Mato Grosso: Vazio Sanitário da soja começa a partir de 15 de junho

O vazio sanitário da soja em Mato Grosso começa no dia 15 de junho e termina em 15 de setembro, conforme Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Instituto de Defesa Agropecuária (Indea).


Comércio de soja invade a Amazônia e ameaça demarcação de áreas indígenas, no Pará

Os campos de soja começam atrás do pequeno pomar de Paulo Bezerra. Ele não conversa mais com seu vizinho, o fazendeiro que planta ali o produto de exportação número um do Brasil e que vive do outro lado da estrada de terra empoeirada. Da última vez, o vizinho os xingou de vagabundos, a ele e a seus parentes da etnia indígena munduruku, conta Paulo, levantando uma cobra coral morta do chão. O réptil pode ter sido vítima tanto das queimadas no campo quanto dos agrotóxicos.

Acre terá mega plantação de 1,5 mil hectares de soja e milho para colheita deste ano

O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, abriram a colheita da soja, no Acre, em 2019. Durante o início da colheita, o empresário Raiolando Costa confirmou mega plantação de 1,5 mil hectares de soja e milho para este ano. A mega plantação de 500 hectares de soja fica localizada na Fazenda Mariana, zona rural de Rio Branco.

A propriedade rural pertence ao empresário Raiolando Costa. Ele conta que começou a plantar o grão em 2003, porém encontrou muitas dificuldades para levar o negócio a frente.

Além do burocrático processo para obter o licenciamento ambiental da área plantada, Raiolando foi limitado a cultivar somente 49 hectares de soja. O empresário conta que ficou desanimado e abandonou a cultura por vários anos.
 
Foto: Odair Leal/Secom
Com a mudança da política econômica adotada pela nova administração estadual, Costa voltou a plantar o grão no fim de 2018. Raiolando anunciou a aquisição de uma mega fazenda para ampliar a produção de grãos. “Compramos uma área de mil hectares na estrada de Boca do Acre onde também vamos iniciar, ainda este ano, o plantio de soja e milho”, argumentou.

Safra marca nova era na economia do estado

Tendo o agronegócio como um dos principais propulsores da atual administração, o governador informou que o homem do campo terá o suporte necessário para produzir sem nenhum entrave burocrático.

Cameli já sinalizou a flexibilização da legislação ambiental estadual e a segurança jurídica para que o agricultor consiga produzir em larga escala. Gladson Cameli quer transformar o Acre em um grande celeiro de alimentos para o Brasil.

“Sabemos que este é um grande desafio, mas quero reafirmar que o Acre está aberto para o desenvolvimento, nosso estado possui terras férteis e de excelente qualidade. Junto com a ministra da Agricultura, vamos ter uma intensa agenda para fazer tudo que for possível para tornar o Acre competitivo com os demais estados”, disse.

Além do governador Gladson Cameli e da ministra Tereza Cristina, a solenidade foi prestigiada pelo secretário de Estado de Produção e Agronegócio, Paulo Wadt, pelos senadores Sérgio Petecão e Mailza Gomes, pelos deputados federais Alan Rick, Jéssica Sales, Jesus Sérgio e Mara Rocha e demais autoridades.

Acre, localização privilegiada para o desenvolvimento

Localizado na tríplice fronteira Brasil, Peru e Bolívia, o Acre está em posição privilegiada. A proximidade com os países andinos é a rota para alcançar um mercado de mais de 44 milhões de consumidores em potencial.

Além disso, com a conclusão da estrada do Pacífico, exportar a produção por meio dos portos peruanos diminui a distância e o tempo em relação os países asiáticos, um dos principais importadores de insumos brasileiros. Enquanto era senador, Gladson Cameli garantiu a liberação para que o Acre exporte carne bovina e de aves para Peru e Bolívia.

A partir de agora, com a implantação da cultura da soja, o estado se coloca novamente em localização estratégica. Toda produção pode ser escoada pelo porto graneleiro de Porto Velho (RO), por meio da hidrovia do rio Madeira.

A força da soja

A maior parte da soja produzida no mundo é destinada basicamente para suprir duas grandes demandas que não param de crescer. A primeira delas é a ração animal.

Com o aumento do consumo de carne, aproximadamente 80% da produção mundial de soja são destinadas para a alimentação bovina, suína e de aves. O grão, que é muito rico em proteínas, nutre e fortalece os animais.

Já outros 18% vão para a produção de óleo de soja, o tipo mais consumido no planeta(corresponde a 25% do mercado de óleos vegetais).

Na última década, a área de cultivo de soja mais que dobrou. Os maiores crescimentos foram registrados na América do Sul. Estados Unidos, Brasil e Argentina são os maiores produtores globais. Já a China e os países da Europa são os maiores importadores do grão.

O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Durante a safra 2017/2018, a produção nacional chegou a 119,3 milhões de toneladas, um recorde. O estado do Mato Grosso é o maior produtor do país.

Destruídos 68 hectares de soja clandestina cultivada durante o vazio sanitário no Tocantins

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) em cumprimento a legislação estadual e federal providenciou a destruição de 68 hectares de soja, de forma mecânica, cultivada durante o vazio sanitário, período proibitivo para produção da oleaginosa.

A ação, que deve durar três dias, iniciou nesta quarta-feira (29), em uma propriedade rural, localizada no município de Miracema, região central do Estado. O agricultor foi multado em R$ 7.200 por infrações administrativas e por risco de propagação de pragas nas lavouras da região.

Os técnicos da Adapec localizaram a lavoura irrigada por pivô central durante fiscalização de rotina. O empresário foi notificado e orientado a destruir a soja clandestina em 48 horas. Após esse prazo, os técnicos voltaram ao local e constataram que a determinação não havia sido cumprida, foi então lavrado multa e nova notificação. A área não era cadastrada e as sementes não tinham origem comprovada.

"A plantação irregular poderia afetar o status de excepcionalidade do plantio da soja nas Várzeas Tropicais, destinado a pesquisa e sementes, prejudicando 60 mil hectares da cultura, além de possibilitar a disseminação de pragas nas propriedades rurais vizinhas," avaliou o diretor de defesa, sanidade e inspeção vegetal, Alex Sandro Arruda, acrescentando que o empresário tinha conhecimento dos riscos. 
Foto: Divulgação/Adapec
A Adapec tem um controle rígido de produção de soja com o monitoramento de 100% das áreas plantadas e cadastradas, levando também informações aos sojicultores. O vazio sanitário, responsável por quebrar o ciclo da ferrugem asiática, é uma medida respeitada pelos sojicultores tocantinenses, por isso este caso foi considerado atípico.

“Somos referência nacional na produção de sementes de qualidade, por isso não podemos nos descuidar de algo conquistado com muitas lutas de toda a cadeia produtiva, afinal basta a ação irregular de um para causar grandes prejuízos a todos”, destacou o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha.

Na safra 2017/2018 a produção de soja sequeiro do Tocantins atingiu 2,9 milhões de toneladas, em aproximadamente um milhão de hectares. O produtor para efetuar o plantio deve seguir as normas previstas nas legislações estadual e federal, que visam preservar o patrimônio sanitário das lavouras, crescimento da produção e melhorias na produtividade. A Agência conta com uma unidade de serviço em todos os municípios do Estado à disposição dos produtores rurais para sanar dúvidas e prestar orientações.

Vazio sanitário

Começou dia 1º de julho e segue até 30 de setembro em todo o Estado. Nesta época, fica proibido o plantio de sementes da oleaginosa em lavouras de sequeiro. Esta medida é fundamental para prevenir e controlar a ferrugem asiática, a principal praga que ataca a cultura da soja.

Durante o vazio sanitário só é permitido o cultivo de soja nas várzeas tropicais, que compreendem os municípios de Lagoa da Confusão, Dueré, Pium, Formoso do Araguaia, Cristalândia e Guaraí. Nesta região, a Adapec autoriza o plantio da oleaginosa para fins de pesquisa científica e de produção de sementes, mediante um rigoroso controle e monitoramento da ocorrência da praga feito pelos inspetores da Agência.

Tocantins começa o vazio sanitário da soja neste domingo

A partir do dia 1º de julho, começa no Tocantins, o vazio sanitário da soja, que segue até o dia 30 de setembro. Neste período, os sojicultores estão proibidos de manter o plantio da oleaginosa em lavouras de sequeiro. Esta medida é fundamental para prevenir e controlar a ferrugem asiática, a principal praga que ataca a cultura da soja. Na safra 2017/2018 foram cadastradas junto à Adapec 1.492 propriedades.
Foto: Divulgação/Governo Tocantins
A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) é o órgão responsável pelo monitoramento e fiscalização no campo para garantir que não haja plantas vivas durante o vazio sanitário.

“A Adapec está com sua equipe técnica pronta para monitorar as propriedades durante o vazio sanitário, porque nosso objetivo maior é garantir o controle da ferrugem asiática, fazendo com que as culturas de sojas tenham bons rendimentos e o Tocantins continue sendo um grande produtor desta cultivar”, disse o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha.

“No período do vazio sanitário todas as plantas de soja voluntárias ou não, deverão ser eliminadas por meio de controle químico ou mecânico, sendo este processo de eliminação de responsabilidade do proprietário ou ocupante da área”, destacou o gerente de Sanidade Vegetal da Adapec, Marley Camilo de Oliveira. Ele acrescentou ainda, que conforme a legislação, o produtor que for notificado pela Adapec, por manter a plantação de soja ou que não exterminar as plantas voluntárias estará sujeito a sanções previstas em lei.

Conforme a legislação, fica autorizado o cultivo de soja para produção de semente durante o vazio sanitário, apenas nas várzeas tropicais, que compreendem os municípios de Lagoa da Confusão, Dueré, Pium, Formoso do Araguaia e Guaraí.

Ferrugem Asiática da Soja

É a principal praga que acomete a oleaginosa, causada pelo fungo (Phakopsora pachyrhizi). Ela dissemina rapidamente entre as plantações através do vento. Os maiores prejuízos causados é a redução da produtividade, já que causa desfolha precoce nas plantas, impedindo que os grãos de soja se formem completamente. O vazio sanitário é uma importante forma de prevenção da doença.

Embrapa realiza dias de campo de soja em Rondônia

A Embrapa em Rondônia começou no último dia 8 os Dias de Campo de Soja. Para explicar o que é o projeto, Ray Lavareda recebe no CBN Amazônia Agronegócios Porto Velho, o engenheiro agrônomo Frederico Botelho, que coordena a ação.
Ouça a segunda parte: 
Para participar do CBN Amazônia Agronegócios Porto Velho, envie mensagens no Whatsapp para o (69) 99264-1937 ou para o e-mail [email protected], de segunda à sexta.

Na fronteira do Cerrado com a Amazônia, a realidade dos impactos da soja

Para saber como a produção de soja e outras commodities afeta realmente a vida das pessoas, a dinâmica das cidades, a preservação dos biomas, é preciso sentir a realidade na pele. É justamente esse o objetivo do CFA Reality Tours que, na última semana de outubro, levou seis representantes de empresas, bancos e organizações do terceiro setor para visitar cidades no norte do Tocantins e sul do Maranhão, na fronteira agrícola do Matopiba, um dos principais centros de produção de soja e de conflitos fundiários do Brasil atual, onde o Cerrado começa a se confundir com a Amazônia.Lá, os representantes da BRF, Rabobank, Caixa Econômica Federal, Field to Market e The Forest Trust puderam conversar com grandes e médios produtores de abordagens diferentes sobre a sua atuação e entender melhor como os conflitos gerados pela expansão do plantio da soja atingem diretamente agricultores de comunidades tradicionais que estão há gerações na região.Para Lucas Paschoal, supervisor de commodities da BRF, conhecer a situação dos agricultores familiares foi um choque de realidade muito grande. Inclusive para contrapor uma narrativa recorrente que costuma enxergar apenas o ponto positivo da expansão agropecuária. “É importante trazer o setor privado para esse tipo de experiência para que as grandes empresas possam voltar o olhar para essa situação, enxergando a relação entre a produção de grãos e as comunidades que vivem lá, buscando um ponto de equilíbrio”, afirma.
Foto: Reprodução / IPAM
A situação de Raimunda Pereira dos Santos, agricultora de uma comunidade tradicional que vive há décadas em Barra do Ouro (TO) é símbolo de resistência para toda a região: sua casa e sua plantação foram destruídas, seus animais sequestrados e Raimunda foi diversas vezes ameaçada de morte por se negar a vender sua terra para o produtor que acabou por cercar mais de 17 mil hectares entre lotes comprados e área grilada, produzindo soja no meio de uma disputa desigual que já se arrasta desde 1994.“Eu não vendo porque aqui é a minha terra, onde minha família vive desde os anos 50. O que nós queremos apenas é paz para ter nossa plantação e seguir a nossa vida”, diz Raimunda, que criou 12 filhos na comunidade e hoje mora em uma casa de terra batida e teto de palha, ao lado da casa original que foi derrubada pelo grileiro que saiu de Santa Catarina para o Tocantins.O último relatório da Comissão Pastoral da Terra, entidade que há décadas luta pela população do campo e tenta mediar conflitos mostra que, somente em 2016, ocorreram 61 assassinatos no campo, uma média de cinco por mês. Somados, os conflitos atingiram 1.295, o maior número desde 1985.
Foto: Reprodução / IPAM
No Matopiba, os conflitos por terra aumentaram 300%, com o Cerrado sendo o local de 24,1% dos conflitos no país, mesmo tendo 14,9% da população rural do Brasil. 2016 também registrou 12.829 famílias despejadas e 2.639 famílias expulsas.É este tipo de situação que atingiu em cheio Rodney Snyder, diretor executivo da Field to Market, associação americana com dezenas de membros que trabalha por uma cadeia sustentável de commodities.“Aprendi muito com essa experiência. Ver os desafios que o Cerrado enfrenta, tanto social quanto ambiental, foi fundamental. É responsabilidade de todo o mercado buscar soluções para resolver este problema”, diz. É isto o que espera Pedro Ribeiro, agente da CPT em Araguaína (TO).“Espero que essas pessoas, conhecendo a realidade, possam se sensibilizar e cobrar dos responsáveis maneiras de evitar ou amenizar o dano que é causado”, diz Ribeiro.O reality tour tenta conscientizar os stakeholders e mostrar que dá para aumentar a produtividade sem desmatar. “O desmatamento zero no Cerrado é uma realidade possível e necessária. Nossa ideia é justamente tentar amenizar os problemas sociais decorrentes dessa expansão”, acredita Gabriela Russo, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).Cerrado em xeque, mercado em alerta
Nesta cadeia, os financiadores ocupam papel central. Para Bianca Larussa, analista de responsabilidade socioambiental do Rabobank, banco holandês que trabalha diretamente com crédito agrícola, foi chocante ver pessoas que vivem sem saneamento básico, energia elétrica e água potável – o ambiente natural que fornecia esse recurso foi destruído ou contaminado.“Eu mudei muito minha concepção sobre um grande produtor e um pequeno. E ir em um assentamento, algo que nunca tinha feito, com certeza foi uma coisa que mexeu comigo emocionalmente e eu vou levar para o pessoal do banco, que precisa saber dessa realidade”, diz Larussa.O engenheiro agrônomo da Caixa Econômica Federal, Rafael Brugger, faz coro. “Nós ficamos muito distantes da realidade do campo, o que é grave já que nas cidades é que as decisões são tomadas. Fazer essa imersão nos problemas das pessoas que vivem aqui realmente faz pensar diferente. Talvez eu nunca tivesse essa oportunidade de ver problemas sociais tão intensos e comuns, até banalizados pela sociedade. A oportunidade foi excelente para poder conscientizar os tomadores de decisão”, afirma Brugger. 
Foto: Reprodução / IPAM
Em Carolina (MA), os participantes do reality tour puderam conhecer o complexo ecológico de Pedra Caída, especialmente a cachoeira Santuário, uma queda de 47 metros cercada por rochas do Cerrado maranhense, que mostra o que está em risco com o acelerado desmatamento do bioma, que perde sua vegetação nativa cerca de cinco vezes mais rápido que a Amazônia.Para Rachel Backer, da ONG The Forest Truth, a hora é agora para que ações sejam tomadas. “O governo, as empresas e as ONG’s precisam tomar atitudes decisivas para que esta belíssima parte da América do Sul não seja completamente destruída pela soja e pecuária. Precisamos encontrar caminhos para equilibrar a produção econômica com as necessidades das pessoas que vivem aqui”, acredita Backer.A analista de sustentabilidade da BRF, Gabriele Cândido, reconhece: sair de São Paulo fez toda a diferença. “Estar aqui abriu muito minha cabeça para buscar formas de melhorar nosso trabalho. Saio renovada e com mais vontade de contribuir para evitar o desmatamento no Cerrado”, afirma.No último dia 25 de outubro, empresas líderes no mercado internacional lançaram uma carta reconhecendo a importância do Cerrado por seu papel na mitigação das mudanças climáticas e apoiaram o Manifesto do Cerrado, documento em que organizações ambientalistas pedem que as empresas que compram soja e carne do Cerrado defendam o bioma.Entre 2013 e 2015 o Brasil destruiu 18.962 km² de Cerrado, uma perda equivalente à área da cidade de São Paulo a cada dois meses. Esse ritmo de destruição coloca o Cerrado entre os ecossistemas mais ameaçados do planeta.

Produção agrícola do Amapá deve crescer mais de 26% em 2017

A produção agrícola amapaense deverá ter um incremento em 2017. De acordo com matéria publicada no G1 Amapá, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (11),  que a estimativa de colheita do estado para 2017 passou de 16,1% em maio para 26,6% em junho. A comparação é feita com o mesmo período do ano passado.

Foto:Reprodução/Rede Amazônica
Ainda segundo o IBGE, o Amapá deverá produzir, até o fim de 2017, 58,6 mil toneladas de alimentos. A maior parte da produção (54,4 mil toneladas) será de soja, quantidade que representa menos de 0,1% da produção nacional do alimento. De acordo com a Associação de Produtores de Soja do Amapá (Aprosoja) a estimativa é de que o produto movimente mais de R$ 60 milhões na economia do estado somente neste ano.

Além disso, soja é também a commodity com o maior crescimento na produção anual do estado, com crescimento estimado em 28,5% em relação a 2016. Em seguida aparecem feijão (15,8%) e mandioca (12,1%).

Já a produção de laranjas registrou a maior queda na previsão de junho (-3,9%).

Ainda segundo informações do G1, o IBGE apontou ainda um incremento na área total a ser colhida no Amapá, que deverá ser de 23.274 hectares neste ano. Deste total, 18,9 mil são destinados apenas para plantio e colheita de soja.

O Amapá tem a segunda menor produção agrícola do norte do país e a quinta menor do país. A previsão de aumento local está abaixo da nacional, que ficou em 30,1%, com colheita total de 240,3 milhões de toneladas.

IBGE prevê crescimento de 21,9% na safra de grãos da Região Norte

A Região Norte deve fechar 2017 com alta de 21,9% na produção de grãos, conforme estimativa divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento na safra acompanha o movimento nacional, cujo aumento na safra deste ano está calculado em 21,8%.
Norte deve produzir 8.193.152 de toneladas de grãos em 2017, diz IBGE (Foto:Reprodução/Shutterstock)
Em 2016, a Região Norte produziu 6.723.662 toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Para este ano, a estimativa é que a macrorregião - que engloba os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins - alcance 8.193.152 de toneladas.

O Norte ainda tem a menor participação na produção nacional de grãos. Caso a expectativa de produção agrícola aconteça, a região fecha o ano com uma participação de 3,6% no montante total da safra brasileira. A produção deve ser 42,4% originária do Centro-Oeste e 36,4% da Região Sul. O Sudeste deve produzir 9,6% da safra, seguido pelo Nordeste, com 8%.
 
Fonte: IBGE

O Estado com a maior participação é o Tocantins, que representa 1,5% da produção nacional de grãos. Em seguida, na 13ª posição no ranking, aparece o Pará, com 1,3% da fatia nacional. Rondônia (0,7%) e (Roraima 0,1%) também pontuam na lista, na 14ª e 19ª posições, respectivamente.

Safra brasileira

De acordo com o IBGE, a safra brasileira de grãos em 2017 deve ser de 224,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, o que significa o crescimento de 21,8% em relação a 2016.

A área colhida também deve aumentar e superar 2016 em 5,7%, totalizando 60,3 milhões de hectares. Também neste dado, a estimativa de fevereiro supera a de janeiro em 0,8%. O milho deve registrar o maior crescimento da produção (39,6%), com uma área colhida 11,1% maior.

Principal grão do agronegócio brasileiro, a soja deve totalizar uma colheita de 108,4 milhões de toneladas, com um crescimento de 13,2% em relação a 2016. A área colhida deve aumentar 2,1%.

Segundo o IBGE, a produção de arroz tem sido beneficiada pelas condições climáticas nos principais estados produtores. A safra de arroz deve crescer 11,1% em relação a 2016 e a área colhida tem uma expansão prevista de 2%. O total da produção prevista é de 11,7 milhões de toneladas.

Produção de grãos deve crescer em 2017 no Tocantins

Foto: Divulgação/Governo do Tocantins
Após o último ano, com escassez devido à influência do El Niño, gerando prejuízo, em média de 30% na produção, da Safra 2015/2016, o otimismo do setor é grande para a safra que se inicia, e um dos motivos é a previsão climatológica que favorece o cultivo de grãos. Nesta semana a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o primeiro levantamento de estimativa de produção de grãos para a safra 2016/2017, no Tocantins.

Segundo a estimativa o Tocantins terá uma área plantada entre 1,21 a 1,24 milhão hectares, variando entre a redução de 0,9% a um aumento de 1,9%. Ressaltando que neste levantamento ainda não há definição do plantio, a Conab destaca de forma positiva as culturas do feijão 1ª safra e da soja, com crescimento estimado respectivamente de 4,0% a 7,1% e de 1,0% a 4,0% se comparada à safra 2015/2016.

Os números apresentados pela entidade apontam que a produção no Estado nesta safra deverá ficar entre 3,96 milhões e 4 milhões de toneladas, índices positivos de 35,2% e 39,0%, em relação à safra 2015/2016.

Segundo o diretor de Políticas para Agricultura e Agronegócio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), José Américo Vasconcelos, em contato com produtores de várias regiões do Estado, a expectativa é que não haja decréscimo nas áreas plantadas nas culturas de verão. “A previsão é de aumento de área para este ano, principalmente se confirmar as previsões meteorológicas”, argumenta José Américo.

Governador Marcelo Miranda abre segunda etapa do plantio de soja no Estado

Foto: Divulgação/Governo Tocantins
A 2ª abertura do Plantio de Soja no Tocantins aconteceu nesta sexta-feira(14), com a presença do governador Marcelo Miranda. O evento ocorre na sede da fazenda Nossa Senhora do Carmo, do produtor Ademir Celso Rossato, no quilômetro 40 da Rodovia TO-050, município de Porto Nacional. O evento é o marco inicial para a safra de alimentos 2016/2017 do Tocantins

A safra de grãos, no Tocantins, para 2016/2017 tem previsão de considerável alta, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Após a escassez, devido à influência do El Niño, com prejuízo na média de 30% na colheita da Safra 2015/2016, o otimismo do setor é grande para a safra que se inicia. Um dos motivos é a previsão climatológica que favorece o cultivo de grãos. Nesta semana a Conab divulgou o primeiro levantamento de estimativa de produção para a safra 2016/2017, no Tocantins.

Pela estimativa apresentada, a produção no Estado para a safra 2016/2017 deverá ficar entre 3,96 milhões e 4 milhões de toneladas, índices positivos de 35,2% e 39,0%, em relação à safra 2015/2016.

Segundo o diretor de Políticas para Agricultura e Agronegócio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), José Américo Vasconcelos, a expectativa é que não haja decréscimo nas áreas plantadas nas culturas de verão. “A previsão é de aumento de área para este ano, principalmente se confirmar as previsões meteorológicas”, argumenta José Américo.

Segundo período de vazio sanitário da soja inicia no Maranhão

Para controlar o aparecimento da praga de maior impacto na cultura da soja, fungo que causa a ferrugem asiática, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) iniciou as operações de fiscalização do ‘vazio sanitário’ da soja. A fiscalização vai de 15 de setembro a 15 de novembro nas microrregiões da Baixada Maranhense, Baixo Parnaíba, Caxias, Chapadinha, Codó, Coelho Neto, Gurupi, Itapecuru-Mirim, Lençóis Maranhenses, Litoral Ocidental, Médio Mearim, Pindaré, Presidente Dutra e Rosário.
‘Vazio sanitário’ é o nome que se dá ao período em que é proibida a plantação de soja. É um período que tem o objetivo de interromper o ciclo de vida do fungo. Devido à extensão do Maranhão, existem dois períodos de ‘vazio sanitário’ no Estado, uma vez que a disseminação da doença também está relacionada com as condições climáticas. “A fiscalização no período do vazio sanitário tem como finalidade constatar a ausência do cultivo de plantas vivas de soja, bem como efetuar o monitoramento de áreas que cultivam de forma irrigada outras culturas”, explica o agrônomo da Aged, Francisco Rodrigues da Silva.
Foto: Divulgação
Na Unidade Regional Caxias da Aged, três operações já foram realizadas para verificar o cumprimento da medida, nos dias 15, 22 e 27 de setembro, nos municípios de Afonso Cunha, Caxias e São João do Sóter. “Os produtores de soja estão satisfeitos com a prática, que comprovadamente vem diminuindo a incidência de casos da ferrugem asiática e os custos de produção”, destaca Francisco.
Além da inspeção de áreas dedicadas à sojicultura, os fiscais da Aged também estão atentos às culturas irrigadas, como a do feijão, que podem ser hospedeiras secundárias do fungo da ferrugem asiática. “No caso do feijão, ele poderá ser cultivado no período desde que o produtor peça autorização da Aged pelo menos 30 dias antes da semeadura”, recomenda o agrônomo.
Impacto
A preocupação com a disseminação do fungo se deve às enormes perdas que pode causar. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Embrapa), na safra 2001/02, durante a qual se estima que mais de 60% da área de soja do Brasil foi atingida, houve perda de 112.000 t ou US$24,70 milhões. Desde 2007, o controle da doença é feita por meio do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que inclui a iniciativa pública e privada.

Mais de 140 balsas estão paradas em Rondônia devido a vazante do rio Madeira

O Amazonas deixará de escoar pelo menos 500 mil toneladas de grãos (soja e milho) em setembro, devido às dificuldades de navegação pelo rio Madeira, via utilizada para o transporte do agronegócio a partir Porto Velho (RO) até Itacoatiara (AM), de onde as cargas saem em direção ao exterior. Há pelo menos 20 dias o transporte de grãos está paralisado. Os grãos que saem da região Centro-Oeste do Brasil estão sendo armazenados na estrutura portuária da capital de Rondônia com impossibilidade de prosseguimento no trajeto fluvial.
Pelo menos 500 mil toneladas de grãos deveriam sair do porto da Hermasa, em Itacoatiara, este mês Foto: Reprodução/Jornal do Commercio 
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Galdino Alencar Júnior, as transportadoras localizadas na região Centro-Oeste do País decidiram interromper os deslocamentos via Itacoatiara em decorrência do menor volume das águas do rio Madeira que dificulta a passagem das embarcações. Ele afirma que o trajeto, que em período normal, entre Porto Velho e Manaus dura em média quatro dias, hoje, demora até oito dias para ser concluído. Enquanto a viagem entre Manaus e Porto Velho que durava oito dias, hoje, leva até 16 dias para encerrar.

A maior dificuldade, segundo o presidente, é a existência de bancos de areia que podem levar a embarcação a encalhar. Segundo Alencar, pelo menos 140 balsas da empresa Transportes Bertolini Ltda., que operam no transporte de grãos entre a capital rondoniense e Itacoatiara estão paradas por falta de cargas. Ele não soube informar a quantidade de embarcações paradas pela empresa Hermasa Navegação da Amazônia.“As empresas do Centro Oeste decidiram interromper o transporte porque é inviável enviar apenas 30% do total da carga. No caso da condução de combustível e cargas em geral há casos de embarcações que não conseguem chegar até Porto Velho devido os bancos de areia. As balsas param no meio do rio. A alternativa é aguardar a cheia do rio”, disse o presidente.

O diretor executivo da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), Paulo Belmar, relata que o transporte de grãos está paralisado desde o final do mês de agosto, quando as transportadoras anunciaram a impossibilidade de navegação pelo rio Madeira. Ele ressalta que antes da interrupção, o transporte já acontecia com redução de até 70% do volume de cargas. As transportadoras operam por meio de conjuntos compostos por 20 balsas, chamados de comboio. Belmar afirma que normalmente cada empresa utiliza entre quatro e cinco conjuntos e cada um composto por 20 balsas.

“Antes da interrupção no transporte as empresas operavam com a capacidade reduzida. Um comboio que antes transportava 40 mil toneladas, estava levando em torno de 9 mil toneladas em uma viagem. Era a alternativa para reduzir o calado e conseguir navegar com menor volume de água”, disse. “Vale lembrar que o mesmo equipamento, seja para transportar 40 mil ou 9 mil toneladas, tem gastos e neste caso o de combustível aumenta, e os custos são absorvidos pelo transportador. Não há como passar o custo ao usuário porque os valores estão previstos por meio de contrato. Então, é impossível reajustar os valores”, completou.

Conforme o diretor, em 30 dias de paralisação o setor deixará de transportar 500 mil toneladas de grãos que seriam enviados à exportação a partir de Itacoatiara. Ele afirma que juntas, a Bertolini e a Hermasa, transportam entre Porto Velho e Itacoatiara anualmente em torno de quatro milhões de toneladas de grãos. Segundo Belmar, o armazenamento de grãos que estava acontecendo na estrutura portuária de Porto Velho também foi interrompido. Não há transporte fluvial das cargas, o que resulta no acúmulo da produção no estoque. “Não há mais como descarregar as cargas porque o armazém portuário está abastecido. O acúmulo também está acontecendo nos estados do Centro-Oeste”, informou.

Exportação de açúcar

Paulo Belmar ainda relatou que a seca do rio Madeira também já afeta o transporte de açúcar que sai de Porto Velho em direção ao Peru. Ele frisa que também há estoque do produto na capital rondoniense. “Também enfrentamos problemas na exportação do açúcar. O produto sai pelo rio Madeira e depois segue pelo rio Solimões. Anualmente, escoamos 600 mil toneladas de açúcar ao estrangeiro por meio de Porto Velho”, citou o diretor. As embarcações continuam conduzindo combustível e cargas como estivas, porém, com apenas 30% da capacidade do meio de transporte.

Amapá entra no mercado internacional do agronegócio

Foto: Reprodução/Aprosoja
O Amapá entrou na rota dos mercados internacionais do agronegócio. Na última semana foram embarcadas, no Porto da Companhia das Docas de Santana, as primeiras 25 mil toneladas de soja, 100% produzidas em solo amapaense, com destino à Europa.

De acordo com a Associação dos produtores de soja do Amapá (Aprosoja), o aumento na produção de grãos no Estado e a exportação via Porto de Santana deve gerar 30 mil novos postos de trabalho nos próximos anos. A associação também estima que os produtores de soja devem reduzir em 60% os custos com transporte da mercadoria.

Antes o escoamento dos grãos era feito por balsas até Belém (PA). O processo, segundo a Aprosoja, custava R$ 14,50 por saca de soja. Com o escoamento via Porto de Santana o custo logístico cai para R$ 5,40. Atualmente, no Amapá, a soja e o milho são plantados em cerca de 17 mil hectares de cerrado distribuídos pelos municípios de Macapá, Itaubal, Ferreira Gomes e Tartarugalzinho.

Segundo o Governo do Estado a estimativa pe ampliar a área plantada para mais de 400 mil hectares. A geração deve ocorrer com esse aumento do potencial agrícola. O segmento produtivo de grãos também abre oportunidade para a instalação de indústrias no Estado, atraídas pelos incentivos da Zona Franca Verde de Macapá e Santana.

Crescimento da produção de soja se destaca na economia de Roraima

produção de soja em Roraima cresce ano após ano. O grão é considerado o ouro verde do Estado, pois tem contribuído para o seu desenvolvimento. A cada mil hectares plantados, 10 famílias são empregadas, proporcionando a divisão de renda e injeção dinheiro na economia local.