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Manaus 30º • Nublado
Sábado, 08 Mai 2021

10 lugares na Amazônia que parecem portais de um mundo mágico

Quem já leu os livros ou já assistiu alguns dos filmes da saga Harry Potter já deve ter imaginado o potencial que a Região Amazônica tem para inspirar cenários de um mundo mágico. 

Jaú

O jaú é encontrado em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins, São Francisco e do Prata.

Irara

A irara é um animal encontrado desde o Sul do México até a Argentina.

Gato-maracajá

O gato-maracajá é um felino pintado de pequeno porte que vive na florestas tropicais, mais especificamente, na América Central e na América do Sul.

Apocalipse zumbi na Amazônia? Temos! Conheçam as formigas-zumbi

Apesar do cenário não ser exatamente como o que acontece nos filmes de ficção, podemos dizer que os zumbis existem sim, só que em vez de humanos, são formigas, e no lugar dos vírus, temos fungos.

Ideflor-bio destaca importância de biólogos para preservação da biodiversidade amazônica

Nesta quinta-feira (03), comemora-se o Dia do Biólogo, regulamentada no Brasil em 03 de setembro de 1979. A área de atuação do profissional é ampla e envolve, especialmente, as temáticas de Meio Ambiente e Biodiversidade, Saúde, Biotecnologia, Produção

Maioria dos brasileiros está insatisfeita com situação da Amazônia, diz Febraban

As queimadas e o desmatamento são os maiores problemas enfrentados pela floresta na opinião de 44% dos brasileiros.

Croa: uma conexão com o paraíso no Acre

Localizado em Cruzeiro do Sul, segundo maior município do estado, o Croa é de fácil acesso

Plantas de poder

Olá, buscadores!

Amazônia no rastro da economia do conhecimento da natureza

Explorar ou não explorar, explorar com sustentabilidade ou manter a região intocada sob forma de paraíso ecológico? Acirradas discussões sobre o dilema (ou os dilemas) levam praticamente a impasses intransponíveis na lógica da teoria do desenvolvimento. É extraordinária a pressão em favor da última hipótese exercida por ideólogos radicais vinculados a tendências conservacionistas lideradas por ONGs que se julgam acima do bem e do mal.  Sobretudo ao atribuir-se, sem rodeios, o direito de tentar intervir na política interna brasileira voltada à expansão das novas fronteiras agrícolas.

Explorar sustentavelmente a bioeconomia é vital para o Brasil. O campo estabelece novos referenciais de desenvolvimento e meios eficazes para fazer frente aos desafios do mundo moderno, como escassez de água potável, produção de alimentos, mobilidade urbana, envelhecimento da população e mudanças climáticas. A principal vantagem da bioeconomia é, de acordo com diversas fontes científicas, produzir mais com menos matéria prima e insumos. Enfim, a biotecnologia abrange qualquer aplicação tecnológica que se utiliza de sistemas biológicos, organismos vivos ou derivativos destes, para produzir produtos e processos para usos específicos”.
Foto: Divulgação/USP
Objetivamente, uma área da ciência talhada para a Amazônia, que reúne a mais importante biodiversidade do planeta, objeto de pesquisas por parte da universidade e centros de pesquisas. O Brasil, não obstante a abundância inconteste desses recursos, não sabe como usá-los economicamente. Na Zona Franca de Manaus, por exemplo, não temos uma só empresa que opere no campo da biotecnologia a despeito de que, segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), a bioeconomia movimenta no mercado mundial em torno de 2 trilhões de euros e gera cerca de 22 milhões de empregos.

Visualizando-se a questão sob outro prisma, há de se verificar, todavia, que mudanças climáticas são reconhecidas pela quase totalidade dos cientistas que publicam nas mais prestigiosas revistas do mundo como o mais importante desafio que a humanidade já teve pela frente. Combatê-las ou ao menos atenuá-las pressupõe profundas transformações nos modelos contemporâneos de produção e de consumo. De acordo com o estudo “A Amazônia precisa de uma economia do conhecimento da natureza”, de autoria do pesquisador Ricardo Abramovay, professor Sênior do Programa de Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da USP, o Brasil pode oferecer fundamental contribuição global na luta contra o fenômeno.

A começar por cessar o descontrole do desmatamento. Opção, segundo o estudo, que não supõe conquistas tecnológicas complexas ou sacrifícios no bem-estar do País ou da própria  Amazônia. Países como a China ou os Estados Unidos enfrentam desafios científicos e tecnológicos complexos para descarbonizar suas matrizes energéticas, de transportes ou de aquecimento domiciliar. A segunda contribuição reside na emergência de uma economia do conhecimento da natureza. Detentor da maior biodiversidade do Planeta, o país precisa se preparar para transformar esta gigantesca riqueza em fonte de desenvolvimento, afirma Abramovay.

Para Djalma Batista, em sua obra “O Complexo da Amazônia”, de 1976, a floresta, “sendo constituída de organismos vivos, não  pode permanecer indefinidamente intocada; precisa ser racionalmente  cortada e substituída, para render e garantir sua dependência”. Qualquer que seja a natureza da intervenção, contudo,  deve considerar a região “como um  ecossistema”, integrado por complexos elementos da biodiversidade. Daí a emergência da economia do conhecimento da natureza, de que trata Abramovay. Do contrário, ao que alerta o pesquisador Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental, sob graves limitações da ótica conservacionista e preservacionista, anti-agricultura e anti-desenvolvimento o resultado será tão somente o subdesenvolvimento sustentado.

Saiba onde descartar lixo eletrônico em Manaus

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o segundo maior produtor de lixo eletrônico das Américas, apenas 3% deste material é descartado corretamente. Em Manaus, por exemplo, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) possui uma lista com 28 locais de descarte, ou seja, não se tem mais desculpa na hora de se livrar dos lixos eletrônicos. Saiba onde descartar o material eletrônico:


ASSOCIAÇÕES


1 - ARPA - Avenida Flamboynt, 312 - Distrito II
2 - Recicla Manaus - Avenida Lourenço da Silva Braga, Manaus Moderna - Centro
3 - CALMA - Rua Abel Salazar, 47 - Distrito II
4 -  ECO RECICLA - Rua Abel Salazar, 47 - Distrito II
5 - COOPECAMARE - Avenida Itaúba, 31 - Jorge Teixeira
6 - ECO COOPERATIVA - Rua Arquiteto J. Henrique, 2350 - Col.Terra Novo
7 - COOPERATIVA ALIANÇA - Est. Compensa, 550 - Vila da Prata
8 - COOPERNORTE - Rua Delfim de Souza, 68 - Raiz
Foto: Reprodução/Shutterstock
GRUPOS INDEPENDENTES

9 - INST.AMBIENTAL DOROTHY STANG - Rua João Pessoa, 392 - Santa Etelvina
10 - ASSOC. CATAD. MARIA DO BAIRRO - R.Paraíso, Bc Buriti no 23 - Nova Esperança II

11 - PROJETO RECICLAR DA VIDA - Rua Cajamirin, 1074 - Riachuelo II
12 - LIXO E CIDADANIA - Rua Abel Salazar, 47 - Distrito II
13 - NOVA RECICLA  - Avenida Nossa Senhora da Conceição, sn - Cidade de Deus
14 - ASS. FILHAS DE GUADALIPE - Rua Paquetá, 3 - Vale do Sinal

NÚCLEOS DE CATADORES
15 - NÚCLEO I - Av. Tereza D'Avila, 6 - Santa Etelvina
16 - NÚCLEO II - Am 01, km 18 (Ramal do Janjão), 196 - Lago Azul
17 - NÚCLEO III - Rua Jasmin, 69 - Santa Etelvina
18 - NÚCLEO IV - Rua Jasmin, 69 - Santa Etelvina
19 - NÚCLEO V - Est. Compensa, 550 - Vila da Prata
20 - NÚCLEO VI - Rua João  Pessoa, 392 - Santa Etelvina

LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS DE COLETA SELETIVA NO CENTRO DA CIDADE

21 - Rua Miranda Leão em frente da Loja J. Galvão
22 - Rua Sérgio Pessoa ao lado da Igreja dos Remédios
23 - Rua dos Bares com Rua Barão de São Domingos
24 - Rua Miranda Leão com Rua Leovigildo Coelho

LOCALIZAÇÃO DOS PEV´S EM FUNCIONAMENTO

25 - ARPA - Dom Pedro
26 - CALMA - Parque dos Bilhares
27 - LIXO E CIDADANIA - Lagoa do Japiim
28 - ECO RECICLA - Parque do Mindú

O curioso caso do animal que parece cobra, tem nome de cobra, mas não é cobra

Essa confusão se deve provavelmente por esses animais levarem cobra nos nomes populares e também por possuírem o corpo alongado e sem patas, em sua maioria, o que faz com que muita gente ache que esses animais sejam cobras.

Calor? Conheça 15 cachoeiras para se refrescar em Presidente Figueiredo

O mês de setembro é um dos mais quentes do verão amazônico.

Lazer e diversão às margens do Rio Negro


O Amazonas é o lugar que, por natureza, oferece um dos ambientes mais paradisíacos do mundo e propício à prática de esportes e lazer aquático, principalmente para quem gosta de estar em contato com o ambiente natural. Em Manaus, por exemplo, a Praia da Ponta Negra é o lugar ideal para quem busca água, sol e muita adrenalina perto da zona urbana.

Foi com o espírito de aventura que a cineasta, Carolina Fernandes, mudou-se há 10 anos para a cidade. Apaixonada pela natureza e atleta amadora de triathlon, a paulista usa o esporte como uma das formas de ter contato mais próximo com a natureza e sentir os benefícios que ela oferece. Para ela, a modalidade tem a capacidade de curar o corpo e mente, e unir pessoas para evidenciar a importância do equilíbrio e a conservação dos recursos naturais.

"No Amazonas, os praticantes do esporte, podem correr, nadar e pedalar num ambiente diferente de muitas cidades brasileiras. Uma vez que aqui ainda temos importantes fragmentos florestais no centro urbano. O triathlon proporciona contato direto com a natureza em meio a cidade. E esse contato faz que a gente tenha mais consciência das nossas atitudes e como elas influenciam no ambiente que vivemos", disse.
Foto: Walter Mendes/JC

Carolina faz parte da equipe Márcio Soares Sports, a mais antiga assessoria de triathlon no Amazonas, que atua no Estado há 16 anos. O time conta com vários projetos de iniciação e incentivo ao esporte. Um deles é o "Meu Primeiro Triathlon", que possibilita a quem nunca antes havia nadado, pedalado e corrido, iniciar no esporte. Outro projeto da equipe, se chama "Triathlon na Floresta" feito em parceria com a  Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo o coordenador da equipe, Márcio Soares, a ideia é estimular a prática entre meninos e meninas do interior. "O projeto visa a implantação de polos de triathlon em 16 municípios do Amazonas, municípios nos quais a UEA possui professores de Educação Física, que vão coordenar o projeto nos municípios, sob a supervisão de um coordenador geral. Se destina a alunos da rede pública de ensino, na faixa etária de 12 a 15 anos", explicou.

Defensora do esporte como um estilo de vida, Carolina também utiliza o uso da linguagem cinematográfica para produzir filmes, com o intuito de redescobrir novas maravilhas que o planeta oferece. Defensora do recursos naturais, a cineasta explica que contar uma história e proteger o ambiente natural tornaram-se inseparáveis.
"O meu trabalho como documentarista na Amazônia produzindo filmes de natureza se fundamenta na vontade de contribuir para a conservação da água e de todos os recursos naturais existentes na região. Acredito que pequenos atos podem gerar grandes mudanças", ressaltou.
Que tal aproveitar as águas do Amazonas? Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Carolina exaltou a Praia da Ponta Negra como ambiente de prática esportiva e fez o alerta quanto a preservação do rio Negro e o seu uso. E avisou que se não houver proteção a prática de esporte e lazer no local estarão com os dias contados. "É um privilégio ter a chance de treinar no rio mais lindo do mundo. Mas se continuarmos a despejar 85% da água residual nele como acontece atualmente, estamos com os nossos dias de treino fadados a acabar. Por isso, se for preciso eu parar toda vez que eu for nadar no rio, para recolher os sacos plásticos, papel ou qualquer tipo de lixo que esteja lá, eu irei. São os nossos pequenos atos diários que fazem o todo ", disse.

Lei da atração

O rio Negro é um livro com grandes histórias a serem contadas. E assim mais um personagem apaixonado pelas suas águas, voluntariou-se a ficar na região e desfrutar dos desafios e beleza que ela oferece. Assim como o melhor piloto de Fórmula 1 sonha com a melhor pista de corrida limpa, um praticante da canoagem que se preze, sonha remar em um rio limpo e sem sujeira. 

É com esse pensamento que o gaúcho Marcelo Santos da Luz, pratica a canoagem nas águas do rio Negro. O engenheiro mecânico está em Manaus há 22 anos onde se encantou com as belezas naturais dos rios, já foi presidente da  Federação Amazonense de Canoagem (FAC) e hoje faz parte das 100 pessoas que praticam o esporte no Amazonas. 

"Para o canoísta as belezas da Amazônia estão na sua grandiosidade, as dimensões são incomparáveis. Nenhum outro lugar do mundo me dá uma travessia de rio com mais de 10 km de largura. Além dos botos nadando junto com você, só na Amazônia", disse.

Em 2005, ele montou o projeto 2º Tempo, no Lago do Puraquequara para 200 crianças, com modalidades de canoagem, vôlei e futebol de salão. No período levou uma equipe, de crianças e adolescentes para participar do campeonato brasileiro de canoagem em Rios do Oeste, Paraná, onde conseguiu o 1º lugar.

"A Canoagem no Amazonas ainda é pouco difundida em relação aos outros Estados como o Pará e demais regiões do país. No Amazonas, estimo 100 pessoas entre pessoal que pratica canoagem de pesca, canoagem de aventura e canoagem de velocidade no Lago do Puraquequara", afirmou.

Em sua chegada à cidade, encantou-se com as dimensões dos rios e a presença dos botos nas competições, disse que em nenhum outro lugar do mundo havia encontrado tanta beleza e riqueza de recursos naturais. "A Amazônia é o melhor local do mundo para prática da canoagem, pois temos pouco vento, muita água e o clima quente. Calor e água naturalmente limpa e sem poluição que é o mais importante. No sul praticamos as vezes em rios completamente poluídos com camadas de espuma química de até um metro de altura sobre a água horrível. Aqui sou capaz até de beber se estiver com muita sede, estou no paraíso para prática da canoagem", conta.
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Balneários e flutuantes na onda sustentável

Além da Praia da Ponta Negra, que tem sido um dos cenários mais utilizados por esportistas e adeptos à prática de esportes na água, os flutuantes e balneários localizados às margens do rio Negro, têm surgido como opções e novidades para o amazonense. O Flutuante Sun Paradise é um complexo de entretenimento que reúne três espaços para o público: flutuante, praia e restaurante. Os três ambientes são interligados, mas atuam de forma independente com programações distintas. 

Segundo a assessora de marketing, Hélida Tavares, a proposta é que o local seja uma opção de lazer com baladas com as mais variadas opções de estilos musicais. A casa investe na música eletrônicas nas sextas, sábados e domingos. E com o objetivo de seguir a proposta de grandes eventos nacionais, inseriu em sua programação o estilo o sertanejo.

"O Sun Paradise mudou a cena de balada nos flutuantes de Manaus. Antes eram locais apenas de lazer e contemplação da natureza do lago do Tarumã. Levando DJs para tocar no flutuante, chamou atenção da turma jovem que gosta de balada. O grande diferencial é que a balada começa de dia", disse.
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Hélida explica, que mesmo no período de cheia, quando as águas do Lago do Tarumã cobrem a praia, o público pode curtir a balada no pier do Complexo e ainda no próprio flutuante. "O Sun Paradise oferece aos seus clientes uma experiência única de contato com a natureza amazônica, diversão responsável e um ambiente aconchegante e divertido", ressaltou.

O flutuante inicia suas atividades, todos os dias, às 9h, com estrutura para atendimento de almoço com cardápio regional, lanches variados e diversos tipos de bebidas.
Outra opção para quem curte contemplar a natureza e as belezas que ela oferece, é o restaurante flutuante Abaré Sup, localizado no Ramal dos Missionários, no bairro do Tarumã. O local possui área de banho, com aluguel de caiaque e prancha de sup. O local recebe eventos, como aniversário adulto e infantil, casamento, confraternização. Atualmente investiu em confortáveis hospedagens.

Segundo o proprietário Diogo Vasconcelos, o lugar possui toda medida de cuidado e preservação da natureza para buscar oferecer ao público diversão sem degradar o meio ambiente. " O ecoturismo demanda muito respeito pela natureza pois ela se impõe o tempo todo. Época de chuva por exemplo nossa demanda é muito mais contida do que no período de verão amazônico onde todos buscam um mergulho no Rio", explicou.

Trilha do Lago do Amapá, em Rio Branco, atrai turistas e aventureiros; veja fotos

Protetor solar, sapato confortável, água e muito bom humor. É com esse kit básico e imprescindível que os trilheiros realizam o percurso de quatro quilômetros e meio de caminhada na trilha da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago do Amapá, em Rio Branco.
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Fomentada pelo coletivo Travessias na Floresta, a atividade de trekking [caminhada desportiva na natureza] tem ganhado força no Acre. A Trilha do Lago do Amapá caiu na graça dos rio-branquenses que aos finais de semana recorrem ao local para se conectar com o meio ambiente, respirar ar puro e caminhar dentro da floresta.

Por ser uma trilha circular, a caminhada se torna mais interessante, uma vez que a cada metro andando é uma descoberta de biodiversidade e belezas naturais.

“Esse é um percurso super tranquilo. Dá para trazer a família, dá para trazer a vovó, a criança e até mesmo animais de estimação [cães]”, frisou o bombeiro civil, Sidney Camurça, que ministrou uma oficina sobre “Sobrevivência na Selva” para os aventureiros do último fim de semana.

O pernambucano Guilherme Vieira veio para Acre para estudar medicina. Por meio de uma colega de turma soube do trajeto e decidiu encarar a aventura. “Foi uma experiência muito massa. Eu sempre gostei muito de natureza, desde criança, e aqui vi uma oportunidade de conhecer a floresta amazônica. Aqui tudo se conecta, as plantas conversam. É incrível”, destacou.

A APA do Lago do Amapá é gerida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que tem sido parceria na promoção de atividades no local, bem como o Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Quem também apoia e impulsiona a prática é a Secretaria de Estado de Turismo e Lazer (Setul), que junto com o com o voluntariado tem incentivado a ocupação de espaços públicos e o crescimento do ecoturismo no Acre.

E quem quiser participar dos próximos passeios, a engenheira florestal Jannif Christina Santos avisa: “Pra quem quer ter essa experiência com trilha, quer se aventurar, essa é uma boa oportunidade para ter o primeiro contato, já que a Trilha do Lago do Amapá é de fácil acesso. Nós temos duas páginas em que divulgamos as atividades: Travessias na Floresta e da Resex Chico Mendes. Basta buscar nas redes sociais, se informar e se integrar ao grupo”.

Confira as fotos da trilha:
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre
Foto:Hiram Catter/Agência Acre

Musa inaugura opções diferenciadas de visitação

A partir do dia 7 de dezembro o Museu da Amazônia (Musa) vai ter uma nova opção de passeio. Uma visita auto-guiada que inclui a recém-lançada exposição “Aturás, mandiocas, beijus”, a exposição “Sapos, peixes e musgos”, o orquidário, o bromeliário, o lago de vitórias-régias, trilha das aráceas e aquário de peixes amazônicos. O passeio vai custar 10 reais por pessoa. Sem a necessidade de um guia, o visitante vai ter tempo para apreciar cada atividade.

Foto:Divulgação/MUSA
Já o passeio pelas trilhas da floresta com guia vai incluir duas novas atividades: o fungário e o laboratório experimental de borboletas. Os dois foram sucesso no Dia das Crianças e agora retornam como itens fixos da caminhada. Além disso, inclui as paradas tradicionais no meio da floresta: o serpentário, o Angelim-pedra (Hymenolobíum excelsum  Ducke), a exposição “Peixe e Gente”, o lago e os aquários. O valor do passeio vai passar a custar 20 reais por pessoa, uma forma de valorizar o trabalho dos monitores e a ampliação da trilha.A subida na torre continua custando 20 reais. As três opções de visitação têm cobrança de meia-entrada para estudantes e moradores de Manaus, pelo Programa Nosso Musa. Para ter direito ao desconto é preciso apresentar comprovante de residência no nome do visitante e documento oficial com foto.Saiba maisExposição Aturás, mandiocas, beijus: Inaugurada no dia 20 de novembro deste ano, é dedicada ao sistema agrícola tradicional do Rio Negro, registrado em 2010 pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil.Sapos, peixes e musgos: revela as aventuras de animais e plantas da Reserva Ducke nessa jornada entre a água e a terra. Composta por painéis explicativos e aquários com o puraquê (Electrophorus electricus), conhecido popularmente como peixe elétrico e a piramboia (Lepidosiren paradoxa).Fungário: os fungos são importantes para a manutenção da floresta porque fazem a reciclagem de nutrientes. No fungário do Musa é possível observar como é o desenvolvimento de alguns fungos, inclusive as diferentes formas e cores.Museu vivo: O Musa ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, na zona Norte de Manaus. "O Musa se mantém atualmente exclusivamente com recursos da bilheteria. Por isso as novas opções têm como objetivo manter a manutenção e as atividades normais do Museu", explica o diretor do Musa Ennio Candotti.

Museu da Amazônia promove pôr do sol na torre e caminhada noturna

Foto:Divulgação/Musa
Pela primeira vez o Museu da Amazônia (Musa) promove um percurso noturno nas trilhas. A programação será neste sábado (19/8) e começa às 17h com a contemplação do pôr do sol do alto da torre de observação. São 42 metros de altura com visão privilegiada do topo das árvores. Depois será feita a caminhada com instrutores pelas trilhas do Musa. Uma oportunidade única de conhecer mais sobre a floresta, seus sons e os hábitos de muitos animais à noite.

Para participar é preciso fazer agendamento. As vagas são limitadas e é necessário que todos usem roupas adequadas para a atividade. O participante deve vir com calça comprida, camisa de manga longa, sapato fechado (tênis ou bota), boné ou chapéu, além de usar repelente e trazer uma lanterna (de mão ou de cabeça). Esses materiais não serão oferecidos pelo Musa. Esta programação está aberta apenas para maiores de 18 anos.

Quando?
19/08 (sábado)
Onde? Museu da Amazônia, Av. Margarita (antiga Uirapuru), s/n - Cidade de Deus – Manaus


Programação:
17h00 - subida na torre de observação para contemplação do pôr do sol.
18h30- Instruções para a caminhada noturna.
18h30 às 20h00 - Caminhada nas trilhas do Museu da Amazônia.


Inscrições:
(92) 3582-3188 / 99280-4205 / [email protected]
Valor: R$ 80,00 por pessoa


VESTIMENTAS E EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS:
- Calça comprida;
- Camisa de manga longa;
- Sapato fechado (tênis ou bota);
- Boné ou chapéu;
- Lanternas (de mão ou de cabeça);
- Repelente*Deixe o Portal Amazônia com a sua cara. Clique aqui e participe.

Peixes-bois iniciam readaptação no lago do semicativeiro em Manacapuru, no AM

Foto:Reprodução/Inpa
Quatro peixes-bois machos, de um total de 12 animais, foram levados, na madrugada desta terça-feira (15), dos tanques do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) para um lago, próximo a Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). A translocação dos animais prossegue nesta quarta-feira (16), quando serão levadas quatro fêmeas, e na quinta-feira (17), mais um macho e três fêmeas. O trabalho visa garantir a readaptação gradual à natureza para que no futuro possam ser devolvidos novamente aos rios da Amazônia.

Com idades que variam de três a sete anos e pesando cerca de 150 quilos cada, os quatro peixes-bois (Rudá, Itacoati, Orebe e Gurupá) foram embarcados num caminhão-baú devidamente adaptados com colchões de espuma, previamente molhados, onde foram acomodados para seguirem viagem até um lago na Fazenda Seringal, 25 de Dezembro, que funciona como semicativeiro. A operação mobilizou dez colaboradores, entre pesquisadores, veterinário, biólogos, tratadores e técnicos do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/Inpa), que se revezaram por duas horas de viagem para avaliar o comportamento e manter a hidratação dos animais.

A atividade faz parte da quinta edição do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora Vera Silva, líder do LMA/Inpa. Conta com o apoio do Projeto Museu na Floresta, uma pareceria do Inpa com a Universidade de Kyoto, no Japão.

“Como os animais foram criados em tanques de fibras e alimentados artificialmente, este estágio de semicativeiro permitirá que os animais se familiarizem com o ambiente natural e busquem seu próprio alimento”, explica Silva. “E dessa forma, terão uma ideia do que vão encontrar na natureza quando forem soltos definitivamente”, acrescenta a pesquisadora.

O responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, o biólogo e mestre em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa, Diogo Souza, explica que a etapa de semicativeiro favorece a readaptação à natureza dos animais, já que o lago oferece as condições naturais dos rios da Amazônia. “O lago é paralelo ao rio Solimões e sofre influência desse rio”, explica. “Por mais que seja um lago de piscicultura, fechado, as águas do rio se conectam com o lago trazendo um aporte de nutrientes com o aumento de ofertas de plantas”, acrescenta Souza.

Com a translocação dos 12 animais para o semicativeiro, o número de peixes-bois que estão em processo de readaptação à natureza sobe de 10 para 22. O lago está situado na Fazenda Seringal 25 de Dezembro, na altura do quilômetro 74, na área rural de Manacapuru, no ramal do Lago do Calado. No local, os peixes-bois têm a oportunidade, ainda, de entrar em contato com outras espécies de peixes, quelônios e plantas e explorar a lama do lago à procura de alimento.
Foto:Reprodução/Inpa
Readaptação

O Inpa recebe de oito a dez filhotes resgatados por ano e tem um plantel atual de 64 animais, a maioria com potencial de ser devolvido para a natureza. “O sucesso do projeto permitiu que mais animais sejam levados para o semicativeiro. E com os resultados positivos obtidos nos últimos dois anos, nada mais justo acelerar o processo”, comemora Diogo Souza.

O projeto de reintrodução dos animais teve um grande sucesso após a inclusão dessa fase intermediária do semicativeiro. Agora, o processo que inicia com o resgate, passa pela reabilitação, chega à fase do semicativeiro até a soltura definitiva do animal na natureza.
Foto:Reprodução/Inpa
Até o momento, foram realizadas seis translocações de peixe-boi do Inpa para o semicativeiro.  Anteriormente, a cada ano, eram levados de três a cinco animais. “Este ano resolvemos aumentar este número de indivíduos translocados porque as informações científicas dão conta que as etapas têm tido sucesso”, diz Souza. “Tanto é que os animais na etapa de semicativeiro têm aumentado de tamanho e crescido de comprimento, assim como também na readaptação deles na natureza, por isso essa necessidade de acelerar as etapas para que mais animais sejam devolvidos à natureza”, destaca.

Souza explica que, pelo Protocolo de Reintrodução, os animais com mais de 15 anos não são aptos para voltarem à natureza, ao contrário dos indivíduos jovens que têm mais chance de terem sucesso de readaptação  por terem passado menos tempo no cativeiro.

Reintrodução

Desde 2008 até agora já foram devolvidos para a natureza 12 animais. No início, as reintroduções eram feitas diretamente do cativeiro para o ambiente natural, mas os resultados não foram satisfatórios, pois os animais tiveram dificuldades de se readaptarem à natureza.

Em 2011, a nova etapa de semicativeiro foi adotada com a escolha de um lago de piscicultura de 13 hectares de extensão (equivalente à área do Bosque da Ciência do Inpa, em Manaus/AM) e profundidade média de 2 metros, considerados ideais para a readaptação dos animais ao ambiente natural.

Os animais que vivem no cativeiro em média oito anos são selecionados para a etapa de translocação para o semicativeiro, onde permanecem de um a três anos. Lá, são acompanhados semanalmente pela equipe do LMA que avalia o processo de readaptação e as condições dos animais. Os mais aptos são fortes candidatos para serem devolvidos à natureza.

Soltura

As solturas, nos últimos dois anos, foram feitas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, no baixo rio Purus, no município de Beruri (a 173 quilômetros de Manaus), e  os nove peixes-bois reintroduzidos tiveram sucesso. A próxima soltura (a terceira edição) está prevista para o início de 2018.

“Soltamos quatro animais em 2016 e mais cinco neste ano de 2017 e todos têm sobrevivido e se adaptado ao ambiente natural, explorando os habitat específicos para peixe-boi. O principal é que conseguiram passar um pulso de inundação completa e isto é um indicador muito forte para se adaptar à natureza”, diz o responsável pela reintrodução.

Ele conta que os peixes-bois que foram soltos no ano passado completaram 550 dias de reintrodução na natureza e os que foram soltos esse ano já faz 120 dias, e são acompanhados diariamente por ex-caçadores, comunitários da reserva, e o resultado tem sido excepcional.*Deixe o Portal Amazônia com a sua cara. Clique aqui e participe.

Inpa prepara soltura de 12 peixes-bois em Manacapuru

Após viverem cerca de seis anos no cativeiro, doze peixes-bois jovens e adultos serão levados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) para um lago, no semi-cativeiro, em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus) para futuramente serem soltos na natureza. A translocação dos animais, sendo sete fêmeas e cinco machos, terá início na madrugada da próxima terça-feira (15) e prosseguirá na quarta e quinta-feira (16 e 17), quando serão levados quatro animais por dia.
Foto:Divulgação/Inpa
Prevista para iniciar por volta das 3h30 da manhã, a ação envolverá cerca de 10 colaboradores, entre pesquisadores, veterinários, tratadores e técnicos do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/Inpa). A saída para Manacapuru, via terrestre, será às 5h da manhã e o retorno está previsto para às 12h do mesmo dia.

A atividade faz parte do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora do Inpa, Vera Silva, líder do LMA, e conta com o apoio do Projeto Museu na Floresta, uma parceria entre o Inpa e a Universidade Kyoto, do Japão.

Segundo o responsável pelo Programa, o biólogo e mestre em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa, Diogo Souza, as ações tiveram início em 2008 e até agora já foram devolvidos para a natureza 12 animais. Souza conta que no início a reintrodução era feita diretamente do cativeiro para o ambiente natural, mas percebeu-se com os resultados iniciais que os animais tiveram dificuldades de se readaptarem à natureza.

“Desde 2011 implementamos uma nova etapa, chamada de semi-cativeiro, em Manacapuru”, diz o biólogo. “É um lago semi-natural de piscicultura com 13 hectares de extensão (equivalente à área do Bosque da Ciência do Inpa, em Manaus) e profundidade média de 2 metros, que detém as condições ideais para a readaptação gradual dos animais ao ambiente natural”, destaca.

Segundo o biólogo, nesta fase intermediária, os animais podem se alimentar sozinhos e terem a oportunidade de manter contato com outros peixes-bois, já que chegam ao Inpa ainda filhotes. “Este é um grande problema, pois eles chegam aqui, no Instituto, filhotes e muito debilitados após serem resgatados da caça ilegal”, diz Souza.

Na opinião do responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, esta é a fase mais crucial para a sobrevivência dos animais - a do berçário. “Mas depois que passam dessa fase, se o animal tem sucesso na reabilitação, permanece no cativeiro por um período de até 6 anos”, diz Souza.

Após serem selecionados no cativeiro é feita a etapa de translocação para o semi-cativeiro, onde permanecem por pelo menos um ano. Lá, são feitas capturas anuais, geralmente, em outubro, para avaliar as condições físicas dos indivíduos. A partir daí, os mais aptos são selecionados para serem devolvidos à natureza.*Deixe o Portal Amazônia com a sua cara. Clique aqui e participe.

Encontradas novas rotas da pororoca na costa do Amapá

Contrariando alguns órgãos, profissionais e especialistas ambientais, que apontavam o fim de um dos fenômenos naturais mais conhecidos do Estado Amapá, a pororoca está de volta. Novas rotas das ondas – consideradas as mais longas em duração – estão sendo encontradas na Vila do Sucuriju, localizada na Reserva Biológica do Lago Piratuba, na foz do Rio Araguari, costa leste do Estado.

Para fazer o levantamento dos dados e analisar os novos pontos desse potencial turístico, uma equipe da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) viaja neste sábado (20) para o local. O grupo de 20 pessoas será composto por especialistas em recursos hídricos, integrantes da Defesa Civil e do Batalhão Ambiental, que contarão com a parceria de desportistas da Associação do Surf e Standup (Assuap) e surfistas nacionais.

Na ocasião, serão feitos os levantamentos de dados da região, verificação dos pontos geográficos, registro de possíveis mudanças climáticas e os períodos em que acontece o fenômeno da pororoca.

Foto: Raimundo Paccó/Arquivo SECOM

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Marcelo Creão, explica que o relatório servirá para as duas frentes de trabalho do órgão, que já planeja a criação do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Araguari e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Araguari.

“Iremos fazer também o cadastramento das lideranças locais para que possam participar do nosso comitê. De posse dos dados, teremos como subsidiar nossas ações da melhor forma, buscando assim diminuir os impactos ambientais e potencializar o ecoturismo no Estado”, projetou o gestor.  

A técnica da Sema Ivete Morais explica que a presença dos surfistas será primordial. “Levando em consideração a experiência deles será possível analisar a intensidade da pororoca e suas possíveis novas rotas, onde elas nascem e terminam”, destacou.

O trabalho vai durar dez dias. A equipe passará pelo Arquipélago do Bailique, percorrendo toda a costa do município de Amapá e Tartarugalzinho, até a Vila do Sucuriju, onde ficarão acampados no navio que dará suporte ao grupo.

Pororoca

O fenômeno acontece a partir do encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas. No Amapá, alguns fatores foram apontados como causadores do suposto fim da pororoca em anos anteriores, como: construção de hidrelétricas no Rio Araguari e a degradação causada pelo pisoteio de búfalos na região.