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Quarta, 12 Mai 2021

Dia Nacional do Livro: Escritores paraenses recebem incentivo para a publicação de suas obras

Projetos valorizam autores paraenses, incentiva trabalhos inéditos, privilegiando obras de todas as regiões de integração, e não apenas a região metropolitana de Belém.

Conheça leituras indispensáveis de autores amazonenses que fazem sucesso dentro e fora da região

Milton Hatoum, Anibal Bessa e Marcio Sousa estão entre os autores amazonenses que têm grandes obras literárias a serem exploradas. Veja a lista!

A biblioteca como um espaço dinâmico

Você sabia que desde 2010 existe uma lei que estipula que todas as instituições de ensino públicas e privadas tenham uma biblioteca até 2020? Trata-se da Lei 12.244/2010. Ela torna obrigatório um acervo de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado. Mas em dezembro de 2018, dados do Inep apresentados em audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, mostraram que 55% das escolas brasileiras ainda não tinham biblioteca escolar ou sala de leitura. 

A literatura na escola e na sala de aula

A escola deve ser uma grande incentivadora da leitura. O trabalho com a leitura deve estar em seu planejamento. Quantas horas semanais e mensais serão dedicadas à leitura de narrativas?

A leitura de livros pode ser dividida em momentos. 

Primeiro momento: leitura livre na biblioteca, permitindo aos estudantes a liberdade de folhearem diversos livros, escolherem o que querem ler, como incentivo à leitura autônoma.

Segundo momento: promover aulas de leitura espontânea e coletiva na sala de aula, com livros escolhidos pelo professor ou pela turma. Nesse momento, o professor deve incentivar a troca de ideias sobre as narrativas. O objetivo dessa atividade é que os alunos leiam uma história apenas pelo prazer de ler.

Terceiro momento: reservar aulas para o aprofundamento da leitura, selecionando alguns tópicos das histórias para serem abordados com os estudantes. Eles podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, ou seja, podem ser relacionados a outros componentes curriculares.

Foto: Pixabay

Quando a escolha do livro for feita pelo professor, mediador e animador da leitura, ele precisa primeiramente ler as obras, analisando, refletindo, avaliando se o livro é adequado a sua turma e considerando a faixa etária e a competência leitora dos estudantes. Também deve analisar se os temas serão úteis para ampliar os conhecimentos espontâneos que a criança já traz de sua experiência de vida e selecionar histórias que tragam assuntos que despertarão o interesse dos estudantes nesse momento.

Destaco a necessidade de atenção e cuidado do professor no momento da escolha do livro para que a sua prática pedagógica esteja alinhada com o que diz a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Ela ressalta que as habilidades linguísticas não são desenvolvidas de forma genérica e descontextualizada, mas por meio da leitura de textos pertencentes a gêneros que circulam nos diversos campos da atividades humana.

Ressalta ainda que a demanda cognitiva das atividades de leitura deve aumentar progressivamente desde os anos iniciais do Ensino Fundamental até o Ensino Médio e que o uso das habilidades de leitura exige processos mentais necessários e progressivamente mais demandantes, passando de processos de recuperação de informação (identificação, reconhecimento, organização) a processos de compreensão (comparação, distinção, estabelecimento de relações e inferência) e de reflexão sobre o texto (justificação, análise, articulação, apreciação e valorações estéticas, éticas, políticas e ideológicas).

Desse modo, ao mesmo tempo em que as práticas de leitura propostas conversam com o que preconiza a BNCC – ampliam o multiletramento dos alunos por meio da incorporação de estratégias de leitura de forma progressiva, das mais simples às mais complexas –, elas promovem a introdução e o aprofundamento da relação das crianças com a leitura de modo menos imposto e mais orgânico.

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