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Manaus 30º • Nublado
Terça, 11 Mai 2021

Em Belém, famílias atingidas por incêndio recebem doações

Ao todo, 17 famílias ficaram desalojadas, mas ninguém ficou ferido

Justiça federal arquiva inquérito sobre incêndio em área de proteção no Pará

Decisão de arquivamento por falta de provas da autoria também reconheceu que competência sobre o caso é federal

Trilha do Morro de Santo Antônio é liberada após extinção de incêndio

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) orienta sobre a necessidade de autorização da Coordenadoria de Unidade de Conservação (Cuco) para atividades e visitação no Morro de Santo Antônio

Mato Grosso: trilha de Morro de Santo Antônio é interditada

As chamas estão em um local de difícil acesso por se tratar de um incêndio em região montanhosa

Número de focos de incêndio na Amazônia em 2020 é o maior desde 2010

Segundo os dados do Inpe o mês de Setembro é, historicamente, o mês com mais focos de incêndio na floresta.

Mais de dois mil focos de incêndios foram registrados no Acre neste ano

Além da seca severa, o Estado ainda enfrenta uma grande quantidade de queimadas ilegais

Bombeiros fazem teste com uso de retardantes para combater incêndios no Pantanal

O material é aplicado em uma faixa de dois metros e não contém elementos tóxicos que danifiquem ou provoquem danos ao meio ambiente, conforme laudos do Ibama

Bombeiros e Defesa Civil mantêm ações de combate aos incêndios florestais no Pará

Na semana passada, militares do Estado e do Exército Brasileiros atuaram em São Félix do Xingu, Parauapebas e Novo Progresso

Perícia afirma que incêndio no Pantanal mato-grossense foi intencional

A perícia diagnosticou também causas acidentais. Uma máquina agrícola que fazia limpeza de área e juntava o material colhido para fazer feno "pegou fogo e começou o incêndio na região."

Onça resgatada durante incêndio no Pantanal tem melhora

A equipe que está cuidando da onça informou que ela está ativa e se alimentando bem

Policiais ambientais tentam salvar animais feridos no incêndio que consome o Pantanal

Três animais de diferentes espécies foram resgatados: uma onça pintada, um cervídeo (veado mateiro) e uma anta. Todos sofreram queimaduras graves depois que seu habitat natural foi tomado pelos incêndios

Mourão manifesta preocupação com incêndios na Amazônia

Ao destacar o momento de pandemia do novo coronavírus (covid-19), Mourão acrescentou que os problemas respiratórios de pessoas infectadas pela covid-19 pode ser agravado pela fumaça vinda das florestas.

Alter do Chão: Prefeito vê ação de grileiros e policiais em incêndios

O prefeito de Santarém (PA), Nélio Aguiar (DEM), alertou o governador do Pará, Helder Barbalho, ainda em setembro, de que a queimada que destruiu parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão foi provocada por “gente tocando fogo para depois fazer loteamento e vender terreno”.



O aviso foi feito por mensagem de áudio que Aguiar enviou a Barbalho. Segundo a organização não governamental (ong) Repórter Brasil, que a obteve e divulgou seu conteúdo, a comunicação foi feita em 15 de setembro, quando um incêndio de grandes proporções consumia parte da unidade de conservação florestal.



No áudio, Aguiar afirma que a área em chamas é uma “área de invasores”, onde “o povo anda armado”, dificultando a ação do Corpo de Bombeiros. O prefeito também menciona a participação de policiais nas invasões e loteamento de terras sob proteção.



“Os Bombeiros só estão lá com a brigada, mas não está indo lá. Já falei para o coronel Tito que precisa ir o Bombeiro e combater o fogo imediatamente, pois está muito seco aqui, muito sol”, relata o prefeito.


“A Companhia Ambiental, a Polícia Militar, precisa ir junto, armada, para identificar estes criminosos. Isto é gente tocando fogo para depois poder fazer loteamento, vender terrenos. Temos que prender uns líderes destes, prender estes criminosos, e acabar com esta situação. Para isso, precisamos do apoio do Corpo de Bombeiros e do estado do Pará”, reivindica o prefeito.


Foto: Divulgação/Brigada de Alter do Chão


Em nota divulgada hoje (2), a prefeitura confirma que Aguiar pediu ajuda ao governador e a outros parceiros, mas pontuou que a compreensão do teor do áudio divulgado pela imprensa “carece da contextualização da conversa”. “Na oportunidade, foram repassadas ao governador informações recebidas de comunitários que moram na região. O objetivo foi manter o governador informado para repasse aos órgãos de segurança do estado e conseguir ajuda. Em nenhum momento houve a afirmação de condenar, acusar ou responsabilizar alguém”.



Também por meio de nota divulgada nesta segunda-feira, o governo estadual confirma que Barbalho recebeu a mensagem enviada por Aguiar. “O Governo do Pará esclarece que [...] assim que recebeu a solicitação, o governador Helder Barbalho determinou que o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar dessem suporte à operação de combate ao incêndio – o que foi feito. Todos os recursos foram disponibilizados, inclusive aeronave de combate a incêndios florestais. Não houve nenhum flagrante para que houvesse prisões”, informa o governo paraense, reafirmando que está dando suporte às investigações a cargo da Polícia Civil e também da Polícia Federal.



Os dois inquéritos policiais foram instaurados logo após o início do incêndio na APA Alter do Chão. Após dois meses de investigação, a Polícia Civil do Pará deflagrou, na última terça-feira (26), a Operação Fogo do Sairé, que resultou na prisão preventiva de quatro brigadistas suspeitos de participação nos incêndios.



Linhas de investigação



Segundo a Polícia Civil, os quatro brigadistas são suspeitos de causar os incêndios que atingiram a Área de Proteção Ambiental para se autopromover e, assim, obter donativos em dinheiro de outras organizações não governamentais, entre elas a WWF-Brasil. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os brigadistas também obteriam dinheiro vendendo imagens da floresta em chamas. No dia em que a Operação Fogo do Sairé deflagrou a Operação Fogo do Sairé com autorização da Justiça estadual, o diretor de Polícia do Interior, delegado José Humberto de Mello, afirmou à Agência Brasil que parte destes recursos teriam sido doados pela fundação mantida pelo ator norte-americano Leonardo DiCaprio.



A investigação da Polícia Federal (PF), segundo a Procuradoria da República no Pará, segue outra linha de apuração. Em nota, o MPF sustenta que, por enquanto, a apuração federal não apontou suspeitos e que “nenhum elemento [prova] apontava para a participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil” nos incêndios.



No mesmo dia, a WWF-Brasil confirmou que repassou cerca de R$ 70 mil ao Instituto Aquífero Alter do Chão, organização responsável por manter as atividades da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão. Segundo a organização, o montante transferido deve viabilizar a compra de equipamentos de combate a incêndios florestais como abafadores, sopradores, coturnos e máscaras de proteção usados pela brigada – selecionada com base “nas boas referências recebidas de nossos parceiros nossos e da ampla divulgação dos trabalhos prestados pelo grupo”.



A WWF-Brasil negou ter pago pela aquisição de fotografias e garantiu jamais ter recebido dinheiro de Leonardo DiCaprio. O ator, conhecido por seu envolvimento com as causas de proteção ambiental, também negou que sua fundação financie as ongs citadas na investigação da Polícia Civil. “Embora dignas de apoio, não financiamos as organizações citadas”, garantiu DiCaprio em nota divulgada no último sábado (30).



Na quinta-feira (28), a Justiça do Pará determinou que os quatro brigadistas presos preventivamente três dias antes fossem soltos. A liberdade provisória foi decretada pelo titular da 1ª Vara Criminal de Santarém, o juiz Alexandre Rizzi, o mesmo que, com base no pedido da Polícia Civil, tinha decretado as prisões e negado o primeiro pedido de liberdade apresentado pelos advogados dos quatro brigadistas.



Poucas horas antes do magistrado expedir a ordem de soltura dos investigados, o governador Helder Barbalho tinha determinado a substituição do delegado responsável pelo inquérito policial, Fábio Amaral Barbosa, pelo diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire Cardoso. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Barbalho afirmou que estava preocupado com os fatos ocorridos em Alter do Chão e que, por isto determinara a troca do delegado.



“O caso requer atenção e toda a transparência necessária. Ninguém está acima da lei, mas, ao mesmo tempo, ninguém pode ser vítima de prejulgamento ou ter seu direito à defesa cerceado. A minha preocupação é com a Amazônia. É com o direito das pessoas. E, acima de tudo, que o Estado possa cumprir de maneira efetiva e transparente os interesses e a defesa da nossa sociedade”, acrescentou Barbalho.



Na nota divulgada hoje, o governo estadual se exime de responsabilidade pelas prisões. “A decisão de prisões e solturas são do juiz competente, não do Governo do Estado”. E volta a defender a necessidade de “serenidade para que as devidas apurações sejam realizadas”. “É fundamental que o Estado chegue aos autores, que devem pagar pelos crimes cometidos. Mas que isso ocorra nos marcos do Estado Democrático de Direito, sem espetáculo, prejulgamentos ou ideologias.”

Crianças são as que mais sofrem com as queimadas na Amazônia, segundo pesquisadores

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) divulgaram hoje (2) resultados de um estudo sobre os efeitos que as queimadas na região na Amazônia Legal têm provocado sobre a saúde infantil. Os dados mostram que, entre maio e junho deste ano, as internações de crianças com menos de 10 anos que apresentavam problemas respiratórios chegaram a 5.091, o dobro em relação à média calculada para o mesmo período na série histórica dos últimos dez anos.


Esse aumento, puxado por aproximadamente 100 municípios situados próximos a áreas mais afetadas por incêndios, representa um custo excedente de aproximadamente R$ 1,5 milhão ao Sistema Único de Saúde (SUS). Foram 2.502 internações acima do esperado. Cada internação dura em média quatro dias, custando R$ 630. Em cinco cidades, o número de internações foi cinco vezes maior do que a média observada nos meses de maio e junho entre 2008 e 2018: Santo Antônio do Tauá, Ourilândia do Norte e Bannach, no Pará; Santa Luzia d'Oeste, em Rondônia; e Comodoro, em Mato Grosso.


"Isso é só de internações em hospitais que atendem pelo SUS. Não estão sendo contabilizados aí o atendimento em pequenas unidades de saúde, nem os atendimentos domiciliares pelo médico de família, por exemplo. As internações na rede privada também não entram nessa conta", disse pesquisador da Fiocruz Christovam Barcellos.
Foto:Victor Moriyama/Greenpeace


O estudo foi realizado com base em informações públicas reunidas no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Departamento de Informática do SUS (DataSUS). Foi feita uma varredura para separar apenas os dados de internação hospitalar dos meses de maio e junho, o último período disponível. Ao realizar esse procedimento, os pesquisadores também identificaram que a criança que vive em área mais próxima aos incêndios tem 36% mais chances de precisar se internar por problemas respiratórios.


O levantamento mostra ainda que, em cinco dos nove estados da região, houve aumento das mortes de crianças com menos de 10 anos hospitalizadas por problemas respiratórios. Em Roraima, por exemplo, houve 2.398 óbitos para cada grupo de 100 mil crianças entre janeiro e julho de 2019. No mesmo período do ano passado, a proporção foi de 1.427 para cada grupo de 100 mil.
Queimadas


A Amazônia Legal corresponde a cerca de 61% do território brasileiro e engloba nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão. Nesta área, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estão 772 municípios.


Os incêndios são comuns na Amazônia no período de seca, que se estende de maio a setembro. Nos últimos meses, o aumento das ocorrências gerou repercussão internacional. Para contornar a situação, o presidente Jair Bolsonaro decretou, em 23 de agosto, a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) Ambiental para ampliar o trabalho de combate às queimadas e a investigação sobre suas origens.


Uma apuração em andamento verifica indícios de que fazendeiros se organizaram para atear fogo em áreas de floresta no sudoeste do Pará. Ontem (1º), um balanço divulgado pelo Ministério da Defesa informou que já foram aplicados R$ 36,37 milhões em multas pela Operação Verde Brasil, que mobiliza as Forças Armadas, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


Para Christovam Barcellos, parte desses recursos deveria cobrir os gastos excedentes com a saúde pública. "O Ibama aplica multas aos proprietários rurais por infrações relacionadas a queimadas e desmatamento. Por que não usar uma parte dessas multas para ressarcimento ao SUS? Isso pode ser uma proposta", afirmou.

Foto:Divulgação/Greenpeace

Desafios


Os resultados do estudo foram reunidos em um um informe técnico do Observatório de Clima e Saúde, coordenado pela Fiocruz.


De acordo com Christovam Barcellos, o informe alerta gestores e profissionais do SUS sobre a necessidade de programar atendimento a populações mais vulneráveis, idosos, indígenas e pessoas com doenças crônicas, além de crianças. Mesmo adultos com boa saúde são afetados. "É bom lembrar ao fazendeiro que provoca um incêndio que o filho dele também está vulnerável", enfatiizou o pesquisador.


Além disso, o estudo sugere reforço na atenção básica e na busca ativa, já que alguns grupos populacionais podem não ter acesso a hospitais. Segundo Christovam, embora as maiores cidades da região sejam bem estruturadas, há um grande contingente populacional na Amazônia que vive em pequenas comunidades agrícolas, em áreas de acesso remoto. São locais onde a investigação sobre a incidência de doenças se torna mais difícil.


"Há pessoas que podem ter sofrido com asma e bronquite, mas não tiveram acesso a hospital. Os índios, muitas vezes, têm que andar dias, usar canoa, para chegar a uma cidade. E isso também exige mais investimentos do SUS. As equipes de médicos da família precisam se deslocar longas distâncias. Em alguns lugares, é preciso helicóptero", destacou.


Quase 100% dos incêndios na Amazônia são causados pela ação humana, diz ICMBio

Noventa e nove por cento dos incêndios que ocorreram na Amazônia foram causados pela ação humana. É o que informam agentes de combate às queimadas na região, vinculados ao governo federal.
 

Segundo o coordenador de combate a incêndios do ICMBio, Christian Berlivek, muitos dos casos são criminosos.
Foto:Daniel Beltrá/Greenpeace

A informação foi dada nesta segunda-feira (23), em Brasília, durante o balanço do primeiro mês da Operação Verde Brasil, executada pelas forças armadas. A operação foi autorizada pelo governo federal, em 23 de agosto deste ano, por meio da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental, com previsão de ser encerrada nesta terça-feira.
 

Mas o decreto foi renovado até o dia 24 de outubro.
 

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, que participou da apresentação do balanço, mencionou que não é necessário fazer alarde sobre as queimadas na Amazônia.
 

Os números do período mostram o combate de quase 90 focos de incêndio em toda a Amazônia Legal, região que envolve nove estados brasileiros.
 

Ao todo, foram mais de R$36 milhões em multas por atividades irregulares, como garimpo, extração de madeira e incêndios florestais. Mais de 60 pessoas foram presas ou apreendidas.
 
Foto:Daniel Beltrá/Greenpeace

Na Amazônia Legal, as Forças Armadas criaram três comandos regionais: o da Amazônia, o do Norte e o do Oeste, que começam a funcionar a partir desta segunda-feira no combate a focos de incêndio no Mato Grosso, com centro de monitoramento na capital Cuiabá. O comando do Oeste foi criado para combater os incêndios previstos para os próximos meses na região conhecida como Arco do Fogo.
 

Durante este primeiro mês de garantia da lei e da ordem foram utilizados quase R$50 milhões de reais: R$11 milhões a mais que o recebido inicialmente pelas Forças Armadas. Outros R$36 milhões ainda serão repassados ao Exército, Marinha e Aeronáutica.

Governo registra diminuição de focos de incêndio na Amazônia

A Operação Verde Brasil, que reuniu várias agências em torno do combate aos incêndios na Amazônia Legal, registrou diminuição nos focos de incêndio nos últimos dias. Embora ainda não haja confirmação de tendência de extinção do fogo nos próximos dias, a avaliação do governo até o momento é positiva.


“A avaliação é positiva. Com os parâmetros do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), vimos que os focos de incêndio diminuíram bastante”, disse o vice-almirante Ralph Dias da Silveira, subchefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas, em coletiva de imprensa, realizada na tarde desta quinta-feira (28).


Segundo os dados do Censipam, havia focos de incêndio espalhados e mais intensos, principalmente, em Rondônia, Amapá, Pará e Maranhão entre os dias 25 e 26 de agosto. Na medição realizada entre os dias 26 e 27 de agosto, o mapa de focos de calor mostrou redução, principalmente em Rondônia, onde houve emprego de reforço no efetivo para combate ao fogo.


Em Rondônia, o número de focos de incêndio foi reduzido de 400, quando a Operação começou, para 24. Mas o chefe do Centro Especializado Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Gabriel Zacharia, alerta que os esforços precisam continuar. Zacharia explicou que os focos de incêndio diminuíram, mas não estão extintos, e que é necessário mais tempo para confirmar uma tendência. “Vai ter dia com um pouco mais, outro dia com um pouco menos, e isso é o normal de acontecer”.
Foto:Divulgação/Agência Brasil
Operação Verde Brasil


Na última sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro autorizou o uso das Forças Armadas no combate aos incêndios na região. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal.


O efetivo empregado na Amazônia Legal, entre militares e brigadistas, é de 3.912 pessoas, além de 205 viaturas. O Brasil também recebeu ofertas de ajuda internacional. Dentre elas, o Chile ofereceu equipes especializadas e três aviões com capacidade de armazenar 3 mil litros de água e os Estados Unidos duas aeronaves para combate a incêndio.


Israel ofereceu 100 metros cúbicos (m³) de agente químico retardante de chamas e o Equador disponibilizou três brigadas com especialistas em combate a incêndios florestais. A ajuda internacional ainda não foi posta em prática, o que deve ocorrer, segundo Ralph Dias da Silveira, em breve.


Situação na Amazônia não está fora de controle, diz ministro da Defesa

O governo federal realizou uma reunião de balanço nesta segunda-feira (26) das ações de combate às queimadas na Amazônia. Além do presidente Jair Bolsonaro, participaram os ministros da Defesa (Fernando Azevedo), Justiça (Sérgio Moro), Relações Exteriores (Ernesto Araújo), Casa Civil (Onyx Lorenzoni), Secretaria de Governo (Luiz Eduardo Ramos), além do porta-voz, Otávio Rêgo Barros. O titular da pasta do Meio Ambiente, Ricardo Salles, estava em São Paulo e não participou do encontro.


Na saída da reunião, o ministro da Defesa disse a jornalistas que a situação não é “simples”, mas que o governo agiu rapidamente e que houve uma redução dos focos de incêndio na região. “É difícil? É, mas nós estamos em cima. Não está fora de controle”, disse Azevedo.
Foto:Valter Campanato/Agência Brasil


A principal medida foi a autorização de uma operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO), que ganhou o nome de GLO Ambiental. Dois comandos estão responsáveis pelas ações, o da Amazônia e do Norte. No primeiro há mil homens destacados para as ações e no segundo, 1.800 homens. Cada um está a cargo de quatro estados da região e coordena as iniciativas nessas unidades da federação.


“Estamos diminuindo. O estado do Amazonas está numa situação boa, Roraima também. Rondônia preocupava um pouco mais, mas temos mais de mil pessoas atuando e 15 aeronaves combatendo as queimadas. Preocupa um pouco o estado do Pará”, declarou Azevedo. Ele acrescentou que há uma perspectiva de melhoria meteorológica com a chegada de chuvas na parte oeste da região amazônica.


Azevedo disse que a redução do quadro foi percebida pelas fotografias da região amazônica analisadas na reunião.


O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros informou que uma comitiva do governo federal deve se deslocar à região. “A partir da metade da semana é possível que tenhamos equipes in loco para verificar a evolução positiva dos trabalhos realizados”, disse. A participação do presidente Jair Bolsonaro nessa missão ainda não está definida.


Ajuda internacional


Segundo o ministro da Defesa, dois países disponibilizaram estrutura e pessoas para auxílio. O Chile disponibilizou quatro aeronaves e 40 brigadistas especializados. O governo do Equador também colocou um avião e 30 brigadistas à disposição.  

Foto:Fernando Frazão/Agência Brasil


Perguntado sobre a ajuda de US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões) anunciada pelo G7 (grupo das maiores economias do mundo, que se reuniu nesse fim-de-semana e discutiu o tema), o porta-voz informou que o tema se encontra sob análise do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou em São Paulo que a ajuda é “bem-vinda” .


Questionado sobre uma afirmação do presidente da França, Emmanuel Macron, acerca da possibilidade de um status internacional para a Amazônia, Barros disse que sobre ela decidem os brasileiros.
Governos estaduais


Nessa terça-feira (27), às 10h, o governo federal se reunirá com os governadores da Amazônia Legal. Todas as unidades da Federação da Amazônia legal (Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Amapá, Pará, Maranhão e Tocantins) solicitaram adesão ao decreto que institui a operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO).


MP vai investigar queimadas criminosas na Amazônia


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nesta segunda-feira (26) que o Ministério Público em todo o Brasil vai investigar a realização de queimadas criminosas na região da Amazônia Legal. Segundo a procuradora, inquéritos serão abertos para investigar ações em terras federais, como unidades de conservação, e terras estaduais, apurações que ficarão a cargo dos MPs locais.


A estratégia de combate aos incêndios criminosos na Amazônia foi definida nesta tarde em reunião extraordinária da Força-Tarefa Amazônia, que atua desde o ano passado no combate aos crimes de grilagem, desmatamento e mineração ilegal.


Segundo a procuradora, há indícios de que atuações criminosas combinadas provocaram diversos focos de incêndio na região.


"Há suspeita de ação orquestrada, há suspeita de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse resultado. O que nós percebemos na conversa de hoje é que há sinais disso, há elementos que justificam abertura de inquérito para investigar e punir esses infratores", afirmou.

Foto:Divulgação/Agência Brasil

Mais cedo, a procuradora defendeu no Supremo Tribunal Federal  que R$ 1,2 bilhão do valor pago pela Petrobras em um acordo com autoridades dos Estados Unidos no âmbito da Operação Lava Jato seja destinado para o combate ao fogo na Amazônia.


Na semana passada, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, por iniciativa do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez o mesmo pedido em manifestação enviada ao STF.


Governo libera R$ 38 milhões para ações na Amazônia


O Ministério da Economia liberou R$ 38,5 milhões ao Ministério da Defesa para combate a incêndios na Amazônia Legal. O valor havia sido contingenciado do montante voltado para Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). As ações de GLO tinham orçamento aprovado de R$ R$ 47,5 milhões. Desse total, cerca de R$ 7,1 milhões estava sendo utilizado.


Na sexta-feira (23), foi instalado o Centro de Operações Conjuntas no Ministério da Defesa para execução de ações nas regiões de fronteira, terras indígenas, áreas da União, além de outras áreas da Amazônia Legal. Mais de 43 mil integrantes das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) estão na região. Eles devem atuar coordenados com órgãos de controle ambiental e de segurança pública.


Dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, sete (Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins ) formalizaram e tiveram autorizada a solicitação para emprego da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) para combate aos focos de incêndio na região.


Gabinete de crise define estratégias de reforço na fiscalização contra queimadas no Sul do Amazonas

O gabinete de crise para enfrentamento às queimadas se reuniu, na manhã desta segunda-feira (26), para definir estratégia de reforço à fiscalização no Sul do Amazonas. A região concentra cerca de 85% dos focos de calor registrados no Estado e, de acordo com dados do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), grande parte dos responsáveis pelos crimes vem de outros estados.


Dos 7.150 focos identificados entre 1º de janeiro a 20 de agosto, 6.016 estavam distribuídos em sete municípios da região: Apuí, Lábrea, Novo Aripuanã, Manicoré, Boca do Acre, Humaitá e Canutama. Embora estes incêndios estejam ocorrendo em parte do estado do Amazonas, os responsáveis pelos crimes ambientais vieram de outros regiões do país, segundo o diretor presidente do Ipaam, Juliano Valente.


“Na verdade, o que identificamos, preliminarmente, por meio de tecnologias já consolidados como o Sicar, Sigef e a própria base geoprocessada do Ipaam, é que o indicativo aponta que uma parte dos responsáveis pelos focos de calor que identificamos não é daqui do estado do Amazonas, é de outros estados. É bem provável que exista uma cultura de migração e que essas pessoas acabaram adquirindo terras no Amazonas”, afirma o presidente do Ipaam.
Foto:Divulgação/Secom
Das ocorrências, 43% foram identificadas em áreas federais e perto de 1% em unidades de conservação estaduais gerenciadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Os focos de calor até então identificados representam 0,16% de toda a extensão territorial do Amazonas.


Para atuar de forma coordenada com outros órgãos do Amazonas, o Governo do Estado instituiu um gabinete de crise para trabalhar no combate às queimadas e desmatamento ilegal na região. Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a atuação da força-tarefa estadual está concentrada em áreas críticas, sobretudo as que foram identificadas graças às tecnologias que foram implementadas pelo Ipaam na última semana.


“Oitenta e quatro porcento dos incêndios estão localizados no sul do estado do Amazonas, e é por isso que essa região tem sido o foco principal da atuação que o estado tem feito. O uso das tecnologias utilizadas pela Sema e Ipaam funciona como uma ferramenta para dar mais efetividade ao trabalho das forças de combate efetivo aos incêndios florestais, economizando tempo e indo direto ao foco das queimadas”, ressaltou o secretário.


As informações são obtidas graças ao trabalho de inteligência da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Ipaam, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas (CBMAM), Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Polícia Civil do Amazonas (PCAM), Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), Polícia Federal (PF), Exército Brasileiro e Defesa Civil do Amazonas.


Identificação


O diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, reforçou que o órgão vem atuando na identificação dos ilícitos ambientais para punir os responsáveis pelos desmatamentos e queimadas não autorizadas no Amazonas. “Nós já identificamos em torno de 99 mil hectares de área desmatada. O nosso trabalho, agora, está sendo de identificação em cima dessa área, com os dados de propriedade e de proprietários, por meio dos sistemas. Os dados obtidos estão em fase de processamento e trabalharemos para que esses autos de infração cheguem até o responsável pelos crimes ambientais”, afirmou o presidente do Ipaam.


Ações de combate


Desde janeiro, o Governo do Amazonas tem planejado e executado ações de conscientização sobre os riscos de queimadas. Por meio das articulações interinstitucionais, a Sema vem apoiando formações de brigadistas no interior do Estado, em especial nas regiões onde há registros mais expressivos de focos de calor.


De acordo com o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Jair Ruas Braga, a programação de combate às queimadas já previa ações como a capacitação de brigadistas nos municípios do interior do estado. “Nós estamos trabalhando nessa programação de combate ao incêndio florestal e estamos com o nosso efetivo pronto para atuar. Já capacitamos pessoas em Humaitá, por exemplo, e esperamos atuar de forma integrada com os outros órgãos para somar forças em campo”, afirma o tenente-coronel.

Sete estados já pediram apoio federal para combater incêndios na Amazônia

Um despacho do presidente Jair Bolsonaro, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) neste domingo (25), autorizou o emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios florestais no Acre, Mato Grosso e Amazonas. Com isso, são sete os estados que solicitaram apoio federal nas operações, já que Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará haviam feito o pedido desde a última sexta-feira (23), quando o presidente assinou o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que permite a atuação dos militares da União. A medida vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal


Segundo o texto, o emprego dos militares será autorizado apenas mediante requerimento do governador de cada estado da região. A Amazônia Legal é um território que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão.
Foto:Divulgação/FAB

No sábado (24), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou que cerca 44 mil militares das Forças Armadas estão continuamente na Região Amazônica e poderão ser empregados nas operações.


Já o Ministério da Economia informou neste domingo (25), em nota ter aprovado o descontingenciamento imediato R$ 38,5 milhões do orçamento da Defesa para custear os trabalhos de combate aos incêndios conduzidos pelas Forças Armadas.


Aviões em operação


A Força Aérea Brasileira (FAB) está empregando, desde ontem (24), duas aeronaves C-130 Hércules no combate aos focos de incêndio na Amazônia. Os aviões são operados pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte e têm usado o aeroporto de Porto Velho como base.


As aeronaves são equipadas com o sistema chamado MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System, em inglês). O equipamento é composto por cinco tanques de água e dois tubos que se projetam pela porta traseira do avião, podendo carregar até 12 mil litros de água. Para realizar a missão, a aeronave tem que sobrevoar a área do incêndio a uma altura de 150 pés (aproximadamente 46 metros de altura), segundo a FAB. O lançamento, por meio de pressão, dura sete segundos e a própria inércia se encarrega de espalhar o líquido sobre o fogo, por uma linha de 500 metros. Após despejar a água, o avião retorna para a capital de Rondônia, ponto de apoio, onde recebe um novo carregamento.




Países amazônicos se mobilizam contra incêndios florestais

Os países que compartilham com o Brasil parte da Floresta Amazônica adotam providências para tentar conter os incêndios que se espalham por seus territórios, ameaçando a vegetação não só da mais importante floresta tropical do mundo, mas também de outros biomas, como o Cerrado e o Pantanal. Países como Bolívia e Paraguai (que não é coberto pela Floresta Amazônica) estão somando forças para se ajudarem.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros Pimenta Bueno, Rondônia
Na última quinta-fiera (22), o governo colombiano ofereceu ajuda ao Brasil para tentar conter o avanço das chamas em território brasileiro. Além disso, propôs que Brasil, Colômbia, Equador e Peru passem a atuar conjuntamente para prevenir e combater incêndios na Amazônia.


“Estamos todos os países amazônicos preocupados. Já nos oferecemos para cooperar com o Brasil, ajudando-o a combater os incêndios [registrados do lado brasileiro da fronteira]”, disse o ministro de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Bolívia, Ricardo Lozano, em áudio que divulgou em suas redes sociais.


“Diante da situação atual, da perda de nossas florestas devido a incêndios, propusemos ao Brasil e aos demais países amazônicos realizarmos um projeto conjunto para tentarmos prevenir os incêndios na Amazônia”, acrescentou o ministro. “Estamos, neste momento, implementando nossa política preventiva para evitar que isso ocorra na Colômbia”, acrescentou Lozano.


O ministro também sugeriu a criação de um programa de manejo integral que permita às nações amazônicas discutir, conjuntamente, formas de explorar o potencial da região e fazer "frente aos efeitos das mudanças climáticas e da degradação da floresta amazônica”.


Equador


Pelo Twitter, o presidente do Equador, Lenin Moreno, afirmou já ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro. “Conversei com Bolsonaro para colocar à disposição um avião que transportaria três brigadas de especialistas em combate a incêndios florestais e em investigação ambiental que podem ajudar a mitigar a tragédia na selva amazônica”, escreveu Moreno. Em outra publicação, o presidente equatoriano afirmou que os incêndios que destroem a floresta “do Brasil, Peru, Bolívia e o pantanal do Paraguai” alertam o mundo inteiro.


Com boa parte de seu território coberto pela Floresta Amazônica, o Equador também enfrenta uma série de incêndios florestais nas últimas semanas. Em julho, ao lançar a tradicional campanha Equador sem Fogo, a diretora-geral do Serviço Nacional de Gestão de Riscos e Emergências, Alexandra Ocles, afirmou que, todos os anos, na região, a falta de chuvas e a maior incidência de ventos registradas durante este período se somam às “más práticas de manejo da terra, à negligência e às queimadas intencionais” para abrir novas áreas de plantio, “provocando danos ambientais”.


Segundo o Serviço Nacional de Gestão de Riscos e Emergências, pela manhã, bombeiros, guarda-parques e voluntários “uniram esforços” para tentar controlar um incêndio florestal em La Rinconada. Ontem o ministro do Meio Ambiente, Raúl Ledesma, viajou à cidade de Otavalo, a cerca de 100 quilômetros da capital, Quito, para acompanhar a luta contra as chamas que se espalham pela região. “Diante do incêndio florestal registrado no setor El Angla, tomamos medidas imediatas. Nossa prioridade é resguardar o patrimônio natural de nosso país”, destacou Ledesma.
Foto:Divulgação/Governo de Imbabura - Equador
Peru

Desde ontem, as áreas de proteção ambiental peruanas próximas à fronteira com o Brasil estão em estado de alerta. Em nota, o Ministério do Meio Ambiente do Peru afirma que, este ano, já foram registrados 16 incêndios florestais, 14 dos quais em áreas naturais sob proteção. O ministério refutou informações divulgadas pelas redes sociais a respeito de uma possível piora da qualidade do ar em muitas cidades peruanas devido ao deslocamento de fumaça ou partículas proveniente de áreas em chamas no Brasil e na Bolívia. Além disso, informou já ter enviado equipes para “as cidades que, eventualmente, possam ser afetadas” a fim de monitorar a situação. De acordo com a pasta, mais de 180 guarda-parques estão a postos em reservas naturais, tomando medidas de precaução para evitar que o fogo as atinja e fuja ao controle.


Pela manhã, o Ministério de Relações Exteriores informou que o país “permanece atento à possibilidade de cooperar com ações que possam mitigar os efeitos dos lamentáveis fatos [registrados] em uma região compartilhada, a qual estaremos sempre dispostos a proteger e defender”. A chancelaria peruana informou ter se solidarizado e manifestado sua preocupação aos países já afetados pelos incêndios na Amazônia.


Guiana Francesa


Além de Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, a Floresta Amazônica se espalha por parte dos territórios da Bolívia, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Território ultramarino da França na América do Sul, a Guiana Francesa garante aos franceses autonomia sobre um pequeno pedaço da Amazônia.


Em uma postagem no Twitter, nessa quinta-feira, o presidente da França, Emannuel Macron, escreveu: “Nossa casa está queimando. Literalmente. A Floresta Amazônica – os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – está em chamas. É uma crise internacional. Membros da Cúpula do G7, vamos discutir em dois dias este tema emergencial!"


Para o presidente Jair Bolsonaro, existe atualmente uma "guerra de informações” e alguns países aproveitam o momento para potencializar as críticas ao Brasil a fim de tentar prejudicar o agronegócio. Segundo o presidente brasileiro, o governo estuda enviar o Exército para combater as queimadas na Amazônia por meio de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).


Bolívia


Diante da constatação de dezenas de focos de incêndios espalhados por todo o país, o governo boliviano contratou uma empresa privada norte-americana especializada em combates a grandes incêndios, dona do maior avião-cisterna em operação em todo o mundo, para tentar controlar as chamas que ameaçam o Parque Nacional Otuquis, em uma área próxima à Tríplice Fronteira (Bolívia-Brasil-Paraguai), região com características do Cerrado.
Capaz de transportar até 74,2 mil litros de retardante de chamas e de água, além de operar em condições restritivas para outros aviões, o 747 Supertanker chegou à Bolívia na madrugada e deve entrar em ação ainda hoje.


Ao sobrevoar parte do território do estado de Santa Cruz, ontem, as autoridades bolivianas constataram que a maior concentração de focos de incêndio está nas proximidades do Parque Nacional Otuquis, na região do Pantanal.


“Esta região está seriamente comprometida. É uma região que compreende não só território boliviano, mas também paraguaio e brasileiro”, afirmou, nesta quinta-feira, o ministro da Presidência boliviana, Juan Ramón Quintana,ao destacar os esforços conjuntos que o governo nacional, de Santa Cruz e das cidades ameaçadas estão empreendendo para evitar que as chamas se propaguem. “A dimensão deste evento nos obriga a trabalhar conjuntamente. Os problemas ambientais não têm fronteiras ideológicas ou políticas e põem em risco a vida de pessoas e o patrimônio ambiental, sendo uma questão que compete a todos”, disse Quintana, informando que especialistas já foram deslocados para a região a fim de proteger os animais, sobretudo as espécies ameaçadas.