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Domingo, 09 Mai 2021

O que é melhor: ser empregado ou empregador?

Vivemos em um ambiente construído onde sempre buscamos saber o que é melhor, o que é pior, o que é mais recomendável e o que nos trará mais benefícios diretos e indiretos. Desmistificando um pouco desses conceitos, podemos considerá-los como relativos, sempre. Ser empregado não é melhor do que ser empregador. E vice versa. Tudo vai depender do meu perfil próprio como profissional. Diante disso, conseguirei balizar minhas ações e ver onde darei mais certo. Empreender não é somente ter uma empresa, mas sim também alçar voo numa função convencional em uma empresa. Vamos entender um pouco mais sobre isso.

Descubra o que as empresas buscam em profissionais em tempos de crise

Em tempos de crise a quantidade de concorrentes em processos seletivos aumenta significativamente. Muitos profissionais de níveis mais avançados concorrem com profissionais menos capacitados. Em alguns casos, acaba sendo uma concorrência desleal. No entanto, precisamos nos adaptar a isso e criar um diferencial competitivo que nos deixe a frente dos mais capacitados tecnicamente.

Dados CAGED atualizados: o que está acontecendo com a geração de empregos?

Nessa semana o CAGED divulgou os dados atualizados sobre a geração de empregos em todo o Brasil. Somando os balanços do primeiro trimestre do ano, temos os seguintes números:

Princípios para ter um negócio próprio

Para muitos, o sentimento de ter um negócio próprio é a Liberdade. Para outros, a prisão. Para outros, uma brincadeira gostosa que se faz e se ganha. E outros nem pensam nisso, pois consideram a ideia como um pesadelo. Assim como qualquer decisão na vida, ter um empreendimento, mesmo que pequeno, tem prós e contras que podem ser trabalhados da melhor forma possível para que não desmotivem quem vai mergulhar no Empreender.

Emprego acima dos 50

Os profissionais acima de 50 anos são, proporcionalmente, os que mais sofrem ao tentarem suas recolocações. Até mais do que os jovens que buscam o primeiro emprego. Muitos deles até desistem de procurar a oportunidade. Além das desistências, também temos um alto percentual de pedidos e entradas em aposentadorias. Essa última decisão se dá, na maior parte das vezes, por não haver mais alternativas para a recolocação. Em levantamentos independentes realizados nos últimos 02 meses, constatamos que 72% dos profissionais acima de 50 anos que têm entrado com os pedidos de aposentadorias não queriam fazer isso, e sim continuarem trabalhando e produzindo efetivamente. Eles se sentem preparados e experientes para a labuta do dia-a-dia.

Tecnicamente, se fizermos uma análise de cenário sobre esse fator do aumento de pedidos, concluímos que estamos entrando em um caminho que não é o ideal para o momento. Estamos em um momento de déficit financeiro de, praticamente, todos os Governos por todo o país: Federal, Estaduais e Municipais. Com o aumento de aposentadoria teremos, em médio prazo, um inchaço em folhas de pagamentos. Não fosse a falta de oportunidades e inclusão social para profissionais acima de 50 anos, não teríamos esse risco, e assim, poderíamos usar esses recursos para outros projetos. Além disso, eles continuariam produzindo, trabalhando e gerando renda para as suas localidades.

Entrando no campo da análise sobre esse grupo de profissionais, ouvimos vários argumentos sobre o assunto. Muitas empresas alegam que eles não possuem mais o nível de produtividade de pessoas mais jovens. Outras alegam que são mais acomodados. Outras preferem contratá-los porque conseguem enxergar os seus níveis de experiências, aprendizados de vida, inteligência emocional aguçada e treinada com o tempo, além das capacidades e habilidades técnicas. Longe de defender um ou outro lado, precisamos criar um campo de observação que seja imparcial. Assim como os mais jovens, os mais velhos possuem seus perfis individuais. É claro que uma pessoa acima de 50 anos de idade não tem mais o vigor físico que um jovem de 18 possui. Logo, não poderiam mais assumir cargos que requerem grandes esforços físicos. Digo isso não por uma opinião pessoal, mas sim na visão de normas de Saúde e Segurança no Trabalho. Assim como os jovens podem oferecer mais vigor físico, os mais velhos podem oferecer a experiência. Um não é melhor que o outro. Você já imaginou os dois grupos unidos em torno de um objetivo único em uma empresa? Seria fantástico, não? E certamente renderia muitos resultados positivos.

Em outro campo de análise também temos as orientações para esse grupo de profissionais. Muitas dúvidas cercam suas buscas por vagas, apresentações em entrevistas e desempenhos em dinâmicas de grupo feitas em processos seletivos. Abaixo temos alguns pontos fundamentais para que possamos vencer esse obstáculo tenebroso que faz muitas empresas perderem grandes talentos acima de 50 anos:

- É necessário que haja sintonia com as Novas Tecnologias: de geração em geração, presenciamos muitas mudanças em cenários sociais. Estamos passando pelo período da automação industrial e tecnologia em todos os setores. Por mais que soe como clichê, é necessário estar antenado(a) nisso. Atualmente, a maioria dos processos seletivos é realizada com ferramentas tecnológicas. São processos muitos diferentes do que os que eram feitos há 10 ou 15 anos atrás. Logo, de nada adiantará se houver a experiência, a capacidade, a habilidade técnica, sem saber como usar tudo isso adaptado(a) à Tecnologia.

- É necessário enfatizar as experiências adquiridas: como fazer isso na prática? Durante uma entrevista é fundamental que o(a) profissional acima de 50 anos explore todas as suas experiências adquiridas durante a vida. É importante que ele(a) exponha um problema que ocorreu e como foi resolvido, que exponha como geriu conflitos, como deu ideias, como fez análises de riscos e análises de prevenções. Esses são os principais pilares. Essa exposição precisa ser realizada com o máximo possível de detalhes, passo a passo. Dessa forma, conseguiremos potencializar capacidades e habilidades, dando a mensagem de: “Sou experiente, pode me contratar que vou fazer o melhor. Eu sei fazer”. É claro que, para não soar como arrogância, essa frase não precisa ser dita diretamente, e sim por meios de explanações de experiências.

- É necessário transmitir a mensagem de pensamento em futuro: durante a abordagem inicial para os envios de currículos e também durante as entrevistas, qualquer recrutador(a) gosta de ver que o(a) profissional tem projetos de vida e futuro. Por isso, é importante que no currículo exista um espaço chamado “Espaço do Futuro”, onde os profissionais devem ser descritos. Por exemplo: “De 02 a 03 anos, quero concluir um curso, ou faculdade, ou pós-graduação com o foco no principal gargalo da empresa”, ou “Daqui a 05 anos, quero ser promovido(a) para um cargo de gerência e o(a) meu(minha) atual gerente ser promovido(a) à Direção”, ou “Não pretendo me aposentar, e sim produzir para a empresa que eu estiver”, “Quero aprender novos conceitos, novas atividades e o que quiserem me ensinar”, “Quero me desenvolver como um profissional moderno que sou”. Palavras de impactos geram resultados incríveis. Pratique.

Além de tudo, também é necessário que os gestores das organizações entendam a importância desse grupo de profissionais no mercado e sociedade de uma forma geral. Em sua maioria, são excelentes solucionadores de problemas. Mesmo que não estejam 100% de acordo com o perfil que a empresa busca, é necessário desenvolvê-los, assim como também se faz com os mais jovens. O ponto crítico de alguns processos seletivos é que dificilmente conseguiremos achar o(a) profissional perfeito(a). Sempre há um ou outro ponto que requer a realização de ajustes. Aí entra os Recursos Humanos.

Junto a essa consciência por parte das empresas, o(a) profissional em questão também precisa entender a sua importância. Somente assim saberá se expor da forma ideal para quem recruta. O autoconhecimento é um fator fundamental durante toda a vida, independente de faixa etária, formação, experiência ou afins.

Você, profissional com mais de 50 anos......... nunca se permita desistir. Nunca se permita deixar os seus sonhos em um baú trancado. Os desenvolva, os aprimore, os refaça, os recrie, os flexibilize. Mas nunca desista. Sempre há espaço para uma excelente ideia.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.

Como escolher a profissão para seguir

Passamos, em média, 60% de nossas vidas trabalhando ou executando projetos profissionais. Por isso, precisamos escolher muito bem a área que vamos seguir ou a área que vamos iniciar uma transição de carreira. Estima-se que hoje, no mundo, há 75% de profissionais arrependidos com as profissões que escolheram. É um dado alarmante. É por isso que muitos, depois de 20 ou 30 anos de trabalho, decidem praticar a tão comentada transição de carreira, que significa a mudança de uma área para outra. É um processo um pouco mais doloroso, mas não impossível de fazer.

Para acertamos na escolha da profissão ou transição de carreira devemos considerar pontos profissionais, habilidades técnicas, lados dominantes, temperamentos e habilidades naturais, aquelas que temos mesmo sem termos nos capacitado profissionalmente:

- Pontos profissionais: são aqueles adquiridos diante de experiências obtidas. Normalmente, quando se fala em experiências se imagina a ocupação em um cargo. Não necessariamente uma experiência é adquirida apenas trabalhando em uma empresa, mas sim em tudo que nos cerca. Por exemplo: se você faz parte do grupo de jovens da sua igreja, essa é uma experiência. Qual a sua atividade diante dessa função? Você aconselha? Você ajuda a solucionar conflitos? Você faz os cálculos de custos quando há um evento com os jovens? Você faz compras de suprimentos para um retiro? Você ajuda ou organiza os eventos? Você ajuda membros da equipe quando se machucam? Em qualquer uma dessas rotinas você adquire experiências, que deverá ser considerada na escolha profissional. Se eu gosto mais de organizar eventos, eu tenho uma tendência maior para a área de Marketing. Se eu gosto mais de controlar os custos e finanças, eu tenho uma tendência maior para a área de Ciências Contábeis, Gestão Financeira, Economia ou afins. Se eu gosto mais de solucionar conflitos, eu tenho uma tendência maior para a área de Administração, Relações Públicas ou afins. Se eu gosto mais de ajudar os membros da equipe que se machucam, eu tenho uma tendência maior para funções na área da Saúde. E assim por diante.

- Habilidades técnicas: são os cursos realizados, seja de nível médio ou profissionalizante. Digamos que você cursou o profissionalizante de Assistente Administrativo. Se você se identificou com ele, ótimo. É só seguir. No entanto, se surgiram dúvidas e não se identificou muito com o que aprendeu, você precisa tomar outro rumo durante as análises para a decisão de qual área migrar. Digamos que com o tempo você percebeu que a sua maior atração é pela área de Segurança do Trabalho. Aparentemente, Administrativo e Segurança do Trabalho podem soar como áreas completamente opostas. No entanto, o melhor direcionamento a seguir é você analisar o que aprendeu no curso da área Administrativa que pode ser usado nas rotinas da Segurança do Trabalho. Você aprendeu a elaborar relatórios? Ótimo, na Segurança do Trabalho eles são muito necessários. Você aprendeu a mexer em Excel? Ótimo, na Segurança do Trabalho essa é uma habilidade crucial. Você aprendeu a elaborar documentos, informativos e outros? Excelente, isso também pode ser usado nas rotinas de Segurança do Trabalho. E assim por diante. Nesse item, o maior desafio que temos é relacionar um ponto com o outro.

- Lados dominantes: você sabe qual o seu lado dominante? Se é de criação, se é analítico, se é organizador, se é comunicativo, se é planejador, se é executor? Cada um deles tem uma tendência de profissão. Por exemplo: o lado da criação leva para o caminho da Publicidade, Propaganda, Marketing, Design, Artes e afins. O lado analítico leva para o caminho de trabalhos que envolvam gestão administrativa, contábil, fiscal, auditorias e similares. O lado organizador leva para profissões internas. Normalmente, profissionais com esse perfil terão dificuldades para trabalhos como vendas externas ou organização de eventos. O lado comunicativo leva para profissões como Relações Públicas, Jornalismo, Comunicação, Marketing e outros. O lado planejador leva para profissões de rotinas metódicas que tenham alto grau de análises de riscos, gestão de custos, engenharias e outros. O lado executor leva para profissões de campo como organização de eventos in loco, comercial externo, agronomia, articulação, diplomacia e outros. E assim por diante. Qual o seu lado dominante? Ele pode determinar o seu futuro.

- Temperamentos: fleumático, sanguíneo, colérico ou melancólico? Qual deles é você? Apesar de terem nomes estranhos, cada um tem pontos positivos que são fundamentais para o dia-a-dia no trabalho. O fleumático, por exemplo, tem um perfil diplomático, mais voltado para o perfil liberal, que acredita muito nas pessoas e em seus potenciais. Para ele, sempre há uma forma de resolver tudo. É o tipo de profissional que trabalhar bem sob pressão, mas claro, tem o seu limite. Dentro disso, qual profissão você acha que pode ser interessante? O sanguíneo é o perfil da maioria dos brasileiros: gostam de agito, é conversador(a), contador(a) de histórias e anima qualquer um. Para ele, sempre há motivo de alegria. Dentro disso, qual profissão você acha que pode ser interessante? O colérico é o perfil sentimental mais frio, racional, pragmático. É o tipo de profissional que trabalha tranquilamente sob oposição e tem foco real e absoluto em resultados, independente da área que estiver atuando. Dentro disso, qual profissão você acha que pode ser interessante? O melancólico é o perfil mais pensativo, reflexivo, analítico, não gosta de exposições públicas e é muito teórico. É o tipo de profissional que age por trás dos bastidores e não tem pretensão de ir para a frente. Dentro disso, qual profissão você acha que pode ser interessante?

E então? Qual é o seu tipo de temperamento?

Além disso tudo, ainda temos as habilidades naturais. Muitos profissionais do comportamento humano dizem que já nascemos com elas. Outros dizem que as desenvolvemos com base nas tendências comportamentais que temos diante do ambiente que vivemos. Independente das duas hipóteses, elas são características muito importantes para a nossa decisão profissional ou de transição de carreira. Muitas crianças têm um alto nível de habilidade para elaborar desenhos. Outras para montar e desmontar algo. Outras para cantar, dançar e se “apresentar”. Outras para fazer trabalhos manuais. Diante disso, precisamos refletir sobre o que gostávamos de fazer quando éramos pequeninos. Se você gostava de trabalhos manuais, pode ser um(a) ótimo(a) profissional de Produção, Mecânica, Elétrica ou afins. Se você gostava de montar e desmontar pode ser um(a) ótimo(a) de Engenharia Civil, Montagens e outros. Se você gostava de elaborar desenhos pode ser um(a) excelente design, artista plástico(a), pintor ou outros. Enfim.

Cada característica que temos pode e deve definir o nosso futuro, não somente o pessoal, mas o profissional. Não podemos seguir em áreas que não fazem parte do que amamos fazer. Senão, futuramente teremos a frustração de olhar para trás e ver que não fizemos o que gostaríamos.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.

As áreas com mais falta de profissionais na Região Norte

Em tempos de crise, falar sobre vagas que sobram no mercado de trabalho parece loucura. E realmente sobram, nas mais diversas áreas e segmentos empresariais. Da Indústria ao Terceiro Setor. Em nossa região temos um déficit significativo em muitas áreas de atuações, considerando, principalmente, funções de níveis técnicos e superiores. Algumas delas parecem até absurda como, por exemplo, a de Engenheiros Navais. Estamos no meio da Amazônia e de nossos lindos rios, mas ainda não temos um mercado aquecido em relação ao empreendedorismo na área naval. Inclusive, muitas empresas vêm de outros países para ganharem dinheiro aqui nesse segmento. Elas constroem, projetam, executam manutenções e administram embarcações.

A falta de oferta de profissionais em determinadas áreas é um assunto amplo, que poderíamos passar horas e horas escrevendo uma lista. No entanto, algumas áreas se destacam como maiores preocupações de profissionais de RH. São:

- Técnico Eletrotécnico (Indústria e Serviços): é a profissão que atua em sistemas elétricos e eletrônicos de equipamentos, máquinas e afins, podendo realizar manutenções, operação, planejamentos e testes. Muitas empresas precisam desses profissionais, no entanto, quando abrem seus processos seletivos não conseguem preenche-los. Assim, cancelam a vaga.

- Profissionais diversos com inglês ou outro idioma fluente (Indústria e Instituições de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento): nessa categoria está as mais diversas funções, das mais operacionais a executivas. Quando vamos a outros países temos que nos adaptar aos idiomas deles. Infelizmente, aqui é a da mesma forma. Se fôssemos pensar de maneira igualitária, eles deveriam se adaptar a nós quando aqui chegassem. Mas não. Nós continuamos tendo que ter o idioma deles, seja o inglês, japonês, coreano, chinês, espanhol, francês, enfim. A falta desses idiomas faz com que muitas vagas sobrem no mercado.

- Engenheiros com especializações na área de Humanas (Indústria e Serviços): essa é categoria mais difícil de achar profissionais. Por um fator simples que não é regra, mas é maioria: quem segue para a área de Exatas, no caso a Engenharia, dificilmente gosta de Humanas. E quem segue para a área de Humanas dificilmente gosta de Exatas. Assim, nós criamos dois polos em caminhos opostos: ou profissionais especialistas apenas em Exatas ou profissionais especialistas apenas em Humanas. Um exemplo disso: a busca por um Engenheiro(a) Mecânico(a) que possa atuar como Gerente Comercial leva, em média, de 08 a 10 meses. Esse prazo é o tempo de busca em outros Estados ou até países, com contatos, entrevistas, propostas para o aceite e assim por diante.

- Engenheiro de Telecomunicações (Serviços): essa categoria envolve empresas telefonia fixa e móvel, TV a cabo, internet e afins. Temos uma escassez enorme de profissionais de projetos, implantações e gestão dos mesmos. Normalmente, temos o profissional que desenha o projeto, porém, não tem habilidade técnica suficiente para geri-lo com os conhecimentos em gestão de custos, pessoas, processos, projeções, identificação de demandas de comportamento de clientes, etc.

- Médicos hepatologistas (Saúde): são especialistas que tratam fígados, seja com doenças crônicas ou mais simples. Nessa modalidade temos o destaque de escassez de profissionais em todo o Brasil, não somente na Amazônia. Muitos pacientes vão a outros Estados ou países para se tratarem.

- Cientista de Dados (Tecnologia e P&D – Pesquisa e Desenvolvimento): é uma das profissões mais bem pagas do mundo. São especialistas que atuam com informações, segurança de informações, interpretação de dados, estatística, solução de problemas, diagnósticos para tomadas de decisões, programação, identificação de tendências de consumo e similares. Ele atua em empresas ou instituições de pesquisa e desenvolvimento, tecnologia, startups e outros. No século onde quem mais fatura é quem mais tem informações, é uma necessidade real agora e para as próximas décadas.

- Desenvolvedores de softwares/aplicativos (Tecnologia e P&D – Pesquisa e Desenvolvimento): nessa categoria podemos citar toda a evolução que hoje está ao nosso redor. Se quisermos pedir comida japonesa, temos um aplicativo. Se quisermos ir de um bairro para o outro, temos um aplicativo. Se quisermos achar um(a) companheiro(a), temos um aplicativo. A tecnologia está em tudo, exatamente tudo. E para isso, há a demanda de desenvolvedores de softwares e aplicativos que facilitem a vida das pessoas e organizações de uma forma geral. É o software que pode otimizar o processo de produção. É o software que pode otimizar o processo logístico. É o software que pode otimizar as vendas em comércios, enfim. Temos um mar de oportunidades para desenvolvermos e criarmos.

- Motoristas Carreteiros – CNH E - (Serviços): essa categoria envolve muitas empresas prestadoras de serviços logísticos e transportes locais, interestaduais e internacionais. Muitas vezes, o profissional sabe dirigir uma carreta, porém, não tem a habilitação formal. Para a empresa somente a habilidade não é suficiente. Muitas delas possuem ISOs implantadas ou recebem fiscalizações de órgãos públicos. Ter um motorista sem habilitação em quadro funcional é multa na certa. Logo, não querem correr o risco.

A verdade é que estamos com um déficit enorme em relação ao nosso quadro de especialistas. Somente a área de Tecnologia da Informação tem a carência de quase 50 mil profissionais. Estima-se que o Brasil deixará de faturar R$ 115 bilhões até 2020 pela falta de profissionais para desenvolverem negócios e projetos com muito potencial. Preocupante, muito preocupante.

Para sairmos desse negativo, temos duas opções:

- Assistir e ver outros países ganhando o nosso mercado.

Ou

- Começarmos a criar uma nova geração de especialistas.

Cabe a nós a decisão final.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.
 

A pejotização chegou na Amazônia

A pejotização ainda é uma grande dúvida em algumas regiões do Brasil. Desconhecida por muitos, tem sido interpretada por especialistas como a forma que as empresas estão buscando para tentarem sobreviver em relação às altas cargas tributárias trabalhistas. Se trata de um novo formato de contratação que não é adepta à CLT, onde o(a) profissional abre uma empresa e faz o contrato de trabalho por ela. Assim, será contratado(a) como prestador(a) de serviços, adquirindo um regime contratual vigente por um tempo determinado, havendo a possibilidade de renovações contínuas.

Por ser um assunto relativamente novo na região amazônica, algumas perguntas surgem em relação a esse novo formato:

- E minha contribuição para a aposentadoria? Não conseguirei mais me aposentar como é no Sistema CLT?

- E meu FGTS? Não terei mais?

- E meus recebimentos de férias? Serão extintos?

Quanto à primeira pergunta: a contribuição continuará sendo da mesma forma. Se um(a) profissional não tiver mais registro em CLT, apenas em regime de pejotização, poderá contribuir com a Previdência do mesmo jeito que fazia antes. No entanto, agora a contribuição será de forma independente, como um profissional autônomo ou liberal. Nada muda relacionado à possibilidade de aposentar-se.

Quanto à segunda pergunta: o FGTS é uma contribuição direta que a empresa deposita todos os meses em uma conta separada do(a) profissional. Em um regime de pejotização, há a possibilidade de manter os mesmos depósitos. No entanto, não será feito diretamente pela empresa, e sim pelo(a) profissional. A fórmula é simples: o profissional vai separar o percentual correspondente ao FGTS e depositar em uma conta separada. O passo seguinte é esquecer que tem esse valor para não cairmos no impulso de mexer no dinheiro. Depois de um tempo, você terá o mesmo valor que teria se fosse depositado diretamente pela empresa.

Quanto à terceira pergunta: os vencimentos de férias também não haverão mais de forma direta pela empresa. Em outros eixos como Sul e Sudeste, muitos profissionais têm firmados acordos com as empresas para que esses valores sejam compensados de outra forma, seja por um pagamento pejotizado via nota fiscal avulsa ou outro tipo de formato.
 
Foto: Reprodução 
Se analisarmos de forma técnica, temos alguns prós e contras, como qualquer outro tipo de projeto:

PRÓS:

- O(a) profissional poderá ganhar mais do que ganha hoje. Vamos imaginar que um Analista Administrativo custa para uma empresa cerca de R$ 10.000,00 (dez mil reais), com a remuneração direta + benefícios + impostos trabalhistas. A empresa desfaz o seu sistema CLT e faz a contratação de via pejotização. Entre a empresa e o(a) profissional fica acordado, sob contrato, que ao invés de pagar uma remuneração direta por volta de R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais), pagará R$ 8.000,00 (oiti mil reais). Com isso, a empresa que antes teria o custo R$ 10.000,00 com o(a) profissional, agora terá o custo de R$ 8.000,00. Assim, haverá uma economia direta de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para o caixa. Além disso, o profissional que antes ganhava R$ 4.500,00 passará a ganhar R$ 3.500,00 a mais, totalizando os R$ 8.000,00. Com os R$ 3.500,00 a mais, se paga, de forma independente, o percentual do FGTS, a Previdência, benefícios e outros, e ainda sobra.

- Com valores maiores recebidos pelo(a) profissional, haverá uma circulação maior de dinheiro na economia, criando aquecimento, mais contratações e negócios faturando mais.

CONTRAS:

- Em nosso exemplo acima, do profissional que ganhava R$ 4.500,00 e agora pode ganhar R$ 8.000,00, é um formato interessante para pagar melhor e aquecer a economia. No entanto, será que todas as empresas fariam isso? Será que algumas não iriam querer pagar valores baixíssimos, sem benefícios, sem amparos legais, para que assim ficassem com mais dinheiro? Será que haveria a necessidade do Governo ter de regulamentar, criando uma tabela nacional? Se sim, será necessário uma ampliação significativa no corpo de agentes de fiscalizações.

- A proteção sobre acidentes de trabalho, que hoje é existente no Sistema CLT, não haverá, a não ser que haja um dispositivo jurídico mediante o contrato que possa deixar isso de forma clara.

- Não haverá mais a atuação sindical para a representação de trabalhadores.

- As Bolsas, que hoje são fornecidas às pessoas com doenças adquiridas, gravidez ou desemprego, poderiam não existir mais.

- Caso não haja algum dispositivo que mostre a possibilidade de sair a qualquer momento, o(a) profissional ficaria “amarrado(a)” àquela empresa sob regime contratual. Se recebesse uma proposta melhor, não poderia sair sem que pagasse algum tipo de multa de rescisão de contrato.

- Aumentaria as fileiras de processos trabalhistas.

Independente de qualquer visão ou ideologia pessoal, o fato é que precisamos analisar a pejotização na sua essência. É boa, é ruim? Quais benefícios podem trazer à sociedade e às empresas? Quais malefícios podem trazer aos profissionais? Assim como qualquer mudança social, devemos pontuar todas as possibilidades de riscos, seja para um lado, seja para o outro.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia. 

As melhores áreas para seguir nos próximos 10 anos

Muitos estão em busca de descobrir os segredos do futuro. Já imaginou se nós tivéssemos uma bola de cristal que pudesse nos indicar quais áreas para empreendermos, seja em nossas profissões ou com empresas próprias? Uau, seria fantástico!!! Mas como na prática é diferente, precisamos estudar, analisar a viabilidade e criar algumas projeções para o futuro.

Há mais ou menos 10 a 15 anos, a Amazônia era uma região dominada pelo forró e dificilmente veríamos ser tão adepta ao estilo musical sertanejo. Hoje, é uma febre em todos os municípios que passamos. O pensamento para essa criação de uma nova forma de eventos e shows foi visto lá trás. A projeção foi simples: todos os Estados da Amazônia estavam crescendo significativamente em relação à sua população.

Com isso, temos mais pessoas estressadas por causa de trânsito, filas em bancos, supermercados e comércios, mais o vai e vem de gente em todos os lugares que vamos, enfim. Por consequência, na visão dos negócios o ideal é trazer iniciativas que diminuam esse estresse inconsciente.

A música sertaneja, por sua vez, é proveniente dos interiores do Sudeste, Centro-Oeste e outras regiões do país. É um estilo musical que vem das fazendas e da vida mais tranquila que o interior pode dar. Nada melhor que trazer um sentimento de paz em forma de música. E assim, deu certo. Hoje, temos proporcionalmente um dos maiores índices do país em shows com artistas sertanejos. Todos lotam, já perceberam?

Dessa forma, podemos criar algumas previsões para o futuro em carreiras que podemos seguir ou negócios que podemos iniciar. Um deles é o mercado de aparelhos auditivos. É isso mesmo. Vocês já perceberam como nos últimos 5 anos aumentou assustadoramente o uso de fones de ouvidos? E, em muitos casos, os clientes adeptos a eles usam seus volumes altos. Por consequência, num futuro breve, teremos uma população com muitos problemas auditivos. Com isso, se abre algumas oportunidades, seja para a fabricação de aparelhos ou serviços médicos para essa demanda.
 
Foto: Shutterstock 
No entanto, para entrar nesse nicho de mercado é necessário que nos preparemos desde já. Se for para a Medicina, imaginamos 5 anos de faculdade, mais 1 de residência, mais 2 de especialização. Se for para a Indústria, imaginamos o tempo que se leva para a criação de um projeto de viabilidade, aprovação de incentivos fiscais, capacitação para profissionais trabalharem em nosso negócio e outros detalhes que a vida organizacional requer.

Além disso, também temos o crescimento de 583% em relação a problemas ortopédicos (coluna). A postura inadequada diante do avanço da tecnologia é o que mais leva esse percentual a crescer. É o tablet que, na maioria das vezes, dobramos o pescoço para baixo e permanecemos na sua visualização. É o uso do notebook, que pode nos levar a sentarmos tortos nas cadeiras, olhando para baixo o tempo inteiro. É o uso do celular, que tentamos fazer outras coisas ao mesmo tempo, e assim, dobramos o pescoço em 45 graus. Enfim, são muitos detalhes que nos levam a ver que a demanda de serviços de ortopedia, fabricação de aparelhos de fisioterapia e outros, é uma realidade.

Com o passar do tempo, temos uma previsão social que a sociedade brasileira vai ter mais pessoas com idades avançadas do que mais jovens. Com isso, também abrimos as oportunidades de serviços de Gerontologia, vendas de produtos, pacotes e ofertas que atendam a esse público-alvo, que hoje tem poucos recursos focados para atendê-lo. O que mais podemos criar de ideias para atendê-los?

O futuro também reserva espaço para a Tecnologia. Sim, sempre ela. No entanto, daqui a alguns anos as demandas serão diferentes. Hoje as empresas estão migrando boa parte de suas estratégias para o sistema automatizado. Se as estratégias estarão em um sistema, precisamos ter Segurança e Gestão da Informação, que vai proteger esses dados sem que corra o risco de um concorrente ou um hacker roubá-las. Junto a isso, também teremos a necessidade de criação de novas estratégicas com base em análises de dados já existentes. A cada dia, precisamos criar uma estratégia nova e isso é um grande desafio. Desenvolvedores, programadores, cientistas são os principais destaques para esse nicho.

A automatização industrial também é uma realidade que virá no futuro, já tendo uma grande participação no presente. Procedimentos que hoje são realizados de forma manual serão migrados para a tecnologia com máquinas e equipamentos. Precisamos montar essas máquinas, aplicar manutenções, programá-las, e trocá-las de acordo com as mudanças de mercado. Técnicos de CLP, técnicos de Automação Industrial, técnicos de robótica também serão demandas reais em breve.

E o desenvolvimento de games? Não podemos esquecer dele. Numa sociedade que a população fica cada vez mais depressiva, temos uma demanda real de criação de meios que possam criar entretenimento e diversão. Os games estão aí para isso. No entanto, ainda não temos um polo significativo de criação no Brasil.

Aqui citamos algumas das áreas que serão demandas reais nos próximos 10 anos. Temos várias outras, que voltaremos a falar em breve.

Está na hora de começar a pensar nas novas alternativas de negócios e desenvolvimento para a Amazônia. Temos grandes potenciais e oportunidades de fazermos muito dinheiro. É nesse caminho que temos de ir.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.
 

A especialidade como fator determinante para a empregabilidade

Todos os dias ouvimos que a capacitação profissional é crucial para a volta ou ingresso ao mercado de trabalho. E realmente é. No entanto, essa capacitação tem um viés mais profundo: a especialização segmentada. Ela significa quando um profissional, seja com experiência ou não em determinada profissão, define a área que vai seguir com afinco após se formar ou como uma especialização após a formação principal. Com isso, o processo de construção de marca é iniciado: quando a sociedade reconhece um(a) profissional como especialista na área.

Como fazer isso de forma prática? É simples: vamos supor que você, que está lendo o Portal Amazônia, decide que vai seguir na área de Administração. Dentro dela, nós temos as várias áreas como Financeiro, Fiscal, RH, Compras, Auditoria, ISO, Produção, Segurança, Comercial, Institucional, Logística, Indústria, Serviços, Comércio, e tantas outras. Sabendo disso, em qual área você vai se especializar? Veja, dentro da sua profissão ou na profissão que vai seguir futuramente, quais as áreas internas. Assim que fizer isso, defina a direção e vá!

Em muitos casos, vagas abrem e fecham sem serem preenchidas exatamente por isso. A empresa precisa, quer e pode contratar, porém, não existe perfil alinhado ao que precisam que façam no dia-a-dia. Se conseguíssemos desenvolver as especialidades diretas teríamos uma ampla geração de mais e mais empregos. Assim, começaríamos também a desenvolver novas metodologias de trabalhos, novos modelos de negócios, pesquisas, desenvolvimento e assim por diante. Oh, céus, como precisamos disso.
 
Foto: Arquivo/Agência Brasil 
Nos dias atuais, as empresas, seja de seleção ou que fazem contratações de forma direta, sofrem por não terem profissionais suficientes para determinadas funções, que quase sempre exigem especialidades específicas. As formações generalistas são um pesadelo para os contratantes. No seu Estado, na sua cidade, quais as funções que as empresas mais têm dificuldade para a efetivação de contratações? Se você se identificar com ela, é lá que precisa ir.

Além disso, temos outro ponto importante para citarmos: as especializações improváveis. Por exemplo: Engenharia Mecânica com foco na área Comercial. Normalmente, profissionais que são da área de Exatas não se especializam em assuntos da área de Humanas. E vice-versa. No entanto, quando criamos uma especialização improvável conseguimos atender a alguma demanda específica de algum segmento. Com isso, nos tornaremos necessários para a empresa. Nesse caso que citamos, vamos imaginar uma empresa que trabalha com serviços de geração de energia elétrica. Para eles, seria um sonho ter um profissional com formação de Exatas e Humanas ao mesmo tempo. O profissional que monta a máquina e a vende. Que maravilha!

Outro exemplo de especialização improvável? Medicina com foco na área de Negociações. Imagina você ser um(a) médico(a) e saber vender produtos e equipamentos médicos para hospitais, entidades de Terceiro Setor e empresas de comércio? Você ganharia muito tempo. Seria perfeito! Inclusive, você já viu os profissionais que se formam na área de Saúde e migram para a área de vendas? Em redes sociais, eles ganham muito dinheiro fazendo divulgações e vendas.

Me recordo que há alguns anos atrás conquistei um cliente dessa forma. Na internet vi um curso EAD sobre Introdução à Engenharia Aeronáutica. Achei aquilo fantástico e me inscrevi. Foram 06 meses de curso intensivo, conhecendo engrenagens mecânicas, montagens, programações robóticas, enfim. Sinceramente, foi uma brincadeira que pensei que nunca iria usar para qualquer atividade rotineira. Passou-se mais alguns meses e recebi um chamado de uma empresa que queria algumas prestações de serviços. Agendamos o dia e horário e lá estava eu para conversar com o dono. 

Andando pelo pátio de produção, ele me apontou uma máquina e disse que ninguém conseguia saber o que acontecia com ela e que já estava há mais um ano parada. De longe, a avistei e pedi para olhá-la. Assim, fomos em direção da bendita máquina. Comecei a ver toda a engrenagem que ela tinha e era exatamente igual a uma peça que eu conheci durante o curso. Olhei para ele e disse: “Já sei qual o problema”, e lhe expliquei como funcionava a programação de tempo e passagem de ar em duas peças bem pequenas que atrapalhavam todo o processo. Dois dias depois, a máquina estava a pleno vapor, aumentando a produção e gerando dinheiro. Até hoje, ele é meu amigo pessoal. Da forma mais improvável, ganhei um amigo.

Falamos sobre as Especializações Diretas, Especialização Improváveis, e agora temos mais uma: a Especialização Fantasma. Essa é a capacitação que você pode fazer, mesmo que pense que nunca usará no dia-a-dia profissional. O exemplo da Introdução à Engenharia Aeronáutica é claro sobre isso. No entanto, essa última (a Fantasma) é recomendada após já termos uma Especialização direta e improvável. Ela é uma extensão das duas.

E então? Qual a sua escolha de Especialização?

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.
 

Quando a imparcialidade gera a liderança

Muitos profissionais se perguntam qual a fórmula para chegar a um cargo de liderança. Existe? Creio que não. A liderança é uma ferramenta organizacional que tem de ser exercida de forma plena, não calculada, mecanizada, padronizada. Para ela ser exercida e reconhecida, muitos fatores são necessários. Entre eles, a imparcialidade, que é um dos pontos mais críticos no dia-a-dia organizacional.

Vivemos em um século que a falta da Inteligência Emocional tem sido um ponto caótico no mundo empresarial. Isso é o que diz os maiores CEOs e Presidentes de grandes empresas da América Latina. Fofocas, boatos, disse-me-disse, panelinhas, reações inadequadas e decisões tomadas de forma equivocada têm sido alguns resultados disso. Diante disso, o chefe usa a força e beneficia os seus amigos. O líder, não. Ele tem o perfil diferente, é imparcial, analisa a situação como ela é, sem cunho emocional. Assim, aplica a intervenção necessária e correta em cada situação. Esse perfil de profissional é o mais procurado, desejado e caçado pelas empresas. Quando alguém do alto escalão acha alguém assim é como achar um pote de ouro. Líderes com esse tipo de comportamento não dão prejuízo para as empresas, pois tomam as decisões de forma técnica, para resolver.
 
Foto: Shutterstock
É claro que no meio disso se ganha inimigos. No entanto, profissional que quer chegar ao topo sem ganhá-los, deve desistir já. Esse é um processo natural de quando se ascende em um objetivo, seja pessoal ou profissional. Gente ruim, para puxar para baixo, ser pessimista e para olhar torto, sempre vai existir. Portanto, também temos que exercer a liderança nesses momentos.

Uma liderança sólida exerce alguns pilares: análise real, análise situacional e análise contextualizada. Abaixo, detalho sobre cada uma delas:

- Análise Real: quando se analisa a situação na sua essência. Exemplo: Fulano(a) é meu(minha) liderado(a) e tem um sério problema de ser impulsivo(a) em tomadas de decisões. Essa é a sua essência, a sua natureza. Logo, não há um motivo circunstancial que o(a) leve à impulsividade. Com isso, eu preciso geri-lo com esse conhecimento de fato que tenho. É necessário haver a consciência que a decisão tomada com base no impulso não foi feita de propósito ou por maldade. Por mais que o erro cometido acenda a nossa ira pessoal, se eu tratar a questão dessa forma, não estarei sendo líder, e sim chefe. Ser imparcial: o desafio.

- Análise Situacional: quando se analisa a situação com base em circunstâncias. Exemplo: Fulano(a) teve uma reação negativa inesperada quando foi apelidado pelos colegas. Como líder, o que vou fazer? Demiti-lo(a)? Claro que não. Preciso analisar se aquela reação foi da sua natureza ou uma autodefesa de momento. Pode ser que essa pessoa tenha sofrido muito preconceito na infância. Logo, a sua reação negativa foi pontual e nunca será exercida em todos os momentos. Sabendo disso, como líder devo orientá-lo(a) a se conhecer e entender o motivo de reagir de forma negativa em situações como a que mencionamos nesse parágrafo. Ser imparcial: o desafio.

- Análise Contextualizada: quando se analisa a necessidade de atitudes específicas para situações específicas. Exemplo: Fulano(a), que é tão calmo(a), mudou nos últimos dias e está mais rígido(a) e sem paciência. Nessa situação, é necessário analisar se essa mudança de comportamento não é o necessário para o momento. Na rotina empresarial, tem situações que requerem arrocho, senão continuam sem resultados positivos. Assim, essa reação não pode ser considerada como natureza de quem a exerce, e sim como uma necessidade contextualizada. Ser imparcial: o desafio.

Outro ponto que chama muito a atenção no quesito comportamento humano é a maturidade de interpretação. Há alguns anos atrás, um cliente me avistou no salão da sua empresa e disse “Ei, bicho feio, sobe aqui”. Quem estava ao meu lado disse que aquilo era um absurdo, um abuso e que eu não deveria aceitar situações como essa. Ora, você imagina se eu fosse reagir a tudo que me falam com base em minha interpretação pessoal? Para muitos, dizer “Ei, bicho feio, sobe aqui” pode ser sinônimo de uma ofensa terrível. No entanto, para o cliente que me chamou assim, pode ser uma forma de carinho. Pode ser a sua natureza, a sua forma de falar transmitindo intimidade.

O grande desafio no quesito Imparcialidade que gera a Liderança é conseguirmos ter a maturidade de interpretação, o equilíbrio nas análises de cenários, a ponderação e as decisões tomadas com base nesses fatores. É um exercício diário, a cada segundo, a cada minuto, a cada hora surge uma situação nova.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.
 

Quando um aprendizado vale mais que dinheiro

E quem disse que o imediatismo é ruim? É óbvio que ele é ótimo. Quem não gosta de um problema resolvido de forma rápida? Ou aquela grana que se ganha rapidamente? Ou aquele sonho maravilhoso cumprido em curto tempo? Todos nós gostamos. É claro. No entanto, nem tudo é exatamente como imaginamos ou planejamos. Podemos escrever diversos rumos e direções a serem seguidas, mas no caminho podemos nos deparar com muitos aspectos que são considerados como “dificuldades” por muitos. Quando se fala em carreira, então, isso existe aos montes.

A construção de uma marca profissional perante a sociedade não é um processo rápido. Muitos se confundem com personalidades das mídias sociais que simplesmente bombam de hoje para amanhã. Isso é construção de marca? Não. Muitas delas nem são mais lembradas pelo grande público. Nesses casos, houve um processo de exposição ao extremo, que é bom, no entanto, não houve a construção da marca, da imagem, da credibilidade no ramo ou segmento que se escolheu seguir. Para considerarmos maduro um processo de criação de marca se leva de 05 a 10 anos com ações efetivas e resultados positivos. Assim, cria-se a solidez da carreira.

Nesse processo de maturação, devemos considerar vários pontos: aprendizados, observações de erros de outros, análise de um sucesso que virou fracasso, análise de um fracasso que virou sucesso. Na era da Informação, temos muitos casos para estudarmos, e assim, criarmos a nossa trilha profissional. Até mesmo aquele velho ditado dos nossos avós e pais que diz “Melhor aprender com os erros dos outros”, vale muito a pena.
 
Quando um aprendizado vale mais que dinheiro. Foto: Shutterstock 
O que podemos considerar um aprendizado? Ouvir, ouvir e ouvir, e analisar. Recordo-me de um dia que meu irmão pequeno estava revirando a casa do avesso. Bagunceiro, fiquei olhando as suas peripécias. Pulava, gritava, chorava, se machucava. Era terrível. Estressado, perguntei ao meu pai o motivo de ele aceitar tudo aquilo. Ele me respondeu algo que me fez calar e emocionar todas as vezes que lembro: “Filho, eu prefiro ver o seu irmão assim ao vê-lo doente numa cama, quieto, sem poder pular, bagunçar, gritar”. Aquilo entrou como uma navalha na minha alma. Aparentemente, um episódio normal do dia-a-dia. No entanto, naquele dia eu aprendi a ter TOLERÂNCIA. Ela nos dá Sabedoria para analisarmos os casos que ocorrem em toda a sociedade. Nos dá a Sabedoria de gerir pessoas e conseguir entende-las em suas complexidades. Esse aprendizado eu levei para o mundo organizacional e me ajudou a conseguir decifrar muitas coisas que antes eu não entenderia.

Nas coisas mais simples da vida, se tem aprendizado. Há algum tempo atrás, brincando com a minha filha que hoje tem 03 anos de idade descobri um novo mundo. A ensinei a colocar canudos em rolos de papéis higiênicos furados. É um excelente teste para estimular a coordenação motora. Longos 04 meses se passaram. Pensei que ela havia esquecido do que tínhamos feito. Não esqueceu. Em um vídeo de internet, ela viu o mesmo rolo de papel higiênico furado e disse: “Papai, quer colocar o canudo aqui”. Foi quando aprendi que o ser humano considera e lembra de pequenos detalhes. O que fiz? Levei esse conhecimento para a gestão de relacionamento com os meus clientes. Fantástico, não?

Há alguns dias atrás, estava brincando com a minha Pequena Notável, minha esposa. Pegava em sua orelha, fazia cócegas, lhe apertava. Irritada, ela teve uma reação de choro que me surpreendi. Choro de irritação. Com isso, tive outro aprendizado: preciso respeitar os limites das pessoas. Para mim, aquelas brincadeiras eram sadias, normais, algo para nos divertirmos. No entanto, para ela não era. Ela não interpretava e recebia da mesma forma que eu. Portanto, eu precisei começar a entendê-la e respeitá-la. Um aprendizado desse porte também se leva para a vida organizacional: gestão de pessoas.

Nossas rotinas nos levam a um treinamento intensivo de aprendizados. Precisamos saber identifica-los. Assim que conseguirmos fazer isso, conseguiremos colocá-los em prática em nossas profissões e atividades do dia-a-dia. Independente do que ocorrer, sempre há uma forma de maturar o aprendizado, reescrevê-lo em outro contexto e começar a praticar.

O que você acha de, a partir de hoje, pedir para os seus familiares lhe contarem histórias de vida, experiências vividas e até frustrações obtidas? Pasme, a cada nova história teremos um novo aprendizado. Adapte, reescreva e leve para a prática do seu dia. Somente dessa forma conseguiremos ter cacife para tomar decisões, ocuparmos cargos de liderança e de grande visibilidade. Ah, isso não é somente para os mais novos. Com 60, 70, 80 anos, nós continuamos aprendendo. A vida é um aprendizado constante. Nunca saberemos de tudo. Nunca.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.
 

O futuro que nos espera

Uma expressão tem aterrorizado muitos profissionais no século da tecnologia e da inclusão digital: profissões que deixarão de existir daqui a alguns anos. O terror é uma imagem criada pelas tantas divulgações que vemos ocorrendo em mídias sociais, panfletos e outros. Contrário disso, o conceito que precisamos ter em tempos de mudanças é que profissões não vão deixar de existir, mas sim, se transformarem.

De tempos em tempos, presenciamos mudanças nos cenários empresariais e de mercado de trabalho em diversos aspectos. Há 60 anos atrás, víamos uma grande evolução em relação a novos métodos de produção: quem produzia mais, tinha uma competitividade maior em relação a seus concorrentes. Assim, criava-se estoques abarrotados, produtos ultrapassados, compras excessivas de matérias-primas, rombos financeiros, e assim por diante. Mais alguns anos na frente, vivemos um momento de que quem tinha mais máquinas, tinha a melhor imagem e competitividade. Assim, criava-se muitas dívidas e um excesso de consumo de combustíveis, matérias-primas, recursos humanos e outros. Após esses dois períodos específicos, passamos a notar que ações começaram a ser planejadas para ajustar esses pontos excessivos e que levavam as empresas a terem muitas perdas financeiras.
 
Foto: Arquivo/Rede Amazônica
Com novos sistemas de automatização, o desafio se transformou: quem tinha mais competitividade era quem tinha processos mais ajustados e enxutos, sem desperdícios de recursos humanos e financeiros. E assim, a cada dia que passa vemos um novo plano de ação ser executado para ajustar mais ainda o mundo organizacional. É claro que temos algumas consequências disso: a troca da mão-de-obra pela mão automatizada.

Ao mesmo tempo que vivenciamos a substituição do fator humano pelo fator tecnológico, criamos uma outra análise que vai ao caminho inverso do que sempre ouvimos falar. A máquina vai tomar muitos espaços de trabalhadores e trabalhadoras? Sim, sem dúvida. No entanto, quem vai criar essas máquinas? Quem vai construí-las? Quem vai programá-las? Quem vai aplicar as manutenções preventivas e corretivas? Quem vai projetá-las com desenhos mecânicos e técnicos? Quem vai vendê-las? Quem vai estudar novos métodos de criar novas máquinas, mais eficientes e que gerem mais resultados positivos para o mercado? A resposta é: nós. Simplesmente nós.

O caixa que opera a contagem de dinheiro e pagamentos, agora poderá fazer tudo isso. O frentista que abastece os automóveis, agora poderá fazer tudo isso. O motorista que leva pessoas para lá e para cá, também poderá fazer tudo isso. O garçon que serve a todos e recolhe pedidos, também. Nada se acaba, tudo se transforma.

Junto a isso, temos alguns questionamentos sobre outras áreas específicas. Por exemplo, o que acontecerá com o Assistente Administrativo? Com os softwares que lançam, interpretam, retiram, colocam, se organizam, se gerem, o que será dessa função? É simples. Teremos uma outra transformação. Hoje, o assistente administrativo que atua com lançamentos de dados, organização de documentos, digitação de textos e outras atividades relacionadas, agora deverá ter uma atividade de interpretação de dados, criação de projeção administrativo/financeiro, estudo de mercado e outros.

Um exemplo prático? A máquina não pensa, logo não consegue criar uma projeção com análise de cenário econômico que tenha como foco a evolução do comportamento de clientes, exigências de mercado e outros. Se falarmos em projeção de números, ok. Máquinas calculam e se automatizam com base nisso. Porém, a máquina não sabe estudar comportamento de clientes, de mercado e seus segmentos. Passaremos a um tempo que pegaremos tudo pronto com as máquinas e faremos as interpretações e gestão de informações e dados. Estamos no século da INFORMAÇÃO. Quem mais as tiver, mais terá possibilidade de ganhar dinheiro e alcançar o sucesso.

O nosso futuro reserva espaços para quem gerir, interpretar e criar ações, dentro de suas áreas, de acordo com as informações que estiver disponível. O tempo de automação é agora e precisamos caminhar junto.

No presente, temos visto várias empresas surgirem com atuação em serviços de data centers (gestores de informações). Além disso, haverá a necessidade de segurança desses dados, privacidade e controle contra violações de todas as naturezas. O que antes era armazenado em um local físico, com papéis impressos e documentações empilhadas, agora está sendo guardado em máquinas. Você percebe a cadeia de oportunidades que temos diante disso para a criação de vagas de Seguranças de Tecnologia de Informação, Programadores, Desenvolvedores, Executivos de Informações, Executivos de Inteligência de Mercado e tantas outras ocupações?

Ao invés da ideia de que profissões vão acabar, precisamos ir no caminho oposto, mais amplo, mais profundo: como posso incluir a tecnologia dentro da minha atual profissão? Como, no futuro e logo breve, a inclusão digital entrará na minha vida? Como devo me transformar? Sempre é possível.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.
 

Comportamento X Competências Técnicas

Um dado preocupa muitos especialistas de Recursos Humanos (RH) e gestores empresariais nos mais diversos segmentos e setores: 83% dos nossos trabalhadores são demitidos por causa do comportamento. Na realidade, por causa do mau comportamento. No meio disso, se destaca alguns fatores como principais motores de alavancagem desse percentual: falta de pontualidade, acomodação após a recolocação, assédios a colegas de trabalho e lideradas, vícios que ocasionam perda de produtividade, apatia diante da necessidade de solução de problemas, enfim. 83% significa o maior percentual de todas as Américas. Sim, da América do Norte, Central e do Sul. Tudo junto.

Apesar do alto percentual de demissões por mau comportamento, a cada 83%, 72% são excelentes profissionais técnicos, muito capacitados, experientes e que conhecem muito do que fazem. Entre esses 72%, também estão jovens participantes de programas de estágios e jovens aprendizes, que na prática, desenvolvem muito bem as suas atividades. No entanto, em alguns momentos, são levados ao caminho das ações comportamentais equivocadas.

Muito se comenta que o Brasil, de uma forma geral, precisa de mais técnicos e capacitação profissional. E realmente precisa. No entanto, precisamos também começar a investir em capacitação profissional comportamental e atitudinais. Das mais diversas possíveis. Até mesmo em educação financeira.
 
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Por mais que pensemos que a educação financeira nada influencia no dia-a-dia das empresas, e por consequência, das carreiras de muitos profissionais, é um dos principais motivos do aumento de apatia mediante problemas a serem resolvidos. A fórmula é simples: funcionário endividado + estresse = menos produtividade: menos produtividade + falta de resultados = falência da empresa.

No momento de quase pós-crise, muitas empresas estão se reestruturando financeiramente, fiscalmente e estruturalmente. Por isso, a tendência de não terem recursos financeiros para treinarem seus profissionais em capacitação comportamental é real. Mas quem disse que as empresas precisariam treiná-los comportamentalmente? Na realidade, essa formação deveria vir agregada com o conhecimento técnico adquirido nos bancos de escolas, instituições, universidades, cursos profissionalizantes, etc.

O momento requer profissionais que vão além de bater um ponto, que pensem adiante, que façam proposições, que participem, que se envolvam, que empreendam, que projetem, que criem, que multipliquem. Sem criação não há multiplicação.

Além de tudo isso, ainda presenciamos muitos comportamentos e pensamentos no estilo “Ah, mas vou dar um monte de dinheiro para essa empresa e não vou ganhar nada. Só vou ganhar o meu salário”. Oh, céus. No meu primeiro emprego, eu pensava que devia dar o máximo de dinheiro possível para o meu patrão. Na época, eu sabia que fazendo aquilo me possibilitaria ter o conhecimento prático de empreender com um projeto próprio. Veja, quando me refiro a projeto próprio, não falo de empresa própria. O termo “projeto próprio” é muito amplo e se estende a quem sonha em ter uma empresa ou em quem quer trilhar uma carreira como funcionário. Sim, empreendedorismo também é isso.

Fazendo parte dessa nova geração de informações rápidas, globalização e facilidades, temos o dever de construirmos uma nova história, um novo país, uma nova Amazônia, com pensamentos e ideais diferentes, que possam impactar tudo, por onde passarmos. Nós vamos criar os novos conceitos. Nós vamos criar o amanhã. Portanto, o futuro está em nossas? Sim, e o presente também.

*Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.
 

O nosso 2019

2015, 2016, 2017. Anos terríveis. 2018, menos pior. Passamos por uma crise arrasadora no Brasil em relação à geração de empregos, empreendedorismo e negócios em geral. Empresas indo à falência, profissionais sendo demitidos, desemprego aumentando a cada dia e o desespero batendo nos corações de muita gente de bem. Esse foi o retrato de um país arrasado pela falta de credibilidade nacional e internacional, corrupção e falta de ética.

Muitos profissionais que passaram por esse período já desistiram de procurar empregos. Outros decidiram empreender no ramo autônomo ou liberal. E a grande maioria ainda busca uma oportunidade de recolocação. Dentro desse grupo de pessoas que ainda buscam uma oportunidade, temos os profissionais de migração de carreira: quando um(a) profissional decide mudar completamente a sua área de atuação. É um processo doloroso, porém, que pode ter bons resultados.

2017 e 2018 foram anos de tentativas de oxigenação do mercado. Funcionou, em partes. Boa parte da população resolveu dívidas antigas, assim, aumentando o poder de aquisição. Por consequência, movimentando a roda da economia.

Em um período quase pós-crise, estamos vivendo alguns efeitos inéditos no mercado. Bolsa subindo e batendo os maiores recordes da história, dólar subindo e baixando, no entanto com uma tendência real de baixa. Tudo isso ocasiona a volta da crença de investidores internacionais em solo canarinho. Indústria, Comércio, Serviços e Terceiro Setor começam a azeitar as suas engrenagens novamente.

Sobre 2019, precisamos ter a ideia de que já estivemos mais longe. Quem conseguiu aguentar até agora, mesmo que a troncos e barrancos, não pode mais desistir. De novembro de 2018 para cá, temos vivido alguns fenômenos nunca vistos no mercado de uma forma geral: profissionais sendo contratados até em véspera de Natal, em véspera de Ano Novo, muitas empresas descongelando vagas que estavam há 03, 04, 05, 06 meses suspensas.

Com esse novo ano que temos pela frente, surge a necessidade de nos adaptarmos a todos os mecanismos tecnológicos que começam a invadir a sociedade, como o Mercado 4.0. Muitas profissões, ainda neste ano, mudarão de ênfase e campos de atuações, migrando efetivamente para os avanços da globalização. Programar, desenvolver e montar serão os 03 pilares mais escutados e executados nos próximos anos. Sobreviverá quem acompanhar tudo isso.

Além disso, como uma demanda de momento, temos os setores Fiscais, Financeiro e claro, o Comercial. O Fiscal surge como demanda porque as empresas estão se reorganizando nos parâmetros tributários e burocráticos. Logo, teremos muitos profissionais sendo contratados. O Financeiro surge como uma demanda de reestruturação pela recuperação e volta ao aquecimento: as empresas buscam profissionais que consigam reelaborar todo o planejamento financeiro com projeções e previsões para o futuro. O Comercial, nem se fala: é uma demanda contínua. A cada dia que passa, as empresas buscam vender mais e mais.

Sobre o autor

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazonas, CBN Rondônia e Portal Amazônia.

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