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Quinta, 13 Mai 2021

3 erros em uma crise que você precisa corrigir

O foco, na maioria das vezes, é naquilo que é novo, transformador e pode gerar mais resultados.

Mato Grosso e Acre adotam novas restrições contra a covid-19

A  lotação de leitos hospitalares disponíveis para casos graves da doença têm feito com que os governos estaduais estabeleçam medidas mais restritivas

Para fugir da crise, cantor manauara aposta na produção de compota de pupunha

Nas mãos de Marcelo Nakamura, a pupunha, fruto nativo da Amazônia, ganhou um novo sabor e o ajudou em um momento de dificuldade

Em Macapá, escolas abrem para fornecer água para moradores; confira os locais e horários

Os locais estão ofertando o produto seguindo o horário de fornecimento de energia em meio ao rodízio nos bairros da capital. A medida visa amenizar famílias sem a distribuição de água em função do apagão que atinge o estado há uma semana.

Panificadora de Macapá doa pães a quem enfrenta dificuldades financeiras na pandemia

Essa foi a maneira que a família encontrou em ajudar a sociedade. A iniciativa partiu do filho do padeiro Nonato Lima, após ver uma imagem na internet e se inspirar

Gestão de crise: como montar o seu plano de ação

"Uma das principais lições nesse momento será de rever nossas prioridades e perceber que haviam custos e despesas que poderiam ser evitados"

Mundo em guerra contra o covid-19

O Ministério da Economia anunciou um pacote de medidas superior a R$ 180,0 bilhões a serem aplicados em setores estratégicos da economia

Venezuela registra dois primeiros casos de coronavírus

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou estado de emergência permanente no sistema de saúde do país

Crise ou oportunidade: de que lado você está?

A grande verdade é que esses momentos turbulentos nos tiram da famosa zona de conforto. E isso, seguramente, serve para nos fazer encontrar novas soluções

Após 55 detentos mortos no Amazonas, governo monitora situação em presídios

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Luiz Pontel, disse, nesta terça-feira (28), que a pasta está monitorando a situação no sistema prisional do Amazonas e que não há, até o momento, indícios de que a onda de violência que já vitimou 55 presos em apenas dois dias possa se espalhar para os presídios de outros estados.


“Não acreditamos [na possibilidade da onda de violência nos presídios se espalhar]”, declarou Pontel ao ser perguntado sobre a hipótese de organizações criminosas presentes no Amazonas ordenarem ataques em estabelecimentos prisionais de outras unidades da federação.

Foto: Reprodução/Agência Brasil



“Estamos monitorando a situação não só em Manaus como as que, eventualmente, possam acontecer em outros presídios; situações colaterais decorrentes das ações destas organizações criminosas”, acrescentou o secretário-executivo, esclarecendo que as informações que os órgãos de segurança dos estados repassam à Diretoria de Inteligência Penitenciária não apontam nenhuma movimentação neste sentido.


Até o fim do dia, o secretário-executivo deve assinar a autorização para que agentes da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária atuem no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O pedido de apoio da força-tarefa foi feito pelo governo estadual. "O Ministério vai apoiar o estado do Amazonas neste evento, nesta diligência", garantiu Pontel ao participar, no lugar do ministro Sergio Moro, que se encontra em Portugal, de entrevista sobre a Operação Cronos II, deflagrada na manhã desta terça-feira para combater crimes de homicídio e feminicídio.

Desde janeiro de 2017, quando 56 presos foram assassinados durante uma rebelião, policiais da Força Nacional de Segurança Pública fazem a segurança da área externa do Compaj. O ministério já solicitou à Força Aérea Brasileira (FAB) a cessão de uma aeronave para transportar o efetivo até Manaus, e uma equipe do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) já se encontra no estado, preparando junto com as autoridades locais as ações que serão implementadas.No último domingo (26), o Compaj voltou a ser palco de uma chacina. Quinze detentos foram assassinados.


Em nota, a secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que as mortes aconteceram durante uma briga entre presos dos pavilhões 3 e 5, e que, após o acionamento do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a situação havia sido controlada sem que nenhum agente penitenciário ou policial se ferisse. A briga começou durante o horário de visitação.


Em função do ocorrido no domingo, a Seap aplicou uma série de medidas administrativas em todas as unidades prisionais do estado, entre elas a suspensão das visitas no Compaj e em outros estabelecimentos. Na segunda (27), no meio da tarde, o governo do Amazonas informou que mais 40 detentos haviam sido encontrados mortos em suas celas, elevando para 55 o total de óbitos no sistema prisional amazonense em dois dias.
Foto: Ive Rylo/Rede Amazônica
 

Das 40 ocorrências registradas ontem, 25 mortes ocorreram no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat); quatro no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj); cinco no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) e seis na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), todos em Manaus.

Ministério da Justiça


O ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sergio Moro, em uma postagem na sua conta no Twitter, disse que o ministério vai “disponibilizar vagas nos presídios federais para transferência das lideranças envolvidas nesses massacres”.


Por meio de nota, o MJSP informou que enviará uma Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para atuar no complexo penitenciário. Segundo o comunicado da pasta, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) aguarda a formalização do pedido, mas já está tomando as providências para o deslocamento da equipe. O governo do Amazonas informou que já oficializou a solicitação de atuação de uma equipe de intervenção prisional para o estado.

Guaidó pede ação e diz que Maduro ultrapassou "linhas vermelhas"

O deputado venezuelano e autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, pediu ação à comunidade internacional para resolver a crise no país. Ele acusa o presidente Nicolás Maduro de já ter passado todas as "linhas vermelhas" e cita como exemplo a detenção do deputado Edgar Zambrano, que qualifica de sequestro absurdo.


Familiares de parlamentares da Assembleia Nacional da Venezuela - opositores do regime que são acusados e detidos - contam que perdem o contato com eles após a prisão.
Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil

Refúgio


Nas últimas horas, foram registrados pedidos de abrigo de políticos em embaixadas estrangeiras. Agências de notícias informaram que o deputado Américo de Grazia refugiou-se na embaixada italiana.


Este não é o primeiro integrante do governo de Maduro a pedir abrigo. O deputado, Richard Blanco já tinha procurado refugio na embaixada da Argentina.


Esses deputados fazem parte de um grupo de dez, de quem o Supremo Tribunal retirou a imunidade parlamentar, depois de terem manifestado apoio ao autoproclamado presidente Juan Guaidó.


O pedido de refúgio dos dois parlamentares ocorre depois da prisão de Edgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia Nacional, de quem também tinha sido retirada a imunidade.


Maduro


Do lado do presidente Nicolas Maduro, o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, advertiu os países que condenaram a detenção, na quarta-feira (8), do vice-presidente do Parlamento, Edgar Zambrano, para que não se intrometam nos assuntos internos venezuelanos.


Acrescentou que haverá novas medidas contra outros políticos venezuelanos, além dos parlamentares opositores dos quais a Assembleia Constituinte retirou a imunidade.


Estados Unidos


O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Mike Pompeo, exigiu, nessa quinta-feira (9) à noite, a "libertação imediata" do vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Edgar Zambrano.


"Este é um ataque à independência do Poder Legislativo democraticamente eleito e faz parte dos constantes ataques do regime (do presidente Nicolás) Maduro para esmagar o livre debate na Venezuela", declarou Pompeo, em comunicado.


O chefe da diplomacia norte-americana disse que a "detenção arbitrária" do vice-presidente do Parlamento é "um ato inaceitável e ilegal que reflete, mais uma vez, a repressão do regime de Maduro". "Zambrano deve ser libertado imediatamente", afirmou.


A declaração Pompeo foi dada um dia depois de aviso da embaixada virtual dos EUA em Caracas, que prometeu, em mensagem no Twitter, que "haverá consequências" se o parlamentar não for libertado.


"A detenção arbitrária de Edgar Zambrano pelas forças de segurança opressivas de (Nicolás) Maduro é ilegal e imperdoável",  disse a embaixada, cuja sede está na capital norte-americana.


A conta oficial da embaixada no Twitter é administrada pelo Departamento de Estado norte-americano, em Washington.


Prisão


Na última quarta-feira, ao fim do dia, Zambrano foi detido por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência da Venezuela (Sebin, serviços secretos) quando se encontrava dentro do seu carro, à porta da sede do partido Ação Democrática, em Caracas.


Como se recusou a sair do carro, a polícia rebocou o carro para a prisão do Sebin, denominada Helicoide.




Roraima pede apoio para conter impactos da migração de venezuelanos

O governador de Roraima, Antônio Denarium, pediu nessa quinta-feira (9) ajuda do Congresso para conseguir recursos junto ao governo federal e conter os impactos da crise migratória de venezuelanos no estado.


Guaidó tenta convencer militares da legalidade de transição política

O deputado e autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse nesta sexta-feira (3), que a oposição tem procurado conversar com todos os setores dispostos a contribuir para uma “transição política pacífica” no seu país. Guaidó confirmou que, nas últimas semanas, líderes oposicionistas se reuniram com representantes das Forças Armadas e de outros segmentos a fim de convencê-los da constitucionalidade da destituição de Nicolás Maduro do poder e da realização de novas eleições.


Cruz Vermelha enviará ajuda humanitária à Venezuela

A Cruz Vermelha informou nessa sexta-feira (29) que obteve permissão do governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da oposição para iniciar uma operação de entrega de ajuda humanitária no país.


De acordo com o presidente da Federação Internacional da Cruz Vermelha, Francesco Rocca, a entidade deve começar a distribuição de alimentos e medicamentos em 15 dias. Segundo Rocca, cerca de 650 mil pessoas devem ser atendidas.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

“Em um país dilacerado pela luta entre poderes, o poder da humanidade prevaleceu. Esse é um passo crucial na expansão dos serviços humanitários na Venezuela, com foco específico na saúde, salvando mais vidas e aliviando o sofrimento das pessoas vulneráveis que estão enfrentando uma situação terrível”, disse o presidente da entidade.

A Cruz Vermelha também informou que a ajuda humanitária incluirá antibióticos, kits cirúrgicos e geradores elétricos para hospitais, que também sofrem com as quedas constantes no fornecimento de energia na Venezuela.A entrada de alimentos e medicamentos na Venezuela tem sido um dos temas centrais na disputa política entre o regime de Maduro e Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, que foi reconhecido por mais de 50 países, entre eles Brasil e Estados Unidos.


Em um alerta divulgado na quinta-feira (28), a Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que um quarto da população da Venezuela está vivendo em situação de pobreza, o que equivale a cerca de 7 milhões de pessoas. A população do país é de aproximadamente 30 milhões de habitantes.

Guaidó diz que encontro com Bolsonaro marca relacionamento positivo

Após cerca de 50 minutos de reunião, o presidente Jair Bolsonaro e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, deram uma declaração à imprensa, no Palácio do Planalto. Guaidó agradeceu em nome do povo venezuelano a reunião com Bolsonaro que, segundo ele, marca um rito importante na história da região. “Marca um relacionamento positivo entre Venezuela, Brasil e a região após a cúpula histórica do Grupo de Lima, em Bogotá”, disse o venezuelano.


Ele chegou ao Palácio do Planalto às 13h50, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e passou pelo tapete vermelho estendido em uma das portarias laterais do edifício principal. Os Dragões da Independência fizeram as honras na entrada.

Foto: Reprodução/Agência Brasil/Marcos Corrêa/PR


Apesar de o Brasil reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, o encontro não é considerado uma visita de Estado, mas acontece no gabinete de Bolsonaro. O também presidente da Assembleia Nacional da Venezuela ainda deve se encontrar com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Guaidó chegou ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (28). Por meio de sua conta pessoal no Twitter, ele disse que veio ao Brasil em busca de apoio para a transição de governo na Venezuela. Antes do encontro com Bolsonaro, ele esteve com representantes diplomáticos de outros países no escritório da delegação da União Europeia, em Brasília.


“Em nosso encontro com os embaixadores dos países da União Europeia, continuamos a fortalecer as relações com nações que reconheceram nossos esforços para recuperar a democracia na Venezuela e obter eleições livres”, escreveu. “Apreciamos o forte apoio internacional dado à nossa rota e apoio à ajuda humanitária. É hora de avançar para conseguir a cessação da usurpação que porá fim à crise na Venezuela, recuperará nosso país e estabilizará a região”, completou.


Guaidó ressaltou que o empobrecimento do povo venezuelano é “resultado da corrupção em seu país, do ataque aos direitos humanos, da desmontagem do Estado de Direito, e do ataque às empresas privadas na Venezuela”.


“Na Venezuela hoje estamos lutando por eleições livres, democráticas. Não houve eleições livres em 2018”, afimou.


Mais cedo, também pelo Twitter, o ministro Ernesto Araújo disse que a diplomacia brasileira continua com seu "apoio irreversível e incondicional à libertação" do país vizinho.


No mês passado, o Tribunal Supremo de Justiça proibiu Guaidó de deixar a Venezuela e congelou suas contas. A Corte atendeu a um pedido do procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, aliado do presidente Nicolás Maduro. Apesar da decisão judicial, o presidente interino foi à Colômbia para articular a entrega de ajuda humanitária na fronteira e participar do encontro do Grupo de Lima, em Bogotá. Mesmo correndo risco de ser preso, ele prometeu retornar à Venezuela, em breve.

Bolsonaro reúne sete ministros para debater a situação da Venezuela

O presidente Jair Bolsonaro comandou, na tarde desta sexta-feira (22), uma reunião para debater a situação da Venezuela, cuja fronteira com o Brasil está fechada desde ontem à noite, por determinação de Nicolás Maduro, que tem a reeleição considerada ilegítima pelo governo brasileiro. O Brasil reconhece o deputado Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Sete ministros participaram do encontro, que começou às 15h, no Palácio do Planalto. O governador de Roraima, Antonio Denarium, foi ouvido por videoconferência, na reunião de uma hora e meia de duração.



O governo brasileiro mandou para o estado, na fronteira com a Venezuela, alimentos e medicamentos para a população venezuelana, mas Maduro não quer que a ajuda humanitária internacional entre no país, alegando que os Estados Unidos e os países aliados querem dar um golpe na Venezuela. A distribuição da ajuda brasileira está programada para começar amanhã (23).

Participaram da reunião com Bolsonaro os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Floriano Peixoto (Secretaria-Geral), Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Além dos ministros, representantes dos ministérios da Justiça, Infraestrutura e Relações Exteriores também estiveram na reunião. Na próxima segunda-feira, o Brasil será representado na reunião de emergência do Grupo de Lima, que reúne 14 países das Américas, para tratar da situação da Venezuela, pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. 


Crise na Venezuela é tema de reunião extraordinária dia 7 no Uruguai

O agravamento da crise na Venezuela levou à convocação de uma reunião extraordinária do Grupo de Contato Internacional, em Montevidéu, no Uruguai, na próxima quinta-feira (7). O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, vai coordenar as discussões.

O grupo é formado pelo México, Uruguai, a União Europeia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e o Reino Unido, além da Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai. Os governos do México, da Bolívia e do Uruguai apóiam a gestão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Foto: Divulgação
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que na véspera do encontro, na quarta-feira (6), haverá uma reunião com representantes do Uruguai e da Comunidade do Caribe (Caricom).

“O México participará das reuniões que ocorrem tanto no dia 6 quanto no dia 7, guiado pela intenção de construir um diálogo frutífero entre a comunidade internacional que contribua para encontrar uma saída política frente à polarização”, diz o documento.

O comunicado acrescenta que “[O] México referenda sua convicção pelo diálogo e pela diplomacia como a melhor alternativa para evitar o conflito, proteger os direitos humanos e a construção de uma paz democrática na Venezuela”.

Nos últimos dias, a crise venezuelana se acentuou com os protestos contra Maduro e o aumento do número de países que apóiam o governo interino de Juan Guaidó. Militares, antes fiéis a Maduro, declaram apoio a Guaidó.

Crise na segurança: Roraima deve ter intervenção federal até o fim do ano

O presidente Michel Temer determinou a intervenção federal no estado de Roraima, em virtude da crise na segurança pública e penitenciária no estado até 31 de dezembro. A decisão do presidente foi anunciada na noite dessa sexta-feira (7), em reunião com ministros no Palácio da Alvorada.

O presidente vai se reunir às 16h deste sábado (8) - horário de Brasília, no Palácio da Alvorada, em Brasília, com os integrantes do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional, para tratar da intervenção. A consulta do presidente aos dois conselhos é uma exigência legal para formalizar o decreto da intervenção. A decisão também precisa passar por aprovação do Congresso Nacional.
 
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil 
Agentes penitenciários de Roraima deixaram de trabalhar e policiais civis deflagraram paralisação de 72 horas em razão de meses de salários atrasados. Os policiais militares, que não podem fazer greve, receberam o apoio de suas esposas, que bloquearam as entrada e saída de batalhões como forma de protesto.

A intervenção federal no Estado já havia sido pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em virtude do risco de rebeliões em unidades prisionais. Em seu pedido, a PGR descreveu situações, baseadas em relatórios do Ministério Público, como falta de separação entre detentos de regimes aberto, semiaberto e fechado, atraso no pagamento de salários de agentes penitenciários, fornecimento de comida azeda e insuficiente aos presos e falta de combustível para transportar os presos para audiências.

Com o agravamento da situação, o presidente Temer anunciou a decisão de fazer a intervenção no estado até 31 de dezembro. A intervenção em Roraima será integral, não somente na área de segurança pública, como acontece no Rio de Janeiro. A governadora Suely Campos (PP) será afastada do cargo e o novo governador eleito, Antonio Denarium (PSL), será nomeado interventor.

Conselhos de Defesa Nacional e da República

O Conselho de Defesa Nacional e o Conselho da República são órgãos consultivos do presidente da República a quem cabe opinar sobre assuntos relacionados com a soberania nacional, como a decretação da intervenção federal. Os conselhos não têm poder de veto.

O Conselho de Defesa Nacional é composto pelo vice-presidente, pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, pelos ministros da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores e do Planejamento, além dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

O Conselho da República é formado pelo vice-presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado, os líderes da maioria e da minoria no Senado, o ministro da Justiça, além de seis cidadãos brasileiros maiores de 35 anos de idade.

Pacientes se revoltam com greve de médicos no interior do Acre

A greve dos médicos do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, já dura cinco dias e a categoria afirma que só retoma as atividades depois que receber o pagamento do mês de outubro. Enquanto isso, apenas os casos de urgência e emergência são atendidos e muitos pacientes voltam revoltados por não conseguirem uma consulta.

Segundo informações do G1 Acre, ao receberem o salário de outubro, os médicos que prestam serviços para a uma empresa que administra o hospital de referência do Juruá decidiram suspender parte das atividades, na última sexta (23), e estão atendendo apenas os casos considerados graves.

De acordo com o representante do Sindicato dos Médicos (Sindmed), Theobaldo Dantas, apesar da suspensão de parte dos serviços, todos os profissionais estão cumprindo a carga horária de trabalho.

“Quero enfatizar que os médicos estão trabalhando. O que nós suspendemos foram os serviços não essenciais. São atendimentos em que a pessoa não corre risco de perder a vida. Estamos mantendo os serviços de urgência e emergência clínicas, ortopédicas, de enfermaria, de UTI, e o laboratório também está mantendo todos esses serviços que são essenciais”, garantiu Dantas.

Por conta da paralisação, em média, metade dos pacientes que comparecerem na unidade de saúde, que são classificados com fichas verdes e azuis, deixam de ser atendidos. Segundo funcionários do hospital, que não querem ser identificados, todos os dias as equipes que fazem a seleção são vítimas de xingamentos.

Ao procurar a unidade de saúde na manhã desta quarta (28), a dona de casa Hana Bezerra não conseguiu consultar o filho de 10 meses que teve febre com diarreia e vômito durante dois dias e voltou para casa revoltada.


Foto: Mazinho Rogério/Rede Amazônica

“Já fui no posto de saúde, mas o médico não estava. Aqui não vão atender porque consideram que não é emergência. Eu queria só um pedido para fazer o exame da dengue. Isso é revoltante, porque agora não sei o que vou fazer”, desabafou a mãe.

A avó do menino, Maria das Dores Santos, disse que se sentiu humilhada ao ter que voltar com o neto para casa sem falar com um médico. “A gente já sai de casa e volta com a criança na mesma, é uma humilhação. E quando chegar em casa o que eu vou fazer? Nada, porque não sei o que ele tem, nem qual o remédio que vai servir para a doença que ele está”, lamentou.

De acordo com o Sindmed, a Secretaria Estadual de Saúde teria informado que o pagamento do salário atrasado só vai ser efetuado a partir do dia 3 de dezembro. Os médicos garantem que até lá continuam com parte das atividades paradas.

“Esse impasse só vai encerrar quando a Sesacre cumprir com suas obrigações com a Anssau e ela automaticamente repassar o pagamento para as empresas dos médicos que prestam serviços”, afirmou o representante sindical.

A Sesacre informou, por meio de nota, que foi surpreendida com a nova paralisação dos médicos ligados a Anssau que atendem no Hospital do Juruá. A pasta disse que que os profissionais não estão respeitando um acordo que eles próprios aceitaram de que o pagamento referente ao mês de outubro seria quitado até o dia 3 de dezembro.

"Vale salientar que a paralisação nao é legitima, já que a Anssau contratou os serviço médico do hospital por intermédio de empresas, ou seja, pessoa jurídica, que deve se submeter a outros regramentos, distintos de servidor celetista ou estatutário. Tais servicos são regidos pela Lei n° 8.666/2013, que em seu art. 77, estabelece que a suspensão da prestação do serviço deverá acorrer após o atraso de 90 dias dos pagamentos devidos".

A Sesacre disse ainda que aguarda um posicionamento da Anssau e o retorno do pleno funcionamento da unidade hospitalar o mais rápido possível.

Acorda Brasil

A sociedade brasileira não é pior nem melhor que as outras, moralmente falando, e, noutros aspectos, diferencia-se para cima. Não temos conflitos étnicos sérios, nem religiosos – sobra-nos tolerância e versatilidade –; somos abertos a inovações e às artes.

O brasileiro pobre encheria teatros, óperas e espetáculos musicais eruditos, se lhes fossem oferecidos! Toda vez que concertos, espetáculos de música e dança se fizeram a céu aberto, o sucesso foi estrondoso.

O Teatro Municipal do Rio enfrenta filas de quarteirões, o povo quer ver concertos e óperas ao custo de R$ 1. É uma pena vê-lo imbecilizado pelos enlatados norte-americanos ou plantado diante da telinha, a ver programas nem sempre edificantes.

Em verdade, falham as elites bem postas na economia, na política e na criminalidade. Refiro-me à corrupção política, à ganância de certos empresários, às propinas, às falsificações odiosas de produtos, de remédios, de combustíveis, de tudo em que se possa pensar, em peso e qualidade.

Falham os governos quando tratam os pobres, ora com o caritativismo pequeno burguês, ora com a brutalidade policial do tempo dos capitães do mato.

Os mais sofredores são os pobres que vivem nos mocambos e favelas das periferias, tão perto do inferno e tão longe de Deus. A polícia – como se não bastassem a fome, a falta de emprego e a bandidagem infiltrada entre eles – trata-os com casca e tudo.

Como nas guerras que vemos na TV, vemos os nossos palestinos e iraquianos civis a levarem tiros por todos os lados.

É mais do que evidente que o Estado deve estar presente em favelas e mocambos, com educação, saúde, agências de apoio e proteção, em vez de só mandar bala nos bandidos e neles, os tais efeitos colaterais.

Tampouco a corrupção é endêmica, sempre existiu, só que agora está sendo exposta todos os dias, mas não são tomadas as medidas cabíveis, daí uma certa confusão na cabeça das pessoas.

Parece que o mundo vai se acabar entre as operações espetaculosas da Polícia Federal, o noticiário da imprensa e a reiteração criminal sem notícia à vista de punição, pouco divulgada, embora ocorram, todo santo dia, sentenças condenatórias Brasil afora.

Existem mais de 120 mil mandados de prisão expedidos e incumpridos. Ora falta a captura, ora o bandido; ora a vaga a ele destinada. Para piorar, tem preso bom, que já devia ter saído e continua preso, cumprida a pena, por culpa do Estado. Preso não dá voto. Aí começa o falatório.

Uns dizem que a Bíblia previu, o Messias vai chegar, o apocalipse está às portas. No curso da história ocidental, ele já foi previsto dezenas de vezes. Não vai chegar nunca, a menos que toquemos, nós próprios, fogo no mundo. Ou então é o “país que não tem jeito mesmo” – o conformismo dos vencidos e dos inermes.

Apesar disso, o Brasil vai em frente. Em verdade, faltam cadeias, inteligência policial (aparato técnico preventivo e repressivo) e ordem na persecução penal. Está na hora de ver o que outros povos já fizeram e agir. Causa-me espanto três estamentos de repressão penal estanques: polícia, Ministério Público (MP) e Justiça criminal.

À polícia cabe o inquérito, que se finda num relatório ofertado ao MP federal ou estadual, dependendo do crime, a quem cabe examinar o inquérito, arquivá-lo, devolvê-lo ou aceitá-lo, para oferecer denúncia ao juiz criminal, que poderá rejeitá-la ou dar curso à ação, salvo nos casos de queixa incondicionada.

Isso é arcaico, demorado e conflituoso, gerando grande demora na concretização da justiça. Depois da condenação penal irrecorrível, abre-se, ainda, outra etapa nas varas de execução penal, incumbidas de fazer valer as penas e as suas vicissitudes, sem falar no júri popular, nos crimes contra a vida praticados com dolo, ou seja, os que não decorrem de imprudência, imperícia e negligência, a cargo do juiz singular.

É um sistema muito complicado. É preferível o norte-americano, de “salas”. A polícia atua ligada a um promotor e grande parte dos crimes vai direto ao magistrado. Oferece-se ao réu uma transação penal.

Se assumir a culpa, obtém vantagens e poupam-se delongas processuais. No Brasil, muita vez, em razão da chamada prescrição retroativa da pena em concreto, que começa a fluir da data do ilícito, quando o réu é condenado ou mesmo antes, o crime já prescreveu e o réu se livra solto. Um advogado diligente é tudo de bom! Acorda, Brasil.