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Manaus 30º • Nublado
Quinta, 13 Mai 2021

Jiboia arco-íris da Amazônia surpreende e encanta; confira imagens

 
 

 A serpente é encontrada em parte da Amazônia brasileira, países como Colômbia e Venezuela e na América Central

Conheça as serpentes da família Boidae, grupo com as jiboias e as temidas (mas não com razão) sucuris

As serpentes da família Boidae, conhecidas popularmente como jiboias e sucuris, são serpentes que apresentam diferentes tamanhos e colorações de espécie pra espécie. As jiboias-arco-íris (gênero Epicrates), Suaçuboia e Periquitamboia (gênero Corallus) são consideradas de porte médio, alcançando até dois metros. Já as jiboias comuns (gênero Boa) e sucuris (gênero Eunectes) são consideradas de porte grande, podendo alcançar quatro metros (jiboias) e chegar até oito metros (sucuris).

Conheça as cobras mais encontradas em áreas urbanas da Amazônia e entenda os perigos

Anaconda, Pânico no Lago, O Ataque das Víboras, Snakeman e Python são apenas alguns dos inúmeros títulos dos clássicos do cinema que trazem a cobra como a protagonista da história.

Relembre 8 casos em que cobras e jacarés 'passearam' pelas cidades da Amazônia

Amazônia é cheia de encantos e belezas, as pessoas que tem contato com a nossa região apenas pela internet tem várias dúvidas sobre a vida dos amazônidas. Se você mora por aqui, com certeza, já ouviu a pergunta: “Jacarés e cobras andam livremente pelas ruas da cidade?”, e mesmo que isso não seja uma realidade local, alguns casos isolados dessa natureza foram registrados. Quer uma prova? O Portal Amazônia separou algumas histórias de répteis que foram resgatados nas áreas urbanas do Norte; confira:

Cinco metros

Vamos começar pelo caso mais recente? Uma cobra de quase cinco metros foi captura em Sena Madureira, no interior do Acre. O animal estava comendo porcos de uma Reserva Indígena Aldeia São Paolino. Os ribeirinhos pegaram a sucuri, e de canoa, a levaram para uma outra área do rio, onde foi solta. Os populares registraram o momento em vídeo. Confira: 


Sem ataques

Em Sorriso (município distante a 420 quilômetros de Cuiabá), um jacaré foi resgatado enquanto andava pelo bairro Flor do Cerrado. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o réptil não atacou ninguém. Após a captura, o jacaré acabou sendo liberado em uma área de mata.
 
Foto: Reprodução 
Surpresa na universidade

Já na capital paraense, os estudantes da Universidade da Amazônia (Unama) ficaram surpresos quando uma cobra sucuri de quatro metros foi encontrada nas dependências do prédio. A serpente estava no escoadouro gradeado na portaria do campus. Policiais capturaram o animal e o encaminharam para uma área segura, longe da região metropolitana.
 
Foto: Reprodução 
Jacaré agitado

Em 2017, o Batalhão do Policiamento Ambiental do Amazonas, resgatou um jacaré-açu de 3,7 metros. O animal foi encontrado por moradores da rua Humberto de Campos, no bairro São Jorge. Durante a captura, o jacaré acabou sendo machucado pelos populares. Por causa do ferimento, o animal ficou agitado, mas foi controlado pelos oficiais do batalhão.

O jacaré foi encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e recebeu os devidos cuidados.
 
Foto: Reprodução
De boas

Ainda em Manaus, condutores flagraram uma sucuri, de aproximadamente três metros, atravessando a avenida do Futuro, na zona Oeste da capital. Os motoristas pararam os carros e motos para aguardar o animal a atravessar. Alguns curiosos, aproveitaram o momento, para registrar em vídeo. O Batalhão Ambiental afirmou que a sucuri foi solta nas matas do entorno da área. Confira o vídeo:
 

Cuidadoso

Um vídeo que circula nas redes sociais, mostra um jacaré atravessando a faixa de pedestre na Avenida Doutor Hélio Ribeiro, no Centro Político Administrativo em frente ao Parque das Águas, em Cuiabá. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros afirmou que não recebeu nenhuma notificação e acredita que o jacaré viva na Lagoa Paiaguás.
 
Foto: Reprodução 
Em dose dupla

Os moradores de  Axixá do Tocantins (distante a 612 quilômetros de Palmas) ficaram assustados quando duas cobras, de seis a oito metros, foram encontradas em um bueiro da cidade, além disso, a população percebeu que haviam filhotes. O ninho foi descoberto após uma criança ter visto uma das cobras atacando um cavalo. A população tentou capturá-la, mas ela acabou entrando no bueiro.
 
Foto: Reprodução 
Visita surpresa

Um jacaré-açu surpreendeu moradores do município de Cabixi (distante a 808  quilômetros de Porto Velho). O animal apareceu perto das casas, à beira do rio Guaporé, na época da cheia. Na boca do jacaré, os populares viram uma presa que não foi identificada. A fama do réptil cresceu entre os ribeirinhos da região, e ele ganhou até nome, Roberto. Uma equipe de reportagem foi até o município para flagrar o  jacaré, mas não conseguiram encontra-lo.
 
Foto: Reprodução
As imagens foram feitas por um homem que tem casa à beira do rio Guaporé, no município de Cabixi, sul de Rondônia, onde é época de cheia.
 

Anitta surge nua coberta por cobras em novo clipe; assista bastidores

Anitta afirmou em seu perfil no Instagram que uma exposição da artista performática Marina Abramović a inspirou para pensar num dos clipes que lançará com o EP "Solo". O projeto, que será divulgado na próxima sexta-feira (9), promete divulgar os vídeos das músicas "Goals" (cedida por Pharrell Williams a Anitta), "Não perco meu tempo" e "Veneno". As imagens de um destes clipes, possivelmente o de "Veneno", foram pensadas pela cantora a partir da ida a uma mostra cultural.


Foto: Divulgação

"Estou morrendo com a galera tentando descobrir o que rola no clipe. A primeira inspiração foi na Marina Abramović. Desde a primeira vez que vi esta exposição da Marina, eu fiquei louca. Aí veio a ideia para o clipe", disse Anitta.

Nos últimos anos, Marina Abramović, que nasceu na Sérvia, teve algumas mostras com edições de fotos e vídeos exibidas em Nova York, nos Estados Unidos, destino frequente de Anitta. Uma das obras mais marcantes do compilado de trabalhos da europeia mostra o seu contato com cobras, da mesma forma que Anitta explora em um dos teasers já divulgados.
Originalmente, "Nightsea Crossing", de Abramović, foi lançada em 1981, em Sydney, na Austrália. Na perfomance, ela e o artista Ulay ficam sentados a uma mesa sobre a qual passa uma cobra. No clipe de Anitta, a cantora também interage com os animais.Saiba mais no iBahia.

Veja o teaser:

Cobra bloqueia tráfego em rua de Manaus

Moradores da rua Cachoeira da Onça, na Zona Norte de Manaus, flagram uma cobra atravessando o local, na tarde desta quarta-feira (28). A jiboia surpreendeu a todos durante a chuva que caiu na capital. O réptil tomou conta da rua e os motoristas tiveram que arrumar um caminho alternativo.
Foto: Adria Perez/Cedida

De acordo com a psicóloga Adria Perez, ao passar pelo local no momento da forte chuva que caiu em Manaus nesta quarta-feira, ela e a mãe avistaram a jiboia.

Com medo do animal, Adria decidiu fazer um registro de dentro do veículo. “Não é a primeira vez que essa cobra aparece. Dessa vez, ela estava parada e parecia ter se alimentado, o corpo dela parecia meio inchado, por causa disso, a minha mãe precisou fazer uma manobra para não atropelar a cobra”, contou.

Adria contou ao Portal Amazônia que nos períodos de chuva os animais sempre aparecem no bairro. “Jacarés e cobras são comuns aqui. Não será a primeira e nem a última que flagramos eles. Até uma vaca já apareceu nessa rua. No caso da jiboia, ela não se mexia, então enviei a foto para o grupo do condomínio, pedi para alguém falar com alguma autoridade, mas parece que ela voltou para o mato”, disse.

Corpo de Bombeiros alerta para ataque de animais peçonhentos

Imagine o dono do carro chegando à garagem e se deparando com a cobra ou o bicho-preguiça embaixo do carro ou mesmo no motor. E a dona de casa que encontra uma aranha na entrada do banheiro?

É tempo de escorpião, aranha, lacraia e cobras. Cobras cipó e jiboia rondam os quintais de Porto Velho. Em busca de proteção, alguns bichos procuram áreas secas e ambientes quentes, e aí passam a conviver com seres humanos.

“Fechem as portas, isso evita que esses animais entrem em suas casas”, recomendou o comandante do Subgrupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros, capitão bombeiro Samuel Araújo.

No ano passado, Rondônia teve 974 ocorrências de capturas de bichos e sua devolução à natureza. Em Porto Velho foram 64 casos.

Foto: Divulgação

Preventivamente, após possíveis sustos, as pessoas podem dispor do trabalho do subgrupamento, que está sempre pronto para agir, explicou o capitão Samuel.

As áreas com maior frequência de bichos são os bairros Baixa da União, Balsa e Triângulo, mais sujeitos à cheia do rio Madeira, mas há ocorrências em outros pontos periféricos, informou o comandante.

“Às crianças, recomendamos: não toquem o animal ou aracnídeo, avisem os pais para acionarem o telefone 193, e a equipe irá capturá-los”, ele apela.

Os mais comuns capturados no período: bicho-preguiça; cobra cipó e jiboias; mucuras; e, remotamente o jacaretinga (Caiman crocodilus), todos bem conhecidos da população.

Divisão de tarefas

Termo de ajuste de conduta firmado com o Ministério Público Estadual estabeleceu para a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), apoiado pelos bombeiros, a captura de animais silvestres. Coube à Polícia Militar Ambiental cuidar disso na zona rural, e ao Centro de Zoonoses no município de Porto Velho.

Frequentemente, animais peçonhentos aparecem próximos ou até dentro em casas e apartamentos, especialmente aqueles localizados próximos às áreas verdes.

Picadas de animais peçonhentos provocam inchaço, vermelhidão, coceira e dor. Algumas espécies levam a pessoa a ter diarreia, vômito, problemas renais e até diminuição da pressão arterial.

Mesmo assim, a consciência conservacionista é regra entre os bombeiros. “Animais peçonhentos, aranhas e escorpiões são devolvidos à natureza, e quando há situações de animais feridos, encaminhamos ao Ibama para cuidados veterinários, e em seguida eles voltam para o mato.”

As áreas mais comuns eleitas para a devolução são as proximidades do Parque Ecológico e as matas ao longo da BR-319, depois da ponte do rio Madeira, rumo a Humaitá (AM).

O quartel o subgrupamento fica na Estrada do Belmonte, confluência com Avenida Farquhar explica que este é o período do ano em que eles estão mais visíveis aqui e noutras regiões do País.
O Ministério da Saúde recomenda:
- Não andar descalço;
- Use luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem;
- Nunca coloque as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros;
- Não deposite ou acumule material inútil: lixo, entulhos e materiais de construção;
- Controlar o número de roedores existentes na área para evitar a aproximação de serpentes venenosas que se alimentam deles;
- No amanhecer e no entardecer, nos sítios ou nas fazendas, chácaras ou acampamentos, evite a aproximação da vegetação rasteira, gramados ou até mesmo jardins.

Corpo de Bombeiros alerta ataque de animais peçonhentos em Rondônia

Com a chegada do período chuvoso aumenta a proliferação e o aparecimento de animais peçonhentos, como escorpiões, serpentes e aranhas, em lugares inesperados da área urbana e às margens de igarapés ou córregos. As dicas de segurança do Corpo de Bombeiros Militar para a população se prevenir desses animais são principalmente os cuidados com a limpeza dos quintais e terrenos baldios e evitar ficar próximo a rios e igarapés.

Nesta época do ano, os animais peçonhentos saem do seu habit a procura de novos abrigos e os ambientes mais propícios dos escorpiões e aranhas são os quintais ou terrenos que acumulam entulhos de madeira e tijolo. O ideal, conforme explicou o cabo Lemos, do Primeiro Sub-Grupamento de Busca e Salvamento Independente, é manter esses locais limpos e livres de entulhos.
Foto: Divulgação

“Pessoas que vão limpar os quintais e terrenos baldios devem usar o EPI (Equipamento de Proteção Individual) completo, botas, luvas e mascaras e ter cuidados redobrados na retirada de entulhos”, recomenda o Corpo de Bombeiros.

Já com as serpentes, os cuidados são principalmente próximos aos rios e igarapés, mas também os terrenos baldios que acumulam muitas sujeiras. “Nunca deixar as crianças brincarem sozinhas nesses locais”, alertou o cabo Lemos, acrescentando que todas as vítimas dos animais peçonhentos devem observar no mínimo as características deles para facilitar o procedimento no hospital.

Em caso de incidência de acidentes com esses animais, as pessoas devem ligar para os números: 190, 192 ou 193 e acionar a Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros ou o SAMU. A triagem de qual órgão vai atender a ocorrência é feita pelo Ciop (Centro Integrado de Operações).

Em todos os casos as pessoas serão encaminhadas ao Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) e os animais encaminhados ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

Um fator importante relacionado às vítimas de picada desses animais é que até a chegada do socorro as pessoas devem manter a calma, lavar o local com água e sabão, se foi picada nos braços ou pernas, ficar deitada com os braços ou pernas acima da linha do tórax.

O que não deve fazer de maneira nenhuma são as seguintes orientações: não chupar o local da picada, não fazer torniquetes, que é conhecido por garrote que prender a circulação com uma tira de pano, não ficar nervosa e não colocar produtos como a borra de café ou creme dental. “Tudo isso só vai gravar a situação de quem foi picado”, reforçou.

Ele citou dois venenos das serpentes e seus respectivos efeitos no corpo humano: hemotóxicos, que causa disfunção de alguns órgãos e quanto mais rápido o atendimento mais rápido será a recuperação da vítima; o neurotóxicos, que afeta o sistema nervoso, causando vômitos e inicialmente paralisia dos músculos faciais.

Mini Zoológico é opção de lazer em Roraima

Boa Vista (RR) também tem opções para acolher as crianças no dia delas. Os pais podem levar seus filhos e aproveitarem para ter um dia de lazer diferente.


Foto: Reprodução / Rede Amazônica
Segundo informações do Portal de Notícias G1 - Roraima, uma das opções é o Mini Zoológico do 7º BIS, que funcionará normalmente neste feriado (12). No Mini Zoológico os visitantes podem encontrar onça-pintada, serpentes, macacos, araras, tartarugas, e outros animais da flora amazônica.


É importante lembrar que crianças e adolescentes só podem visitar o Mini Zoológico acompanhados dos pais ou pessoas responsáveis, e não é permitida a entrada com alimentos.


Foto: Reprodução / Rede Amazônica


As escolas ou organizações que queiram fazer visitas em grupo devem fazer agendamento prévio, ligando para (95) 3212 3312.


Serviço

Mini Zoológico do 7º BIS
ONDE: 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7º BIS), na avenida Gen. Sampaio, s/n, 13 de Setembro, zona Sul - Boa Vista/RR
QUANTO: Entrada gratuita
QUANDO: Terça a domingo, de 7h30 às 16h30
INFORMAÇÕES: (95) 3112-3312

Diretor de 'Sua Cara' revela porque cena de cobra foi cortada

Muitos fãs questionaram o motivo da cena da cobra ter sido vetada do clipe de 'Sua Cara', de Anitta, Pabllo Vitar e Major Lazer. A sequência mostrava Anitta dançando diante da serpente e se assustando com um 'ataque' do réptil. Em suas redes sociais, o diretor do clipe, Bruno Ilogti, falou sobre a situação.

"Não tenho permissão para lançar minha edição e corte de diretor do clipe com as cenas que vocês sentem falta. Foi uma decisão do Major Lazer e precisamos respeitar. Vamos comemorar 33M!", postou ele."Queria aprender a sumir com meus problemas igual a @Anitta sumiu com a cobra no clipe #SuaCara #Anitta", "A pergunta que não quer calar "Cadê a cobra no clipe @Anitta ?" e "Lembram do video da #Anitta dançando a #DançaDoVentre com a cobra? Eu sentir falta da coitada", foram algumas das mensagens dos fãs da cantora.
Para saber mais acesse o iBahia.

Pará registra 87 casos de ataques de animais peçonhentos em 2017

Foto:Reprodução/Icmbio
De janeiro a junho deste ano, o Hospital Geral de Tailândia (HGT), no estado do Pará, registrou 87 casos de ataques de animais peçonhentos a pessoas. De acordo com reportagem publicada no G1 Pará, 74% das vítimas foram atacadas por serpentes, sendo a jararaca a mais comum. Além das cobras, aranhas e escorpiões também são responsáveis pelos ataques na região.

Ao G1, o diretor técnico do HGT, Paulo Henrique Ataíde Pereira, explica que a unidade está capacitada técnica e profissionalmente para atender às vítimas desses animais. Os ate dimentos funcionam 24 horas e os pacientes são classificados de acordo com a reação à picada, tipo de animal, da parte do corpo mordida, da quantidade de veneno introduzido no organismo.

Ainda segundo o médico, entre os sintomas estão dor náuseas, palidez, pulso fraco, rigidez na nuca, visão confusa e perda da consciência. “Os procedimentos começam imediatamente com a soroterapia que pode ou não ser associada com outras medicações e procedimentos como cirurgias devido as reações teciduais e para retirada de secreções”, explica.Ele alerta ainda que, apesar de apenas 30% das serpentes brasileiras serem peçonhentas, o venenos de cobras como jararaca, cascavel ou coral, podem levar à morte em pouco tempo, caso não seja realizado atendimento imediato com soroterapia de antiofídico. Em casos de complicações, as vítimas são encaminhadas para a Unidade de Cuidados Intermediário (UCI), que possui suporte avançado dentro das possibilidades para sair da fase aguda do veneno.

Sucuri de quatro metros é solta em rio de Rondônia

Foto: Marco Bernardi/Rede Amazônica
Uma sucuri de quatro metros, capturada no Centro de Ji-Paraná, em Rondônia, na sexta-feira (2), foi solta pelo Corpo de Bombeiros no Rio Machado durante o fim de semana. O animal de 80 quilos nadava em um igarapé da cidade quando foi visto por moradores e foi resgatado logo depois.

De acordo com os militares, a cobra foi levada até uma gaiola nas margens do Rio Machado, nas proximidades do Batalhão de Corpo de Bombeiros, no Bairro Primavera. Após os militares abrirem a gaiola, a sucuri saiu rapidamente de dentro, percorreu alguns metros de terra e entrou no Rio Machado.
Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Segundo os bombeiros, animais da espécie Eunectes murinus, nome científico da sucuri, são comuns na Região Amazônica e costumam ir ao perímetro urbano a procura de alimentos. As informações são do G1 Rondônia.

Enchente de rio atrai cobras e jacarés para zona urbana de Manaus

Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica
Leitos de igarapés e rios poluídos podem ser vistos em várias partes de Manaus. Durante o período de enchente do Rio Negro, o lixo descartado sem cuidado favorece o aparecimento de animais silvestres como jacarés e cobras na área urbana da capital amazonense. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), 20 cobras jiboias foram apreendidas apenas neste ano. Em 2016, foram resgatadas 76 cobras, destas 60 são jiboias. As informações são do G1 Amazonas.

Na Zona Centro-Oeste, moradores convivem com jacarés em um igarapé na frente de um condomínio residencial no bairro Dom Pedro. Os animais chegam a andar pela rua. Segundo o Ipaam, o fator determinante de aparições destes animais é a subida de rios, lagos e igarapés. Devido ao período de chuva, comum no primeiro semestre do ano, o nível da água transfere as margens para pontos mais elevados.

Os animais que habitam essas margens, como os jacarés, acompanham esse processo natural e passam, em alguns casos, a ocupar áreas onde há circulação de pessoas, para onde a margem dos igarapés foi transferida, segundo Instituto.

Cobras

De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Luciana Frazão, as espécies de cobra que costumam aparecer nestes períodos não são venenosas e não apresentam perigo para as pessoas. “As mais comuns a aparecer são jiboias. Com as enchentes e chuvas, elas vêm e acabam se adaptando bem nas áreas urbanas, pois se alimentam de pequenos mamíferos. Como temos bastante lixeiras e ratos, elas acabam comendo. Elas não são venenosas”, disse.Falsas corais também costumam aparecer, segundo Luciana. Ela explicou que as cobras se abrigam em buracos cavados por elas. Em períodos de cheia, estes buracos são alagados e as cobras tendem a ir para a superfície para buscar abrigo. "Elas aparecem muito e as pessoas as matam, apesar de não oferecerem perigo", disse a pesquisadora.

Lixo

Conforme Luciana, o descarte correto de lixo é um dos principais modos de evitar possíveis aparições de cobras e jacarés no meio urbano. "No caso de jacarés, eles aparecem muito por causa de enchentes. Muitos alagamentos são causados pelos lixos que as pessoas jogam nos igarapés, o que impede o escoamento da água. Temos níveis de chuva fortes na nossa região. Quando chove muito, os níveis de água sobem, já que não há para onde escorrer a água. A água chega nas ruas, e os jacarés invadem as ruas", explicou.

De acordo com o Ipaam, raramente esses animais representam risco à vida e à saúde das pessoas. Contudo, a recomendação é sempre evitar aproximação, contato ou tentativa de captura dos mesmos. "Deve-se acionar o resgate o mais breve possível e manter distância do animal. Não se deve tentar imobilizar ou capturar o animal, sob risco do mesmo reagir ou de causar dano a ele. O número da Gerência de Fauna para resgate é o (92) 2123-6774", alertou o Instituto.

Jacarés em condomínio

Moradores convivem com jacarés em um igarapé na frente de um condomínio residencial na Rua São Lázaro, bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus. Em tempo de cheia e fortes chuvas, os animais chegam até a andar pela rua.

O supervisor geral do Condomínio Residencial Encontro das Águas, Eliude Lopes, comentou que um igarapé passa por baixo da rua de entrada e saída do condomínio e, no local, muitos jacarés de vários tamanhos costumam habitar. "Eu já sou supervisor aqui há 17 anos e eles sempre conviveram aqui", disse.
Ele explicou que os jacarés não costumam atacar os moradores e, inclusive, quando vai até a mata para colher frutas, passa próximo dos animais. Conforme Lopes, os jacarés só atacam quando se sentem ameaçados.

Apesar desta situação, nenhum morador do condomínio foi atacado por um dos jacarés que convivem no local. "Eles costumam migrar muito durante a noite. Tem um jacaré preto e bem grande que aparece mais durante a noite", comentou Lopes.

Uma cobra sucuri também foi vista no igarapé, segundo o supervisor. Ele contou que trabalhadores estavam cortando árvores próximas ao local, quando avistaram o animal. "Um deles estava na água, ela passou por entre as pernas dele. Ela tinha uns quatro metros. Era filhote ainda", lembrou.

Jovem faz 'selfie' com cobra anaconda em rio no Amazonas

Era para ser uma simples 'selfie', mas a companhia do autônomo Carlos Andrade, de 22 anos, na imagem, acabou dando o que falar. Na postagem, ele aparece em um rio do município de Nhamundá, a 375 Km de Manaus, no Amazonas, com uma sucuri ao fundo. A foto foi publicada no perfil dele no sábado (27) e reproduzida em diversas páginas no Facebook. Uma das postagens já conta com mais de 5.800 curtidas e pelo menos 1.650 compartilhamentos.
Foto: Reprodução/Facebook-Carla Karén
À reportagem do G1 Amazonas, Andrade contou que tirou a foto no dia 22 deste mês. O animal estava no Rio Nhamundá, que banha o município e é um dos afluentes do Rio Amazonas. "[Minha família] tem um sítio na cabeceira do rio. Vi a cobra e fiquei assustado, porque temos muitos animais. Mas, ela não estava se mexendo. Entrei na água e peguei o celular para fazer a foto", relatou.

Carlos afirma que o animal não avançou ao perceber a presença dele na água. "Na verdade, ela foi se afastando à medida que eu entrava no rio. Ela parecia ter algo na barriga. Por isso, não se mexia. Tirei a foto e saí da água. Depois, já não a vi mais", acrescentou.

Em comentários nas diversas postagens da foto, internautas mostraram espanto e até brincaram com a situação. Comentários como “Eu amo esses animais, só que não queria encontrá-los assim. #medo”, “Eu já estaria correndo sobre as águas...” e “Menino, tenha amor pela vida. Eu só de ver esta foto quase tenho um troço”, acompanham a publicação.

'Força para matar ou afogar pessoa'

De acordo com a pesquisadora de cobras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Luciana Frazão, não é comum ter registros frequentes de ataques de sucuris a humanos. Conforme ela, a espécie de cobra não é venenosa, porém, tem grandes tamanhos e força. O autônomo estima que a cobra vista em Nhamundá tenha entre 4 e 5 metros de comprimento.

“Elas alcançam de 7 a 8 metros. Já teve registros de sucuris maiores de até 10 metros. Apesar de não serem venenosas, elas mordem e podem afogar uma pessoa, por ter muita força”, disse Luciana.

A pesquisadora informou ainda que as sucuris não têm humanos como presas, mas podem atacar caso se sintam ameaçadas. “Como elas são muito fortes quando adultas, as sucuris podem sim ter força suficiente para matar uma pessoa ou até afogá-la. Já que são mais aquáticas e podem segurar uma pessoa embaixo da água”, comentou.

Após analisar a foto publicada por Carlos, a pesquisadora de cobras orientou para pessoas que encontrem uma sucuri que deve ser mantido um respeito e uma distância segura para que não haja risco.

Em quatro meses, 20 jiboias foram resgatadas na área urbana de Manaus

Nos primeiros quatro meses deste ano, a equipe da Gerência de Fauna do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou o resgate de 20 jiboias na área urbana de Manaus. Em 2016, dos 510 animais silvestres resgatados pelo Ipaam, 76 foram cobras, sendo 60 jiboias.

De acordo com o instituto, os animais costumam ser resgatados em locais como terrenos, residências e igarapés próximos de áreas verdes.
Das 76 cobras resgatadas em 2016 pelo Ipaam na zona urbana de Manaus, 60 foram jiboias. Foto:Divulgação/Ipaam
A jiboia não é uma espécie peçonhenta, pois não possui veneno e muito menos consegue inocular no ser humano, portanto, não oferece risco neste aspecto, ressalta o Gerente de Fauna do Ipaam, o biólogo Marcelo Garcia. A cobra pode medir até 4 metros de comprimento. “Ela não é peçonhenta, apesar da crendice popular associá-la a produzir veneno em certa época do ano, o que não é verdade", esclarece o gerente de Fauna do Ipaam.

Em casos em que o cidadão localize uma cobra no ambiente urbano, o biólogo recomenda isolar o animal do contato humano e acionar imediatamente o resgate de fauna do Ipaam ou do Batalhão Ambiental. "Acreditamos que a jiboia se adaptou bem ao ambiente urbano porque ela tem o seu alimento disponível em abundância, principalmente os roedores. As cobras durante a busca de alimento ou em época de reprodução realizam deslocamentos que podem colocá-las em contato com seres humanos", informa o biólogo.
As jiboias não oferecem riscos aos seres humanos. Em caso de aparecimento do réptil, o Ipaam recomenda acionar imediatamente o resgate de fauna do instituto ou do Batalhão Ambiental. Foto:Divulgação/Ipaam
Minoria

As cobras peçonhentas foram a minoria entre os ofídios resgatados pelo Ipaam em 2016. Das 76 cobras resgatadas, apenas três eram peçonhentas, sendo duas jararacas e uma coral verdadeira.

"Este número baixo pode ser explicado devido às pessoas que, por terem medo de acidentes, acabam matando os animais. Portanto as pessoas podem matar a cobra e não informar ao órgão ambiental ou também pelo fato das cobras peçonhentas serem mais encontradas nos ambientes de floresta ao invés do urbano", comenta.Multas

O Ipaam alerta que matar animais silvestres é proibido e que pode acarretar em multas de R$ 500 a R$ 5 mil por exemplar e prisão de seis a 18 meses.

O resgate de fauna atende no número (92) 2123-6774, dentro da área urbana. Já o Batalhão de Policiamento Ambiental recebe denúncias através da linha direta 98842-1547 ou ainda pelo 190.

Cobra de mais de três metros é encontrada em motor de carro no Amazonas

O Corpo de Bombeiros resgatou uma cobra jiboia de aproximadamente três metros que estava presa ao motor de um carro, na noite desta sexta-feira (28), em Manaus. A ação de retirada do animal durou quase duas horas. O fato ocorreu na rua 11, no conjunto Costa e Silva, bairro Raiz, Zona Sul da capital amazonense. O animal estava enrolado em peças do veículo modelo Palio, que estava estacionado na via.

Uma veterinária ajudou na retirada da jiboia. O animal recebeu dois tranquilizantes para poder ser retirado sem se machucar e sem danificar o motor do carro. De acordo com os bombeiros, o resgate iniciou 21h30 e terminou quase meia-noite. O animal foi levado para o Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente do Parque Sumaúma. Do local, a cobra deve ser reinserida na natureza.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Outros casos

A retirada da cobra na Zona Sul de Manaus foi o 6º resgate feito pelo Corpo de Bombeiros na sexta-feira (28). Mais cedo, por volta de 10h30, a corporação foi acionada para resgatar uma cobra jiboia de cerca de dois metros, que também estava envolvida nas peças de um carro, em uma oficina no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul.

Também pela manhã ocorreu o resgate de um porco espinho, no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste. O animal estava dentro de uma casa e foi levado para uma área verde do bairro.