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Sábado, 08 Mai 2021

Conheça o cacau da Amazônia, matéria-prima do chocolate

Estados da região amazônica concentram cerca de 56% da produção do fruto no país

Veja como fazer a sobremesa 'verrine' de castanha com chocolate

O prato une praticidade e sabor, além de ter aquele toque da região amazônica 

Variedade do cacau e do chocolate paraense desponta em festival na Bahia

Das barras rústicas às refinadas, produtos orgânicos e diferenciados como o nibs de cacau embrulhado na própria folha da árvore do fruto nativo da Amazônia, o cacau e o chocolate genuinamente paraenses chamam a atenção do grande público da 11ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau de Ilhéus, no sul da Bahia, evento aberto na quinta-feira (18) e que segue até o próximo domingo (21), no Centro de Convenções do município.


Produtores de cooperativas do chamado polo cacaueiro da Transamazônica, região que concentra 75% da produção estadual, integram a caravana do Pará, com empreendimentos solidários das cidades de Anapu, Brasil Novo, Vitória do Xingu, Uruará e Altamira, onde fica a central que recebe toda a produção dos cooperados. Além disso, os lançamentos de empresas como a Chocolates Cacauway, Filha do Combu e Nayah - Sabores da Amazônia integram a comitiva, empreendimentos que apresentam tecnologia agregada.
Foto: Divulgação

"A Filha do Combu e a Cacau Way partem da árvore até o chocolate fino, e a Nayah parte da amêndoa e tem inovações com matérias-primas como o açaí e o cupuaçu que além de agregar valor a seus produtos, difundem os nomes Pará e Amazônia com diferencial, é isso que a gente precisa para ter um chocolate competitivo com a marca do Pará'', observou o engenheiro de Alimentos, professor doutor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Jesus Souza, que acompanha a comitiva paraense.Morador de Pacajá, no sudoeste paraense e cerca de 600 Km de Belém, o agricultor familiar Jader Adriano da Silva Santos, integra o grupo de cinco cooperativas da Transamazônica representado no Festival de Ilhéus."Toda nossa produção é orgânica, a gente trabalha com mandioca, banana, também com piscicultura mas o carro-chefe é o cacau. Só que a gente quer dar um passo adiante, avançar, não quer apenas a amêndoa, a gente quer mesmo é o chocolate fino'', afirmou Jader Santos.




Ele contou que a ideia das cooperativas é ganhar força e dispensar, por exemplo, a figura dos atravessadores que acabam ficando com a maior remuneração da produção. "Vou dar só um exemplo, o quilo da amêndoa do cacau sai a R$ 9,50, se a gente negociar com o atravessador, pela nossa cooperativa, o produtor consegue R$ 16'', disse.


"Temos três caminhões. Estou feliz de estar aqui aprendendo, ainda bem que esse novo governo do Pará está junto com a gente'', frisou Jader Santos, que desde a última terça-feira (16), participa em Ilhéus da missão oficial do Pará, em visitas às fazendas e empresas baianas, conhecendo as tendências atuais, processos produtivos e novos modelos de negócios.


O experiente produtor de cacau, em Camacan, município vizinho a Ilhéus, Guilherme Mouro, se impressionou com a produção paraense. "Acabei de provar aqui um produto interessantíssimo, o cacau forasteiro que geralmente é um cacau um pouco mais forte, e para a proposta de um chocolate intenso, ele é um produto suave, equilibrado, já provei o cacau forasteiro muito árido, mas esse me surpreendeu'', assegurou Guilherme, referindo-se às barras artesanais da Filha de Combu, de Izete Costa, mais conhecida em Belém como a dona Nena, do Combu.

Pimenta Baniwa e Cupuaçu são destaques de marca nacional de chocolates

Seguindo o conceito "mais cacau, menos açúcar", a marca brasileira de chocolate e café Dengo apresenta dois ingredientes típicos da Amazônia em sua carta de "quebra-quebras", o cupuaçu e a pimenta Baniwa. Grandes placas de chocolate são vendidas a granel, onde o cliente escolhe a quantidade que desejar, diminuindo o uso de embalagens plásticas.

No Pará: Festival de Chocolates, Flores e Joias será em clima de Arraial dos Namorados

Reunir música, romance e a alegria das festas juninas é a proposta da 2ª edição do Mini Festival de Chocolates, Flores e Joias da Amazônia, no Espaço São José Liberto, que abriga o Polo Joalheiro do Pará e a Casa do Artesão, no bairro do Jurunas, nos próximos dias 7 e 8 de junho (sexta-feira e sábado), das 09 às 18 h. A entrada é franca. Dez empresas que produzem chocolate genuinamente paraense, da amêndoa à barra, 20 produtoras de bombons regionais (bombonzeiras) e 12 produtores de flores e produtores de joias comercializarão seus produtos no evento.

Fieam promove evento que aborda mercado de chocolate no Peru

A IX Mostra de Cacau e Chocolate, que acontece, anualmente, em Lima, no Peru, será realizada de 19 a 21 de julho no Centro de Convenções 27 de Janeiro, no país peruano. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), parceira do evento, apresenta aos empresários do Amazonas a oportunidade de participar deste evento que reúne amantes de chocolate do mundo todo.

Neste evento, os produtores de chocolates do Peru mostram ao público em geral, bem como potenciais compradores, nacionais e estrangeiros, a ampla gama de produtos que são feitos a partir do cacau peruano. Conforme o gerente do Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM), Marcelo Lima, atividades relacionadas ao tema também serão desenvolvidas neste encontro.

"O principal objetivo do evento é mostrar a qualidade, produtividade e oferta de exportação do cacau peruano para posicioná-lo nos mercados nacionais e internacionais. Este é um ótimo momento para que os produtores e fabricantes de chocolate da nossa região conheçam a matéria prima do chocolate peruano", aponta Marcelo.


Foto: Reprodução/Shutterstock

O gerente do CIN-AM destaca, também, a participação da Bélgica no evento, País conhecido por produzir o melhor chocolate do mundo, ao lado da Suíça. "É um momento para ganhar conhecimentos, testar novos sabores e quem sabe fazer networking para garantir futuras exportações", ressalta Lima.

O evento

A IX Mostra de Cacau e Chocolate 2018 é uma feira emblemática que começou em 2010 e convida os amantes de chocolate e cujo objetivo principal é mostrar o melhor do chocolate feito com cacau peruano, assim como o empreendedorismo para o chocolate, o desenvolvimento sustentável do Peru e sua inclusão social.

Durante os três dias de evento serão desenvolvidas diversas atividades relacionados ao chocolate, como o concurso de esculturas de chocolate alusivas à Copa do Mundo, esculturas gigantes em chocolate e outras. Espera-se receber aproximadamente 30 mil visitantes.

Esta Mostra é organizada pelo Ministério da Agricultura e Irrigação (Minagri), a Associação Peruana de Produtores de Cacau (APPCACAO), a Comissão para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (Devida), A Comissão para a Promoção do Peru e Exportação Turismo (Promperu), USAID-Alianza Cacao Peru e PNUD-Peru.

Informações e Inscrições

Para mais informações sobre inscrições e prazos, entre em contato com o Centro Internacional de Negócios da Fieam, pelo telefone 3186-6511 ou pelo e-mail [email protected]

Maior produtor de cacau, Pará avança na produção de chocolate

A troca de ovos da Páscoa se repete neste domingo ao redor do mundo. A milenar arte criada para simbolizar a fertilidade e o renascimento da vida foi ganhando contornos diversos ao longo do tempo, até virar objeto de desejo graças ao sabor sedutor do chocolate. Nesse momento de celebração, uma curiosidade pode passar despercebida da maioria: sai do Pará grande parte do cacau que abastece a indústria responsável por fazer dessa data uma das mais importantes para a economia. Maior produtor do Brasil, o Estado agora avança para o próximo passo da cadeira, a verticalização.

O Pará produziu, em 2016, 117 mil toneladas de cacau, superando a produção da Bahia, até então o maior produtor nacional. Espécie nativa da Amazônia, o fruto hoje é encontrado em diversas regiões do estado, entre elas o sudeste paraense, onde municípios como Tucumã e São Félix do Xingu se mostram como terrenos férteis para o afloramento da produção, pelas condições naturais e a organização das cooperativas de agricultores. É no sudoeste, entretanto, que fica o pólo de produção não apenas do Brasil, mas do mundo. A região sob influência da Rodovia BR-230, conhecida como Transamazônica, é o grande expoente em produtividade e área plantada, com destaque para Medicilândia, distante cerca de 900 quilômetros de Belém.
Foto: Divulgação
A implantação de programas específicos, com aumento significativo nos investimentos, foi determinante para que o Estado tomasse a dianteira no ranking da produção nacional. O Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) foi o maior deles. Depois de completar dez anos, no fim do ano passado, o Funcacau foi renovado por igual período, graças aos avanços que possibilitou. Hoje o Estado tem a maior produtividade do mundo, com 911 quilos por hectare, enquanto a média nacional é de 500 quilos por hectare e a da Bahia, segundo maior produtor, a metade disso.

Aliado ao programa de incentivos do Estado está o trabalho da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), maior detentora do conhecimento técnico-científico sobre o cacau no País. Pesquisas já identificaram, por exemplo, 22 mil espécies diferentes do fruto, o que faz do banco de germoplasma da Ceplac o maior do planeta. Para turbinar a produção, somente no ano passado, a partir de convênio com o Estado, foram distribuídas aos produtores paraenses 14 milhões de sementes desenvolvidas a partir dessa tecnologia. A tudo isso, soma-se a assistência no campo, essencial para levar o saber ao homem, que lá atua.

Expansão

No ano passado, o Funcacau viabilizou a execução de seis projetos, que permitiram a capacitação de técnicos e produtores, especialmente nas áreas de defesa sanitária e gestão de negócios, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Uma das ações prioritárias foi a produção de propágulos, que são materiais de propagação da cultura, como sementes e clones resistentes às doenças, projeto executado há dez anos pela Ceplac testado, primeiramente, em Marituba, Tomé-Açu e Medicilândia.

A área de plantio do Estado, que hoje chega a 170 mil hectares, também vem crescendo. Por ano, o Pará planta pelo menos sete mil hectares novos. Considerando que, do total plantado, cerca de 37 mil hectares não chegaram a produzir – já que o cacaueiro leva, em média, cinco anos para começar a germinar os primeiros frutos –, a produção tende a crescer ainda mais. “A produção cresceu em função de uma política de incentivos forte e consolidada aliada a fatores ambientais. Não temos problemas com pragas, como a vassoura de bruxa, e aqui a espécie germina naturalmente, graças à fertilidade do solo e ao clima favorável”, avalia o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Afif Jawabri.

O Pará também vem investindo, ao longo dos anos, no trabalho de assistência ao agricultor, já que a produção paraense hoje, em grande parte, ainda é familiar. Recentemente, por meio do Funcacau, foi aprovado um projeto que visa ampliar a ação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) sobre a cultura cacaueira. Para isso, serão investidos cerca de R$ 4,5 milhões. Foi aprovada ainda a criação do Laboratório de Análise Sensorial, para quantificar as diferenças nas características de cor, aroma e paladar de sucos, vinhos e frutas, na perspectiva de um painel de degustadores treinados. O espaço será operacionalizado pelo Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT Guamá).

Industrialização

Nem só de matéria-prima, porém, o Pará quer viver. Alcançado o topo no ranking da produção, o desafio agora é investir no beneficiamento do cacau, para que, em breve, o coelhinho da Páscoa distribua ovos produzidos por empresas locais. Uma das metas é instalar unidades fabris que trabalhem a técnica bean to bar (da amêndoa ao chocolate).
Foto: Divulgação

Em março deste ano, secretários de Estado, entre eles, o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, reuniram-se com representantes da indústria suíça Barry Callebaut, a maior fabricante de chocolates do mundo. A empresa multinacional, que já atua no município de Altamira adquirindo amêndoas e gerando 50 empregos, deve instalar uma unidade para transformar a amêndoa de cacau paraense em licor, que é o chocolate puro em forma líquida. Será a primeira a atuar neste segmento na região.

Ao mesmo tempo, indústria de processamento de derivados de cacau Ocra Cacau da Amazônia Ltda., instalada em uma área de 18 mil metros quadrados, com meta de produção plena até junho de 2019, na Estrada do Tapanã, em Belém, já iniciou a produção de nibs de cacau (grãos tostados e quebrados). A empresa se prepara ainda para a montagem da segunda e terceira etapas necessárias à fabricação de massa, manteiga e torta de cacau, fomentando um novo e promissor nicho de negócios, vital à industrialização do chocolate na Região Metropolitana de Belém (RMB).

“Já somos o maior produtor de cacau do Brasil, mas não podemos errar como erramos no passado, só exportando nossas matérias-primas. Temos de agregar valor à produção. Entre o cacau e o chocolate, que é o produto final da cadeia, temos uma indústria intermediária, que é esta, a processadora de nibs, massa e manteiga de cacau, insumos essenciais à fabricação do chocolate. Ela agora está aqui, começa a produzir e já gera empregos diretos e indiretos'', afirma Adnan Demachki, referindo-se também a setores como transporte e embalagens, incluídos nessa cadeia de negócios.

Sensorial

Outra indústria que já beneficia o cacau no Pará é a Chocolate De Mendes, localizada na colônia Chicano, em Santa Bárbara do Pará, na RMB. O chef de cozinha e chocolatier que dá nome à empresa é o responsável por desenvolver produtos criados a partir de cacau nativo ou selvagem, cultivado por comunidades tradicionais amazônicas, como quilombolas, indígenas e ribeirinhos. Produtos de alto valor agregado, os ovos são feitos sob encomenda e hoje vão para diversas partes do País. O quilo do produto chega a ser vendido por R$ 240.

“O cacau da Amazônia é plantado por Deus. Tenho esse trabalho junto às comunidades tradicionais porque busco a experiência sensorial. Estou sempre atrás de um cacau fino, de excelência, que é altamente valorizado nos mercados nacional e internacional. Pago a esses produtores um valor quatro vezes maior do praticado no mercado, para valorizá-los”, diz De Mendes, que trabalha sob encomenda. Para a Páscoa deste ano, ele enviou uma remessa de 100 ovos e brindes de chocolate para São Paulo. Além do chocolate nativo, que ele processa na indústria em Santa Bárbara, os ovos vão em embalagens de cerâmica produzidas pelo oleiro Carlos Pantoja, professor do Liceu de Arte de Icoaraci. É a receita ideal, com cara e sabor do Pará, diante dos ovos recheados de brinquedos que hoje dominam o mercado.

Fábricas e ateliês de chocolate em Manaus começam produção para a páscoa

Os ovos recheados com brigadeiro, e até creme brullê, deixam muita gente com água na boca. Em Manaus (AM), as fábricas e ateliês de chocolate já investem na produção para a Páscoa, que este ano será dia 1° de abril. A reportagem é de Samira Benoliel, com narração de Naine Carvalho.

Pará é um dos destinos turísticos para os fãs de chocolate brasileiro

Foto: Reprodução/Shutterstock
Comer chocolate é bom, mas se for dentro da fábrica ou, ainda, apreciando a beleza das cidades produtoras e se divertindo em atrações feitas com o doce, a experiência pode ser ainda melhor. Algumas cidades brasileiras se destacam pela produção industrial ou artesanal da delícia feita a base de cacau. Entre elas está o Pará, mais precisamente na ilha de Combu.

Uma pesquisa do Ibope apontou que 75% dos brasileiros consomem o produto e que 61% dessas pessoas compram chocolate pelo prazer e satisfação que ele proporciona. Números que explicam o crescimento das vendas no País. De janeiro a setembro de 2016, a comercialização cresceu 13% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Combu 

Assim como Ilhéus (BA), Vila Velha (ES), Gramado e Canela (RS), a ilha de Combu, no Pará, que fica nos arredores de Belém, é famosa por vender chocolates 100% artesanais, feitos com o cacau plantado no terreno dos produtores. O doce é a segunda maior fonte de renda das famílias, pois perde apenas para o açaí.

O chocolate do Pará é tão famoso que um dos mais renomados chefs de cozinha, Alex Atala, se rendeu a iguaria e incorporou o doce ao seu menu. Mas a fama turística de Combu vai além do chocolate. A ilha oferece opções de lazer como passeio no rio Guamá e trilhas ecológicas. A cidade faz parte da rota turística para os chocólatras de plantão, que querem conhecer mais sobre a culinária amazônica. As informações são do Ministério do Turismo. 

Jovem amazonense investe em buquês comestíveis

Foto: Reprodução/Instagram-buquedecomerr
Ser romântico em tempos de crise econômica colocou o estudante amazonense Renato Clisthenes dos Santos Miranda em um beco aparentemente sem saída. Com poucos recursos, mas muita vontade de surpreender a esposa, Juliana Maia Carvalho Miranda, no Dia Internacional da Mulher ano passado, Miranda buscou por alternativas e inspirações pela internet. Foi quando encontrou um buquê que ao invés de flores, era recheado com chocolates. O que ele não imaginava era que o presente até então inusitado se transformaria em fonte de renda: o Buquê de Comer.

"A ideia surgiu ano passado porque eu estava em um momento de baixa realmente, a crise pegou de 2015 pra cá e ficou bem difícil. Achei a ideia na internet e em casa comecei a produzir seguindo o passo a passo. Quando fiz e entreguei para a minha esposa, a minha sogra adorou e disse que eu estava perdendo dinheiro", contou ao Portal Amazônia.

Até então empregado, o estudante de Direito ficou com o comentário da sogra em mente. "Na verdade, era tabu para mim trabalhar com artesanato, mas guardei aquilo", revelou. Com família em Parintis, município do Amazonas conhecido pelas grandes produções do Festival dos Bois-bumbás, Miranda descobriu outras habilidades artísticas que atribui ao "sangue parintinense". "Em junho, para o dia dos namorados daquele ano, fiz uma flor pra ela, em papel crepom italiano e vi que tinha habilidades com isso. Minha família toda é de Parintins e minha tia diz que parintinense ja nasce fazendo arte", comentou.

Miranda contou ainda que um dos tios é envolvido diretamente com o festival e que sempre o ajudou em trabalhos escolares. "Muitas dicas e macetes peguei ali, naquela época", lembrou.
Foto: Reprodução/Instagram-buquedecomerr
Fora do mercado há algum tempo e depois de várias tentativas, o casal precisava de algo que desse algum retorno, uma vez que Juliana está grávida. "Como ela está grávida de uma menina, resolvemos fazer o chá de bebê com o tema jardim e produzimos flores gigantes com o papel 180 gramas. Minha esposa, olhando a nossa situação, vendendo refeições sem retorno, lembrou do buquê que eu havia feito e pensou que isso seria uma oportunidade", contou.

Ajuda das mídias

Para saber se a ideia seria bem aceita, há pouco mais de um mês o casal então produziu uma amostra e criou um perfil no Instagram. "Fizemos um teste e publicamos. Assim que postamos, um cliente pediu já para a manhã seguinte. Foi quando nos olhamos e entendemos que aquela era uma grande oportunidade", disse. Assim, às 10h do dia 17 de março o primeiro Buquê de Comer foi entregue em Manaus.
Foto: Reprodução/Instagram-buquedecomerr
Com a ajuda das mídias o empreendimento passou a ganhar mais seguidores. "Após essa primeira entrega, a moça que recebeu o buquê publicou e nos marcou. Com essa marcação vieram outros clientes, conhecidos do casal, e depois foram surgindo mais e mais", comentou Miranda.

Atualmente, a página já conta com mais de 5,5 mil seguidores. "Sempre tivemos algum empreendimento com vendas diretas e a mídia social sempre foi uma boa ferramenta pra gente. Confesso que com esse tipo de negócio foi bem mais aceito pelo público e fazemos um trabalho de marketing ligado a isso, o que ajuda bastante", explicou.

Segundo o estudante, um pouco mais de um mês, cerca de 25 buquês já foram entregues. "A gente procura atender da melhor maneira. Se querem que a gente entregue pessoalmente, fazemos isso. Brincamos que é o serviço cupido, com a entrega direto para a pessoa amada", comentou.

Com a prática, Renato Miranda explicou que passou a produzir os buquês com mais rapidez. No início, um buquê era produzido em até três horas. Agora, com a maior organização e preparação antecipada do material necessário, leva no máximo 45 minutos.
Foto: Reprodução/Instagram-buquedecomerr
Cada buquê é único. Segundo o estudante de Direito, existe uma tabela de base, em que o valor de cada um varia de R$ 40 a R$ 55. No entanto, os clientes também podem personalizar a criação, com quantidades diferentes ou chocolates específicos, mas com valor final adaptado ao pedido. Além disso, também são produzidas as rosas artesanais e cartões, que podem complementar o presente.

Buquê salgado?

Apesar do grande destaque do Buquê de Comer ser o chocolate, o casal também oferece os buquês com salgadinhos como a coxinha, bolinhas de queijo, de carne, etc. "Já era uma ideia, mas a gente precisava do primeiro cliente, que não aparecia. Então fizemos um para marketing mesmo e após a primeira postagem, também surgiram as encomendas", revelou Miranda. Ele explica ainda que há também a opção de misturar salgado com chocolate em um mesmo buquê.
Foto: Reprodução/Instagram-buquedecomerr
"A ideia é não parar e continuar investindo. Esse momento é o de investir porque sentimos que o mercado esta bom e é algo que acreditamos que não vá parar. Nosso foco maior são os casais, mas também temos pedidos de minibuquês para crianças, para o dia das mães. É realmente um mercado que um leque de opções e um público grande, então temos que aprimorar e continuar com o projeto, encarando como uma forma de comércio", assegurou.