Sidebar Menu

Manaus 30º • Nublado
Domingo, 09 Mai 2021

CES Las Vegas e Davos 2020

O mês de janeiro tradicionalmente é palco de dois importantes eventos de alcance mundial

2020, o ano da consolidação econômica

O governo Jair Bolsonaro vem avançando medidas estruturantes indutoras da recuperação da economia brasileira, superada a recessão de 2016 a 2017, a mais longa da história. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,6% no terceiro trimestre frente aos três meses anteriores, apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, ligeiramente melhor que o estimado pelo mercado, confirma trajetória de recuperação econômica do país. Foi puxado pela agropecuária, que avançou 1,3%, pela indústria (0,8%) e pelo setor de serviços (0,4%), o setor de maior impacto, responsável por cerca de dois terços do PIB. Em relação ao mesmo período de 2018, a economia cresceu 1,2%. Já no acumulado de 2019 até o mês de setembro, o incremento do PIB foi de 1% comparativo a igual período de 2018. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2019 totalizou 1,84 trilhão de reais. 

Estes avanços decorrem de medidas de alto impacto sobre o crescimento da economia, como, por exemplo: na última reunião do ano, realizada no dia 11 do mês corrente, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 5% para 4,5%. Os juros chegaram ao Brasil, neste final de ano,  no menor patamar da história. Usada para controlar a inflação, a Selic estava em 14,25% ao ano de 2015 a 2016, quando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) estava em 10,67% e 6,29%. Por outro lado, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 11, o texto-base do novo marco do saneamento, que também será aprovado no Senado Federal. O ministro da Economia, Paulo Guerra, já declarou que o governo, via BNDES, transformará 2020 no ano do saneamento básico com investimentos diretos e por meio de parcerias público-privadas de alta monta.

Adicionalmente, o limite do saque imediato das contas do FGTS passou de R$ 500 para o R$ 998, valor do salário mínimo. O presidente Bolsonaro sancionou na quarta-feira, 11, a lei de conversão da MP, agora convertida na Lei nº 13.932/2019. A medida estimulou o crescimento do consumo em alto nível neste final de ano. Com vistas à desregulamentação da economia,  o governo eliminou a multa adicional de 10% do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) paga pelas empresas ao governo em caso de demissões sem justa causa. Não houve, entretanto, mudança nos 40% de multa pagos aos funcionários. 

A Standard & Poor’s melhorou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para positiva. Segundo autoridades do Banco Central, a nota do Brasil deve subir no primeiro semestre de 2020, assim como nas agências Moody’s e Fitch Rating. O país precisa escalar três níveis para voltar a ter grau de investimento, perdido em 2015. Além disso, a atividade econômica surpreendeu positivamente no segundo e no terceiro trimestres. A melhora dos indicadores setoriais diminuem as incertezas e indicam que o país terá uma recuperação econômica em ritmo mais acelerado.

Há muitos e importantes desafios a serem superados, como a persistente desigualdade de renda. Quanto ao indicador o Brasil enfrenta longo histórico de derrotas. Havia entre a maior parte dos economistas, até 2014, um entendimento de que esse cenário iria melhorar e a desigualdade cairia continuamente. A tendência, todavia, não se confirmou. Ao contrário, os índices pioraram assustadoramente. A crise levou a parte mais rica dos brasileiros se distanciar cada vez mais da parcela mais pobre. Com efeito, a renda da metade mais pobre caiu cerca de 18%, e o 1% mais rico teve, segundo o IBGE, quase 10% de alta no poder de compra. Para reverter o quadro o Brasil precisa consolidar seu crescimento, e assim promover melhor distribuição de renda, igualdade social, maior geração de empregos e encurtar o distanciamento econômico inter regional. Para a ZFM, os resultados até aqui alcançados pela economia nacional são altamente incitantes. A todos, um Feliz 2020! 

Presidente Macron, obrigado!

Mesmo que por vias transversas, o presidente francês Emmanuel Macron atraiu atenções do Brasil e do mundo sobre a Amazônia. O palco teatral foi a reunião do G7, nos últimos dias de agosto, em Biarritz, França. Adotando atitude arrogante e desrespeitosa, fora do padrão protocolar adotado entre chefes de Estado, Macron já vinha  fustigando o presidente brasileiro Jair Bolsonaro desde sua eleição. Foi grosseiro e agressivo em diversas oportunidades, chegando a chamá-lo de fascista e mentiroso. Dado que Bolsonaro, eleito livremente por cerca de 54% dos votos na eleição do ano passado, a rejeição de Macron ao presidente brasileiro configura, em última instância,  explícito e repudiável ato de desrespeito ao próprio povo brasileiro. O francês, por razões semelhantes, é visceralmente contrário ao pensamento e  métodos políticos do presidente norte-americano Donald Trump. Jamais, contudo, ousou chamá-lo de mentiroso. 

ZFM, o salto para a bioeconomia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em Manaus que a região amazônica é a “mais rica do planeta Terra” e que pode ser a “alma econômica do país ao casar desenvolvimento com preservação ambiental”, ou ainda, que “possui todos os recursos para alavancar a economia brasileira a partir da biodiversidade, riquezas minerais, água potável, grandes espaços vazios, áreas turísticas inimagináveis”. Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, “Manaus é a capital mundial da biodiversidade”, portanto, não podemos, como afirmou, “continuar, com toda essa riqueza a insistir apenas sobre diferenças de impostos”. Posicionamentos dessa envergadura apenas repercutem e compartilham ideias e propostas elaboradas por renomados cientistas dedicados a estudar e elucidar o bioma amazônico e a  desenvolver tecnologias para exploração sustentável da região. Não disseram, presidente e ministro, por conseguinte,  nenhuma novidade. O inusitado, e a relevância de tais pronunciamentos decorrem do fato de serem provenientes exatamente deles, o que não se repetia desde a Redemocratização de 1985.

O que o Acordo Mercosul e União Europeia pode trazer de bom para a Amazônia

Temos ouvido falar muito do Acordo Mercosul e União Europeia, que tem sido divulgado como um grande promovedor de desenvolvimento para o Brasil. É claro que qualquer acordo comercial traz benefícios para o desenvolvimento das regiões e suas produções, serviços e comércios. Apesar disso, temos alguns pontos críticos em relação ao assunto.

Brasileiro volta a confiar na economia

O Brasil, enfim, começa a sair do atoleiro. O mercado acredita que até o final do ano o brasileiro começa a sentir de fato os efeitos da política econômica do governo, que começa a reverter expectativas desde a aprovação da Reforma da Previdência.

MacroZEE da Amazônia

O Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) da Amazônia Legal foi elaborado mediante amplo processo de discussão no âmbito da Comissão Coordenadora do Zoneamento Ecológico-Econômico do Território Nacional (CCZEE) e do Grupo de Trabalho para a Elaboração do Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal, constituído por representantes dos nove estados da região e pelas instituições do Consórcio ZEE Brasil. Sua base legal é o decreto federal nº 7.378/2010. Determina que o MacroZEE da Amazônia Legal passa a compor a agenda do desenvolvimento regional, indicando para o poder público e para a sociedade as estratégias que reposicionam a Amazônia na vanguarda da transição para a sustentabilidade.

Indústria de duas rodas aposta em retomada após um crescimento de 5,6%

Segundo dados divulgados ontem, (13), do balanço anual da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Similares (Abraciclo), os números foram positivos em relação a 2016. O setor de duas rodas registrou um crescimento de 5,6% no volume de produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O mês de novembro fechou com 83.106 motos fabricadas, um crescimento de 18,6 % em relação ao mesmo período do ano passado.No acumulado dos onze meses de 2017 saíram das linhas de produção cerca de 813,8 mil motos. As montadoras comemoram os volumes produzidos e projetam um fim de ano com 885 mil peças fabricadas. O leve aumento dos números no fim de ano, direciona bons ares de  crescimento e desenvolvimento do segmento para 2018. 
  Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, os últimos resultados do setor refletem um reaquecimento na produção vislumbrando uma nova retomada da indústria.  “O cenário é bastante favorável para a manutenção dos empregos, porque produzimos mais com menos gente. O número ainda é pequeno, mas crescer 5% significa novos investimentos na indústria, atualização de modelos e novas tecnologias e a necessidade de pessoas para contribuir com o aumento da produção, possibilitando uma ampliação de mais empregos”, disse.   
Foto: Antônio Parente / Jornal do Commercio
Investimento das indústrias
Segundo o diretor-executivo de relações institucionais da Honda, Paulo Takeuchi, após um primeiro semestre difícil, a economia tem mostrado nos últimos meses, mesmo que de forma tímida, sinais positivos com a redução da inflação e juros. Isso levou as montadoras a investirem em novos produtos.   “Esse crescimento pequeno da produção é em função dos investimentos das indústrias em novos modelos que recentemente foram mostrados no salão duas rodas, isso tem motivado os consumidores procurarem os novos produtos e também a trocarem seus modelo. E a expectativa é começar 2018 com números positivos numa crescente na produção, e ao longo dos dois meses do ano que vem, nós vamos ter muitas oportunidades de atingir números maiores”, afirmou.
De acordo com o diretor-executivo  da Yamaha, Genoir Pierosan, embora os números de novembro apresentados pela Abraciclo tenham se mostrado estáveis, para a empresa, 2017 foi um ano melhor que 2016. Com isso, a companhia visualiza uma projeção de evolução bem acima do crescimento da produção de 5%.  “Adotamos algumas estratégias nos anos anteriores que combinaram agora, com adequação drástica de nossos estoques e da nossa fábrica ao atual nível de mercado, fatores que permitiram reduzirmos nossos custos para continuar investindo em novos modelos e mostrar novidades para nossos consumidores que passaram a adquirir mais nossos produtos. Em 2018 estimamos que o número cresça acima dos 5% ”, ressaltou. 
  
Foto: Reprodução / Rede Amazônica
Expectativa de mais empregos
Conforme dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o segmento de duas rodas tem a participação de 13,53% do faturamento no PIM, ficando atrás apenas do segmento de eletroeletrônico e bens de informática. Em 2014 no período pré-crise, o setor registrou cerca de 17,6 mil empregos, e apesar da queda em 2016 com 13,4 mil empregos, as montadoras seguem otimistas para 2018.
Para Takeuchi, o balanço positivo com a alta de 18,2% em relação a 2016, estimulam as indústrias a manter o padrão de crescimento com projeção de mais investimentos para o futuro. 
“Em relação a geração de empregos é necessário mantermos os números existentes para que possamos contratar mais lá na frente. Até porque no momento, temos uma ociosidade grande no nosso parque fabril e esse crescimento de 5% vai ajudar a manter a estabilidade para que a partir do crescimento do mercado, possamos pensar em retomada de emprego e das atividades junto com nossas cadeias de consumidores”, explicou.  
Foto: Reprodução / Rede Amazônica
Vendas atacado e exportações
As vendas realizadas para as concessionárias em novembro foram de 73.069 motos. Um crescimento de 23,4% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve um repasse de 59,194 unidades. De janeiro a novembro deste ano foram vendidas para as lojas 746.039 unidades contra 802.127 no mesmo período de 2016.
Em novembro foram exportadas cerca de 7.676 motos. Uma alta de 94% em relação ao ano passado, que teve 3.957 unidades vendidas. Segundo o presidente Marcos Fermanian da Abraciclo, a Argentina é o maior país consumidor das motos fabricadas no PIM, e com a troca do governo no país em 2017 que removeu algumas barreiras alfandegárias e cargas tributárias, os volumes de exportações aumentaram.   “A mudança no governo nos possibilitou a exportar novamente os volumes que estávamos acostumados a fazer, de forma que esse crescimento que estamos experimentando em 2017 nada mais é do que uma recuperação do que já fazíamos anos anteriores dentro daquele mercado”, disse Fermanian.   
Foto: Reprodução / Rede Amazônica
Registro de vendas
As vendas de motos na região Norte em novembro foi de 7.969 unidades. Um recuo de 17,4% sobre novembro do ano passado que registrou 9.652  vendas. No Amazonas foram vendidas 1.165 motos , uma queda de 2,6% em relação a 2016 com 1.196 unidades. Os licenciamentos de Manaus chegaram a 693 unidades no mês, redução de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado que foi de 807 motos licenciadas. As vendas no varejo no acumulado até dezembro totalizaram 94,9 mil unidades, queda de 14,1% sobre as 110,4 mil motos emplacadas em 2016. No Estado do Amazonas foram licenciadas 12,5 mil motos contra 12,9 mil registradas em 2016.
Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o baixo desempenho das vendas de motos registradas em novembro, nas regiões Norte e Nordeste, devem-se ao fato de que as ofertas de créditos oferecidas nas regiões Sul e Sudeste são maiores, e isso acaba ocasionando esse impacto negativo nessas regiões.
E ressaltou também que pelo fato de o consórcio ter uma presença bastante forte na região Norte do país, a falta de produto para esse tipo de venda ocasionou a queda das vendas.   “Com a percepção da falta de produto que não tinha uma disponibilidade de imediato, o consumidor acabou protelando a entrega e ele fica na fase de espera pelos modelos 2018. E devido a esses fatores a expectativa de vendas para 2018 na região Norte e Nordeste são grandes”, concluiu.   

Alta nas importações mostra retomada na produção no Polo industrial de Manaus



Faltando pouco menos de um mês para encerrar o ano, as importaçõedo Amazonas de janeiro a novembro registraram alta de 41% na comparação com 2016. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), foram US$ 8,044 bilhões importados nos onze meses de 2017 contra US$ 5,692 bi em igual período do ano anterior.

Insumos para fabricação de TVs, rádios, telefones celulares, dentre outros, continuam liderando a lista dos itens mais demandados. O gerente executivo do Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN -AM), José Marcelo Lima, explica que o aumento é considerado normal para o período, uma vez que para atender à demanda de fim de ano, as indústrias precisam dispor de insumos oriundos em sua maioria de outros países.
Foto:Walter Mendes/Jornal do Commercio
“É comum termos esse aumento na produção e nas vendas por conta das festas de Natal e Ano Novo. Além disso, houve um ligeiro crescimento da economia que impactou na abertura de novos postos de trabalho e no desempenho do setor produtivo”, avalia Lima.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom desempenho do setor industrial ao registrar alta em todos os indicadores. No mais recente, o Amazonas chegou a ter o melhor avanço do país (3,9%) em outubro sob o mês anterior. De acordo com a balança comercial, de janeiro a novembro as importações cresceram US$ 2,352 bilhões no Estado. O montante representa alta de 41,32% no confronto com igual período do ano anterior.

Em relação a novembro de 2016, as importações cresceram de US$ 600, 3milhões para US$ 824,4 milhões. Um diferença de US$ 224 milhões e variação positiva de 37,32%. Na comparação com outubro, que fechou com US$ 814,4 milhões, o crescimento foi de 1,17%. Até agora, o mês de agosto foi o melhor do ano para as importações com US$ 862,5 milhões. Por outro lado, fevereiro foi o período que o setor amargou seu pior momento com US$ 529,3 milhões comercializados.

Principais produtos

Os dados mostram ainda que partes para aparelhos receptores de rádio  e televisão continuam ocupando o primeiro lugar na lista de produtos mais importados pelo Amazonas, tendo crescimento de 69,82% e um total de US$ 1,701 bilhão importados de janeiro a novembro em 2017. No ano anterior, o montante chegou a pouco mais de US$ 1 bi.

De acordo com Lima, esse crescimento é tendência, principalmente para o setor de eletroeletrônicos do PIM (Polo Industrial de Manaus) que utiliza componentes importados para atender sua linha de produção.

"Acredito que por conta da realização da Copa do Mundo em 2018, o segmento de televisores deva ter um impulso maior tanto em produção quanto em venda no próximo ano”, projeta. Depois vêm os componentes de aparelhos de telefonia, que atingiram a cifra de US$ 554,9 milhões em importações no período. A variação positiva foi de 27,01%. Já os microprocessadores ocupam a terceira posição com US$ 367,1 milhões e um crescimento de 33,78%.

Países asiáticos lideram Conforme dados do Mdic, a China continua sendo líder dos países importadores para o pátio industrial, com US$ 2,887 bilhões em importações de janeiro a novembro deste ano. Um crescimento de 39,48% em relação ao mesmo período de 2016, quando fechou com US$ 2,070 bi. A segunda colocada é a Coreia do Sul com US$ 853,5 milhões vendidos ao PIM, número maior que do ano passado, onde atingiu as cifras de US$ 602,2 milhões. Um crescimento de 41,72%.

Em seguida, aparece na lista os Estados Unidos, com alta de 37,58% no período, quando contabilizou US$ 777,2 milhões importados ao setor industrial de Manaus. Já na quarta colocação, o Vietnã subiu de US$ 370,8 milhões em 2016 para US$ 603,5 milhões neste ano, um crescimento de 62,73%.

Exportações também cresceram

Os números registrados pela balança comercial ainda apontam alta de 16,29% nas exportações de produtos amazonenses entre os meses de janeiro a novembro frente a igual período de 2016. No total, o Estado exportou US$ 616,1 milhões durante os onze meses de 2017 contra US$ 529,8 milhões no ano anterior. Em relação a novembro de 2016, as exportações cresceram 50,41%, ao subir de US$ 45,3 milhões para US$ 68,1 milhões entre os períodos.

O xarope para a elaboração de bebidas foi o item mais exportado ao contabilizar US$ 171,3 milhões. Ainda assim, o montante é -2,35% frente ao acumulado de 2016, com US$ 175, 5 milhões nas comercializações estrangeiras. Em seguida as motocicletas tiveram crescimento de 69,04% nas exportações com US$ 120,7 milhões.

Avanço acentuado na produção industrial  A produção industrial do Amazonas registrou o melhor desempenho do país em outubro ao avançar 3,9% frente a setembro. Na comparação com outubro de 2016, a produção local cresceu 12,2% com cinco de dez atividades assinalando aumento no período. Com o indicador, o Amazonas apresentou o terceiro melhor avanço e taxa acima da média nacional, de 5,3%. O setor também cresceu 3,5% tanto no acumulado de janeiro a outubro quanto nos últimos doze meses. Os dados são do IBGE.

Indústrias retomam contratações no Amazonas



Após três anos consecutivos de perdas no volume da mão de obra, o Polo Industrial de Manaus (PIM) volta a registrar índices positivos na geração de emprego. No período de janeiro a agosto deste ano o saldo entre admissões e desligamentos resultou em 775 vagas. O número, apesar de singelo, quando comparado à perda de mais de 37 mil postos de trabalho, nos últimos três anos, aponta para o início de uma retomada de empregos no setor industrial do Estado. Os números são dos Indicadores de Desempenho do PIM divulgados quarta-feira (11) pela  Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). 



Os indicadores, atualizados até o mês de agosto, mostram que no acumulado do ano as empresas admitiram 18.225 trabalhadores e no mesmo período foram registradas 17.450 demissões, resultando na criação de 775 postos de trabalho. No último ano, a perda de empregos chegou a pouco mais de seis mil vagas. 


Nos oito meses de 2017 a média de empregados no PIM totalizou 84.902 pessoas. Enquanto no período de janeiro a agosto do ano anterior o número chegou a 84.682. Houve um crescimento de 0,25% no volume de contratações em relação a igual período de 2016.



Os subsetores que apresentaram maior variação no número de empregos foram o setor de bebidas, que teve crescimento de 13,61% no índice de contratações. Em 2016 o setor empregava 2.021 trabalhadores e em agosto deste ano o número totalizou 2.296; seguido do setor de papel e papelão, com variação positiva de 12,15%.


O setor de eletroeletrônicos também apresentou crescimento expressivo na mão de obra. Nos oito meses do ano foram geradas 2.668 vagas, totalizando ocupação de 35.296 postos de trabalho. No último ano o saldo de empregos do setor era de 32.628. O crescimento foi de 8,18%.
  
Foto: Divulgação


De acordo com os empresários as contratações são decorrentes do período sazonal com o intuito de atender às vendas de final de ano, com demanda impulsionada pelo segmento eletroeletrônico. 


O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, comenta que apesar de tímido, o número positivo de geração de empregos relativo aos oito meses do ano representa sinais de estagnação nas demissões, que segundo ele, devem ser seguidos de uma recuperação, mesmo que gradativa, na geração de postos de trabalho. 


"As demissões estancaram e agora estamos em fase de contratações sazonais para atender às demandas de final de ano. Os setores que estão contratando em volume mais expressivo são o eletroeletrônico, o relojoeiro e o de duas rodas. O eletroeletrônico é impulsionado por ser um polo que atende aos mais modernos equipamentos e com constantes lançamentos de produtos demandados pelo consumidor"


Para o presidente da Suframa, Appio Tolentino, os resultados positivos na geração de empregos permite projetar melhores índices para os próximos meses, com crescimentos gradativos na retomada da mão de obra. Ele enfatiza que o foco na atração de investimentos e no fortalecimento do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) são fundamentais para que novos empreendimentos cheguem à região.


"A Suframa busca fomentar um ambiente de negócios propício ao crescimento econômico e à geração de emprego e renda na região. O PIM é nossa principal ferramenta nesse aspecto e é muito importante verificar estatísticas positivas como essas. Também iremos trabalhar cada vez mais intensamente na atração de investimentos, para que novos empreendimentos cheguem à região e esses números cresçam ainda mais nos próximos anos", disse o superintendente.


Faturamento

No período de janeiro a agosto deste ano o PIM registrou faturamento de R$50,8 bilhões, número que representa um crescimento de 6,90% em relação a igual período de 2016. Em dólar, o crescimento alcançou 18,39%.


Do total faturado nas indústrias do PIM, o setor eletroeletrônico é responsável por 28,88%. Neste ano somente o segmento contabilizou R$ 14,6 bilhões. Na somatória entre eletroeletrônico e bens de informática o saldo de R$25 bilhões representa quase metade do faturamento do PIM. O terceiro setor com maior participação no faturamento é o de duas rodas, que representa 13,80% do total faturado, não apresentando evolução em relação a 2016, mas mantendo a média de faturamento, apesar da queda de 9,32 % no total de motocicletas produzidas.


Em relação aos produtos, o maior crescimento registrado vem dos Home-Theaters, que saltaram de 29.796 unidades produzidas em agosto de 2016 para 65.734 unidades em agosto deste ano: crescimento de 120,61%. Aparelhos de GPS, monitores de LCD e aparelhos telefônicos também apresentaram mais de 100% de crescimento no período. As maiores quedas registradas foram em videogames, câmeras fotográficas digitais e condicionadores de ar do tipo janela (embora os aparelhos splits tenham tido crescimento de 53,67%).

Consumo pode gerar 3 mil empregos no Amazonas




O comércio amazonense começa dar sinais de recuperação e estima boas oportunidades de contratos de temporários, frequentes no fim do ano em razão do Natal, considerada a melhor data em vendas para o setor. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), a previsão para abertura de vagas temporárias deve crescer de 1,5% a 2,5% em relação ao ano anterior. A estimativa é que sejam criados até três mil novos empregos no período com contratações entre outubro e dezembro.
Segundo o vice-presidente da entidade, Aderson Frota, já há indícios de retomada de negócios, uma vez que empresas estão contratando e o comércio local começa selecionar pessoas para atender o Dia das Crianças, celebrado no próximo dia 12. “Acredito que nós vamos ter sim um maior incremento nas vendas como também contratações para postos de trabalho. O crescimento, ainda que modesto, seja em torno de 1,5% a 2,5% porque estamos em fase de transição e nada aponta para uma retomada maior”, afirmou. Para ele, a liberação de benefícios como o FGTS, PIS e 13° aos trabalhadores geram movimentação de vendas no fim de ano. 

Na avaliação de Frota, além do aquecimento do mercado, as contratações tiveram um bom impulso em razão da Nova Lei de Temporários, que permite a contratação por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. “Com essa extensão de prazo, os profissionais vão ter mais tempo para mostrar seu trabalho e isso aumenta suas chances de efetivação após o contrato acabar”, disse o representante, destacando que os empresários estão otimistas com a reforma trabalhista. “A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) faz uma grande modernização em relação ao trabalho objetivando facilitar as contratações e gerar empregos.


Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio


A lei começa a partir de novembro e veremos os efeitos que ela realmente vai propiciar, mas os empresários estão otimistas. Até o final de ano, teremos resultados expressivos tanto em vendas quanto em contratações”, concluiu o vice-presidente da Fecomércio-AM.

De acordo com o presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL), Ezra Azury, o setor pode abrir até três mil novas vagas de emprego no período que antecede as festas de fim de ano. Ele explicou que para que o número de vagas estimado seja alcançado, é necessária uma reação do comércio na capital. “Estamos aguardando o Dia das Crianças para saber como o comércio se comporta e claro, esperamos que consiga melhorar as vendas para que os lojistas possam ter ânimo e façam contratações”, ressaltou. 

A data dos pequenos é considerada termômetro de vendas para o Natal. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), a expectativa é de que as vendas tenham alta de 1,55% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita bruta de R$ 42,9 milhões. Para quem está em busca de um emprego no mercado de trabalho, todos os segmentos do comércio costumam abrir vagas no fim de ano, com destaque para as lojas de confecção, calçados e eletroeletrônicos. 


Cenário nacional

De acordo com a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Assertem), a previsão para abertura de vagas chega a contratação de 115 mil trabalhadores, no final deste ano. O número indica uma recuperação de 5,5% em relação ao ano anterior. Já no acumulado dos quatro meses que antecedem o Natal, a associação estima que voltem ao mercado de trabalho mais 374 mil trabalhadores temporários, ante 355 mil em 2016.
Ainda segundo a pesquisa, a estimativa de contratações para o comércio é de 55% do total de contratações no último mês do ano, o que representará 63 mil trabalhadores empregados, principalmente em shoppings, supermercados e comércio de rua. Os cargos que devem mais contratar pessoas são de atendente, assistente de crédito, embalador, estoquista e caixa, além de fiscal de loja, promotor de vendas e vendedor. 

Serviços no Amazonas têm melhor desempenho do país


O setor de serviços no Amazonas registrou em maio o melhor desempenho do país com alta de 6,2% na comparação com abril. As demais taxas positivas foram assinalas no Rio Grande do Sul (4,1%) e Mato Grosso (3,2%). A média nacional também cresceu e ficou em 0,1%. Já na comparação com igual mês de 2016, o volume de serviços no Estado recuou 4,4%. Em relação aos cinco primeiros meses de 2017, o índice ficou em - 9,4 e no acumulado dos últimos 12 meses, a redução foi de 11,5%. Os dados foram divulgados ontem (13), pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam da Pesquisa Mensal de Serviços.


Na avaliação do economista, Francisco Mourão Júnior, o bom desempenho do Amazonas é efeito de medidas como a baixa de taxas de juros e até mesmo do pagamento das contas de FGTS inativo. No entanto, ele pediu cautela ao analisar o indicador. "A atividade de serviços é a ultima a sentir a crise e tem um poder de reação mais rápido que os demais setores econômicos. E com a liberação do beneficio do FGTS a maioria dos trabalhadores pagaram suas contas, o que permitiu as saídas para comer fora ou até ida ao salão de beleza. Mas ainda assim, o consumidor permanece cauteloso e quer comprar mais por menos", analisou o especialista. 

Foto: Reprodução/Shutterstock

Segundo a pesquisa, o volume do setor de serviços do Estado apresentou em maio alta de 6,4% sobre abril, na série com ajuste sazonal, após ter registrado queda de 2,1% em abril e crescimento de 0,1% em março. O resultado foi o mais expressivo entre os números contabilizados nos outros Estados brasileiros. Para o disseminador de informação do IBGE/AM, Adjalma Nogueira Jaques, o setor ganhou fôlego no quinto mês do ano por está ligado ao consumo das empresas e das famílias.

"No momento que há volume de recursos no mercado as pessoas vão demandar mais por serviços. Como houve uma sensível melhora nos últimos dois meses no quadro da industria e comércio local, ambos entrelaçados com essa atividade, as empresas demandaram mais por serviços e as pessoas também", observou. 

Já no confronto com maio do ano anterior, o setor registrou queda de 4,4%. Os meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2017 marcaram -10,8%, -9,5%, -11,8% e -10,7%, respectivamente. De janeiro a maio a atividade de serviços também fechou com queda acumulada de 9,4% frente aos cinco primeiros meses do ano passado. E no agregado dos últimos 12 meses foi registrada uma queda maior de 11,5%. "Mas é importante observar que mesmo sendo negativos esses indicadores mostram que a cada mês o setor vem se recuperando e registra gradualmente índices menores", frisou Jaques. 
Foto: Reprodução/Shuttertock

Na leitura do economista Mourão Júnior, os índices negativos registrados pela atividade de serviços amazonense na comparação com 2016 ainda são resultados do desiquilíbrio econômico e político. Ele explicou que, o cenário instável com juros e inflação em alta atingem duramente os consumidores. "Devido estarmos nesse impasse político que reflete na economia atingindo em cheio o poder de compra da população e consequentemente o consumo no setor de serviços", disse o especialista. 

Setor de serviços brasileiro 

Em relação ao Brasil, a atividade de serviços fechou o mês de maio com expansão de 0,1% frente a abril que marcou crescimento de 1%. Apesar isso, na comparação com maio do ano passado o setor registrou queda de 1,9%. Em relação ao acumulado do ano, a queda foi de 4,4%, frente aos cinco primeiros meses do ano passado e E no agregado dos últimos 12 meses foi registrada, uma queda de 4,7%.


A pesquisa mostrou ainda que na comparação com o mês de abril, a receita nominal do setor fechou maio com variação positiva de 0,3% e 3,9% frente a igual mês em 2016. Na taxa acumulada de janeiro a maio, a receita nominal dos serviços avançou 1,3%, caindo para 0,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

Cresce o número de pequenas e médias empresas registradas no Pará

O carioca Diego Lacerda, 31 anos, largou a carreira militar, no Rio de Janeiro, para voltar para a terra da sua esposa, em Belém, e abrir seu próprio negócio. Eles moravam juntos na capital paraense até 2014, mas ele foi transferido de volta para o Rio de Janeiro e deixou a esposa no Pará. Mas no início deste ano, Diego soube, através do seu contador, que a Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa) estava desburocratizando os procedimentos para a abertura de novas empresas e decidiu arriscar.

Hoje, Diego só espera o sinal verde da franquia de uma empresa de recuperação de documentos, para inaugurar seu negócio junto ao púbico. “Se não fosse com a ajuda desse sistema digital da Jucepa, eu teria levado vários meses para a abertura da minha empresa. Mas com ele, foi tudo mais fácil. Agora, é só esperar a autorização da franquia para começar vida nova”, disse o militar.

O exemplo de Diego reflete a estatística positiva da Junta Comercial do Pará, que registrou, nos primeiros quatro meses de 2017, a abertura de 3.354 empresas. Os números superam os do ano passado, que registrou, durante o mesmo período, 3.124 novas empresas. A quantidade de empresas abertas no Pará continua superior a de empreendimentos que estão fechando as portas. Em 2017, 1.758 empresas fecharam no Estado.

Foto: Reprodução/Shutterstock

A estabilidade da economia paraense, associada à rígida conduta de redução de gastos imposta por decreto governamental, ajuda a criar esse cenário mais otimista. “Estamos colhendo o fruto de um trabalho grande na redução da desigualdade social a nível de Estado. Existe um empenho muito grande de desenvolver um trabalho motivando os empresários, para que eles saiam da clandestinidade e regularizem a situação de suas empresas”, disse Cilene Sabino, presidente da Jucepa.

O aumento no número de empresas registradas no Pará está diretamente ligado à presença da Jucepa, também no interior. Em mais de um ano, dobrou o número de municípios com unidades desconcentradas da Jucepa, espécie de filiais da Junta Comercial, que passou de 13 para 25.

Sistema Integrador

Mais do que o registro de uma empresa, a Jucepa tem o desafio de ser um órgão de fomento da economia do Estado. Para isso tem modernizado seus serviços, com o intuito de oferecer aos empreendedores um ambiente de negócios célere e seguro. Assim, a Jucepa assinou convênio com 21 municípios que passam a utilizar o Sistema Integrador Pará. O sistema informatizado integra todas as etapas dos processos de abertura, alteração ou fechamento de uma empresa. Mais 12 municípios paraenses estão próximos de fazer parte dessa rede.

O desafio é alcançar pelo menos 90% dos 144 municípios paraenses até o final do ano. Para isso, a Jucepa vem realizando fóruns intermunicipais, com o objetivo de informar e mobilizar a sociedade para a importância da regularização dos negócios. “Os fóruns acontecem para explicar para a sociedade sobre todas as facilidades oferecidas pela rede de integração. Foi assim em Castanhal, no mês passado. o município não fazia parte da integração e ao ouvir o nosso projeto, durante o Fórum, o prefeito imediatamente aderiu”, destacou Cilene Sabino. Os próximos fóruns já estão agendados para Marabá, Santarém, Paragominas e Altamira.

Assim, a Jucepa estimula a entrada de novos empreendimentos na cadeia da economia formal, reduzindo custos e prazos para os empreendedores e possibilitando um ambiente adequado ao desenvolvimento dos negócios. Com a adesão, as cidades passam a ter, de forma gratuita, a tecnologia e a capacitação dos servidores indicados pela prefeitura para orientá-las.

Reconhecimento nacional

Com 21 municípios integrados e pelo menos outras 12 cidades próximas de assinar o convênio para a implantação da Redesim/Integrador Pará, o Estado ocupa hoje a 9ª posição no ranking nacional da Rede, divulgado pela Receita Federal do Brasil. Com a realização dos Fóruns Intermunicipais Integrados, a intenção é não apenas melhorar a colocação nesse ranking, mas, principalmente, a qualidade do serviço prestado pela Junta Comercial do Pará em todo o Estado.

Criada para simplificar os procedimentos de abertura, alteração e baixa empresarial, a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios é implantada no estado por meio do Sistema Integrador Pará, que incorpora todas as etapas de abertura, alteração e baixa de empresas, mas que para isso precisa não só da adesão de órgãos como Corpo de Bombeiros, Secretarias de Fazenda e de Meio Ambiente e Vigilância Sanitária, como das prefeituras, que só têm a ganhar com a adesão.

“Os números positivos do Pará trazem por trás uma boa equipe, com pessoas motivadas nesse processo. Fico muito feliz de saber das evoluções e dos encontros que já estão programados para as microrregiões do Pará, de forma a agregar mais municípios nesse processo de integração. Quem ganha, no final das contas, é a sociedade paraense, com a facilidade de empreender, gerar negócios e empregos”, disse Carlos Nacif , gerente do projeto de integração nacional da Redesim, que esteve em Belém na semana passada para anunciar novidades, como o portal da Redesim, que vai ser lançado nos próximos dias, e conferir o andamento e evolução do processo de integração do Pará.

Hidrovia Paraguai/Paraná fortalecerá exportações mato-grossenses

Instalada em Cáceres nesta quinta-feira (23) a Câmara Setorial Temática da Hidrovia Paraguai/Paraná da Assembleia Legislativa de Mato Grosso é apoiada pelo Governo do Estado, que reconhece a importância dos estudos técnicos de impacto sócio, econômico e ambiental.


Representante do Executivo estadual no evento, a assessora de Assuntos Internacionais do Gabinete de Governo, Rita Chiletto, destaca o fato de o Estado estabelecer proximidade política e econômica com os países da América do Sul. “Mato Grosso como grande produtor não pode se voltar só para o seu umbigo, tem que desenvolver um forte relacionamento na América do Sul para chegar aos mercados mundiais”.  

Ela pondera que o governador Pedro Taques menciona dificuldades de logística que precisam ser sanadas. “O fato de o deputado estadual Leonardo Albuquerque ter convocado e instalado esta Câmara Setorial com tantos participantes para discutir as questões ambientais, sociais e econômicas demonstra esta capacidade de diálogo que é tão importante para implementar uma iniciativa deste porte”.

Conforme Rita Chiletto, os estudos técnicos, as novas tecnologias, os impactos ambientais e os resultados sociais desses investimentos têm que ser analisados para que se fale também dos resultados econômicos que são extremamente importantes para Mato Grosso. “A capacidade de importar e exportar via hidrovia é muito importante e ainda tem a conexão com este grande projeto que é a ZPE [Zona de Processamento de Exportação a ser implementada em Cáceres]. Há ainda a expectativa da conclusão da pavimentação do trecho San Matias/ Santa Cruz que vem se integrar a esta rede de infraestrutura que é extremamente importante para ligar Mato Grosso aos países do Centro-Oeste sul-americano”.  


Foto: Reprodução/Governo do Mato Grosso

Responsável pelo requerimento de instalação da Câmara Técnica, o deputado Dr. Leonardo diz que vale a pena vivenciar este momento político com protagonismo, pois a hidrovia é um marco estratégico para o desenvolvimento de Cáceres com sustentabilidade. “Serão seis meses de discussões. Temos um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Vamos trazer tecnologia para nos adaptarmos ao rio e não o rio às embarcações”. 

Segundo ele, será necessário propor leis federais e estaduais pelo fato de a hidrovia englobar cinco países – Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Argentina. “A hidrovia pode chegar até Nova Palmira, no Uruguai, podemos ter a hidrovia do Mercosul. A quem pertence o rio Paraguai? A quem pertence o rio Paraná? A quem pertence a hidrovia? Ela é nossa. Temos que lutar por ela”, defende.

O representante do ministério do Transporte, Portos e Aviação Civil, Alexandre Vaz Sampaio, assegura que a Hidrovia Paraguai/Paraná está inserida no Plano Hidroviário Estratégico da União, que prevê medidas com investimentos até 2031. “Consideramos que é uma Hidrovia Paraguai/Paraná consolidada, onde há navegação desde 1.700. Porém houve um debate institucional que merece alguns esclarecimentos. A proposta é mostrar por meio do Plano Hidroviário Estratégico à sociedade a vocação da região e a importância da hidrovia como elemento de transporte, como integrador da soberania do Brasil e dos outros quatro países que a compõem”.

Requisitado para dar suporte técnico aos debates, o coordenador jurídico e de relações institucionais do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI) da Universidade Federal do Paraná, Ruy Alberto Bibetti, apresentou dois estudos elaborados pela instituição. O primeiro, solicitado pelo Instituto Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), trata da viabilidade técnica, econômica e ambiental do trecho da hidrovia entre Cáceres e Corumbá (MS). Feito a pedido da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o segundo estudo aborda questões regulatórias, econômicas e técnicas da hidrovias nos cinco países membros.  
“Precisamos nos mobilizar para mudar o jogo, nos unirmos para que este rio traga bem social. Os governantes precisam da nossa ajuda (com os estudos). Para Cáceres se desenvolver precisa de incentivos fiscais para atrair indústrias, desde que elas ofereçam contrapartida. Que venham comprometidas com a população, com o meio ambiente e com a flora. O grande problema da hidrovia hoje é a ignorância, temos que conhecer, adaptar a canoa ao rio e não o rio à canoa”, defende Ruy Bibetti.  
ZPE
Prefeito de Cáceres, Francis Maris aposta na hidrovia para viabilizar a exportação dos produtos oriundos da ZPE do município, em fase de licitação pelo Governo do Estado. “A ZPE tem que exportar 80% da produção, então vamos precisar da hidrovia. Os dois fatores vão convergir em melhoria das condições de vida para os moradores de Cáceres e geração de riquezas para Mato Grosso e para o Brasil”, aposta.
O diretor presidente da ZPE e diretor do Conselho Pró-Hidrovia Paraguai/Paraná, Pedro Lacerda, complementa que ficaria oneroso para os empresários fabricarem os produtos na Zona de Exportação de Cáceres e depois mandá-los para São Paulo. “A hidrovia vai baratear o transporte e viabilizar a ZPE. Perderíamos toda a economia de produzirmos na ZPE se tivermos que pagar o frete para São Paulo”.
Lacerda elogia o empenho do Governo do Estado na viabilização da ZPE. “Realmente podemos afirmar que nunca um governo do Estado se esforçou tanto pela implantação e construção da ZPE como o governo Pedro Taques. Nunca aconteceu de ter um esforço concentrado como o que está existindo agora. O processo está culminando com a licitação, que a gente espera que ela se concretize normalmente para nos próximos dias vermos o início da construção”, conclui.

Cruzeiros reforçam crescimento do turismo internacional no Pará

Mais de 900 turistas dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra desembarcaram em Belém esta semana. Eles são passageiros do navio transatlântico Veendam e cumprem uma rota que começou na Guiana Francesa, chegou ao Brasil através de Belém e daqui, segue para Santarém e Manaus.

Vocalista de uma banda na cidade de San Diego, Califórnia, o americano Scott Woker se empolgou com o que viu, desde a janela do ônibus que levou os turistas do distrito de Icoaraci, onde o navio desembarcou, até o Ver-o-Peso, ponto de partida da excursão pela capital paraense. “Sempre tive curiosidade de conhecer a Amazônia e estou achando tudo muito exótico e bonito, mais do que imaginava”, disse o americano que estava acompanhado de um dos grupos da excursão. 
Foto: Cláudio Santos/Agência Pará
Na presença de um guia turístico, os gringos conheceram a rica diversidade de frutas e ervas curandeiras da Amazônia, além de serem apresentados às camisas de Remo e Paysandu. A canadense Gladys Vivian, 71 anos, ficou impressionada com o sabor genuíno da castanha do Pará. “Ela é muito crocante e saborosa. Bem diferente da que a gente come no Canadá, que é desidratada”, ressaltou a turista.

Os cruzeiros marítimos reforçam os números positivos do turismo paraense. Em 2016, mais de um milhão de turistas e R$ 700 milhões foram gerados com a atividade no Pará.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Estado desafiou a crise e repetiu a marca superior a um milhão de visitantes. Foram 916.267 turistas nacionais e 114.092 internacionais. Houve queda de 8% no fluxo de turistas nacionais, mas aumentou em 6% o de turistas internacionais. O fator decisivo para esse crescimento foi a temporada maciça de cruzeiros marítimos, que vai de outubro a maio. Só no ano passado, o Pará recebeu 24.736 visitantes internacionais, em quase 20 cruzeiros.

“O incremento dos cruzeiros é proporcionado por uma integração entre setores. A Setur traz uma comissão, que se reúne anualmente para poder incrementar esse processo e também servir como apoiadora e facilitadora desses cruzeiros quando chegam às cidades. Particularmente em Belém, Santarém e Soure”, informa o secretário de Turismo, Adenauer Góes.

“O Governo do Estado vem tendo um papel fundamental nesse crescimento, porque através da Secretaria de Turismo (Setur), está sempre presente em feiras internacionais, que é primordial para fazer a captação de mais clientes”, disse João Ribeiro, diretor de uma empresa de turismo local.

O crescimento de turistas estrangeiros no Pará também é resultado da estratégia do Governo do Estado de atrair e consolidar vôos internacionais, criados em 2014 e 2015, em rotas para Lisboa, Miami, Caiena e Paramaribo.

Policiamento turístico

Como parte dessa integração para desenvolver o turismo no Estado, a Polícia Militar do Pará também se faz presente através da Companhia de Policiamento Turístico. Durante este mês, acontece um curso de especialização nessa área para 36 policiais, que estavam em estágio supervisionado justamente no dia em que o cruzeiro marítimo desembarcou em Belém.

A demanda desse curso, que acontece pelo segundo ano seguido, foi motivada pelo aumento do turismo internacional. Atualmente, 80 homens fazem parte da companhia, que coloca diariamente de 15 a 18 policiais em ronda pelos principais pontos turísticos de Belém. “A nossa finalidade, além da segurança, é a orientação em relação aos pontos turísticos. Temos sempre um policial que fala inglês em cada grupo”, garantiu o major Henrique Brito, coordenador do estágio da Companhia de Policiamento Turístico no Ver-o-Peso.

Em 2017, o desafio da Setur é frear a queda no índice de turistas nacionais proporcionado pela crise, através do reforço da divulgação dos pontos turísticos. “Estamos focando, junto com a classe empresarial, em estratégias que possam dar maior visibilidade ao produto turístico paraense, principalmente na mídia online, para diminuir o déficit da aviação nacional”, destacou Adenauer Góes.