Com tratamento experimental, adolescente sobrevive a raiva humana no Amazonas

A Secretaria de Saúde do Amazonas apresentou nesta terça-feira (09) um relatório detalhado sobre a evolução do paciente de 14 anos. Ele foi submetido a tratamento contra a infecção.
O adolescente, morador da região do rio Unini, passou 40 dias em coma induzido. Foi submetido a um tratamento experimental na Fundação de Medicina Tropical, com supervisão de especialistas norte-americanos.
Na última semana de 2017, os médicos de Manaus retiraram os sedativos e agora o menino está sob os cuidados de profissionais e familiares na enfermaria.
O caso é considerado raro porque apenas outras três pessoas em todo mundo, sendo uma delas em Pernambuco, no Brasil, tinham sobrevivido até hoje à raiva humana. 

Foto: Reprodução / Shutterstock
No ano passado, dois irmãos do adolescente que sobreviveu à doença no Amazonas morreram por causa do mesmo vírus.
O adolescente do Amazonas que sobreviveu à doença foi infectado por mordida de morcegos. Uma força-tarefa foi realizada na região do rio Unini para a vacinação preventiva dos moradores e para o controle da população de morcegos.
Após a mordida por um animal contaminado com raiva, a doença pode se desenvolver entre uma semana e nove meses. Os principais sintomas são deficit motor, com dormência ou formigamento de membros, e mudança de comportamento. Qualquer mordida de morcego deve ser investigada e a vítima levada imediatamente para uma unidade de saúde.
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