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Domingo, 27 Novembro 2022

Venezuela fecha fronteira com o Brasil

Venezuela fecha fronteira com o Brasil
Desde as 0h desta desta terça-feira (13), a fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, no Norte de Roraima, está fechada. Segundo o cônsul-adjunto venezuelano no Estado, José Martinez, a medida foi adotada para combater 'máfias' de contrabando de moeda venezuelana. As informações são do G1 Roraima
 Notas sendo devolvidas aos bancos na Venezuela. Foto: Divulgação/Banco da Força Armada Nacional Bolivariana
Segundo o Itamaraty, o Ministério para Relações Exteriores da Venezuela enviou, à Embaixada do Brasil em Caracas, "uma Nota Verbal informando a respeito da decisão de fechamento da fronteira entre Brasil e Venezuela durante 72 horas a partir da noite de 12 de dezembro de 2016".

Ainda segundo o Itamaraty, "a chancelaria venezuelana explica que a decisão se deve 'à extração ilícita de notas da moeda venezuelana', uma questão relacionada a aspectos internos do país vizinho a qual não nos cabe comentar."

O acesso entre os dois países da Amazônia Internacional fica a 250 quilômetros da capital roraimense, Boa Vista. Segundo Martinez, a fronteira ficará fechada por 72h e será reaberta às 0h de quinta-feira (15). A ordem partiu do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que também fechou a fronteira com a Colômbia. A medida foi publicada em decreto oficial e serve para enfrentar grupos criminosos que operam na região e fazem contrabando da moeda venezuelana.

No último domingo (11), Maduro já havia mandado recolher todas as notas de 100 bolívares, a de maior valor em circulação. A justificativa é o enfrentamento aos supostos grupos colombianos que armazenam o papel-moeda para desestabilizar a economia do país.

A medida para eliminar a nota surge no momento em que o Banco Central da Venezuela anuncia seis novas notas, de 20.000, 10.000, 5.000, 2.000, 1.000 e 500 bolívares, e mais três moedas, de 100, 50 e 10 bolívares, para se adaptar à galopante inflação que afeta o país.

Conforme a Agência EFE, Nicolás Maduro afirmou, em seu programa na emissora de TV estatal, que há bancos nacionais envolvidos e que "a operadora" que dirigiu o plano contra o papel-moeda da Venezuela é uma ONG "contratada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos". A nota é a de maior valor em circulação atualmente na Venezuela."Decidi tirar de circulação as cédulas de 100 bolívares (um dólar equivale na Venezuela a 670 bolívares) nas próximas 72 horas e dar um prazo prudente para que os que possuam cédulas de 100 bolívares o declarem perante os bancos públicos e perante o Banco Central (BCV)", disse Maduro. Segundo o presidente Nícolas Maduro, foi firmada uma parceria entre os bancos nacionais e públicos para que todos os cidadãos tenha a abertura de contas facilitada e premiações para quem utilizar o cartão bancário para compras e depositos.  

Ministro aponta complô


Durante sua participação no programa Al Aire da VTV, no início da tarde desta terça-feira (13), o ministro de Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, disse que o bolívar está sofrendo "um ataque" com fins políticos, mais que econômicos. "Quando se ataca a moeda de um país se ataca a população. Esse é um assunto de ordem política mais que econômica", disse.Ainda segundo o ministro, há milhões de bolívares em notas falsas circulando no país. Ele acusa cambistas ligados a grupos criminosos e máfias de contrabando, europeias e colombianas, de disseminarem as cédulas.

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