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Domingo, 27 Novembro 2022

Países da América Latina pedem manutenção de diálogo na Venezuela

Países da América Latina pedem manutenção de diálogo na Venezuela
Os chanceleres do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai emitiram uma nota conjunta nesta quarta-feira (7) em que pedem a manutenção dos diálogos entre oposição e governo na Venezuela. O comunicado destaca a "importância de um tratamento mútuo respeitoso e do cumprimento estrito dos acordos alcançados no âmbito deste diálogo, que são essenciais para gerar a confiança necessária, para assegurar o envolvimento permanente de todas as partes e para avançar na solução das diferenças, em benefício do povo venezuelano".
Jesus Torrealba, secretário do MUD. Foto: Reprodução/MUD
Os representantes ainda destacaram os "esforços dos ex-presidentes e a contribuição prudente do Vaticano, que deve ser altamente apreciada por todas as partes", já que essa é uma "ajuda desinteressada" que favorece a busca pelo diálogo. No entanto, apesar de contar com o apoio dos países latinos, a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) anunciou que vai reativar "imediatamente" os protestos nas ruas de Caracas e que não aceita a retomada das conversas no dia 13 de janeiro.

Os opositores acusam o governo de Nicolás Maduro de não cumprir com parte dos acordos acertados em 12 de novembro que, entre outras coisas, pedem a libertação dos chamados presos políticos e a definição de uma data para eleições presidenciais.

"Não voltaremos a nos reunir com os representantes do Executivo até que não se cumpram os acordos. Queremos garantir o respeito que a Constituição outorga à Assembleia Nacional. Assim, imediatamente sentaremos para negociar se os acordos foram cumpridos", disse Jesús Torrealba, secretário da MUD.

Novas notas

Além da crise política, a Venezuela enfrenta uma grave crise econômica. Por isso, o governo de Caracas determinou que, a partir do dia 15 de novembro, comecem a circular seis novas notas de dinheiro no país.

Nos valores de 500, 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 bolívares, a medida tenta conter a enorme desvalorização da moeda no país. Atualmente, a nota mais alta equivale a 100 bolívares.

O presidente do Banco Central Venezuelano, Nelson Merentes, afirmou que a medida é que "isso acelera as transações comerciais onde será necessários, já que a nota de 500 substitui, por exemplo, cinco notas de 100".

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