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Manaus 30º • Nublado
Terça, 11 Mai 2021

No Pará, gestantes em situação de vulnerabilidade ganham ensaio fotográfico

O projeto TerPaz, que já atendeu mais de 600 mulheres, também oferece kit enxoval para o bebê e, agora, kit com camisola e absorvente pós-parto.

Instituto Consulado da Mulher realiza processo seletivo para mulheres empreendedoras.

Empreendedoras selecionadas receberão de forma gratuita assessoria para o desenvolvimento de seus negócios.

Instituições do Amazonas lançam pesquisa sobre violência contra mulheres na universidade

A pesquisa é financiada pela Fapeam e desenvolvida pela UEA, Ufam e Ifam.

INDT e Lady's Mall promovem Bazar Sentimentos: moda, decoração e artesanato em shopping de Manaus

O espaço exclusivo aos expositores estará no primeiro piso do shopping, aberto ao público e conta com uma programação que inclui dois dias de desfile de moda, palestras e vendas de produtos.

Evento online promove debate sobre direitos e políticas públicas para mulheres afro-ameríndias e caribenhas

A Semana das Mulheres Negras, Afro-Ameríndias, Latino-americanas e Caribenhas 2020 contará ainda com intervenções artísticas e oficinas.

Parto domiciliar é alternativa para mães em meio à pandemia de coronavírus em Manaus

Com o parto em casa, os riscos de contágio da covid-19 são menores, diz especialista.

Bella Causa Talks: Live da Fundação Rede Amazônica discute proteção da infância nesse período de isolamento social

No dia 18 de Maio é lembrado como o "Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes".

Campanha "Mulheres contra o COVID-19" destinará doações de respiradores, EPIs, testes e insumos hospitalares a Manaus

O Grupo Rede Amazônica é parceiro do INDT e apoia o movimento solidário promovido pela plataforma digital Lady's Mall.

Instituições sociais de Manaus recebem 25 mil peças de roupas doadas por loja de departamento

Os itens de vestuário foram doados para a campanha #ManausSolidária em alusão ao Dia das Mães.

Denúncia de violência contra mulher poderá ser feita por aplicativo de celular

Pelo aplicativo, o denunciante pode registrar violências contra mulheres, crianças ou adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos sociais.

Parceria oferece 230 vagas gratuitas de cursos profissionalizantes para mulheres em Manaus

As inscrições serão realizadas somente no dia 11 de março, de 10h às 14h, pela internet.

Ponta Negra recebe Caminhada pelo Fim da Violência contra a Mulher, neste domingo

O Grupo Mulheres do Brasil, por meio do seu Comitê de Combate à Violência contra a Mulher convoca toda a sociedade a se unir por uma causa que diz respeito a todo mundo: o fim da violência contra a mulher. E é com esse intuito que será realizada neste domingo (8), no Brasil inteiro e também no exterior, a 3ª Caminhada pelo Fim da Violência contra a Mulher. Em Manaus, a mobilização começa às 9h, e acontecerá no complexo turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste.

Em Manaus, ‘Ela Pode’ capacita mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica

A Prefeitura de Manaus iniciou nesta segunda-feira (18), a capacitação da primeira turma do programa “Ela Pode”, que tem o intuito de garantir independência financeira e poder de decisão sobre negócios para mulheres. As aulas estão sendo ministradas na sede da Subsecretaria de Políticas Afirmativas para as Mulheres e de Direitos Humanos, no conjunto Duque de Caxias, Flores, zona Centro-Sul.
 
Foto:Divulgação/Ela Pode


O “Ela Pode” é uma iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora (Irme), com o apoio do Google Brasil e em parceria com as Secretarias Municipais da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi).
 

“O Executivo municipal tem dentro da Subsecretaria da Mulher um braço preparado para o fortalecimento feminino, na garantia de todos os seus direitos. Não basta ter um diagnóstico que uma mulher sofreu uma violência doméstica, é preciso criar todas as possibilidades para fazer com que ela saia desse ambiente preparada para sua inserção no mercado de trabalho”, afirmou a titular da Semasc, Conceição Sampaio.
 

O programa aborda temáticas como comunicação, liderança, negociação, finanças, networking, marca pessoal e ferramentas digitais e tem carga horária de 16 horas. O curso é gratuito, e pretende capacitar 135 mil mulheres brasileiras que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica, com atenção especial para mulheres das regiões Norte e Nordeste.
 

“É mais um curso que a Prefeitura de Manaus oferece a população, agora em especial as mulheres, voltado ao empreendedorismo e liderança, para que se capacitem e garantam independência e gerenciem seus negócios”, destacou a subsecretária da Semtepi, Daniele Lobo.
 

Em Manaus, ao menos 180 mulheres assistidas pela Subsecretaria da Mulher e de Direitos Humanos, serão contempladas com o programa, que apresenta vantagens de transformar histórias, ampliar rede de relacionamentos e aprender a fortalecer os negócios.
 

“Tenho vontade de me tornar um empreendedora do ramo da beleza. Aqui vou aprender como gerir um empreendimento. Estou realizada em participar deste curso”, declarou Raimunda Andrade, 45 anos.


No Amazonas, registros de crimes contra mulher aumentam 20% nos últimos sete meses

Para combater o crescimento dos números da violência contra as mulheres, o Amazonas oferece atendimento especializado às vítimas. Por meio de uma rede de proteção, elas são acolhidas e recebem atendimento social e psicológico, orientação jurídica, participam de cursos de qualificação profissional, grupos de apoio, rodas de conversa e palestras temáticas.


De janeiro a julho de 2019, foram registrados 68.331 crimes tendo mulheres como vítimas, segundo dados Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), vinculada à Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). O número é 20% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 11.443 crimes de violência contra a mulher. Nos primeiros sete meses deste ano, os casos de violência doméstica chegaram a 15.199.
Foto:Divulgação


Nos últimos meses, a causa feminina ganhou atenção especial por meio de ações como a inauguração, no início desse mês, da terceira Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) de Manaus, localizada no bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul. A unidade fortalece a rede de proteção à mulher, que conta com outras duas delegacias especializadas, sendo uma na avenida Mário Ypiranga Monteiro, bairro Parque 10, zona centro-sul; e outra no 13º DIP, na rua Santa Ana, bairro Cidade de Deus, zona norte.


A nova Delegacia da Mulher atende vítimas de crimes ocorridos nas zonas sul e oeste, com funcionamento das 8h às 17h. Depois desse horário e nos finais de semana e feriados, o atendimento ocorre na sede da Delegacia da Mulher, no bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul, que atua com plantão de 24 horas.



Boletins de ocorrência


A delegada titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher do Parque 10 (zona centro-sul), Débora Mafra, destaca os crimes que são os maiores produtores de boletins de ocorrência.


“O crime campeão é o de ameaça, que é um crime fácil. É a violência psicológica, que qualquer um consegue fazer por palavras. O segundo é a injúria, que são os xingamentos, as humilhações que aquela mulher sofre, por violência moral. Em terceiro lugar vem as vias de fato, que são os empurrões, puxões de cabelo, tapas que não deixam marcas. Em quarto lugar, lesão corporal. A maioria dos agressores são ex e atuais companheiros das vítimas”, pontua a delegada.


Os números, apesar de elevados, mostram que as campanhas que incentivam as mulheres a quebrarem o silêncio e denunciarem os agressores apresentam maior receptividade e efeito positivo. “Nós estamos aqui 24 horas por dia, com delegados plantonistas, escrivães, investigadores, viaturas, tudo isso para proporcionar para a mulher uma segurança e garantia que o que ela sofreu vai terminar”, frisa Débora Mafra.


Primeiro atendimento


O Serviço de Apoio Emergencial à Mulher (Sapem), prédio anexo à Delegacia da Mulher, na zona centro-sul de Manaus, é a porta de entrada dos atendimentos psicossociais oferecidos por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). O Sapem também realiza a condução da vítima para exames no Instituto Médico Legal, além da busca de pertences e acolhimento provisório.


“Nosso público-alvo são mulheres e os filhos vítimas de violência doméstica. A nossa grande demanda vem através da delegacia especializada. Como é a porta de entrada dos serviços, ela vai passar por um atendimento diferenciado, com uma equipe multidisciplinar, assistentes sociais, psicólogo e orientação jurídica. A partir da situação que essa mulher apresentar a gente vai encaminhar para o centro de referência com os filhos, para ela ser acompanhada”, informou Rafisa Santana, assistente social do Sapem.


Em 2019 foram realizados aproximadamente 3.055 atendimentos, de janeiro a setembro. O local conta com alojamento provisório para as vítimas, ludoteca para crianças e um espaço chamado camarim da autoestima. “Quando a mulher chega aqui, ela chega completamente fragilizada, achando que não tem mais saída, que está no fundo do poço. A gente trabalha justamente essa autoestima das mulheres”, disse a assistente social.


Em casos de extrema urgência, onde ocorrem ameaças, a mulher é encaminhada para a Casa Abrigo, que é um local sigiloso, utilizado em casos em que há risco de morte.
Foto:Divulgação


Qualificação


O Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (Cream), localizado na zona sul da capital, também vinculado à Sejusc, oferece atendimento social e psicológico, com encaminhamento para benefícios sociais. As mulheres em situação de vulnerabilidade atendidas no local participam de cursos de qualificação profissional, por meio de uma parceria entre Sejusc e Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).


“Essas mulheres saem daqui qualificadas para auferirem renda, para trabalharem, com baixo investimento, elas não precisam investir tanto na abertura de um negócio. A ideia é trabalhar a prevenção à violência, a independência financeira, a autonomia dessa mulher, a autossuficiência, para que ela melhore sua autoestima e não seja uma vítima no futuro. Hoje o Estado está trabalhando não só o acolhimento dessa mulher vítima de violência, mas, principalmente, dando a ela mecanismos para que ela rompa o ciclo da violência e se torne uma mulher independente e dona da sua própria vida”, ressaltou a secretária da Sejusc, Caroline Braz.


De janeiro a agosto de 2019 foram realizados 2.788 atendimentos. Além dos cursos, as mulheres têm a oportunidade de participar do programa Crédito Solidário, voltado ao empreendedorismo, executado pela parceria entre Agência de Fomento do Amazonas (Afeam) e Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS). Ainda na estrutura do Cream, são oferecidos serviços jurídicos que funcionam no mesmo prédio, como as defensorias cível e criminal.


Mudança de vida


Aos 49 anos, vítima de violência doméstica, a dona de casa Maria Hozana conta que se sentiu acolhida pela equipe do Cream. “As meninas do Cream sempre trataram a gente muito bem, com muito amor, muito carinho. Eu busquei o Cream depois de um problema familiar. Eu soube desse amparo para as mulheres e gostei muito. No momento que elas me perguntaram se eu gostaria de fazer algum curso aqui oferecido pelo governo, na hora eu aceitei”, enfatizou.


Ela, que é aluna do curso de Operador de Caixa e frequenta o Centro há um ano, afirma que se sente renovada e com traumas superados. “Medo, agora eu não tenho mais medo de nada. Agora eu digo ‘eu posso, que quero, eu sou capaz’. Eu vou ser o que eu quiser ser. É isso que eu vou ser. Tudo que eu desejar ser, eu posso. Não importa a idade, o que importa é olhar para frente e seguir, não olhar para trás. O que importa é daqui para frente”, conta, emocionada.


Capacitação de PMs


Em setembro a Polícia Militar (PM), por meio do Projeto Ronda Maria da Penha, iniciou um ciclo de palestras sobre a violência doméstica e suas consequências, com o objetivo de capacitar policiais para o atendimento de ocorrências que envolvam vítimas da violência doméstica. As palestras incluem os Comandos de Policiamento de todas as áreas da cidade.


“É mais uma ação com o intuito de levar um maior conhecimento sobre a violência da mulher. Nós temos esse grupamento da Maria da Penha que é voltado para o atendimento, e o melhor atendimento de ações, até a chegada da mulher vítima de violência doméstica na delegacia”, informou o tenente-coronel Saunier, titular do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM).


Serão capacitados 150 oficiais, entre capitães e tenentes, que atuarão como multiplicadores de informações para 600 praças, entre sargentos, cabos e soldados.


“Nós esmiuçamos a Lei Maria da Penha, falamos sobre as medidas protetivas de urgência, de que forma deve ser feita a busca de pertences, com relação também às crianças. Tiramos todas as dúvidas dos policiais de como devemos agir, no calor da ocorrência. Porque nós não estamos falando de um criminoso comum. O agressor é alguém que tem uma relação de afeto com a vítima. Então essa ocorrência tem que ser atendida de maneira diferenciada”, destacou a tenente Adriane Oliveira, comandante da Ronda Maria da Penha.


A Ronda Maria da Penha completa cinco anos de atuação no Amazonas, dia 30 de setembro já atendeu mais de mil mulheres neste período. A Lei Maria da Penha traz no seu contexto cinco tipos de violência: física, psicológica, patrimonial, moral e sexual.


Prioridade


Outra ação que reforça o combate à violência contra a mulher é a Lei n° 4.906, de 26 agosto de 2019, sancionada pelo governador Wilson Lima. A partir desta data, as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar passaram a ter prioridade para atendimento no Instituto Médico Legal (IML), visando a realização de exames periciais para constatação de agressões e outras formas de violência física.


Em caso de agressão ou qualquer outra forma de violência física praticada contra a mulher e que venha a ser periciado por agentes do IML, o laudo técnico que comprova o corrido será emitido em um prazo máximo de 24 horas, estando à disposição tanto da autoridade que investiga o caso quanto das partes envolvidas na agressão, segundo o Art.2º da lei sancionada pelo governador.


Atendimento no interior


No início de agosto foi inaugurada a primeira unidade do Serviço de Apoio a Mulheres, Idosos e Crianças (Samic), no município de Itacoatiara. “Esse é um projeto do Governo do Estado de interiorizar a rede de proteção. Aqui nós temos as delegacias especializadas separadas, mulher, idoso e criança. No interior, a delegacia especializada funciona para atender esses três públicos vulneráveis. Então para os interiores nós estamos levando o Samic. O primeiro já está funcionando em Itacoatiara e está sendo um sucesso. Em dois meses nós atendemos 87 mulheres com um atendimento psicossocial e com a integração de toda a rede”, enfatizou a secretária Caroline Braz, da Sejusc.


Outras seis unidades estão sendo planejadas para o interior do Estado.



Denúncias


As vítimas de violência doméstica podem procurar qualquer um dos Distritos Integrados de Polícia (DIPs) na capital e interior. Em Manaus, existem três unidades especializadas no atendimento de violência doméstica.


Em situações de emergência, a mulher, um familiar ou qualquer vizinho pode ligar para o 190, 180 e 181. Mulheres com medidas protetivas contam com o aplicativo “Alerta Mulher”, que faz o monitoramento por GPS e garante atendimento imediato à ocorrência. Também é possível falar com a Ronda Maria da Penha pelo número (92) 98842-2258.






Outubro Rosa: reconstrução mamária através de micropigmentação é realizada em Manaus

Outubro Rosa é o nome da campanha popular de combate ao câncer de mama. Ações de saúde são pensadas e executadas junto à mulheres de todo o mundo, com um objetivo: diagnosticar, o quanto antes, qualquer problema nas mamas. Engajados na campanha, vários órgãos público e empresas privadas se unem, e iluminam seus prédios em apoio à causa.


Em Manaus, a Fundação Centro de Controle Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) é o principal local que assiste mulheres vítimas do câncer de mama. Segundo o órgão, de janeiro a julho desde ano, foram 2.244 consultas médicas com mastologistas, e 240 mastectomias (retirada completa da mama), realizadas no mesmo período.
Foto:Shutterstock


Segundo o médico mastologista e vice-presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) Jesus Pinheiro, no Amazonas, mesmo com o câncer de colo de útero sendo a principal causa de morte entre mulheres, o câncer de mama é o que mais cresce.


"No Brasil, são registrados 60 casos de câncer de mama para cada 100 mil habitantes, no Amazonas, são 20 casos para cada 100 mil pessoas. O mais comum aqui é o de colo uterino, que é o dobro da estatística de casos do Brasil, mas o quê mais cresce é o de mama", ressalta o médico.


Ainda segundo o médico, não há uma causa específica para o surgimento do câncer de mama, mas diversos fatores que contribuem para o problema.


"O câncer de mama não tem um fator que determina seus surgimento, são vários fatores que contribuem, e de modo geral, a influência hereditária contribui em torno de 10%, portanto, e os 90% são fatores externos, entre esses, os grupos de maior risco são mulheres que menstruaram muito cedo e terminam muito tarde essa janela hormonal, mulheres que nunca tiveram filhos, ou só teve após os 30 anos, as obsessas e as fumantes", disse Jesus Pinheiro.


Entre janeiro de 2016 e dezembro de 2017, a FCecon registrou 619 novos casos de câncer de mama. E de janeiro de 2018 a julho de 2019, 345 pacientes receberam alta oncológica do setor de mastologia do órgão.


Para o médico Jesus Pinheiro, o diagnóstico precoce é a chance que a mulher tem de obter êxito no tratamento.


"O quê, nós médicos podemos fazer, já que não tem vacina para o câncer de mama, é o diagnostico precoce, pois o câncer em fase inicial tem o índice de cura, em 90%, além de um tratamento menos invasivo, ou seja, sem necessidade ações mais radicais. Então é indispensável, o auto exame depois da menstruação, e a mamografia, 1 vez por ano, partir dos 40 anos, já que 20% dos casos são em mulheres abaixo dos 50 anos", pontua o médico.
Arte: Divulgação/Ministério da Saúde

Quando do diagnóstico do câncer de mama, o tratamento inicia, como afirma o médico, na investigação e estancamento.


"Dependendo da fase em que esse câncer esteja, e uma vez diagnosticado, a fase seguinte é o estancamento, que significa dizer que queremos saber se ela tem o câncer só na mama ou em outros órgãos, nesse sentido, passamos a fazer os exames de tomografias. Quando está só na mama e os tumores são inferiores a 3 centímetros, há tratamento conservador, onde há necessidade de fazermos a quadrantectomia (retirada de um quarto da mama), e depois as radioterapias, quimioterapias, quando não, aí é a mastologia", disse.


Restauração da aréola


Em muitos casos, após o procedimento cirúrgico, há a desconstrução da mama, e além das circunstâncias como o abandono do parceiro, o sofrimento causado pelo câncer, há o problema estético ao final do tratamento. Muitas mulheres ficam sem as auréolas e tentando ajudá-las a esteticista Diana Bacellar.


"Em 2014 eu tive o contato com mulheres que passaram por mastectomia e fiz o procedimento em algumas delas. Naquele momento eu vi que a reconstrução devolvia a auto-estima dessas mulheres, a sensação de poder se olhar no espelho e se sentir mais completa novamente. Eu percebi a minha responsabilidade em poder ajudá-las durante esse processo tão doloroso", conta.
Foto:Diana Bacellar/Acervo Pessoal


A técnica da micropigmentação paramédica em aréolas e mamilos custa entre R$ 600 e R$ 1200, dependendo do número de argolas, se é total ou parcial, mas durante o mês de Outubro, a Diana está realizando o procedimento de forma gratuita.


"Durante o mês e outubro eu realizado o procedimento gratuitamente para mulheres que nos procuram. É importante ressaltar que elas precisam estar de alta do tratamento, além de uma autorização do médico informando que a mulher já está apta para o procedimento", ressalta Diana.


A aposentada, Glória Alves, de 54 anos, teve câncer de mama, e precisou fazer a mastectomia radical com esvaziamento axilar. Fez a reconstrução mamária dois anos após a cirurgia, e depois da cicatrização, refez o mamilo, mas ainda faltava a pigmentação da aréola.


"A pigmentação da aréola só fiz 17 anos após a reconstrução mamária. Soube através de uma colega paciente da Fcecon, em 2018. Ela me falou do trabalho voluntário que a doutora Diana estava fazendo, e disse que a mesma estava selecionando mulheres que já haviam feito reconstrução mamária, sem condições de pagar pelo serviço e que tivesse interesse em fazer a pigmentação, foi aí que conheci o projeto e tive minha aréola restaurada", conta Glória.


Com a micropigmentação, Glória conta que melhorou sua autoestima e é grata pelo procedimento.


"A mama da mulher é um símbolo muito significativo, representa nossa feminilidade, maternidade e sexualidade. Mas claro que a vida é muito maior que tudo isso, no entanto sem essa parte do corpo me sentia mutilada. Penso que o tratamento do câncer de mama, só estará completo após a reconstrução mamária, inclusive com mamilo e pigmentação da aréola. Nesse sentido, avalio como de grande importância a reconstrução da mama com a pigmentação para a autoestima da mulher mastectomizada. E eu só tenho à agradecer a essa profissional pelo trabalho voluntário realizado, não só em mim, mas em outras pacientes, que com certeza, assim como eu, estão muito satisfeitas com o resultado é com a melhora da autoestima", pontua.


Para mais informações sobre o procedimento de micropigmentação gratuito, a Diana Bacellar atende no (92) 3584 0092 / 98223 0437 (WhatsApp).


Bella Causa: parceria entre Fundação Rede Amazônica e Samsung entrega kits ao TJAM

A campanha Bella Causa, que tem o objetivo de dar visibilidade à luta contra a violência e abuso sexual sofrido por mulheres na região Norte, é uma das ações desenvolvidas pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), e, nesta quinta-feira (10), deu um passo importante de apoio à causa. Em parceria com a Samsung SDS, foram deixados kits lúdicos na Sala do Anjo do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por onde passam as crianças e adolescentes vítimas de abuso, durante a escuta.

Foto:William Costa/Portal Amazônia

A ação mobilizou funcionários da Samsung SDS (braço da empresa que trabalha transporte e logística), que durante semanas arrecadaram materiais de pintura, desenho e massinhas de modelar para criação dos kits lúdicos, que foram deixados para distribuição no TJAM. Vanessa Tenório, analista de Recursos Humanos (RH), ressalta que a empresa está engajada e preocupada com causas sociais.


"A empresa [Samsung] está sempre preocupada com responsabilidade social, é o papel dela também, e nós estamos sempre com ações socais em datas como o Dia das Crianças e Natal, e essa parceria com a FRAM veio no momento certo. Abraçamos a causa, e hoje entregamos os kits", disse.



Para a secretária da FRAM, Márcya Lira, o momento não é só de deixar o registro com a entrega dos kits, mas


"É com muita satisfação que realizamos mais essa ação. Estamos, como um Grupo Rede Amazônica, preocupados com essa Bella Causa, que deve ser uma pauta diária, para falarmos da importância de não nos calarmos, e nos comprometemos, a partir dos nossos veículos de comunicação, e além de darmos voz, quando nos unimos impactamos na vida das pessoas", disse.
Foto:William Costa/Portal Amazônia

A juíza Articlina Oliveira Guimarães, titular da 2.ª Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes, e responsável pela 'Sala Anjo' do TJAM, ressaltou que a oportunidade de parceria com a FRAM e Samsung dará mais visibilidade à causa.


"É de fundamental importância, essa parceria com a FRAM, por exemplo, vai fazer com o que um tema tão importante seja divulgado, e que a informação chegue às pessoas. Muitas vezes as vítimas são vítimas porque seus familiares não estão com olhar atento para pessoas da família, e lá estão os maiores índices de abuso", conta.


Sobre a realidade dos abusos, a juíza ainda ressalta que há mudanças drásticas de comportamento e a sexualidade passa a ser mais exposta nas atitudes da criança.


"Especialmente a violência sexual, a criança muda drasticamente de comportamento, primeiro ela fica muito quieta, não quer estudar, não tem ânimo, entra em depressão, dá sinal de atitudes sexuais. Crianças de 7 ou 8 anos, geralmente não se toca, e aquela que está sendo vítima de abuso, normalmente, começa a se tocar e achar sexo natural, ela fala sobre isso com naturalidade. Os pais precisam estar atentos à esses sintomas, e não desacreditar das crianças", ressalta a juíza.

Foto:William Costa/Portal Amazônia

A juíza disse ainda, durante sua fala ao plenário, que em 2018, através do 'Disque 100', foram mais de 17 mil registros de ocorrência, e em Manaus, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, foram 809 casos no mesmo ano.


"O TJAM tem um olhar muito especial para essa questão, tanto que são duas Varas Especializadas julgando esses casos, com mais de 1.100 processos julgados de 2018 até setembro deste ano, e ainda assim, nossa demanda ainda é altíssima”, pontua Articlina.


A Sala do Anjo é um espaço reservado à escuta e depoimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes contra a dignidade sexual.

Foto:William Costa/Portal Amazônia

Bella Causa


Para dar visibilidade a luta contra a violência e abuso sexual sofrido pelas mulheres, a Fundação Rede Amazônica criou o projeto 'Bella Causa'. A ideia é desenvolver uma rede de apoio que possa identificar e ajudar unidades institucionais (abrigos com meninas de até 18 anos) nos seis estados da Região Norte com presença do Grupo Rede Amazônica.


Além disso, cada Estado contará com uma rede de embaixadoras que apoiarão a causa através de ações como palestras, exposições, bazar e campanhas de divulgação. Em Manaus, por exemplo, a embaixadora escolhida foi a jornalista Mazé Mourão. Já a primeira instituição que participará do 'Bella Causa' será a Casa Mamãe Margarida, que atende jovens mulheres em situação de vulnerabilidade social.


FRAM


A Fundação Rede Amazônica é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica, comprometida com a integração e desenvolvimento da Amazônia, com a missão de capacitar pessoas, articular parcerias e contribuir para o desenvolvimento social, ambiental e científico-tecnológico da região.



Realidade alarmante: violência contra a mulher se extende para o meio digital

 A violência contra as mulheres está presente tanto no ambiente virtual, quanto fora dele. Porém, a reprodução dessa violência no âmbito online Alcança novos caminhos. Com o avanço das redes sociais, a quantidade e impacto desses ataques têm aumentado de maneira relevante nos últimos anos. Segundo dados da Central de Denúncias da ONG Safernet, em 2018 , foram processados mais de 16 mil denúncias anônimas de violência ou discriminação contra mulheres.


O debate sobre a violência de gênero é algo que ganhou mais visibilidade nos últimos anos. Em 1994, durante a Convenção Interamericana para Previnir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, realizada em Belém (PA), ficou decidido que qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico a mulher, tanto na esfera púbica como na privada é considerada um caso de violência de gênero.

Foto: Reprodução/Shutterstock

Já a violência de gênero via Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) é classificada como atos que são cometidos, instigados ou agravados, de forma parcial ou completa, pelo uso de tecnologias, como por exemplo, chats, redes sociais e blogs. O ato impacta diretamente mulheres que dependem do uso das TICs para conduzir seus trabalhos ou até que se tornar mais expostas devido a sua profissão.

Conscientização


O tema foi debatido durante a 9ª edição do Fórum da Internet no Brasil, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A palestra abordou a violência digital contra as mulheres, e contou com a participação da ONG Artigo 19, criada em 1987 para promover o direito à informação e liberdade de expressão em todo o mundo.


De acordo com a responsável pelo programa de proteção e segurança da ONG Artigo 19, Barbara Eleonora, o ataque que as mulheres e a comunidade LGBTQI+ sofrem através das redes sociais é um fenômeno mundial. “A violência no mundo online e offline estão correlacionados. As pessoas acham que por estar atras de um avatar, o ataque de alguma maneira se torna abstrato, outros acham que a vitima está exagerando. Atualmente, existe uma desvalorização do que é a saúde mental”, comentou.

Foto: Reprodução/Shutterstock
 

Tipos de violência

Entre os tipos de violências sofridos pelas mulheres na internet estão: pornô de vingança, invasão de páginas e perfis, censura, roubo de identidade, impedimento de acesso, ataques massivos, descrença, abuso sexual, extorsão, divulgação de informações pessoais, vigilância, uso indevido de imagens, controle e manipulação, fake news, fotos sexuais não solicitadas, perseguição, discurso de ódio, doxxing, dog pilling, entre outros. Os dados envolvendo a violência na internet são alarmantes.

Segundo o site Genderit, mulheres e LGBTQI+ de até 30 anos são os mais vulneráveis a esse tipo de ataque. Cerca de 33% das vitimas relataram problemas emocionais que afetaram a vida online e offline. Um dos dados mais alarmantes é de que 40% dos ataques sofridos na internet vieram de pessoas próximas. Para a analise, foram estudados mais de 1.126 casos de internautas que sofreram algum tipo de violência na rede.

Na opinião da defensora pública, Rita Lima, a falta de informação sobre os direitos das mulheres é o principal obstáculo para que mais casos sejam notificados. “Infelizmente, muitas mulheres ficam com medo de denunciar seus agressores e desconhecem quais são suas opções de ajuda. Como defensora pública, eu peço que qualquer pessoa que passou por uma situação de violência na internet procure a defensoria, nós trabalhamos em rede, ou seja, teremos uma gama de fontes que poderão ajudar. Mas lembrando que cada caso requer uma medida diferenciada”, explicou.

Campanha Bella Causa, da Fundação Rede Amazônica, ganha comercial televisivo; assista ao vídeo

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) lançou nesta semana, em Manaus, o comercial de TV da Campanha Bella Causa, que tem o objetivo de dar visibilidade à luta contra a violência e abuso sexual sofrido por mulheres na região Norte. A iniciativa pretende desenvolver uma rede de apoio que possa identificar e ajudar unidades institucionais nos estado do Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e Pará, onde o Grupo Rede Amazônica (GRAM) tem atuação.

Foto:William Costa/Portal Amazônia


A jornalista Mazé Mourão é uma das embaixadoras da Bella Causa, e já articula parcerias que possam ajudar na Campanha.



"Não é uma causa que vai acabar depois de amanhã, é uma causa perene que a gente vai continuar trabalhando por muito tempo. E já tenho conversado com algumas pessoas, entre eles, empresários,  que demostram o interesse em participar com a gente", conta Mazé.



A Bella Causa está apoiando, nesse primeiro momento, a Casa Mamãe Margarida, que atende crianças e adolescentes mulheres em situação de vulnerabilidade social. A presidente da FRAM, Cláudia Daou Paixão e Silva ressalta que a campanha tem a proposta de defender as meninas.

"Nós abraçamos essa causa, e a instituição escolhida foi a Casa Mamãe Margarida, em Manaus, para defendermos essas meninas, e é nossa obrigação defendê-las", disse.



Os vídeos da Campanha Bella Causa já estão sendo exibidos nas emissoras do GRAM, além do Amazon Sat.



Confira:



   

Com atividades em Manaus, campanha estimula sociedade a combater violência sexual contra crianças

Cerca de 300 milhões de crianças em todo o mundo vivem em constante situação de violência, seja física, sexual ou moral. O dado, divulgado em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), integra o relatório “Um Rosto Familiar: Violência na Vida de Crianças e Adolescentes”. 

Em Manaus, empreendedorismo e empregabilidade é tema de evento voltado para mulheres

Capacitações de empreendedorismo e empregabilidade para mulheres, com o foco nas que estão em situação de vulnerabilidade, é o objetivo do programa 'Ela Pode', ação idealizada pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, que será realizado em Manaus, neste sábado (24).
Foto:Divulgação/RME

O 'Ela Pode' tem a missão de oferecer condições sociais e econômicas para a independência financeira feminina, e o Amazonas está na rota das atividades do programa, que já passou pelo Maranhão, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso e Acre. O evento oferecerá palestras sobre empreendedorismo feminino, oficinas "mão na massa", tira-dúvidas (informação para o microcrédito, como fazer currículo, como formalizar uma empresa) e ações sociais de lazer diversas, como atividades físicas.


Segundo a embaixadora regional da Rede Mulheres Empreendedoras (RME), Rosângela Bentes, a programação do evento está especial e contará com vários momentos importantes para as mulheres.

"Nossa programação é dinâmica, e já iniciamos com as boas vindas, apresentando o programa, seguido de um momento de mentoria, onde as empreendedoras terão oportunidade de ter orientações com mentoras da área", conta.


Na programação também estão previstos atendimentos e orientação de microcréditos feitos pela Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), além do Basa com orientações de recursos destinados à microempreendedores, e outros bancos. Oficinas de elaboração de currículo, capacitação para postagem e gestão de negócios em redes sociais.


A Palestra-show será um momento em que três pessoas contarão suas histórias, entre as convidadas está a jornalista e empreendedora Cristina Monte.



As ações são organizadas por multiplicadoras do Programa Ela Pode, e um time de mulheres voluntárias capacitadas com a ideia da ação, além do apoio do Google, e parceiros locais como a Fundação Rede Amazônica, que, através do selo Acelera Amazônia, busca incentivar o  empreendedorismo e sustentabilidade na região. O evento tem correalização no Amazonas da Escola de Negócio a North Business School



“Esperamos impactar cerca de 10 mil mulheres com as atividades em todo o Brasil. Manaus precisa estar inserida nessa jornada incrível, pois a grande concentração de mulheres vulneráveis econômica e socialmente, encontra-se no Norte e Nordeste”, disse a embaixadora regional da Rede Mulheres Empreendedoras (RME), Rosângela Bentes.



A programação acontece neste sábado (24), das 8h às 17h, no Parque do Mindu, zona Centro-Sul de Manaus, e para participar as mulheres podem se inscrever gratuitamente clicando aqui, até na sexta-feira (23), mas no dia ainda podem se inscrever, e levar seus filhos e se desejarem, os maridos.

Foto:Divulgação/RME

Rede Mulher Empreendedora
 

A Rede Mulher Empreendedora é a primeira e a maior plataforma de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil, com o propósito de empoderar empreendedoras economicamente, garantindo independência financeira e de decisão sobre seus negócios e suas vidas.


North Business School em Inteligência Empreendedora e inovação
 

A Escola idealizada em 2014, por Rosângela Bentes, que decidiu após 20 anos atuação em instituições púbica, decidiu empreender por entender que educação transforma, portanto, a North Business School surge para oferecer uma alternativa complementar, para acelerar atitudes empreendedoras na carreira e nos negócios. Além fazer um elo entre ciência e inovação para gerar negócio, considerando as a tendência e novas modulações econômicas e sociais.
 

Acelera Amazônia
 

O Acelera Amazônia é um selo de apoio da Fundação Rede Amazônica que tem como objetivo inspirar e fortalecer o empreendedorismo inovador através de ações que conectem empreendedores, instituições e comunidade levando em consideração o desenvolvimento sustentável da Amazônia.


A Fundação Rede Amazônica é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica, comprometida com a integração e desenvolvimento da Amazônia, com a missão de capacitar pessoas, articular parcerias e contribuir para o desenvolvimento social, ambiental e científico-tecnológico da região.