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Segunda, 25 Mai 2020

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Natal sustentável: conheça atitudes que transformam o ecossistema onde vivemos

Natal sustentável: conheça atitudes que transformam o ecossistema onde vivemos
Vem chegando mais um Natal e o anúncio de um Novo Ano. Novas expectativas, novos sonhos, novos planos e projetos, e, nesse meio todo, velhas práticas que são motivadas por uma série de fatores, como o consumismo, nos faz deixar de lado a preocupação com o ecossistema onde estamos inseridos. Estamos gerando mais resíduos, aumentando o uso de energia elétrica e água, e cada vez mais poluindo e causando danos em nosso habitat.


No Brasil, só em 2018, foram geradas, em média, 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Para o doutor Alexandre Rivas, especialista em Economia Ambiental, nosso estilo de vida moderno é o quê nos levará a situações difíceis.


"As evidencias que estamos tendo no planeta é que o estilo de vida moderno está nos levando para uma situação difícil de ser sustentada, em curto e longo prazo. Estamos utilizando os recursos naturais de uma maneira muito rápida, e isso tem causado uma série de problemas, mesmo sendo importante para a economia, ela gera uma série de problemas", pontua Rivas.
Foto:Divulgação


Ainda segundo o especialista, pode parecer pequena nossa contribuição para os problemas do planeta, mas cada um tem feito muito e precisamos mudar de atitudes.


"Os problemas são devido alguns aspectos, como os efluentes, os resíduos e as emissões gasosas. Então, cada um de nós deve pensar que nossa ação individual pode representar muito pouco na tamanho, mas ela é muito grande no efeito, por que quando todos pensarem dessa forma vamos evitar uma tragédia, de que cada um acredite que não contribui em nada para o problema, quando é exatamente ao contrário, pois contribuímos e muito para o problema", ressalta.


Uma das iniciativas em prol do ecossistema é o desenvolvimento sustentável. Segundo a Organização da Nações Unidas (ONU), é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Baseado nesse conceito, ações são pensadas de modo a ter uma preocupação com o meio que vivemos.


Decoração sustentável a partir da reciclagem  


Em Manaus, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) oferece oficinas de reaproveitamento de resíduos. Ao longo do ano, foram várias turmas, e a última foi especifica para o Natal. Como parte das atividades do programa Uniambiente, as capacitações buscam sensibilizar as pessoas a reutilizar material que poderia ser descartado, a exemplo de garrafas pet, papelão, jornal, revista, embalagens tetrapack, como as caixas de leite.

Foto:Divulgação/Prefeitura de Manaus


Para a instrutora da oficina, a pedagoga Francisca Godinho, da Divisão de Educação Ambiental da Semmas, poder aproveitar o momento natalino e ainda gerar renda a partir de resíduos sólidos, é uma realização.


"Eu me sinto realizada em poder dar essas oficinas. Quando eu vejo elas chegarem a falar que já conseguiram encomenda, já vendeu algo, eu fico realizada, é uma satisfação ver", conta.



Ainda segundo ela, o material utilizado com um bom acabamento faz toda a diferença na hora da finalização das peças.


" É um material vendável, eu explico que podemos trabalhar com papelão, que são os resíduos sólidos, e não é lixo, pois lixo não serve mais pra nada. Desse nosso resíduo, se fizer um bom acabamento consegue-se vender, e eu ensino até como elas vão fazer para tirar o preço dos produtos. E neste fim de ano, foram 200 peças recicladas, e elas estão todas alegres, não tinham nada e perspectiva de nada e agora terão essa renda", ressalta Francisca.


O empreendedor e estudante de arquitetura, Guido Borges, de 32 anos, criou uma fábrica artesanal de móveis e objetos sustentáveis, a Morada Verde, que entre as peças criadas está uma árvore de Natal feita em pallet (um estrado de madeira muito utilizado em construções e transporte de cargas de estoques), que é objeto de reaproveitamento.


"Já trabalho com pallet desde 2017, e resolvi criar a árvore de natal para decorar minha casa, ainda em 2018, e depois do Natal, a árvore podia virar um uma mesa, mas uma pessoa se interessou e vendi", conta Guido.
Foto:Divulgação/Morada Verde
O trabalho ecológico com os pallets, conta Guido, surgiu como uma solução sustentável.


"É sustentável, econômico e pode transformar ambientes. A decoração com pallets é tudo isso e muito mais. Além de ajudar a preservar a natureza, você ainda incrementa a décor sem gastar muito. Além de ser uma ótima solução para decorar e trazer aconchego aos ambientes e agregar mais valor, garantindo o melhor aproveitamento de materiais simples que seriam jogados fora", ressalta.



Roupas: a reinvenção das peças guardadas



Lylle Abreu é empreendedora de Moda da The Ladies Brechó, e viu no brechó, a oportunidade de impactar o planeta de forma positiva.


"Entender sobre o meu negócio me trouxe muitas transformações, uma delas foi a maneira de consumir moda de forma consciente, gerando menos impacto no planeta. O movimento Slow Fashion Manaus veio logo em seguida. Depois de mergulhar nesse universo do pós consumo, me vi num caminho sem volta", conta.

Foto:Divulgação/@TheLadiesBrecho


Segundo Lylle, a indústria da moda ainda é altamente poluente, e é preciso parar para refletir sobre o assunto.


"A indústria da moda ainda é extremamente poluente e até hoje são poucas as alternativas sustentáveis nesse sentido. Em geral, os fabricantes usam tecidos de origem animal, como couro, lã e seda; vegetal, como o algodão; e sintéticos, criados a partir do petróleo. Mas todas estas matérias-primas ainda têm um forte impacto ambiental. O movimento Slow Fashion Manaus, vindo na contramão do Fast Fashion, tem como missão provocar essa reflexão sobre o trajeto da roupa, da fabricação até o descarte", ressalta.


Pensando na realidade sustentável, Lylle atua com brechós em Manaus, que é um forma de reutilização de peças e ainda gerar renda.


"Comprar em brechós e lojas de segunda-mão, participar de feiras de troca ou até mesmo organizar uma festa para fazer escambo de roupas com as amigas são opções muito válidas para quem está se esforçando para praticar um consumo mais consciente neste Natal. A moda é green! Cada vez mais pessoas estão entendendo que o consumo inconsciente e desnecessário, com sua produção poluente, só trará malefícios ao planeta e às gerações futuras", completa.


Alimentação suficiente para não ter desperdícios


As ceias são sempre bem recheadas, com variados pratos e muita fartura, e é importante estar atento para não desperdiçar. Quem dá as dicas é a nutricionista Monick Sena, do Mesa Brasil Sesc, um projeto que atua no combate a fome e desperdício.


"Temos que entender que apesar da fartura das festas de finais de ano, temos que ter equilíbrio nas quantidades e qualidade nutricional desses alimentos. Refletir que nossas escolhas alimentares vinculam-se ao nosso projeto de vida. Se nossos projetos incluir ter qualidade nutricional, nós temos que zelar por isso também nas festas de finais de ano", disse.


Monick lembra que devemos aproveitar integralmente os alimentos que iremos utilizar nas nossas ceias, utilizando as cascas, sementes e talos dos alimentos nas próprias receitas das ceias e em outras receitas, se possível, além das frutas, que podem deixar as ceias mais coloridas em baratas.


"As frutas tradicionais para ceia de natal são uva passas, romã, ameixa, damasco, figo, pêssego, entre outras, porém geralmente na época do natal essas frutas tendem a ficar mais caras e você pode utilizar as frutas mais regionais, que tendem ser mais baratas ou frutas mais comuns durante todo o ano, como uva, maçã, manga, abacaxi, melancia, melão, goiaba, entre outras",

Foto:Divulgação


Com as comidas que sobram das ceias, Monick, orienta que se reaproveite, mas pra isso, é preciso ter cuidado na hora do armazenamento.


"As sobras das ceias podem ser aproveitadas, desde que esse alimento tenha sido conservado adequadamente. Receitas como arroz gratinado, arroz com tender, macarrão gratinado com peru, farofa com Chester, salada de frutas, pavê com sobra de panetone, torrada de panetone, entre outros, são ótimas receitas para reaproveitar os alimentos que sobraram das ceias", ressalta a nutricionista.


Reflexões de Fim de Ano


"De uma forma geral, o mais importante de bom é que a gente reflita que a questão da sustentabilidade não é uma questão de agente achar que o outro que pode fazer, é um compartilhamento, atitude que precisamos ter como consumidor, cidadão. Pois além da qualidade de vida que podemos ter, e equilíbrio da planeta, por exemplo, não vamos desperdiçar comida no Natal, existem muitas pessoas e crianças que passam fome, quando mais tivermos pessoas assim, mais será ruim nosso futuro, vamos ajudá-las não só no período de natal, mas durante todo o ano, com um próximo natal, melhor que esse. Feliz Natal e Próspero Ano Novo", finaliza o doutor em economia ambiental, Alexandre Rivas.






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