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Sexta, 30 Outubro 2020

COP 23 chega ao fim em busca de medidas concretas sobre clima

COP 23 chega ao fim em busca de medidas concretas sobre clima
Depois de duas semanas de intensas negociações, a 23ª Conferência do Clima da ONU (COP-23), realizada em Bonn, na Alemanha, termina nesta sexta-feira (17), quando as delegações dos 197 países se reúnem para aprovar o documento final desta edição.
A expectativa é que Fiji, ilha que preside a COP-23, apresente um formato para o chamado "Diálogo Talanoa", que pode conduzir uma conversa entre os países em 2018 na tentativa de aumentar a ambição das metas nacionais.
Apesar de ter sido assinado há dois anos, o Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas foi um dos norteadores das reuniões, principalmente após o presidente Donald Trump anunciar a retirada dos Estados Unidos do pacto mundial. A Conferência do Clima será encerrada com a pressão para que se decida como viabilizar as metas do acordo, que prevê que o planeta se aqueça no máximo 2ºC até 2030, em relação aos níveis pré-industriais.
Depois que Nicarágua e até a Síria, imersa numa guerra civil que se arrasta desde 2011, anunciaram que vão aderir ao Acordo de Paris, os Estados Unidos passam a ser o único país a rejeitar o compromisso, o que aumentou ainda mais o isolamento norte-americano nesta COP.
Os líderes europeus Emmanuel Macron, presidente francês, e a anfitriã alemã, Angela Merkel, aproveitaram para reforçar o discurso de que é preciso agir rapidamente. No entanto, a chanceler da Alemanha está em plena negociação para tentar formar um novo governo, e o tema coloca em lados opostos seus dois potenciais aliados - os Verdes e os Liberais.
Ao longo dos últimos dias, ao menos 20 países, dentre eles Reino Unido, Canadá, França e México, também compuseram uma aliança para reduzir o uso do carvão - combustível fóssil e altamente poluente. A Alemanha, China e Rússia se negaram a integrar a aliança. Atualmente, o combustível é responsável por 40% das emissões de gases poluentes do mundo - e os países estão mobilizados para diminuir o seu uso.A ONU espera que tudo fique alinhado para que, em 2018, o Acordo de Paris entre em vigor plenamente. Durante as negociações, as tensões ficaram em torno da divisão de responsabilidades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Na tentativa de convencer todas as partes a metas mais ambiciosas, Fiji propõe que o diálogo aconteça com empatia. A próxima COP, que ocorre na Polônia em 2018, deve concluir o "livro de regras" estabelecido desde Paris até agora.
Por sua vez, o Brasil se comprometeu a promover uma redução das emissões de gás carbônico de 37% abaixo dos níveis de 2005, até 2025 e, posteriormente, 43%, até 2030. Para isso, o país precisa adotar medidas para aumentar a participação da bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18% até 2030. Além disso, o governo brasileiro anunciou que quer sediar a edição de 2019 da cúpula. A iniciativa foi informada pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que disse em comunicado que a COP25 será um "grande marco" para a implementação do Acordo de Paris e que o Brasil está "encantado de mostrar sua disponibilidade para receber esse importante evento".
Por causa de um sistema de rotação da ONU, já está previsto que a COP25 seja realizada em um país da América Latina ou do Caribe.

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