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Quinta, 22 Fevereiro 2024

Proposta de barco voador é apresentada na Campus Party Amazônia

O transporte é um dos maiores empecilhos do desenvolvimento econômico da região amazônica. A locomoção, realizada normalmente por meio de embarcações, costuma ser vagarosa e por vezes custosa. Justamente pensando nessas problemáticas, a startup 'AeroRiver' propõe como solução a implementação de barcos voadores no cenário amazônida. 

O projeto foi apresentado na Campus Party Amazônia, no palco 'What's Next', na palestra intitulada 'Inovação no coração da Amazônia – O barco voador da AeroRiver', pelo cofundador da empresa Tulio Condé Duarte Silva que, em entrevista para o Portal Amazônia, explicou a proposta.

Tulio Condé durante a palestra 'Inovação no coração da Amazônia – O barco voador da AeroRiver'. Foto: Diego Fernandes/Portal Amazônia

Segundo Tulio, a startup foi fundada após a observação das "dores" enfrentadas por aqueles que trafegam nos rios da Amazônia, como objetivo de oferecer uma solução. 

"As grandes dificuldades logísticas da região amazônica são por conta do território muito distante e ausência de estrada, de infraestrutura. Hoje o que nós temos são os rios como estrutura, mas os transportes nos rios são muito lentos, principalmente por causa da resistência da água. Então temos, por exemplo, um barco regional que navega à 15 quilômetros por hora e uma lancha à jato que navega à uns 50 quilômetros por hora", 

explica o cofundador da AeroRiver.

Pensando no tempo e nos custos desses tipos de viagens, foi desenvolvido o barco voador conhecido como "Volitan". Tulio descreve:  

"Estamos trazendo um veículo totalmente inovador, porque ele voa. Ele está muito próximo de um barco, mas um barco que voa de dois a cinco metros acima da água atingindo velocidades muito maiores: dez vezes maiores que um barco regional e três vezes maiores que uma lancha à jato, chegando em 150 quilômetros por hora".

Durante a palestra Tulio explicou, ainda, as inúmeras funcionalidades que este veículo poderia atender, como: a facilitação do transporte de cargas e pessoas, o encurtamento do tempo de viagens para os munícipios mais afastados da região, a segurança oferecida por sensores acoplados que identificam barreiras naturais, dentre outros fatores. 

Além disso, o cofundador ressaltou que as viagens poderão ser feitas com baixíssimo custo, com preços semelhantes ao de barcos convencionais. 

O projeto, criado para atender as necessidades da região, surge como uma das várias inovações tecnológicas desenvolvidas na Amazônia e apresentadas na primeira Campus Party realizada na cidade de Manaus entre 11 e 15 de outubro no Studio 5 Centro de Convenções.

*Estagiário sob supervisão de Clarissa Bacellar

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