Manaus 30º • Nublado
Domingo, 21 Abril 2024

Pesquisa desenvolve bioprodutos encapsulados a partir de plantas e fungos amazônicos

FAPEAM_EXPOAMAZoNIA_BIOTIC_FOTO_NATHALIE_BRASIL_1_20240110-155621_1

O desenvolvimento de bioprodutos, a partir do encapsulamento de metabólitos bioativos produzidos por plantas e fungos amazônicos em nanomateriais está sendo analisado em um estudo intitulado 'Consolidação da AMNANO (Rede Amazonas de Laboratórios Multiusuários em Nanotecnologia) no desenvolvimento de bioprodutos, a partir do nanoencapsulamento de metabólitos produzidos por plantas e fungos amazônicos'.

A pesquisa realizada pela doutora em Química, Patrícia Melchionna Albuquerque, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), colabora para o aproveitamento dos recursos naturais da região amazônica.

Foto: Nathalie Brasil/Fapeam

Durante os testes, foram obtidos óleos essenciais e extratos em diferentes solventes (metabólitos de plantas) e extratos preparados a partir do cultivo do microrganismo (metabólitos de fungos amazônicos), sendo detentores de atividades biológicas de interesse, tais como: antioxidante, fotoprotetora, antimicrobiana e citotóxica. 

"O desenvolvimento deste projeto sinaliza para o aproveitamento dos recursos naturais da região Amazônica, agregado ao potencial da nanotecnologia, primando pelo desenvolvimento científico com bases para a sustentabilidade e consequente desenvolvimento da bioeconomia no estado do Amazonas",

disse Patrícia Melchionna.

A Rede AMNANO conta com laboratórios de 5 instituições do Amazonas: UEA, Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e Instituto Senai de Inovação (ISI). Ela também integra Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO), que é ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Realização da pesquisa

Melchionna explica que o processo de seleção das plantas amazônicas, se dá por seu uso medicinal e das produtoras de óleos essenciais, e por suas atividades biológicas. Os fungos escolhidos são todos endofíticos, ou seja, vivem dentro das plantas e já foram utilizados em estudos anteriores, sendo produtores de substâncias bioativas.

"De posse dos extratos (fungos e plantas) e dos óleos essenciais, procedeu-se com as análises de atividade antioxidante, fotoprotetora, citotóxica e antimicrobiana. As amostras que se mostraram mais ativas foram selecionadas para serem nanoencapsuladas",

afirmou.
Foto: Nathalie Brasil/Fapeam

Após os bioprodutos serem nanoencapsulados, foram realizadas a caracterização e determinação da atividade biológica, liberação controlada e estabilidade. Em seguida, estabeleceu-se a concentração desses ativos para a formulação de produtos cosméticos, em especial emulsões fotoprotetoras.

"Até o momento foram desenvolvidos dois bioprodutos nanoencapsulados: o extrato da semente do guaraná (Paulinia cupana) e o óleo essencial de pau rosa (Aniba rosaeodora)", 

disse.

A pesquisadora destacou o apoio da Fapeam na consolidação dos grupos de pesquisa da UEA, do Ifam e da Ufam, envolvidos no projeto, além da importância da Fundação no desenvolvimento dos bioativos amazônicos, que poderão ser utilizados em diferentes produtos para a indústria cosmética, alimentícia e farmacológica, por exemplo.

Veja mais notícias sobre AmazôniaInovação e TecnologiaAmazonas.

Veja também:

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Segunda, 22 Abril 2024

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://portalamazonia.com/