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Terça, 22 Setembro 2020

Ribeirinhos e indígenas assistidos pela FAS têm renda média familiar mensal maior, diz pesquisa

Ribeirinhos e indígenas assistidos pela FAS têm renda média familiar mensal maior, diz pesquisa
A vida de populações ribeirinhas e indígenas que vivem em Unidades de Conservação (UC) do Amazonas geridas pelo Governo do Estado, e que são apoiadas com ações de educação e geração de renda desenvolvidas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), vem melhorando consideravelmente nos últimos anos. Levantamento feito pela Action Pesquisas de Mercado demonstrou uma diferença de 23,5% na renda média familiar mensal das pessoas que são beneficiárias de ações da FAS em comparação a quem não é atendido por tais projetos e programas nas mesmas áreas geográficas.
Foto:Dirce Quintino/FAS


Os resultados, preliminares e captados com populações da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, da RDS Puranga Conquista e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, territórios que abrangem uma área de 790.923 hectares de terra, apontam para a percepção de que a vida das pessoas beneficiadas pelas ações da FAS nessas localidades melhorou bastante após a implementação de programas e projetos de educação e de geração de renda, por exemplo. Ao todo, são 1.154 famílias em 42 comunidades nessas regiões atendidas pelo Programa Floresta em Pé, o antigo Bolsa Floresta.


A pesquisa foi dividida em duas etapas. A primeira foi a fase de entrevistas qualitativas com 31 lideranças e 16 gestores de Unidades de Conservação que participavam do XXIII Encontro de Lideranças, um evento realizado em Manaus com presidentes de associações e lideranças diversas regiões do Estado, e a segunda etapa foi a fase de pesquisas quantitativas realizadas em sete UCs, abrangendo 151 comunidades, com amostragem de 1.060 questionários aplicados com beneficiários e não beneficiários.


Além disso, as pesquisas qualitativas não se limitaram às lideranças ribeirinhas e indígenas, contemplaram também os gestores das Unidades de Conservação, ou seja, servidores do Estado residentes nessas áreas e ligados Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (DEMUC), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que é a secretaria responsável pela gestão dessas áreas protegidas.


“As lideranças das associações são representantes legítimos dos moradores das Unidades de Conservação e o ponto focal da FAS para a articulação dessas iniciativas, acompanhamento de programas e de projetos. Conhecer a opinião desses líderes é importante para avaliar a efetividade das ações de estímulo ao empoderamento social e também para direcionar novas abordagens”, explicou a gerente do Programa de Gestão e Transparência da FAS, Michelle Costa.


Desde 2011 são feitas pesquisas independentes para mensurar a opinião e a satisfação dos beneficiários dos programas e projetos da FAS nos territórios do Estado. Em 2015 também foi feita pesquisa, com o mesmo objetivo de entender o impacto das intervenções das políticas públicas, como o Programa Floresta em Pé, na vida das pessoas. Tais pesquisas seguem abrangência geográfica, abordagem metodológica e parâmetros estatísticos que asseguram comparabilidade entre si, aspecto fundamental para compreender a evolução da satisfação dos beneficiários quanto à implementação dos programas, da imagem institucional da FAS e dos efeitos das intervenções sobre a conservação ambiental, melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.


Novas pesquisas devem ser desenvolvidas no intervalo de cada quatro anos, com a perspectiva de ampliação para outras Unidades de Conservação, incluindo áreas contrafactuais, ou seja, aquelas onde não há atuação da FAS. “É fundamental fazer esse levantamento, conhecer a opinião das pessoas atendidas pelos programas da FAS nas comunidades e também aquelas não atendidas. Entender a satisfação delas, as expectativas e as necessidades e, dessa maneira, traçar metas de melhorias e reforçar aquilo que está dando certo”, explica Flávia Sausmikat Soares, diretora de Operações da Action Pesquisas de Mercado.


Floresta em Pé


O Programa Floresta em Pé é uma política pública de pagamento por serviços ambientais pertencente ao Estado do Amazonas, é aplicada pela FAS há mais de 11 anos em 16 Unidades de Conservação, beneficiando 581 comunidades ribeirinhas e indígenas. Por meio do programa as populações recebem ações de incentivo à gestão sustentável de recursos naturais, de geração de renda e empoderamento comunitário. Pela FAS, o Floresta em Pé é implementado com recursos do Fundo Amazônia/BNDES, Bradesco e Coca-Cola Brasil, além da cooperação estratégica com o Governo do Estado, via Sema.


Sobre a FAS


A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) é uma organização brasileira sem fins lucrativos e sem vínculos político-partidários que tem por missão fazer a floresta valer mais em pé do que derrubada, promovendo ações de desenvolvimento sustentável e de melhoria de qualidade de vida dos povos que vivem na floresta. Por meio de programas e projetos, a FAS impacta a vida de cerca de 40 mil pessoas em 16 Unidades de Conservação do Estado.


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