Em Rondônia, cota de inundação do rio Madeira chega ao 5º dia seguido
Afetando mais de 100 famílias, a cota de inundação do rio Madeira chegou, nesta quarta-feira (6), ao 5º dia consecutivo em Porto Velho (RO). Nesta quarta, cinco dias após atingir a cota de transbordamento, o rio Madeira amanheceu registrando 17,27 me
Redação | Atualizado
Afetando mais de 100 famílias, a cota de inundação do rio Madeira chegou, nesta quarta-feira (6), ao 5º dia consecutivo em Porto Velho (RO). Nesta quarta, cinco dias após atingir a cota de transbordamento, o rio Madeira amanheceu registrando 17,27 metros.
O nível de transbordamento do rio, de 17 metros, começou no sábado (2). No domingo (3) o nível chegou aos 17,35 m e a água começou passar por cima da BR-319, próximo da cabeceira da ponte que liga Porto Velho e Humaitá (AM).
Na segunda-feira (4) o nível do rio permaneceu acima dos 17 metros, oscilando entre 17,18 e 17,27 metros. Mesmo com a lâmina de água na pista da BR-319, o tráfego de veículos não foi interrompido.
Foto: Pedro Bentes/Rede Amazônica
A previsão é que o nível do rio deve variar entre 17,20 e 17,40 metros nos próximos dias, segundo previsão do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira (SAH Rio Madeira). No distrito de Abunã, provavelmente o nível do rio Madeira irá se elevar.
Famílias afetadas
Mais de 110 famílias já foram afetadas diretamente pela cheia na capital, entre desalojadas e desabrigadas. Para ajudar as famílias atingidas pela cheia do rio, a Legião da Boa Vontade e a Associação Amigos da Leitura iniciou uma ação solidária para arrecadar alimentos, roupas e produtos de higiene pessoal (veja onde entregar).
Quando registrou a cheia histórica, em 2014, o nível do rio Madeira atingiu mais de 19 metros. Milhares de pessoas foram retiradas de casa. Outro ápice do nível do rio foi em 9 de abril de 2007, quando o Madeira chegou a 17,52 metros. Na época, a enchente invadiu bairros, distritos e afetou cerca de 1,6 mil famílias somente em Porto Velho.
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A nacionalidade com maior número de pessoas refugiadas reconhecidas, entre 2011 e 2021, é a venezuelana (48.789), seguida dos sírios (3.682) e congoleses (1.078).
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