Manaus 30º • Nublado
Sexta, 22 Outubro 2021

Conheça quatro das principais lideranças indígenas da Amazônia

1073218-agpara_abr_19.04.2017-8978_1

A história da Amazônia indígena foi escrita por grandes líderes. Figuras como Ajuricaba, líder dos Manáos, iam de encontro aos interesses dos exploradores europeus. Hoje, os líderes indígenas lutam contra a exploração mineral, o desmatamento e as mazelas sociais trazidas por interesses econômicos e a defesa do reconhecimento das terras indígenas. O Portal Amazônia selecionou alguns nomes de destaque do movimento indígena brasileiro.

 
Raoni Metuktire

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Cacique Raoni, como é conhecido, talvez seja o líder indígena mais famoso do país. Nascido em 1930, no Mato Grosso, na vila Krajmopyjakare, hoje conhecida como Kapôt, ele pertence ao povo Kayapó e aprendeu português com os irmãos Villas-Bôas. Raoni conquistou fama internacional por sua luta pela preservação da Amazônia. A marca registrada é o adorno em forma de disco que usa no lábio inferior. Na Internet, são comuns imagens dele ao lado de personalidades internacionais como o cantor Sting e o ex-presidente francês Jacques Chirac. O cacique também é figura comum em protestos e mobilizações indígenas em todo o Brasil, seja em pequenos municípios ou na capital federal. Seu nome já foi cotado mais de uma vez para candidato ao prêmio Nobel da Paz, mas a iniciativa ainda não se concretizou.
 

Foto: Fiona Watson/Survival
O pajé e líder Yanomami segue os mesmos passos do cacique Raoni como liderança indígena brasileira de projeção internacional. Davi Kopenawa é mais conhecido no exterior que no Brasil. Prova disso é a publicação da autobiografia “La chute du ciel” (A queda do céu), em 2010, somente na França. O livro, escrito em parceria com o antropólogo francês Bruce Albert, possui tradução para o inglês. Entre os admiradores do líder indígena, está o rei Harald V da Noruega. Em 2013, o monarca nórdico visitou a Terra Indígena Yanomami e passou quatro dias na aldeia Watoriki, onde David mora, dormindo em rede e comendo a mesma comida que os indígenas. O reconhecimento da atuação de Kopenawa da defesa dos direitos indígenas e da floresta foi laureada com diversos prêmios, entre eles a Global 500, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (1989); e a Ordem do Rio Branco ao grau de Cavaleiro, em Brasília (1999). Além disso, em 2009, foi homenageado pelo comitê Bartolomeu de Las Casas, em Madrid.
 
Sônia Guajajara

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
É uma das maiores vozes do movimento indígena brasileiro. Nasceu em 1974, em uma aldeia do povo Guajajara/Tentehar, na região de Floresta Amazônica do Maranhão. Soninha, como é carinhosamente conhecida, é a atual coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mas esteve por dois mandatos à frente da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão e foi vice-coordenadora da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab) por cinco anos. Ela já acumula 25 anos de luta na defesa dos direitos dos povos indígenas.
 
Jacir de Souza Macuxi

Foto: Diego Bavareli/MSF
Liderança indígena Macuxi e um dos maiores defensores do reconhecimento da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima. Jacir nasceu no dia 7 de setembro de 1947, na comunidade indígena do Lilás, na própria Raposa Serra do Sol. Aos 26 anos foi alçado ao posto de tuxaua da sua aldeia. O momento era crítico para os indígenas do Norte de Roraima, os garimpos avançavam sobre as terras indígenas e com eles alcoolismo, violência e doenças. Jacir conseguiu unir todos os tuxauas da região para ajudar os chefes de comunidades no combate as mazelas que ameaçavam os indígenas. A ideia fez sucesso e várias comunidades indígenas aderiram a iniciativa que, mais tarde, se tornou o Conselho Indígena de Roraima (CIR).

Veja mais notícias sobre Cidades.

Veja também:

 

Comentários: 3

Edilene em Sexta, 26 Março 2021 19:44

Muito bom essas informações muito útil.

Muito bom essas informações muito útil.
PATRICIA SILVA Nichols em Quinta, 03 Junho 2021 20:01

Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab) por cinco anos. Ela já acumula 25 anos de luta na defesa dos direitos dos povos indígenas.

Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab) por cinco anos. Ela já acumula 25 anos de luta na defesa dos direitos dos povos indígenas.
Ervino Paulo Vogelmann em Quarta, 21 Julho 2021 09:27

Exaltar as lideranças dos povos indígenas é crucial para combater o preconceito a sua cultura e compreender a sua visão de mundo. Os brasileiros que invadem as suas terras e as exploram, consequentemente são responsáveis pela dizimação (homicídio) destes donos natos da terra. É necessário proibir o contato de não índios com estes povos ou definitivamente promover a sua integração à nação brasileira. No entanto, não tenho dúvidas de que a segunda ação, os destruiria.
Vou escrever uma história de ficção sobre o tema para alertar sobre os riscos que estes povos estão expostos para auxiliar na causa indígena. Assim que concluir vou solicitar apoio para a divulgação. Os povos indígenas são dignos de preocupação nacional com a sua sobrevivência. Espero que o livro A FRONTEIRA ajude a motivar a causa e o interesse pelo debate humanitário da causa indígena, bem como, promova um alerta sobre os danos causados a estes povos pelo constante avanço da exploração agrícola nos limites de suas terras.

Exaltar as lideranças dos povos indígenas é crucial para combater o preconceito a sua cultura e compreender a sua visão de mundo. Os brasileiros que invadem as suas terras e as exploram, consequentemente são responsáveis pela dizimação (homicídio) destes donos natos da terra. É necessário proibir o contato de não índios com estes povos ou definitivamente promover a sua integração à nação brasileira. No entanto, não tenho dúvidas de que a segunda ação, os destruiria. Vou escrever uma história de ficção sobre o tema para alertar sobre os riscos que estes povos estão expostos para auxiliar na causa indígena. Assim que concluir vou solicitar apoio para a divulgação. Os povos indígenas são dignos de preocupação nacional com a sua sobrevivência. Espero que o livro A FRONTEIRA ajude a motivar a causa e o interesse pelo debate humanitário da causa indígena, bem como, promova um alerta sobre os danos causados a estes povos pelo constante avanço da exploração agrícola nos limites de suas terras.
Visitante
Sexta, 22 Outubro 2021

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://portalamazonia.com/