Amazonense indígena Nara Baré recebe o Prêmio Franco-Alemão de Diretos Humanos e do Estado de Direto 2020

A cerimônia de premiação aconteceu na sede da embaixada da Alemanha, em Brasília. 

Por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, comemorado em 10 de dezembro, as Embaixadas da França e da Alemanha concederam à Nara Baré, coordenadora geral da COIAB, o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos e do Estado de Direito em reconhecimento ao seu compromisso com a proteção do meio ambiente e a defesa dos direitos indígenas. A cerimônia de premiação aconteceu na embaixada da Alemanha, em Brasília. 

A cerimônia de premiação aconteceu na sede da embaixada da Alemanha, em Brasília. (Foto: Divulgação/Embaixada da Alemanha).

Desde 2016, o prêmio é atribuído todos os anos a pessoas que contribuíram de modo excepcional para a proteção e promoção dos Direitos Humanos e do Estado de Direito nos seus países e a nível internacional. O embaixador da Alemanha no Brasil, Heiko Toms, parabenizou Nara Baré pelo prêmio: “Parabéns, Nara Baré! Meu colega e eu entregamos a Nara o Prêmio Alemão-Francês de Direitos Humanos e Estado de Direito por seu grande trabalho nas áreas de direitos indígenas e proteção ambiental.”

“Dedico a premiação ao meus pais Linhares e Clara, responsáveis por minha existência e ensinamentos que me tornaram a mulher que sou. Esse prêmio reconhece toda a luta e resistência dos povos indígenas do Brasil pela garantia ao direito fundamental: de viver! Viver como somos, respeitando nossa diversidade, nossa especificidade enquanto povos indígenas, e onde sempre estivemos: nossos territórios! A premiação não é para mim, Nara Baré, mas sim a todos nós povos indígenas que resistimos, lutamos e defendemos nossos direitos, nossos territórios e muitas vezes com nossas próprias vidas”, declarou a coordenadora geral da COIAB após a entrega do prêmio.

Nara Baré. (Foto:Divulgação/Coiab)

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Estudo revela altos níveis de contaminação por mercúrio em indígenas de Oiapoque, no Amapá

Metade dos indígenas analisados apresentou índices acima do limite seguro. Contaminação por mercúrio ocorre pelo consumo de peixes afetados por garimpos ilegais.

Leia também

Publicidade